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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Famílias são violentamente expulsas de terreno em Nova Sepetiba


No último domingo, cerca de 700 famílias ocuparam um terreno baldio no Conjunto Habitacional Nova Sepetiba, no bairro de mesmo nome. Depois que vários barracos já haviam sido levantados, segundo moradores, policiais militares chegaram ao local e, sem qualquer respaldo legal, agrediram moradores, atiraram balas de borracha a esmo em mulheres e crianças e atearam fogo nos barracos com pessoas dentro. Uma moradora teria ficado ferida pelas chamas.



Ainda segundo moradores, o subprefeito de Santa Cruz, Edimar Teixeira, teria ido ao local e chamado os trabalhadores de “vagabundos” e “maconheiros” e que todos seriam tirados na marra do local. Durante a noite, PMs teriam passado de carro em frente a um forró que acontecia na favela e disparado tiros de munição real para o alto, assustando os clientes. Por sorte, ninguém se feriu. Moradores da Cohab denunciam que, após a ocupação do terreno pelas famílias de sem-tetos, a polícia está levando a cabo um regime de terror no local.



As famílias estão organizadas por um novo movimento popular que está surgindo na zona oeste da cidade, o Movimento Unidos Venceremos, que amanhã fará um protesto a partir das 14h, partindo da Cohab Nova Sepetiba em direção à antiga sede da subprefeitura de Santa Cruz, no Centro do bairro, onde o protesto irá continuar a partir das 15h. As famílias exigem uma alternativa habitacional e, na primeira noite após o violento despejo, vária pessoas, entre elas, mulheres, crianças e idosos, sem outra opção, dormiram ao relento às margens do terreno de onde foram expulsas.



Mais informações com Marcelo (Pres. da Associação de Moradores da Serra do Sol) 93891243 (ID# 112*4230), ou Santos (Pres. da Associação de Moradores da Nova Sepetiba) 78816168. Patrick (Jornal A Nova Democracia) - 96324723

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Greve geral, manifestações e novos confrontos na Grécia

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Atenas ontem, 14 de dezembro, atendendo ao chamado de greve geral de 24 horas, convocada pelos sindicatos, contra o “plano de austeridade” imposto pelo governo “socialista”.

Tais medidas foram impostas pela zona do euro, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que emprestaram à Grécia US$ 110 bilhões de euros há nove meses em troca de severas mudanças na economia, para tentar refrear as manifestações da crise geral do capitalismo naquele país. Obviamente trata-se de austeridade para o povo e lucro para os bancos.

Os enfrentamentos ocorreram nas proximidades do Parlamento grego e a população, armada de pedras e coquetéis Molotov, enfrentou a repressão policial entoando palavras de ordem como: “Ladrões! Ladrões! Devolvam o dinheiro do povo!” “Papandreou (nome do primeiro ministro), o povo não te quer! Saia do país!”.

Segundo afirmou Stathis Anestis, porta-voz do sindicato GSEE, a greve paralisou quase totalmente as refinarias, estaleiros, portos, o setor energético e várias indústrias. Em empresas e Bancos semi-estatais a participação na greve foi de 90%.