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terça-feira, 10 de maio de 2011

A condecoração de um dedo duro

José Genoino, conhecido por sua longa carreira de traições ao povo brasileiro, que se inicia ao entregar os militantes do Partido Comunista do Brasil no Araguaia e se extende até hoje, acaba de ser condecorado pelas mesmas forças armadas reacionárias que o capturaram em 1972 e diante das quais ele capitulou vergonhosamente.

Seu depoimento na época tinha a riqueza de detalhes, não de informações esparsas retiradas sob tortura, mas de um relatório bem elaborado. Ali constavam os armamentos de cada destacamento guerrilheiro, seus componentes, estrutura de comando e de como o traidor conheceu cada um deles.

Nada mais justo o reconhecimento das forças armadas reacionárias encoberto sob que álibi for. Afinal, o serviço prestado por esse dedo duro foi essencial para o gerenciamento militar. Junto a ele recebem condecorações toda uma renca de oportunistas.

Lamentável é apenas o fato da medalha da vitória ser comemorativa à vitória dos aliados sobre o nazifascismo e sirva para afagar o ego de tal escória.

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

1° de maio classista nas ruas de São Paulo

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Centenas de camponeses, operários e estudantes de diversas regiões do país foram às ruas do Centro de São Paulo para celebrar o 1° de maio classista convocado pela Liga Operária e a Liga dos Camponeses Pobres. A reportagem do AND esteve presente, registrando a combatividade da manifestação.

A Liga Operária, a LCP e o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) haviam acertado o dia 2 de maio, segunda-feira, e não o 1º de maio, um domingo, para se reunirem após os seus respectivos encontros e realizarem uma combativa e classista manifestação na capital paulista.

Também atenderam à convocação do 1º de maio classista a Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP), o Movimento Feminino Popular (MFP), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), a Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS), a Associação Brasileira de Advogados do Povo (Abrapo), entre outras organizações classistas.

Na Avenida Paulista, a manifestação se deteve diante do consulado da Índia. Um representante da Abrapo leu um documento condenando o velho Estado indiano pelas atrocidades cometidas contra os camponeses e povos tribais daquele país. O documento explicava a luta dos povos adivasi, camponeses e dos naxalitas, como são conhecidos os militantes do Partido Comunista da Índia (maoísta), que dirige a guerra popular naquele país.

O 1º de maio classista e internacionalista organizado pela Liga Operária em São Paulo também desmascarou as centrais oportunistas e governistas (CUT, CTB, Força Sindical, etc) que, como de praxe, promoveram mega-shows, sorteios de brindes e seu festival de bajulação às classes dominantes, esbanjando degeneração e colaboração de classe.

Veja reportagem completa sobre o 1º de maio classista na edição 77 de AND

quinta-feira, 10 de março de 2011

Homenagem ao dia internacional da mulher trabalhadora

Vídeo produzido por A Nova Democracia em celebração ao 8 de março, o dia internacional da mulher trabalhadora.


quarta-feira, 2 de março de 2011

Muito além da UPP: a limpeza étnica em torno dos enclaves fortificados dos ricos

mais de dois anos da implantação da UPP (Unidade de Policia Pacificadora) no morro Santa Marta, Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. O que melhorou? Aqui apresento uma ótica de quem vive lá.

Já estamos em 2011, e ainda quase nada de melhoria coletiva chegou ao morro do Santa Marta. Sim, medidas paliativas sim, isso chegou e irá chegar sempre. Eu me refiro a mudanças revolucionárias, onde o povo poderá viver de forma igualitária, com mais saúde, moradia digna, alimentação de qualidade. Isso não chegou e vai além da UPP.

Falo além da UPP, porque me lembro de toda a midiática em prol da revolução chamada de UPP. Isso fez até os próprios policiais acreditarem que eles realmente são revolucionários. Certo dia eu conversei com um deles e ele mim afirmou que trouxe melhoria para a favela Santa Marta. Eu em seguida o perguntei se ele poderia fazer uma reforma na minha casa, pois estar com várias infiltrações. Ele ficou sem me responder.

