terça-feira, 9 de agosto de 2011

Comerciantes de mercado popular em São Paulo resistem a ataque do Estado reacionário

Patrick Granja



Na tarde de sábado, agentes da Guarda Civil Metropolitana, PMs e policiais civis foram ao Brás, na região central de São Paulo, para fechar a notória Feirinha da Madrugada, onde trabalham cerca de dois mil comerciantes. Revoltados, os trabalhadores invadiram o local e tentaram retomar os seus espaços. Hostilizados pela GCM, os manifestantes reagiram, atirando pedras e paus contra os agentes. Segundo a Secretaria de Segurança Urbana da Prefeitura de São Paulo a operação visava combater a pirataria, mas os comerciantes disseram que este argumento seria apenas uma desculpa para criminalizar o protesto dos trabalhadores e expulsá-los da região.

Já a versão que surgiu na imprensa na tarde de ontem, aponta que, segundo investigações da polícia civil, dois vereadores receberiam propina para permitir a venda de material copiado na feira, o que teria motivado a operação. Os vereadores acusados, que nem ao menos foram identificados, continuam trabalhando e a culpa pela podridão do Estado, como sempre, recaiu sobre as cabeças dos trabalhadores que, do dia para a noite, perderam seus empregos. Denúncias veiculadas pelo jornal da Band, mostram que os comerciantes eram coagidos a pagar as taxas por quadrilhas armadas chefiadas pelos parlamentares.

Refugiados políticos, membros do Centro de Estudos Populares da Bolívia são presos e expulsos

Traduzido de artigo publicado em odiodeclase.blogspot.com em 8 de agosto de 2011

[Com profundo pesar, confirmamos que três dos companheiros do CEP foram entregues à polícia do Peru e se encontram custodiados pela sinistra Divisão Contra o Terrorismo da Polícia Nacional do Peru. As vis ratazanas do intitulado PC MLM da Bolívia, delatores que puseram os companheiros em ponto de mira podem sentir-se satisfeitas.

Este caso demonstra bem claramente o miserável papel do revisionismo e oportunismo que não pestanejam em colaborar com a repressão agindo contra os revolucionários conseqüentes.]

Três dentre os quatro companheiros do Centro de Estudos Populares – CEP detidos na Bolívia foram expulsos do país após a decisão de um juiz cautelar de El Alto. O quarto, que é refugiado político no país, devera buscar, em liberdade, outro lugar para se asilar nos próximos 90 dias.

Após uma audiência cautelar, o quinto juiz de Instrução Penal, Daniel Espinar, determinou a expulsão de Hugo Wálter Minaya Romero, William Antonio Minaya Romero e Blanca Rivelos Alarcón, que tem um bebê de um ano de idade.

“A José Antonio Cantoral Benavides foi dado um prazo de 90 dias. Isso é o que diz a lei de refugiado político, enquanto busca outro lugar de residência”, informou o magistrado que ainda explicou que apesar dele estar em liberdade, permanecerá com escoltas policiais.

Após a audiência, veículos da Departamento de Migração e do Ministério do Governo transportaram os três presos e o bebê. Eles foram postos à disposição das aturoridades do Peru no povoado de Desaguadero.

O advogado dos expulsos, Franz Bustos, manifestou que eles tem três dias para apelar da decisão.

“Este juiz ordenou a expulsão em menos de 24 horas. Vou apresentar a apelação, mas meus clientes já estão fora do país”.

O filho de Blanca Riveros Alarcón e um dos irmãos Minaya Romero (que é menor), foram detidos e expulsos para o Peru apesar de terem nacionalidade boliviana.

O advogado de defesa dos detidos denunciou que familiares dos presos alertaram entidades como a Defensoria da Criança para que apresentem uma medida cautelar e realizem gestões para assegurar os direitos do menor. “Nenhuma entidade apresentou e deixaram o menino desamparado. Nesse momento eles devem estar a caminho do Peru junto com seus pais”, protestou o advogado.

Os presos estão em Ayacucho, Peru

Os irmãos William e Hugo Walter Minaya Romero, assim como Blanca Riveros Alarcón e seu bebê já se encontram em Ayacucho em poder da polícia.

