
Foguetes disparados do sul do Líbano atingiram hoje o norte de Israel, deixando cinco israelenses feridos, segundo fontes sionistas. Oficialmente ninguém assumiu os disparos. Segundo o monopólio internacional dos meios de comunicação Israel “revidou” ao ataque com operações de bombardeios aéreos nas regiões de onde teriam se originado os lançamentos
Plano genocida é antigo
Artigo de Michel Chossudovsky no site resistir.info dá conta de que a "Operação chumbo fundido", faz parte de um plano genocida bem maior e vem sendo gestado pelo exército e servições secretos sionistas ao menos desde 2001, quando Ariel Sharon gerenciava o Estado Fascista de Israel.
Todo o processo veio sendo implementado com vistas a retirar os assentamentos judeus de Gaza para evitar vítimas judias durante as operações. Na ocasião, a retirada dos assentamentos foi comemorada como vitória pelos palestinos.
O plano original visava ainda a divisão da Faixa de Gaza em dois pedaços com “governos” diferentes, que negociariam individualmente com o Estado sionista. Um outro objetivo é ainda impedir que os palestinos prossigam com sua vida econômica, fiquem aprisionados em suas cidades e aldeias e causar tal pânico que estimule a emigração palestina, enfraquecendo a resistência a futuras expulsões.
Na previsão do número de vítimas, os cínicos estrategistas previam “centenas” de mortos judeus e “milhares” de palestinos, o que evidencia como os sionistas tratam as vítimas civis.
O sinistro papel de Abbas
Informações do Palestinian Information Center, também publicadas pelo site resistir.info revelam que Mahmoud Abbas tinha conhecimento prévio da data do ataque à Faixa de Gaza e dias antes deixou as terras palestinas através da Arábia Saudita. Além disso, Abbas teria deixado ordens para que fosse organizado um novo governo palestino para a Faixa de Gaza para quando o Hamas fosse derrubado. Há ainda informações de que Nimir Hammad, um assessor direto de Abbas, teria falado com Amos Gillad, coordenador israelense das operações nos territórios ocupados e conselheiro político do ministro da Guerra Ehud Barak, expressando a opinião de Abbas de que “que a Autoridade Palestina acredita que Israel em o direito de atacar e liquidar o Hamas mas pedia para centrar os seus ataques sobre as sedes e escritórios do Hamas e tanto quanto possível evitar alvo civis”.
Ajuda humanitária bloqueada no Egito
Fontes da Faixa de Gaza declararam que toneladas de alimentos e medicamentos destinados por países árabes e de outros continentes estão armazenados na cidade egípcia de Al Areesh, sem chegar ao destino porque as autoridades egípcias estão deliberadamente atrasando o transporte.
O gerente semicolonial do Egito, Hosni Mubarak declarou que não permitiria a passagem dos caminhões pela passagem de Rafah, o que deixa como opção a entrada pelo território de Israel, o que evidentemente impossibilita a chegada da ajuda internacional.
Essa atitude do Estado egípcio visa estrangular ainda mais a Faixa de Gaza e enfraquecer o Hamas, não importando que toda a população de Gaza pereça nessa situação.