Agora, eu quero tirar a UPP desse texto e falar sobre a nossa vida hoje no morro Santa Marta. O desafio que será para todos os moradores permanecerem neste território de negócios para a especulação imobiliária. Vejo um outro morro Santa Marta, onde moram estudantes de classe media, estrangeiros. Onde há disputa para alugar um barraco de dois metros quadrados pela quantia de R$ 350. Vejo bar se transformando em república, vejo bares tendo que se adaptar à tendência de ser empreendedor. Vejo as marcas excedentes de bebidas alcoólicas nesses bares, em troca de cadeiras e mesas. Vejo também muitos comércios agonizando para resistir à morte, demitindo funcionários e aumentando seus preços.

Cadê a melhoria que falaram tanto na TV Globo e nos outros meios de comunicação? A Globo viveu ineditamente 30 dias aqui no Santa Marta durante o dia para mostrar as melhorias. Mas nunca nos deu voz.

Agora, existe uma melhoria que eu também reconheço: diminuíram as armas nas mãos dos civis e hoje não ouvimos mais tiros a esmo. O número de mortes com armas letais reduziu. Isso é muito bacana e direito nosso, já que no Brasil não vivemos em uma guerra. Porém, sabemos quem bota essas armas nas mãos dos consumistas do tráfico. E não é morador de favela não.

Fiz uma pesquisa e constatei que para nós trabalhadores e moradores das favelas da Zona Sul, para sobreviver só com esses quatro itens: aluguel (R$ 350 mensais), café da manhã (R$ 3,50 por dia, total de R$ 105 em 30 dias), almoço (R$ 7 por dia, total de 210 em 30 dias), jantar (R$ 7 por dia, total de 210 em 30 dias) terá que desembolsar a quantia de: 875,00 reais. Vale lembrar que o salário mínimo é de R$ 530. Eu não incluo comprar leite, gás de cozinha, remédio, roupa, pagar conta de luz, TV a cabo etc.

Até a chegada das Olimpíadas, não sei se estaremos aqui no morro Santa Marta. Hoje, mais do que nunca, temos um custo de vida muito caro. A nossa conta de luz chega com valores aleatórios. No mês passado eu paguei R$ 50, sem ninguém ficar em casa, pois trabalhamos o dia todo fora. Nesse paguei R$ 45. Tenho conhecimento que alguns moradores estão pagando R$ 80, R$100. Cadê a tarifa social?

Sutilmente, estão “higienizando” a favela, sem que a totalidade dos moradores perceba. A mídia pulveriza a mente do trabalhador com o slogan de favela modelo e que temos que agradecer ao santo Sérgio Cabral governador do Rio de Janeiro. O Presidente Lula veio ao morro Santa Marta em setembro de 2010 e propagou que temos que esquecer o nome favela, pois esse já passou e é feio. Mas ninguém comenta a omissão com os moradores do pico do morro, pois lá não chegou absolutamente nada de urbanização. Toda essa transição beneficiou alguém: os enclaves fortificados dos ricos. Esses estão felizes da vida, com o aumento dos seus imóveis, de R$150 mil para R$ 300 mil e R$ 400 mil etc.

Hoje não podemos realizar o baile funk no morro, mas os blocos de fora do morro, fazem seus eventos aqui e rola mais do que um baile funk. A UPP também fazem suas festas, e não tem nenhum problema.

Faço uma convocação para todos os trabalhadores que querem residir nas favelas, principalmente da Zona Sul. Vamos nos organizar porque as remoções vão vir e toda nossa historia irá virar mais um livro para sociólogos e pesquisadores que não moram em favelas.

Rapper Fiell, coordenador do Coletivo de Hip-hop VISÃO DA FAVELA BRASIL, morador do morro Santa Marta.




www.visaodafavelabr.blogspot.com

fiellateamorte@gmail.com

021-7704-0912


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Goiás: Manifestantes bloqueiam rodovia e enfrentam a polícia


Rafael Gomes


[nggallery id=12]    Na manhã desta segunda-feira, 24/1, cerca de 2 mil moradores da cidade de Santo Antônio do Descoberto, no interior de Goiás, entraram em confronto com a tropa de choque da polícia, bloqueando uma rodovia que liga o município ao Distrito Federal, contra a péssima qualidade e o preço do transporte público na região. Durante a manifestação, que começou por volta das 5h30, a população ateou fogo num ônibus, apedrejou a prefeitura e outros prédios públicos da cidade, ergueu e ateou fogo em barricadas na rodovia, e respondeu com paus e pedras as bombas de efeito moral e as balas de borracha da PM. O comércio foi fechado e muitas pessoas não saíram de casa para trabalhar.

