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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mapuches chilenos completam 84 dias de greve de fome

Por Ana Lúcia Nunes

Quatro presos políticos mapuches completam hoje (6 de junho) 84 dias da greve de fome, iniciada no último 15 de março, como protesto ao julgamento parcial que receberam, à condição de preso político e a todos os vícios que envolvem o processo. Jonathan Huillical Méndez, Jose Huenuche Reimán e Ramón LLanquileo Pilquimánoram haviam sido condenados a vinte anos de prisão por uma tentativa de homicídio e o roubo a um agricultor, em 2008. Entidades de direitos humanos contestam a validada das provas e do julgamento dos mapuches.

Na última sexta-feira, 03 de junho, eles tiveram suas penas revistas pela justiça chilena. As penas foram rebaixadas para três anos, exceto a de Héctor Llaitul Carillanca, ex-dirigente da Coordenadora Arauco Malleco (movimento que organiza a luta mapuche no Chile), que foi sentenciado a quatro anos, mas antes deve cumprir outra condenação de cinco anos. O rebaixamento das penas é, sem dúvida, uma resposta às intensas manifestações que vem sendo realizadas no Chile e no exterior. Diversas organizações condenam a perseguição do Estado chileno aos mapuches. No Chile ainda vigoram leis antiterroristas da época do regime militar. No caso dos mapuches, foi usado o recurso de testemunhas sem rosto. Atualmente, há mais de cinquenta presos políticos mapuches no Chile e muitos mapuches passaram à clandestinidade para seguir com sua luta por autoderteminação.

Segundo o último informe médico, divulgado em 29 de maio, Héctor Llaitul Carrillanca, de 43 anos, perdeu 23 kg, e Jonathan Sady Huillical Méndez, de 23 anos, perdeu 21 kg. Os dois estão seriamente desnutridos. Jose Huenuche Reimán e Ramón LLanquileo Pilquimánoram estão hospitalizados e não há maiores informações sobre o estado de saúde deles. Veja a cobertura completa na próxima edição de AND.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maio de lutas na Espanha



O corte de direitos dos trabalhadores, o desemprego crescente, as desapropriações de apartamentos e casas financiadas por trabalhadores, que diante da situação de desemprego não podem seguir pagando-as, e por outro lado o contínuo enriquecimento de grandes empresários e banqueiros, levou milhares de pessoas a ocuparem as ruas e praças em mais de 60 cidades do Estado espanhol neste mês de maio.

O aparelhamento das principais centrais sindicais espanholas ao governo de Zapatero, que diante de milhares de recortes de direitos historicamente conquistados não organizou nenhuma luta, não foi suficiente para esconder o descontentamento dos trabalhadores com a política econômica desse governo que se declara de "esquerda".

Assim, como não poderia deixar de ser, a revolta de cada trabalhador se converteu em inúmeras manifestações espontâneas. A primeira mais significativa aconteceu no dia 15 de maio em Madrid e em outras cidades do Estado espanhol.

No total, ocorreram manifestações em mais de 60 cidades desde o dia 15 de maio até a data atual. No início, com esperanças de que as movimentações cessassem, os monopólios da comunicação não noticiaram nada, da mesma forma que o governo não se manifestou, mas agora já não se pode esconder a revolta popular.

Zapatero fingindo não ser um dos responsáveis pelos cortes de direitos declara que “hay que escuchar, hay que ser sensibles porque hay razones para que expresen descontento y esa crítica”. E nada fala sobre a repressão policial contra as manifestações.

Preocupados com a possibilidade de acontecer manifestações nas vésperas e na data das eleições para as prefeituras (22 de maio), a junta eleitoral proibiu manifestações neste fim de semana.

Alguns links: http://democraciarealya.es/

http://www.youtube.com/watch?v=QQLsTp3-UNs&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=6n1_0u-PkXE&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=3DXJ0qPXrCA&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=E5aYMyL8ayk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=dQ1nLPA56as&feature=watch_response

Nota da Redação:

Mas nada disso adiantou. Na segunda-feira, as pesquisas e resultados das eleições apontavam a derrota do partido "socialista" de Zapatero.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Homem bomba VS Bomba sem homem

Luiz Carcerelli


Cada vez que um militante penetra em território inimigo e se detona em um ataque suicida ou que um carro é abandonado em frente a um alvo militar no Iraque ou no Afeganistão, logo se ouve o estardalhaço do monopólio dos meios de comunicação. As acusações de terrorismo, covardia e outras alcunhas pejorativas são propaladas aos quatro ventos.

