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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Despejo em prédios do projeto Minha Casa, Minha Vida deixa dezenas de famílias na rua

Por Patrick Granja



Na semana passada, policiais federais, civis e militares participaram de uma ação de despejo em três condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida, em Campo Grande. Segundo a secretaria de habitação, os moradores invadiram os apartamentos. Entretanto, de acordo com outras pessoas que moram no local, os imóveis estavam abandonados, já que poucas famílias aceitam as moradias pequenas e isoladas do Centro da cidade. Contudo, os imóveis serviam de abrigo a dezenas de famílias que viviam nas ruas por diferentes motivos. Mesmo assim, não houve diálogo com os gerenciamentos de turno que mobilizaram um aparato de guerra para expulsar as famílias. Já o monopólio da imprensa, criminalizou o movimento insinuando que grupos paramilitares teriam comandado as invasões.
No segundo dia de despejos, nossa equipe também esteve no local e flagrou dezenas de famílias abandonadas na rua com seus móveis sem ter para onde ir. Segundo os moradores com situação regularizada, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal proibem a venda ou o aluguel das moradias obrigando dezenas de famílias a viverem confinadas em uma região 60 quilômetros afastada do Centro da cidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Transcarioca: Moradores da rua Domingos Lopes resistem à remoção

Por Patrick Granja



A Transcarioca será um corredor expresso de ônibus que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional. Contudo, no seu caminho, várias famílias estão sendo removidas arbitrariamente pela prefeitura e suas construtoras e empreiteiras contratadas. Próximo ao Largo do Campinho, moradores da rua Domingos Lopes estão sendo ameaçados de remoção sem nenhum tipo de indenização. Segundo eles, nem ao menos o aluguel social foi oferecido às famílias, muitas delas nascidas e criadas no local. Muitos dos moradores já sofrem com problemas físicos e psicológicos. Entretanto, todos se mostraram inconformados com o tom da prefeitura e preparados para resistir. Um deles sofre de estrofia muscular nos membros inferiores e omeopatia e, além disso, tem uma enteada com sidrome de down. Ele protestou contra o autoritarismo da prefeitura.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Vigília denuncia desmantelamento do Núcleo de Terras da Defesoria Pública do Rio


Por Patrick Granja


Nos dias 11 e 12 de maio, dezenas de vítimas das criminosas remoções de favelas levadas a cabo pela prefeitura participaram de uma vigília seguida de uma manifestação na porta da defensoria pública do Rio de Janeiro. Os manifestantes denunciam que, no dia 29 de abril, defensores do Núcleo de Terras e Habitação foram impedidos de entrar na defensoria, transferidos para outros municípios e os estagiários demitidos. Segundo os militantes, o núcleo foi desmobilizado, após mudanças na defensoria impostas pelo gerente Sérgio Cabral, como a substituição do defensor chefe. A mudança tornou precária o apoio jurídico a esses movimentos.

Um dos fundadores do Núcleo de Terras da defensoria, o procurador aposentado do estado do Rio e professor, Doutor Miguel Baldez, esteve na manifestação e criticou a ação dos gerenciamentos municipal e estadual. Manifestantes ainda mandaram um recado para os gerentes de turno ao citarem o texto "Os Dias da Comuna", de Bertold Brecht.

Moradores do Largo do Campinho fazem combativo protesto contra a remoção

Por Patrick Granja




Na quinta-feira, dia 12 de maio, agentes da prefeitura foram ao Largo do Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro, para demolir a casa de um morador. Nascido e criado na favela, o músico Edmilson e sua família foram forçados a sair de casa para que os operário demolissem o imóvel. Apesar das promessas, nenhuma alternativa habitacional foi oferecida pela prefeitura às 16 famílias que vivem no local. A operação faz parte das obras para a construção do corredor expresso de ônibus Transcarioca que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional.

Revoltados, moradores passaram a madrugada acordados erguendo barricadas, apagando as inscrições da prefeitura e preenchendo as paredes com combativas palavras de ordem. No dia seguinte, operários e engenheiros, juntamente com um oficial de justiça, chegaram à favela e se depararam com faixas, cartazes, moradores protestando na rua e as entradas da favela bloqueadas por barricadas. Diante da revolta da massa, os agentes da prefeitura, com medo, recolheram suas coisas e foram embora.  Segundo os moradores, o tom do movimento vai ser radicalizado de agora em diante, visto que durante um ano de negociações, nenhum proposta justa foi apresentada pela prefeitura.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Moradores do Morro da Providência ameaçados de remoção pela Prefeitura

Por Patrick Granja.