Nesse momento, os irmãos Minaya Romero e Blanca se encontram nos calabouços da Divisão Contra o Terrorismo da Polícia Nacional do Peru e, nas próximas horas, serão postos à disposição do Tribunal Supranacional de casos de terrorismo.

Explosão de revolta popular em Londres

Violentos protestos estremeceram Londres no último final de semana. A revolta popular explodiu no bairro pobre de Tottenham, norte da capital, e se espalhou para outras regiões da cidade após o assassinato de Mark Duggan, de 29 anos, por policiais no dia 4 de agosto.

Duggan havia sido abordado por agentes da Scotland Yard (polícia britânica) em um taxi e foi morto a tiros. Esse fato foi o estopim para que a população deste bairro tomasse as ruas em protesto.

“A polícia nunca fala conosco, eles nos ignoram, eles nem acham que somos humanos nesta região”. “Nós somos parados toda a hora como criminosos. Se você está vestindo um capuz escuro, se você é um homem negro, eles te param por nenhum motivo”. – declarou um jovem em uma reportagem publicada na página da BBC Brasil em 7 de agosto de 2011.

A assistente social, Michelle Jackson, também declarou à BBC:

“Eu conheço o homem que foi morto, ele era um sujeito muito bacana, e eles estão fazendo parecer como se ele fosse uma espécie de gangster envolvido em armas e nesse tipo de coisa.”

Milhares de pessoas tomaram as ruas e extravasaram sua fúria incendiando viaturas policiais, prédios e supermercados.

Mais de cem pessoas foram presas durante os protestos entre a noite do dia 7 e a madrugada do dia 8 de agosto. Outras 61 já haviam sido detidas na madrugada do dia 6.

Nove policiais ficaram feridos durante os protestos, duas viaturas policiais e um ônibus foram incendiados, assim como diversos prédios.

Novos protestos eclodem a cada momento em diversos pontos da cidade. A população exige justiça e punição para os policiais assassinos.

Histórico de resistência

O bairro de Tottenham é conhecido tanto pelo histórico de violência policial quanto pelo de combativas revoltas populares. No ano de 1985, milhares de pessoas tomaram as ruas do bairro em um grande protesto contra o assassinato de Cynthia Jarrett, que morreu em decorrência de um ataque cardíaco depois de ter sua casa invadida pela polícia.

Morador é preso arbitrariamente por PMs da UPP do Pavão-Pavãozinho

Patrick Granja



Há um mês atrás, nossa reportagem noticiou o assassinato do jovem trabalhador André Ferreira por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora do morro Pavão-Pavãozinho. Quando estivemos na favela para ouvir os parentes do rapaz, vários moradores relataram abusos de todas as espécies cometidos por PMs da UPP. Enquanto a polícia civil investiga a morte de André, seus assassinos continuam soltos pelo morro, ameaçando testemunhas e intimidando moradores que conheciam o rapaz. Na semana passada, uma dessas testemunhas foi enquadrada por policiais da UPP e presa por furto, mesmo sem provas, vítimas ou qualquer outra evidência do suposto crime. Mesmo assim, o rapaz foi mantido na delegacia e, em seguida, transferido para a antiga Polinter, onde ficam presos que aguardam julgamento. Em ambos os locais, a testemunha teria sofrido longas sessões de tortura física e psicológica.

A testemunha ainda conta que, dias antes de sua prisão, fora ameaçada por policiais da UPP enquanto bebia com amigos em um bar da favela. Quando estivemos no local, fomos acompanhados pela militante da Rede contra a Violência, Márcia Honorato que também integra a Comissão Auxiliar de Vítimas da Violência Policial. Ela acusa a justiça de demora na expedição do alvará de soltura da testemunha e enfatiza o verdadeiro caráter da Unidade de Polícia Pacificadora.

Mesmo com proibição do governo, juventude chilena vai às ruas e enfrenta a polícia

Na manhã da última quinta-feira, dia 4, estudantes universitários, secundaristas e professores do Chile voltaram a se manifestar contra as péssimas condições do ensino público no país. Em pelo menos 12 cidades chilenas, inclusive a capital Santiago, a juventude se mobilizou para os protestos.