Tudo é uma questão de tecnologia. Um exército de um país governado sob a égide da Estátua da Liberdade e defensor do "mundo livre" jamais usaria de métodos tão bárbaros. Ao contrário, transforma a guerra em uma operação de video-game onde são utilizados aviões-robôs para violar as fronteiras e pouco se lixando para a soberania de quem quer que seja, assassinar pretensos militantes hostis.

Desde a morte de Bin Laden, que foi um claro desrespeito a soberania paquistanesa, o USA lançou três ataques com aviões-robôs em território paquistanês contra supostos militantes islâmicos. Hoje (12/05) assassinou oito deles.

Os ataques provocam a ira dos paquistaneses, mas o governo títere se limita a protestar formalmente e embolsar o dinheiro que o USA lhes dá pela ajuda na luta contra o terror. Foram 4,4 bilões de dólares desde 2001 e são esperados mais 300 milhões.

Pese toda a geringonça tecnológica, o USA está empantanado no Iraque e no Afeganistão e não consegue progredir em sua guerra de rapina contra os povos. A crise do imperialismo não para de se avolumar e cada vez mais povos se levantam em luta.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tortura sai dos porões – sinal dos tempos

Luiz Carcerelli


Que o USA sempre usou, estimulou e ensinou a tortura não é novidade. O que não é exatamente novo, mas incomum, é assumi-la publicamente e justificá-la. É o que mostra uma matéria publicada hoje no Estado de São Paulo sob o título “Falcões voltam a defender uso de 'tortura'”. Abaixo reproduzimos alguns trechos.

"Os EUA não torturam", afirmou Obama, um dia após ser eleito, na cerimônia em que assinou a proibição do uso dos "métodos reforçados de interrogatório."

E mais abaixo,

"Claro que valiosas informações foram obtidas nesses tipos de interrogatório", disse Leon Panetta, diretor da CIA em entrevista à CBS, falando das “confissões” obtidas de prisioneiros brutalmente torturados de Guantânanamo e outras câmaras clandestinas ianques espalhadas pelo mundo. "Acho que a questão que todo mundo sempre debate é se esse procedimento deve ou não ser usado para extrair informações. Francamente, é uma questão em aberto."

Ideólogo da tortura no governo Bush e professor de Direito da Universidade da Califórnia, John Yoo voltou a justificar a prática, dizendo que ela foi "fundamental" para rastrear Bin Laden. "Obama pode levar o crédito, corretamente, pelo sucesso da operação. Mas isso foi graças às duras decisões tomadas pelo governo Bush", escreveu Yoo à revista National Review. "Os democratas criticaram Bush por ter excedido seus poderes e violado a Carta de Direitos."

Setores militares dos EUA igualmente defendem a tortura, mesmo que a prática ilegal poupe as vítimas de serem processadas. Foi o que aconteceu ao saudita Maad Al-Qahtani, suspeito de ter sido o 20º sequestrador dos aviões usados no 11 de Setembro, ao mauritano Mohamed Ould Salahi e a boa parte dos 170 prisioneiros de Guantánamo” (o grifo é nosso).

Sinal dos tempos


Sabedores de que a crise se aprofunda, de que os povos se levantam e que sua posição se torna cada vez mais insustentável, os imperialistas passam a divulgar essas práticas hediondas como senha para os gerenciamentos títeres espalhados pelo mundo, afinal, o que é bom para o USA é bom para a Índia, para a Colômbia, para o Peru, para a Síria e para Brasil...

Membros do Partido Comnista da Índia (maoísta) presos ilegalmente

É escandalosa a forma como a própria legislação burguesa é esquecida e atropelada quando se trata de combater os que se levantam contra a ordem estabelecida. Quando o povo faz uma passeata não autorizada, monta uma banquinha de ambulante ou toma um pedaço de terra para plantar, os brados sobre ilegalidade, justiça e ação firme da polícia são logo ouvidos e os homens de toga preta logo aparecem, com seus dedos em riste e seus livros de direito, dizendo 'isso não pode'.

Por outro lado quando se trata do tratamento de presos políticos, o símbolo da justiça se faz presente e a moça cega olha para o outro lado.