Além da precariedade dos transportes públicos, os moradores também protestavam contra as vias esburacadas da cidade e a péssima qualidade dos serviços públicos oferecidos a população de Santo Antônio do Descoberto.

Tamanha a truculência da Polícia Militar, que um cinegrafista registrou o momento em que um soldado da tropa de choque agrediu um deficiente físico com um soco no rosto. Ao ser questionado pela covardia, o policial tentou se esconder. Outro morador que pedia calma para a polícia foi atingido a queima roupa por uma bala de borracha. Oito pessoas foram detidas e cinco foram levadas para o hospital.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

São Paulo: Estudantes enfrentam a polícia e exigem seus direitos

Rafael Gomes




Centenas de estudantes foram às ruas do Centro da capital paulista na última quinta-feira, 13/1, contra o aumento abusivo da tarifa de ônibus, que desde o dia 5 passou de R$ 2,70 para R$ 3. Ao chegarem nas proximidades da Praça da República, os manifestantes foram atacados com balas de borracha e bombas de efeito moral pela PM paulista. Os estudantes denunciaram que a manifestação se desenvolvia pacificamente e não houve motivo para a covarde reação da Polícia Militar.

Segundo Lucas Monteiro, representante do Movimento Passe Livre (MPL), organização que está agitando a luta contra o aumento das tarifas e a denúncia contra a máfia dos transportes em São Paulo, "O movimento sabe que é uma luta longa e vamos continuar com as manifestações até a volta às aulas, até que mais estudantes venham para as ruas".

Após mais um ato de violência e covardia da polícia durante essa manifestação, cerca de 30 pessoas foram presas e encaminhadas ao 3º DP, na região central e cerca de 5 manifestantes ficaram feridos.

Confira o vídeo feito pelo cartunista  Latuff.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cai mais uma favela da zona oeste do Rio após meses de resistência



No dia 17 de dezembro, foi a vez da Favela da Restinga — também no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro — ser atacada pela prefeitura. A operação aconteceu um dia após o ataque à favela Vila Harmonia, que fica em frente à Restinga. A favela estava protegida por uma liminar perpetrada pelo Núcleo de Terras da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, mas a blindagem foi derrocada pela prefeitura no dia anterior, o que levou dezenas de PMs, policiais civis e guardas municipais à Restinga logo pela manhã.
Os agentes de repressão do Estado, como presenciou nossa equipe de reportagem, agiram com muita truculência agredindo e imobilizando os moradores que se negavam a sair das casas. Muitos sofreram agressões na frente da família. Uma mulher, indignada com a possível destruição de sua moradia, acorrentou-se a um pilar da casa e só resolveu sair depois de seguidas ameaças dos cães de guarda da prefeitura. A defensora pública Marília Farias foi arbitrariamente impedida de adentrar os locais de demolição e conversar com a senhora que passou horas amarrada a sua casa.
Segundo o morador Altair Montanha, de 47 anos, como mostra o vídeo abaixo, sua casa fora invadida pela manhã por PMs que arrombaram o portão da serralheria que fica abaixo de sua residência e o retiraram a força de casas, assim como sua família. Indignado o serralheiro disse à nossa equipe de reportagem ter vergonha de ser brasileiro.
Isso é pior que a ditadura — protestou o trabalhador

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tal como prevíamos

Há mais de um ano, AND antecipou qual seria a decisão de Luiz Inácio no caso da extradição ou concessão de asilo político do italiano Cesare Battisti, bem como as razões pelas quais ele optaria pela concessão do asilo.
Veja no editorial da edição 60 de AND, de dezembro de 2009. (Colocar este link http://www.anovademocracia.com.br/no-60/2565-editorial-a-qpolitica-externaq-de-um-gerente-de-turno-semostrador )

