terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
(MG) Famílias da Mulunguzinho são atacadas por pistoleiros do prefeito/latifundiário de Porteirinha!
Janaúba-MG, 25 de fevereiro de 2011
Na manhã de hoje, 6ª feira, 25 de fevereiro, por volta das 8 horas, as famílias do Acampamento da fazenda Mulunguzinhho, município de Porteirinha, foram atacadas por pistoleiros a mando do latifúndio.
Os pistoleiros chegaram montados a cavalo atirando contra as famílias; no meio da confusão que se instalou famílias inteiras se embrenharam no mato tentando fugir dos disparos. Os pistoleiros então começaram a apontar armas diretamente contra as pessoas que ainda estavam nos barracos; amarrando alguns companheiros e companheiras ameaçando colocar gasolina e fogo; espancaram companheiros; roubaram celulares e destruíram pertences das famílias camponesas.
As famílias chamaram a PM para registrar Boletim de Ocorrência e o SAMU para prestar socorro aos companheiros feridos, dois deles tendo de ir para o hospital da cidade.
Os pistoleiros que atacaram o acampamento nesta manhã são os mesmos já denunciados na 2ª feira junto ao Ministério Público de Belo Horizonte.
As terras reivindicadas pelas famílias camponesas foram ocupadas há 9 anos, tramitando processo de desapropriação junto ao Incra e governo federal. Porém no ano de 2009 o processo foi encerrado mediante decisão judicial solicitada pelo atual prefeito de Porteirinha e as famílias tiveram suas roças e barracos destruídos, se vendo obrigadas a aceitar um acordo que atendia somente metade das famílias que pleiteavam a terra e recebendo 1 hectare cada família.
Nenhuma atitude foi tomada pelo Incra no sentido de assentar essas famílias!
Agora as famílias obrigadas a sair em 2009 retornam para as terras, lutando por seu pedaço de terra para produzir e viver com dignidade, e são atacadas covardemente por pistoleiros.
Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Operários da Usina Catende param moagem e bloqueiam BR 101 em protesto
Liga dos Camponeses Pobres - Nordeste
A Polícia Militar do feitor “socialista” Eduardo Campos (PSB) usa de sua peculiar selvageria e bestialidade, fere e prende operários que lutam pelo seu justo direito.
Hoje, 22 de fevereiro, os operários da Usina Catende que já há aproximadamente 10 dias paralisaram a moagem e decretaram greve motivada por atrasos no pagamento de salário, situação que se arrasta a quatro messes dentre outras reivindicações econômicas, bloquearam um trecho da BR 101 na entrada do município de Palmares, cidade pólo da região da Mata Sul Pernambucana, próximo à divisa com o estado de Alagoas por cerca de quatro horas, provocando um colossal congestionamento; a Polícia Militar do feitor “socialista” Eduardo Campos (PSB), gerente de turno no estado, em operativo conjunto com a polícia rodoviária federal mobilizou helicópteros e tropas de choque para debelar o protesto, intervindo com muita selvageria, disparando contra os manifestantes balas de borracha, bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e, inclusive efetuou disparos de munição real, letal, atingindo e ferindo dezenas de operários; aproximadamente 8 operários foram presos e durante as prisões se seguiu o espetáculo de mais brutalidade e covardia policial.
A Usina para os operários e as terras para os camponeses pobres!
A dramática situação vivida pelos operários da Usina Catende e os camponeses pobres do PA (Projeto de Assentamento) Miguel Arraes é de escravidão, miséria e fome. Os “novos patrões” que administram a massa falida há 15 anos, através da Cooperativa Harmonia e os sucessivos síndicos que por ela passaram, deitaram um rastro de exploração e trabalho escravo impondo um severo e monumental sofrimento às massas de operários e de camponeses pobres dos engenhos e arruinando a economia do município de Catende, o que também repercute de maneira perversa em toda região.
