Ao ser lido e distribuída a cópia da contra proposta da Companhia do Metropolitano de São Paulo, a categoria explodiu em revolta e sob as consignas de “Chega de sufoco, esse aumento é muito pouco!” e “Au, au, au, progressão salarial” e varias outras, aberto os debates, vários metroviários mostraram sua indignação e, principalmente, no que diz respeito a questão da produtividade, que a chefia do Metrô sequer arriscou em definir um índice, deixando claro o arrocho, já que apenas ofereceram o índice de 6,39% referente a inflação, calculada por um órgão, que fica bastante abaixo do índice do 10,79% do IGPM, reivindicado pela categoria. De imediato, o presidente do sindicato, Altino M. Prazeres Junior, deixou claro que a comissão de negociação rechaçou a contra proposta do Metrô, mas que caberia a categoria decidir, apontando o imediato “estado de greve” e definição dos rumos da negociação para a assembleia do dia 26, caso não avance as proposta.
Ao ser colocado em votação, houve um posicionamento de um ex-diretor, o Xavier (pecedobê), figurinha marcada da categoria por vários mandatos, que já compôs a diretoria e foi escorraçado pela categoria na eleição histórica de 2010, pondo fim a mais de 20 anos de oportunismo do pecedobê/PT (CTB/CUT) a frente do Sindicato. Na verdade, não fora um posicionamento contrário, fora uma provocação, de quem quer só não passar em branco. Disse, “Sair daqui, apenas decretando o 'estado de Greve' é subjetivo, temos de sair com um indicativo de greve”. Após sua intervenção, pediu encaminhamento e seguindo os trâmites, a diretoria do sindicato solicitou dois defensores de cada proposta, não havendo nenhuma para defender a proposta "avançadíssima" do Xavier/pecedobê.
Altino deixou claro as diretrizes para a categoria, afirmando ser uma proposta que não difere do encaminhamento da diretoria e pôs em votação: “estado de greve”, “mobilização geral da categoria, por setor” e “decisão final na assembleia geral do dia 26”, o qual fora votado com firmeza pelos metroviários presentes na assembleia, que lotou a quadra no último dia 19 de maio, deixando claro aos pelegos e oportunistas de plantão que estão dispostos a lutarem e seguir a direção eleita por eles em 2010 e não essa cambada, que fora rechaçada, por comodismo e falta de compromisso com a categoria, mas que agora posa de oposição, mas que em todo o momento tenta minar os trabalhos da nova diretoria, principalmente os companheiros da base, que assumem uma postura classista e mais independente.