Mesmo diante da indigesta questão da extradição do italiano Cesare Battisti para a Itália, Luiz Inácio não perde a pose olímpica. Battisti, que foi condenado à prisão perpétua, acusado por quatro mortes na década de 1970, quando fazia parte da organização Proletários Armados pelo Comunismo, há muito tempo renegou a luta armada revolucionária e se encontra há quase um ano preso no Brasil. Ele aguarda na penitenciária da Papuda, em Brasília, um pronunciamento do gerente de turno sobre sua extradição para a Itália ou manutenção da concessão de asilo político. No Brasil, Battisti teria cometido o crime de falsidade ideológica, por ter usado documentos falsos quando da fuga da França para cá. Seu inquérito, no entanto, já está concluído há meses.
Interessante mesmo nesse candente tema de relações internacionais é o silêncio covarde dos ocupantes do Planalto frente à situação de outro estrangeiro preso no Brasil. Maurício Norambuena, que igualmente foi condenado a prisão perpétua no Chile por crimes políticos, inclusive um atentado contra Pinochet, e que foi condenado no Brasil pelo sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2002, encontra-se ilegalmente encarcerado no draconiano Regime Disciplinar Diferenciado há quase 8 anos. O RDD é um regime de uma crueldade sádica de isolamento absurdo que sequer com o carcereiro pode haver comunicação do condenado e prevê o tempo de suplício por 360 dias, podendo se repetir por nova falta grave da mesma espécie até o limite de um sexto da pena aplicada. O que no caso de Norabuena seria de cinco anos.
O Estado chileno igualmente solicitou a extradição e o Supremo Tribunal Federal a autorizou, desde que Norambuena cumpra até 30 anos de prisão, que é o máximo previsto na legislação brasileira.
No caso Battisti, depois de dez meses de vai-vens no Supremo Tribunal Federal, novamente a bomba cai no colo do "executivo", cabendo a Luiz Inácio, em sua prerrogativa de presidente do país, decidir o destino do italiano. No seu incontido afã de poder pessoal, o personalista gerente de turno deve escolher entre cumprir as ordens do imperialismo — como faz em relação ao que é fundamental da economia e política do país — e a decisão pela manutenção da concessão do asilo. E será esta última sua posição. E a tomará não por questões humanitárias, de justiça ou qualquer convicção política progressista — se lixa para tudo isso —, mas exclusivamente pela conveniência de vender a imagem de estadista independente, de olho gordo no futuro.

Identificação, cidadania e controle

Enrique F. Chiappa
(AND 59, novembro de 2009)
Jornalistas noticiaram alegremente a sanção presidencial da lei que cria o RIC, documento que em uma única numeração engloba identidade, CPF, carteira de habilitação, título de eleitor, etc. Omitiram que legislações semelhantes foram barradas no USA, Canadá e Austrália. A constituição portuguesa veda expressamente no art. 35: "É proibida a atribuição de um número nacional único aos cidadãos".

Mais uma vez o monopólio dos meios de comunicação desinforma, monta matérias simplórias e se esforça em criar consenso. Evita uma análise séria. No simpósio Vigilância, Segurança e Controle Social na América Latina, ocorrido no mês de março na PUC de Curitiba, o professor Danilo Donela apresentou um estudo que sinaliza os perigos do novo sistema de identificação.

Anunciado basicamente como um novo modelo de cédula de identidade, que reuniria diversos atributos que lhe proporcionam maior segurança contra eventuais fraudes, o novo documento é apenas a parte mais visível. O que vem por trás é um gigantesco banco de dados acarretando riscos de acesso indevido, roubo de informações, alterações fraudulentas... Um dos argumentos mais fortes para a rejeição no USA foi a impossibilidade de garantir a segurança na inviolabilidade do sistema. A existência de vários cadastros significa menores possibilidades de que o indivíduo terá sua vida devassada na medida em que dificulta o cruzamento de tantas informações complexas. Esta é a principal razão pela qual a instituição de um certificado único foi rechaçada pelos países europeus.

Mesmo sem fraudes a vulnerabilidade do cidadão aumenta no Brasil, porque ao contrário de outros países, não existe legislação que penalize a priori a utilização de dados pessoais para finalidades diversas daquela para a qual foram coletados.

Em vários países as sociedades não aceitam a identificação datiloscópica porque para elas a tomada de impressões digitais implica na existência de algum motivo fundado para que a presunção de inocência seja questionada, e não em uma medida genérica e universal para todos os cidadãos. Acompanhando o novo documento, uma nova identificação datiloscópica digitalizada passará a fazer parte do poderoso sistema computadorizado AFIS, cadastro que atualmente se limita a infratores, e será estendido a todos os cidadãos documentados. Dados como cor, altura, peso, informações trabalhistas, previdenciárias, criminais e outras serão gravadas em um chip e circularão pelo sistema.