O morro da providência, no Centro do Rio de Janeiro, é um dos mais antigos da cidade e depois do início da militarização moradores não estão tendo sossego. Além das denúncias de abusos por parte dos militares, a população do lendário morro da favella está sendo atacada pela prefeitura, que ameaça remover centenas de famílias do local. O motivo das remoções são inúmeros, entre eles, obras de maquiagem do projeto Morar Carioca e a existência de supostas áreas de risco.
O projeto Morar Carioca pode ser considerado uma das maiores obras de maquiagem já anunciadas pelos gerenciamentos municipais. Mesmo sem escolas, hospitais, moradias dignas e saneamento, moradores do morro da Providência estão sendo removidos para dar lugar a parques, praças, árvores e um teleférico.
Dona Sônia e sua família vivem a 42 anos na favela. Segundo a prefeitura, a construção de uma praça na localidade conhecida como 60, onde dona Sônia mora, prevê a remoção de sua casa, mas a aposentada e sua família não gostaram nada da idéia. Filho de dona Sônia, o cavaquinista Sidney Ferreira é deficiente visual e também está com a sua casa marcada para ser removida. A proposta da prefeitura para os moradores que estão ameaçados de remoção é uma casa em Cosmos, a 60 quilômetros do local, ou o famigerado aluguel social.

terça-feira, 26 de abril de 2011

(RJ) Moradores do Sambódromo ameaçados de remoção para obras de maquiagem na Sapucaí

Patrick Granja


Na manhã do dia 25 de abril, funcionários da prefeitura foram até a favela do Sambódromo, ao lado da Marquês de Sapucaí, para remover os moradores para um condomínio em Campo Grande. Descontentes, muitas famílias se negaram a sair. A maioria dos moradores reclama das péssimas condições de habitação dos apartamentos do projeto Minha Casa, Minha Vida, oferecidos pelos gerenciamentos de turno como forma de indenização. A remoção da favela do Sambódromo faz parte do projeto da prefeitura de revitalização e ampliação da Marquês de Sapucaí até o carnaval de 2012.

Dias antes, nossa equipe esteve na favela do Sambódromo para ouvir os moradores. Revoltados, muitos se mostraram dispostos a resistir. O objetivo das famílias seria permanecer no local, ou lutar por uma alternativa habitacional que não altere as suas rotinas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vila Quaxime: Moradores de Madureira são expulsos de suas casas pela prefeitura do Rio


Patrick Granja




Na manhã do dia 13 de abril, moradores da Vila Quaxime, em Madureira, foram atacados pela prefeitura do Rio em mais uma ação de despejo na zona norte da cidade. Os moradores, alguns no local há 30 anos, resistiram à operação e se negaram a sair do local. Segundo eles, nada além do famigerado aluguel social foi oferecido pelos gerenciamentos de turno como indenização. A covarde ação da prefeitura é parte do projeto para a construção do corredor expresso de ônibus transcarioca, que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, a Penha, na zona norte.

Depois de muita resistência e muitas intimidações dos agentes de repressão do Estado, os moradores aceitaram sair em troca dos cheques do aluguel social. A prefeitura garantiu aos moradores que só iria intervir nas casas depois que os cheques fossem entregues. Contudo, a mobília dos moradores foi retirada e até o fim da noite nada havia sido pago pelo prefeito Eduardo Paes. A maioria dos moradores disse que só saiu temendo as ameaças da Polícia Militar.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resistência contra a remoção da Favela do Metrô (RJ)

Rafael Gomes


[nggallery id=17] No sábado, dia 12 de fevereiro, a equipe de reportagem do A Nova Democracia esteve na favela do Metrô para registrar a denúncia de que o subprefeito da zona Norte do Rio de Janeiro, André Santos, estava na comunidade acompanhado da Polícia Militar, Guarda Municipal e de tratores da prefeitura, prontos para a derrubada de alguns barracos de moradores que foram sorteados com prédios nas proximidades da Mangueira. A ação foi feita contra a vontade da maioria da população da comunidade que não quer sair do local.