É o que mostra o Comitê para Libertação dos Presos Políticos (CLPP) em comunicado datado de 30/04 em Nova Delhi. A nota condena a prisão ilegal de três membros do Comitê Central do PCI (m), juntamente com tês aldeões.

Vijay Kumar (Jaspal), Varanasi Subramaniam (Saroj) e Jhantu Mukherjee - junto com os três moradores Shyam Rishi, Aniruddha Rishidev e Mohammad, foram levados sob custódia depois de uma operação conjunta da Força Especial Federal (STF) da Polícia de Bihar, Andhra Pradesh SIB e das agências de inteligência centrais em 29 de Abril de 2009, em Basalgaon, distrito Katihar.

A polícia de Bihar, pesem as várias consultas feitas por ativistas dos direitos humanos, recusou-se a reconhecer as prisões. Segundo a lei indiana qualquer pessoa presa deve ser apresentada perante um tribunal de direito em no máximo 24 horas.

O CLPP acredita que a vida dos seis combatentes está em perigo, dado o histórico notório da polícia de Bihar SIB AP e as agências centrais de inteligência no tratamento de presos políticos sob sua custódia. Há relatos de que os detidos e presos são rotineiramente submetidos a torturas e brutalidades em nome do "interrogatório" por parte dos policiais e das agências de inteligência, chegando ao ponto de cometer falsos encontros e assassinatos.

A ação do Estado indiano é completamente ilegal e o CLPP a condena veementemente e exige a imediata apresentação dos prisioneiros perante um tribunal.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

“Ajudando o povo líbio a se libertar”

Ao se iniciarem os ataques, o chanceler francês afirmou que o objetivo da operação seria “ajudar o povo líbio a se libertar”. A isso seguiram-se os “visar somente alvos militares” de praxe. E como para os imperialistas a vida dos povos dos países dominados não vale nada, nas trapalhadas também de praxe, em suas ações militares, atingiram seus aliados em solo líbio.

Enquanto isso é o povo quem paga a conta, agora com sangue, como se vê no vídeo abaixo.

terça-feira, 29 de março de 2011

Londres: Violento protesto contra cortes no orçamento

Rafael Gomes




Em Londres, capital da Inglaterra, o sábado (26/3) foi marcado por um massivo e violento confronto entre manifestantes e os aparatos repressivos. Cerca de 250 mil pessoas ocuparam o centro da cidade na manifestação, que foi a maior dos últimos anos no país, contra o corte de US$ 130 bilhões em gastos públicos por parte da gerência do primeiro-ministro David Cameron.

Os manifestantes quebraram agências bancárias, fizeram pichações de protestos pelo centro de Londres, atiraram bombas, granadas de fumaça e lâmpadas cheias de amônia contra a tropa de choque da polícia. Alguns jovens conseguiram invadir uma agência do HSBC. Outros escalaram até o topo da loja de alimentos de luxo Fortnum & Mason e atearam fogo a materiais que estavam sendo usados no protesto na Oxford Street, a principal rua de comércio londrina.

O protesto terminou com 214 detidos e 66 pessoas feridas. Também durante o último fim de semana, a polícia britânica ficou em alerta devido às ameaças de protestos violentos durante o casamento do príncipe Willian, um dos parasitas da “família real”.

Manifestações em Buenos Aires relembram golpe militar

No dia 24 de março foram realizadas manifestações em Buenos Aires, na Argentina, lembrando o golpe militar que se abateu sobre o país em 1976.

Durante a ditadura na Argentina, entre 1976 e 1983, o país viveu sob o comando de juntas militares que coordenavam ações de sequestro, tortura, desaparecimento e assassinato de lutadores do povo. De acordo com entidades de direitos humanos do país, o número desaparecidos é de aproximadamente 30 mil pessoas.

Veja as fotos cedidas pela fotógrafa argentina Daniela Yechua.

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Argentina: Trabalhadores bloqueiam os jornais Clarín e La Nación

Ana Lúcia Nunes


Diretamente de Buenos Aires, Argentina


27 de março de 2010


Cerca de 60 trabalhadores de artes gráficas que haviam sido demitidos dos diários argentinos de maior circulação nacional, os jornais Clarín e La Nación, bloquearam no sábado, 26 de março, por volta da meia-noite, a saída dos caminhões que distribuiriam os jornais no domingo.