A gerência Sebastián Piñera havia proibido as manifestações, mas, mesmo assim, milhares de pessoas foram às ruas. Durante os protestos, a juventude e os profissionais da educação ergueram barricadas e entraram em confronto com o aparato repressivo do Estado chileno. Demonstrando seu caráter reacionário, a polícia mobilizou mais de mil soldados, utilizou carros com jato d’água, lançou bombas de efeito moral e prendeu 874 estudantes. Os manifestantes, com paus, pedras e coquetéis molotov, responderam a violência do Estado e 90 policiais ficaram feridos.

Em solidariedade aos estudantes, a população se mobilizou e fez “panelaços” de dentro de suas casas. Ao “panelaço”, se somou o “buzinaço” dos motoristas no trânsito. Durante a noite, manifestantes encapuzados incendiaram lojas de multinacionais.

Greve dos profissionais da educação do Rio de Janeiro segue com força total

Patrick Granja



A greve dos profissionais de educação do Rio de Janeiro completou dois meses e, mesmo assim, o gerenciamento estadual segue indiferente às justas reivindicações dos trabalhadores. Na tarde de ontem, uma assembléia da categoria lotou a casa de shows Fundição Progresso, na Lapa, zona norte do Rio. Os profissionais da educação decidiram continuar com a greve e, em seguida, saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade. A avenida Rio Branco foi bloqueada para a encenação de uma peça de teatro. Na esquete, o governador Sérgio Cabral, representado pela morte, atacava os trabalhadores, que em seguida, se levantavam contra o político. Nossa equipe de reportagem esteve no local e conversou com os profissionais em greve.

A manifetação seguiu em direção às escadarias da Assembléia Legislativa, onde bombeiros se preparavam para mais um ato. Há meses, eles também travam uma dura batalha por melhores salários contra o gerenciamento estadual. Muitos bombeiros acompanharam o protesto dos profissionais da educação e declararam total apóio à luta da categoria, que exige a incorporção imediata das gratificações do Programa Nova Escola e um reajuste real de 26%. Enquanto o governador Sérgio Cabral e o secretário de educação Wilson Risolia continuarem indiferentes às suas reivindicações, professores e funcionários da rede estadual de ensino prometem que não darão nem uma passo atrás na greve que já dura dois meses.

O governo fascista e vende-pátria de Evo Morales mostra seu verdadeiro rosto

[Texto de autoria de um boliviano que se corresponde com o blog odiodeclase.blogspot.com , onde foi publicado originalmente. Tradução de A Nova Democracia.]

Jacinto

No dia 1° de agosto, segunda-feira, utilizando os métodos próprios de qualquer regime fascista para calar as vozes dissidentes, o chamado “governo de mudança” montou um operativo circense prendeu quatro ativistas e um menor de idade. Logo, ao não encontrar argumentos válidos para sustentar tal detenção, o ministro (autodenominado paladino dos direitos humanos) Sacha Llorenti, conjugando descaradamente toda sua xenofobia, tentou relacioná-los com casos de terrorismo e narcotráfico.

Em 3 de agosto, quarta-feira, em uma audiência por demais irregular na cidade de El Alto, o governo ordenou que a juíza designada para o caso fosse recusada sem justificativa alguma, pois como não existem provas contra os acusados, eles sairiam em liberdade se não fosse pela intervenção do governamental.

Com eles foram encontradas armas, entorpecentes ou material para elaborar algum tipo de droga?

O governo e toda a imprensa burguesa reconhecem que não. O governo os acusa de “recrutar gente” e “doutrinar”, mas no lugar onde foram presos só foram encontrados livros de matemática e física elementar, pois os detidos sobreviviam dando aulas de nivelamento a universitários. Mesmo assim, o governo apresenta à imprensa burguesa esse material como “evidência”.

Então, qual foi seu verdadeiro delito?

O delito foi dizer a verdade. Pois, os detidos, como membros da equipe de investigadores do CEP, constantemente vinham denunciando o caráter antidemocrático e antipopular do governo e em um dos mais recentes artigos que publicaram desvendam a corrupção na polícia boliviana*. Esse foi o delito, dizer o que todos na Bolívia já sabemos e constatamos cotidianamente.

É evidente que o governo fascista e vendepátria de Evo Morales agora busca qualquer pretexto para calar a voz do povo, como faz como os indígenas do TIPNIS que se opõem a abertura de uma estrada que só beneficiará ao narcotráfico, aos latifundiários e às transnacionais que saqueiam os recursos naturais; assim como também reprime os que denunciam o embuste de eleição de magistrados, pois, como o mais fiel agente do imperialismo, o governo reprime o protesto popular e a todos os setores democráticos que não comungam com sua política de servilismo.