Como a resistência dos moradores foi forte e organizada, a prefeitura, que antes tentava amedrontar a população dizendo que todos iriam para Cosmos querendo ou não, agora se vê obrigada a sortear apartamentos para concretizar seus sinistros planos em nome da especulação imobiliária, pois a comunidade fica próxima ao Maracanã, estádio em que será realizado o jogo final da Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Por exigência da Fifa, existe o projeto de ser construído um estacionamento onde hoje é localizada a favela do Metrô. Seguem pendentes as situações dos que não conseguiram os apartamentos e dos comerciantes.

A reportagem de AND também registrou as pichações e “colaços” feitos pelos moradores com frases de ordem de incentivo à luta e de denúncia dos crimes cometidos pela prefeitura. As inscrições “Eduardo Paes inimigo do povo!”, “Os prédios da Mangueira não são esmolas! São conquistas da nossa luta!” e “Abaixo as remoções de Paes, Cabral e Lula!” estão pintadas nos muros da entrada da comunidade.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Famílias são violentamente expulsas de terreno em Nova Sepetiba


No último domingo, cerca de 700 famílias ocuparam um terreno baldio no Conjunto Habitacional Nova Sepetiba, no bairro de mesmo nome. Depois que vários barracos já haviam sido levantados, segundo moradores, policiais militares chegaram ao local e, sem qualquer respaldo legal, agrediram moradores, atiraram balas de borracha a esmo em mulheres e crianças e atearam fogo nos barracos com pessoas dentro. Uma moradora teria ficado ferida pelas chamas.



Ainda segundo moradores, o subprefeito de Santa Cruz, Edimar Teixeira, teria ido ao local e chamado os trabalhadores de “vagabundos” e “maconheiros” e que todos seriam tirados na marra do local. Durante a noite, PMs teriam passado de carro em frente a um forró que acontecia na favela e disparado tiros de munição real para o alto, assustando os clientes. Por sorte, ninguém se feriu. Moradores da Cohab denunciam que, após a ocupação do terreno pelas famílias de sem-tetos, a polícia está levando a cabo um regime de terror no local.



As famílias estão organizadas por um novo movimento popular que está surgindo na zona oeste da cidade, o Movimento Unidos Venceremos, que amanhã fará um protesto a partir das 14h, partindo da Cohab Nova Sepetiba em direção à antiga sede da subprefeitura de Santa Cruz, no Centro do bairro, onde o protesto irá continuar a partir das 15h. As famílias exigem uma alternativa habitacional e, na primeira noite após o violento despejo, vária pessoas, entre elas, mulheres, crianças e idosos, sem outra opção, dormiram ao relento às margens do terreno de onde foram expulsas.



Mais informações com Marcelo (Pres. da Associação de Moradores da Serra do Sol) 93891243 (ID# 112*4230), ou Santos (Pres. da Associação de Moradores da Nova Sepetiba) 78816168. Patrick (Jornal A Nova Democracia) - 96324723

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cai mais uma favela da zona oeste do Rio após meses de resistência



No dia 17 de dezembro, foi a vez da Favela da Restinga — também no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio de Janeiro — ser atacada pela prefeitura. A operação aconteceu um dia após o ataque à favela Vila Harmonia, que fica em frente à Restinga. A favela estava protegida por uma liminar perpetrada pelo Núcleo de Terras da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, mas a blindagem foi derrocada pela prefeitura no dia anterior, o que levou dezenas de PMs, policiais civis e guardas municipais à Restinga logo pela manhã.
Os agentes de repressão do Estado, como presenciou nossa equipe de reportagem, agiram com muita truculência agredindo e imobilizando os moradores que se negavam a sair das casas. Muitos sofreram agressões na frente da família. Uma mulher, indignada com a possível destruição de sua moradia, acorrentou-se a um pilar da casa e só resolveu sair depois de seguidas ameaças dos cães de guarda da prefeitura. A defensora pública Marília Farias foi arbitrariamente impedida de adentrar os locais de demolição e conversar com a senhora que passou horas amarrada a sua casa.
Segundo o morador Altair Montanha, de 47 anos, como mostra o vídeo abaixo, sua casa fora invadida pela manhã por PMs que arrombaram o portão da serralheria que fica abaixo de sua residência e o retiraram a força de casas, assim como sua família. Indignado o serralheiro disse à nossa equipe de reportagem ter vergonha de ser brasileiro.
— Isso é pior que a ditadura — protestou o trabalhador