O bloqueio durou cerca de 12h e impediu a circulação de Clarín, além de atrasar a circulação de La Nación. Em manifesto, os trabalhadores afirmaram que o piquete foi realizado contra a perseguição empreendida pelos patrões aos delegados sindicais. Os trabalhadores, ao levantar o bloqueio, consideraram-no uma vitória política importante, pois é a segunda vez que o diário Clarín não circula em um domingo. A primeira vez foi durante uma greve realizada pelos trabalhadores em 1989.

O governo afirma que o conflito é trabalhista, enquanto os jornais afirmam que não passa de uma manobra dos sindicatos favoráveis ao governo, no caso a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) para prejudicá-los. Os jornais também acusam ao presidente da CGT, Hugo Moyano, de promover o piquete como vingança por denúncias contra ele publicadas pelos diários. O presidente da CGT negou ser responsável pelos piquetes realizados pelos trabalhadores.

Na rede social Facebook, vários internautas se solidarizavam com os trabalhadores e comemoravam a não circulação dos jornais, que são claramente antipovo.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Chile e El Salvador: Manifestantes antiimperialistas vão às ruas contra Obama

Após sua passagem pelo Brasil, o chefe do imperialismo ianque Barack Obama visitou o Chile, no dia 21, e El Salvador, no dia 22, concluindo sua visita à América Latina.

Na segunda-feira, 21, centenas de chilenos entraram em confronto com a polícia a duas quadras do palácio La Moneda, na capital Santiago, e em diversas cidades do país. Pelo menos 15 manifestantes foram presos durante os protestos.

[nggallery id=24]Na tentativa de conter o repúdio popular à presença de Obama, os aparatos repressivos do Estado chileno usaram carros hidrantes e armaram forte esquema de segurança. A população sustentava a palavra de ordem “Fora ianques da América Latina!”.

Um dia antes, no domingo, uma bomba de ruído explodiu na sede do Instituto Chileno Norte-Americano de Cultura, horas antes da chegada do líder ianque.

Em El Salvador, no último dia de Obama em solo latino, terça-feira, 22, milhares também marcharam em protesto. As manifestações começaram antes mesmo da chegada do chefe ianque. 15 pessoas foram presas. Os manifestantes exigiram a saída de Obama e contestaram a política de imigração contra latinos que vivem no USA.

terça-feira, 22 de março de 2011

A BATALHA NÃO É PELA LÍBIA

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha não é pela Líbia
É sim por aqueles que decidem
O que temos que ver
Comer
Vestir
Adorar
A batalha é pela saúde
Da OTAN

segunda-feira, 21 de março de 2011

Onu ordena banho de sangue na Líbia

No dia 17 de março a ONU, organização dirigida pelo imperialismo ianque, autorizou a intervenção militar na líbia. A votação da proposta ianque ganhou por dez votos a favor e cinco abstenções no Conselho de Segurança do balcão de negócios do USA. No dia 20 um forte bombardeio das forças intervencionistas ianques e da Europa provocou grandes explosões no território Líbio, cujo governo anunciou que mais de 40 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas. Barack Obama, desde o Brasil ordenou diretamente o início do banho de sangue promovido pela Onu.

No domingo novos ataques foram lançados, também sob a desculpa da “proteção dos civis”. Kadafi declarou um cessar fogo que não foi “aceito” por Obama, que ordenou a continuação dos ataques.

O porta-voz da Liga árabe ensaiou uma tímida crítica, a respeito de ‘exageros’ nos ataques, mas no mesmo dia foi enquadrado e desautorizado. Para os próximos dias países do Oriente médio devem participar da agressão, já que estão adiantados os preparativos de Omã e Jordânia para demonstrarem sua sabujisse.

A gerência semicolonial de kadafi promete armar o povo e diz estar preparada para uma longa guerra, o que de fato deve ocorrer, devido a que o regime tem uma relativamente grande base de massas disposta a defendê-lo.

Mais uma vez, o imperialismo não esconde seu intento de promover uma nova partilha do mundo e conjurar sua profunda crise, agravada pelos levantamentos na região do Magreb e do Oriente Médio, que fizeram subir o preço do petróleo, e ainda pelo terremoto no Japão e o acidente nuclear, que arruinou uma das maiores economias do mundo e fizeram desaparecer do dia para a noite, trilhões de dólares das bolsas de valores.

terça-feira, 15 de março de 2011

Monarquias reacionárias se unem contra revolta popular: tudo que seu mestre mandar...