Ademais, depois de sair desgastado do gazolinaço de dezembro de 2010, e depois de reprimir as justas lutas dos trabalhadores por incremento salarial deste ano, a imagem do “governo de mudança” de “defensor da pachamana” agora está no chão, pois o povo tem desmascarado sem reparos a demagogia folclorista de Evo Morales, porque o povo não se alimenta de discursos, porque o povo hoje se dá conta que Evo é o grande sócio do imperialismo, que Evo é o grande sócio do setor latifundiário e financeiro, aos quais trata com tanto respeito, pois os fatos falam, o povo não esquece a farsa de nacionalização de hidrocarbonetos e assembleia constituinte, tampouco que a repressão política nestes anos de suposta “revolução democrática cultural” já cobrou a vida de dezenas de seus filhos, nem que suas condições materiais de vida não mudaram em nada, e sim têm piorado. Em resumo, o povo já identificou seus verdadeiros inimigos: a grande burguesia, os latifundiários, o imperialismo e todos os seus lacaios, ratos revisionistas, supostos “revolucionários” de salão (miseráveis cujos nomes causam verdadeiro asco mencionar) que atualmente parasitam na burocracia do velho e apodrecido Estado boliviano e que estão encabeçados por Evo Morales.

Então, ante esse panorama, o fascista Evo Morales não pode fazer nada para “melhorar sua imagem”, o “grande revolucionário”, o “defensor dos direitos humanos”, “candidato ao prêmio Nobel da paz”, etc.. Vai entregar esses ativistas às mãos do genocida capitão Carlos*? Sem dúvida alguma que não lhe importa pisotear os mais elementares direitos dessas pessoas. Para conter o crescente protesto popular, vão mandar prender as 10 milhões de vozes rebeldes de bolivianos que vivem em situação de miséria, exploração e que já se não tragam com o canto do “processo de mudança”? Pois que saibam os ratos de toda laia que o povo e sua vanguarda estão de pé, e não vão poder deter a luta popular revolucionária de nenhuma maneira, pois o desmoronamento dos miseráveis que têm traficado com a luta dos operários e camponeses na Bolívia é inevitável.

Liberdade para os ativistas detidos injustamente!

*Refere-se a Ollanta Umala, novo “presidente” do Peru, tido como nacionalista e de “esquerda” pelos oportunistas e o monopólio da imprensa. Umala era oficial do exército peruano, conhecido como “capitão Carlos”, comandou atrocidades e torturou camponeses na selva peruana.

Copa do Mundo: Mais protestos populares contra a festa da burguesia

No dia 2 de agosto, o gerente estadual do Ceará, Cid Gomes, foi recebido com protesto pelos moradores da comunidade Aldaci Barbosa. Cid foi ao local para tentar convencer os moradores a deixarem suas moradias para viabilizar obras do Veículo Leve sob Trilhos (VLT), em favor da realização da Copa do Mundo de 2014.

Também em São Paulo houve protesto contra uma reintegração de posse em favor das obras para a Copa do Mundo. O gerenciamento municipal paulista inicia a repressão contra os pobres em nome da festa da burguesia.A nova edição do A Nova Democracia (n°80 / agosto de 2011) traz como manchete a resistência popular contra as remoções e superexploração resultantes dos projetos da Copa e das Olimpíadas no Brasil.




Apesar da repressão, protestos não cessam na Síria e no Egito

Patrick Granja

Nos dias 28 e 29 de julho, milhares de pessoas tomaram as ruas do Cairo, capital do Egito exigindo o fim dos processos militares contra civis por conta dos protestos que derrubaram o antigo regime de Rosni Mubarak, o julgamento de lideranças do antigo regime, inclusive do ex-presidente, e a redistribuição de riquezas no país. Apesar do monopólio dos meios de comunicação ter divulgado que as manifestações foram organizadas por grupos islâmicos, 15 organizações políticas participaram dos protestos, além de milhares de egípcios de diferentes religiões. O protesto tomou a praça Tahir, que ficou conhecida depois dos violentos choque entre a massa e as tropas de repressão do velho Estado egípcio durante os protestos que derrubaram o antigo presidente. Contudo, o regime fascista segue vigorando sob os mandos do antigo ministro da defesa de Mubarak, o presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, Mohammed Hussein Tantawi.