Na medida em que sistemas informatizados facilitam a obtenção de dados sobre uma determinada pessoa, esta pessoa torna-se mais suscetível a ser classificada apenas em função de seus dados. Seus dados podem, além disso, ser eventualmente desviados ou utilizados abusivamente, proporcionando desde prejuízos à sua identificação como o próprio "roubo de identidade". Eles podem estar eventualmente, errados, fazendo com que uma pessoa seja tratada de forma indevida.

Longe de proporcionar cidadania, o maior beneficio de qualquer banco de dados é para aquele que o controla e se utiliza dele.

A versão tupiniquim do novo "Grande Irmão" da novela de Orwell "1984", cria as condições para o aprofundamento de um Estado de vigilância e controle, e abre a possibilidade de que, no futuro, corporações monitorem aonde vamos, o que lemos, a nossa saúde etc., ajudando-os a planejar seus grandes negócios e ações repressivas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pela imediata punição dos assassinos do Companheiro Elias e pela desapropriação da Usina Utinga

Reproduzimos nota da Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste

No dia 8 de dezembro, quarta-feira, às 17 horas, o companheiro Elias Francisco Santos da Silva foi assassinado dentro do Acampamento Lageiro, município de Messias (Alagoas) em terras da Usina Utinga. Foi um assassinato covarde e brutal, o companheiro foi morto com três tiros de escopeta, calibre 12, sendo um deles disparado contra seu rosto. Logo após o ataque, as famílias acampadas, com medo, abandonaram a área. A própria PM quando chegou ao local do crime foi recebida a tiros pelos assassinos que ainda estavam de tocaia na mata.

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Depois da invasão a diversão

Depois da cobertura espalhafatosa e bombástica que o monopólio dos meios de comunicação, particularmente sua facção dominante, deu à invasão do complexo do Alemão chegou a hora de mostrar que o rio está em paz e que tudo vai as mil maravilhas. Afinal é natal. Para tal montou-se um mega show de Roberto Carlos nas areias de Copacabana.

Desta vez coube a gerência municipal dar sua mostra de truculência, como tem feito com os camelôs e moradores de favelas, promoveu um “choque de ordem” no trânsito de Copacabana impedindo os carros de moradores de voltarem para casa. Foram pessoas doentes, mulheres grávidas, gente que chegava de viagem enfim não haviam exceções. Quer dizer isso não é bem verdade uma exceção foi aberta para um carro da tal facção dominante do monopólio dos meios de comunicação.

Veja o vídeo postado em http://ricardo-gama.blogspot.com/.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Não é só no Brasil que ser pobre é crime

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Buenos Aires: O parque Indo americano de Vila Soldati, em Buenos Aires, vem sendo ocupado por inúmeras famílias, em sua maioria imigrantes paraguaios e bolivianos. Sem condições de conseguirem melhor moradia, proliferam as barracas de lona. Como é de praxe, os reacionários locais, como o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Marci, atribuem o problema à “imigração descontrolada” e a “organizações criminosas”.

A população resistiu a uma ordem judicial de desocupação e enfrentou as polícias Federal e Metropolitana. Como também é costumeiro, o discurso fascista acaba conquistando uma parcela significativa da pequena burguesia, apavorada com sua própria decadência. Vimos isso no Rio e em Buenos Aires moradores dos bairros próximos resolveram expulsar, por conta própria, os ocupantes, também entrando em confronto com estes.

No saldo, três mortos, sendo um a tiros e, entre os feridos, vários baleados, todos entre os ocupantes do parque. E como também é padrão, a “justiça” abre um inquérito para verificar se as balas partiram de policiais ou de algum extraterrestre de passagem no local. As imagens de TV mostram a Polícia Federal agredindo um sem teto no chão.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vera Mallaguti sobre o Rio de Janeiro e Segurança Pública: ‘Não sei se é fascismo ou farsismo’





Por Gabriel Brito e Valéria Nader
Correio da Cidadania




Após mais uma onda de violência na cidade do Rio, o Brasil se deparou com um espetáculo deprimente de suas mazelas sociais e humanas. Após traficantes desceram ao asfalto, promovendo assaltos e queima de veículos, por razões ainda pouco esclarecidas, novamente a cidade se viu em pânico. Situação inflada pela cobertura espetacularizada da grande mídia, que por sua vez endossa sem parar as políticas fracassadas de mera repressão à ponta pobre do tráfico, isto é, nos morros.