Um aglomerado de oportunistas que vai do MST, FETAPE e Sindicatos Rurais, e um conjunto eclético de partidos com variados vernizes se amalgamaram em torno do “Projeto de Modelo de Gestão Socialista” da Usina Catende que tomou a forma na Cooperativa Harmonia. Mentiram e roubaram os camponeses assentados contraindo dívidas em seus nomes dando calote e impôs um regime de exploração semifeudal aos operários, para viverem nababescamente como emergentes “novos Usineiros” com carros e casas luxuosas na vida que sempre sonharam, colocando a Usina Catende a beira da falência e nas páginas policiais com um cem número de escândalos envolvendo a Cooperativa e a gerência da massa falida.
Na esteira do fracasso da Cooperativa harmonia, assumiu um interventor judicial, que ao invés de atenuar a insolvente situação da massa falida, sanar economicamente a Usina e melhorar as sofríveis condições de vida dos Camponeses assentados e dos operários, tem na contara mão, intensificado a exploração, atrasando salários, incrementado as já volumosas dividas (passivos) da Usina e aprofundando a escravidão, a miséria e a fome.
Neste panorama a alternativa para os operários e os camponeses pobres assentados não é o museu de grandes novidades recolocando no controle a Cooperativa Harmonia os “novos usineiros”, tão pouco o síndico interventor a mando dos patrões e da sua justiça, que na dolorosa experiência se mostrou inviável sob todos os pontos de vista. A única alternativa real e concreta é a luta radical pelo controle operário da usina e a tomada das terras para os camponeses pobres do PA Miguel Arraes plasmada na palavra de ordem “A Usina para os Operários e as Terras para os Camponeses Pobres”, entusiástica e vigorosamente propagada pela LCP de Pernambuco que, como um rastilho de pólvora, tem empolgado todo povo de Catende e da região.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Pela imediata punição dos assassinos do Companheiro Elias e pela desapropriação da Usina Utinga
No dia 8 de dezembro, quarta-feira, às 17 horas, o companheiro Elias Francisco Santos da Silva foi assassinado dentro do Acampamento Lageiro, município de Messias (Alagoas) em terras da Usina Utinga. Foi um assassinato covarde e brutal, o companheiro foi morto com três tiros de escopeta, calibre 12, sendo um deles disparado contra seu rosto. Logo após o ataque, as famílias acampadas, com medo, abandonaram a área. A própria PM quando chegou ao local do crime foi recebida a tiros pelos assassinos que ainda estavam de tocaia na mata.
[nggallery id=6]quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sem-terra é morto a tiros em Alagoas
SÍLVIA FREIRE
FOLHA DE SÃO PAULO
Um coordenador da LCP (Liga dos Camponeses Pobres) em Alagoas foi morto a tiros na tarde de ontem em um acampamento de sem-terra no município de Messias (38 km de Maceió).
Elias Francisco Santos da Silva, 31, foi atingido por disparos vindos de uma mata próxima ao local, segundo integrantes do movimento. Ele morreu no local. O agricultor deixou mulher e seis filhos.
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte. Ninguém foi preso até o início da tarde desta quinta-feira (9).
Cerca de 80 famílias ligadas à LCP estão acampadas no local há aproximadamente um ano. A área pertence à usina Utinga Leão, que, segundo integrantes do movimento, já obteve na Justiça a reintegração de posse da área. A saída das famílias está sendo negociada.
Segundo Ana da Silva, coordenadora da LCP, algumas famílias já deixaram o acampamento com medo de novos ataques.
Além da LCP, há na área pertencente à usina três acampamentos da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e outros do MTL (Movimento Trabalho, Luta e Liberdade).
No ano passado, a Utinga Leão, alegando passar por crise financeira, reduziu a produção e deixou de pagar salários aos trabalhadores. O governo do Estado chegou a distribuir cesta básicas aos funcionários
Foto do Enterro de Elias Francisco Santos da Silva - Fonte Boca de Caera - Colaborador de AND em Alagoas