Dois dias depois dos protestos, a praça seguia ocupada por manifestantes que acamparam no local. Foi quando, na tarde do dia 2 de agosto, tanques do exército egípcio atacaram a ocupação e, violentamente, expulsaram os manifestantes e destruíram a estrutura do acampamento. A ação foi motivada por um racha entre os grupos políticos combativos e os islâmicos, que decidiram deixar o local durante o Ramadã, o mês sagrado dos islâmicos.

Eles simplesmente expulsaram todas as pessoas. Há apenas alguns civis que se deslocam ao redor, mas o exército continua agindo para retirar qualquer um que tente voltar à praça. Eles podem fazer o que quiserem, mas vamos voltar assim que eles saírem — disse um manifestante à rede de TV árabe Al Jazeera.

Na Síria, na tarde de ontem (1), milhares de pessoas voltaram às ruas das cidades de Hama e Al-Boukamal para exigir a saída do presidente Bashar al-Assad, mesmo com o ataque das tropas sírias que, no dia anterior, deixaram 139 mortos. Segundo informações de agências de notícias, militares dispararam a esmo contra os manifestantes até as ruas ficarem desertas. Desde o início da onda de protestos que têm agitado a Síria nos últimos dois meses, mais de 1,6 mil civis foram assassinados pelas tropas de repressão do Estado sírio. Na tarde de ontem blindados entraram na cidade de Al-Hula, onde acontecia um protesto, e foram ouvidos disparos. Quinze pessoas ficaram feridas e houve 18 detidos. Segundo os manifestantes, quatro pessoas morreram, entre elas um menino de 13 anos.

Evo também captura e entrega refugiados políticos

Esta edição de AND estava sendo fechada quando recebemos a notícia da prisão, no dia 1º de agosto, de quatro refugiados políticos peruanos que viviam na Bolívia e participavam de um grupo multidisciplinar de investigação da realidade boliviana e latino-americana.

O Centro de Estudos Populares da Bolívia se transformou em referência na Universidade Pública de El Alto, periferia da cidade de La Paz, promovendo estudos e debates com estudantes e trabalhadores das classes populares.

Em vista do aprofundamento do fascismo aplicado por Evo Morales e o MAS, o CEP passou a divulgar materiais de denúncia e crítica ao reformismo e oportunismo do governo boliviano, que faz publicidade de um certo “processo de mudança”, mas na prática intensifica políticas funcionais ao capitalismo burocrático.

O último artigo do CEP publicado em seu blog http://estudioyrealidad.blogspot.com , A polícia e a delinquência do “processo de mudança”, foi traduzido por AND e publicado na edição 78, de junho último. No artigo, o CEP denuncia o general René Sanabria, que trabalhava cara a cara com o ministro Sacha Llorenti. Este, que comandou a operação de prisão dos membros do CEP, é ex-ativista de “direitos humanos”.

Por essa razão, os participantes do CEP vem sendo perseguidos, o que culminou com a prisão de Hugo Walter Minaya, William Antonio Minaya, Blanca Riberos Alarcón e José Antonio Cantoral Benavides, refugiados peruanos, sendo que apenas um teria esse status reconhecido pelo Conselho Nacional de Refugiados.

A pós a prisão, os agentes do velho Estado boliviano anunciou que expulsará os detidos e os entregará ao governo peruano, já que eles seriam procurados pela “justiça” de lá.

Mais uma vez Evo e seus sequazes dá mostras de sua vilania. Diante da perda de apoio popular, já que a vida do povo só piorou com o “processo de câmbio”, o MAS promove feroz perseguição aos opositores, sob quaisquer desculpas, e mostra mais uma semelhança com os governos oportunistas de Chávez e Rafael Correa, entregando perseguidos políticos a governos que sabidamente desejam trucidá-los.

Entidades de luta pelos direitos do povo na Bolívia já estão se mobilizando para uma campanha pela libertação dos peruanos presos.

Na postagem anterior reproduzimos artigo do Centro de Estudos Populares da Bolívia publicada na edição 78 de AND.