Em entrevista ao Correio da Cidadania, a socióloga Vera Malaguti, secretária geral do Instituto Carioca de Criminologia (ICC), criticou duramente os governos estadual e federal, especialmente em relação à entrada das forças armadas na questão, de legalidade questionável. "Tudo é ilegal aqui. Estamos vivendo em regime de exceção", afirmou, referindo-se também às violências cometidas contra moradores inocentes das áreas invadidas pelas forças oficiais.

Para ela, tal processo é parte de uma política de ocupação de áreas pobres, idealizada pelos EUA há décadas, que visa também garantir um controle militarizado da vida das pessoas, além de abrir caminho para "os negócios transnacionais e olímpicos".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

100 anos de Noel Rosa

Leonardo Gaudio


Em 11 de Dezembro de 1910, em Vila Isabel nascia Noel de Medeiros Rosa, popularmente conhecido com Noel Rosa. Foi iniciado na música por sua mãe, Dona Martha, quando essa lhe ensinou a tocar bandolim. Verdadeiro amante da música, começou suas composições com influências da música nordestina que ia se popularizando no Rio de Janeiro no fim dos anos 20. Chegou a tocar músicas sertanejas até chegar ao samba. Compôs músicas como a conhecida Com que roupa, que era um retrato da miséria que os mais pobres passavam naquela época e é tocada e cantada pelos músicos populares até hoje, para relembrar aquele que foi considerado o primeiro poeta do samba.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Greve na Unifesp: Por melhores condições de ensino*

Comitê de apoio a AND em São Paulo


Em setembro de 2010, estudantes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) campus Baixada Santista (Cidade de Santos, litoral de São Paulo) iniciou uma campanha pela permanência estudantil e no dia 30 do mesmo mês realizaram um ato, entregando um manifesto de reivindicações à direção.

Como já era de se esperar a resposta não foi satisfatória e no dia 06 de outubro em assembleia, os estudantes deflagraram greve tendo como principais reivindicações:

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

REFORMA NO BLOG

Estamos passando por uma reforma no blog. O blog antigo continua ativo para acessá-lo alique aqui.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dilma quer espalhar terror fascista pelo país inteiro


A gerente recém-eleita, empolgada com a operação no Complexo do Alemão, afirmou que tudo foi apenas um laboratório e que a “experiência” deve ser ampliada. Colocar a Marinha para patrulhar a Bahia de Guanabara, comprar aviões de configuração conhecida como COIN (contrainsurgência) para “patrulhar fronteiras”, usar as forças armadas para “livrar outras comunidades do tráfico”, foram alguns dos temas debatidos no conclave fascista que reuniu na segunda-feira, 29 de novembro, além de Roussef, o ex Libelú e futuro chefe da casa civil, Antônio Palocci, o governador e o vice do Rio.
Na avaliação do vice-governador, a convergência pela repressão é benéfica para as forças armadas, porque elas são criticadas por estarem “ajudando” no Haiti e não no Brasil. Sem dúvida, existem críticas à participação do Brasil na invasão ao Haiti, cujo único objetivo é liberar soldados ianques para atuarem no Iraque e no Afeganistão. Mas quase ninguém quer tornar o Brasil um novo Haiti.
Já Luiz Inácio, no apagar das luzes de sua gerência, afirma, ao estilo de seus chefes do norte, “(As Tropas) vão ficar o tempo que for necessário para garantirmos a paz”. Ou seja, ficarão por muito tempo, já que com o aprofundamento da crise e a falta de perspectivas oferecidas pelo oportunismo será inevitável o acirramento da revolta popular. Ai restará aos governantes tachar todos de traficantes.
Um fato merece ainda destaque, os blindados da Marinha voltaram a circular, agora com jornalistas do monopólio dos meios de comunicação, particularmente de sua facção hegemônica. Tudo para sentirem o clima da ação. É o “bonde da contrapropaganda”.