Preocupado com a onda de rebeliões que agita o norte da África e o Oriente Médio, o USA toma providências para manter tudo como está, quer tentando influenciar os novos governos, quer tentando impedir que os aliados restantes caiam.

Na sexta-feira, dia 11, o secretário de defesa ianque esteve no Bahrein reunido com altos funcionários barenitas. Hoje a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos invadem o Bahrein para sufocar a rebelião. Coincidência como esse é só o encontro do coelhinho da Páscoa com o Papai Noel em abril em um país muçulmano. O fato é que 1000 militares sauditas e 500 dos Emirados entraram em território barenita sob o alerta de Hilary Clinton para que tenham moderação, entenda-se não percam o Bahrein de forma alguma.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Greve geral e protestos na Grécia

Milhares de manifestantes entraram em confronto com a polícia nas massivas manifestações que explodiram em Atenas, capital da Grécia, nesta quarta-feira, contra o plano de austeridade econômica imposto pelo pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa manifestação, a primeira grande de 2011, ocorreu em apoio a greve geral de 24h convocada no país.

Os trabalhadores e a juventude grega em marcha até o parlamento atacaram, com coquetéis molotov, a tropa de choque que se manteve posicionada em frente ao ministério das Finanças, na praça central de Syntagma. Um policial ficou ferido após ser atingido por uma bomba incendiária. Segundo os organizadores da manifestação, 60.000 gregos foram às ruas em protesto.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

9 mortos em manifestações no Iraque

19 de Fevereiro de 2011

Mohammed Tawfeeq

Fonte: Tribunal Iraque | Tradução do TMI



Nove pessoas morreram e 47 ficaram feridas, na quinta-feira, quando centenas de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança em Sulaimaniya, cidade na região curda do norte do Iraque, segundo o Dr. Raykot Hamed Salih, um médico da cidade.

Dezenas de manifestantes atacaram a sede do Partido Democrático do Curdistão, na cidade e destruíram móveis e computadores no interior do edifício, disseram à CNN fontes da polícia em Sulaimaniya.

Testemunhas disseram à CNN que as forças de segurança curdas, conhecidas como peshmerga, abriram fogo para dispersar os manifestantes.

Os manifestantes estavam revoltados com a corrupção, a qualidade dos serviços básicos e o desemprego, disse Salih.

O Partido Democrático do Curdistão é chefiado pelo presidente da região do Curdistão, Massoud Barzani, um homem poderoso na região.

O Iraque, como muitos dos seus vizinhos, tem sido agitado por protestos populares desde as manifestações que derrubaram o líder da Tunísia, no mês passado.

Na cidade de Kut, na parte leste do Iraque, pelo menos uma pessoa foi morta a tiro e outras 55 ficaram feridas, incluindo quatro polícias, quando na quarta-feira os seguranças privados e as forças de segurança iraquianas abriram fogo contra centenas de manifestantes em frente ao gabinete do governador, disseram fontes hospitalares.

Polícias de Kut, cidade a cerca de 110 km a sul de Bagdad, disseram à CNN que cerca de 2.000 manifestantes exigiam a renúncia do governador da província de Wasit, Latif Hamed, acusando-o de corrupção.

Alguns dos manifestantes tentaram forçar a entrada para o gabinete do governador, enfrentando os guardas de segurança privada, disse a polícia. Depois do tiroteio, a situação degradou-se ràpidamente e os manifestantes ficaram ainda mais revoltados. Dezenas de manifestantes invadiram de novo o gabinete do governador e destruiram móveis no interior e deixaram o prédio em chamas. Outro grupo de manifestantes dirigiu-se à casa do governador, tendo-a incendiado também.

A polícia de Kut disse à CNN que Hamed não estava na cidade quando os manifestantes atacaram o seu escritório e a casa.

Os manifestantes gritavam \\\"Abaixo o (primeiro-ministro Nouri) Al-Maliki, abaixo a corrupção, fora com os ladrões.\\\" Outros transportavam uma faixa que dizia: \\\"Oito anos de sofrimento, onde estão as suas promessas?\\\" referindo-se ao governo iraquiano que assumiu o poder após a invasão de 2003.

Em Falluja, centenas de manifestantes caminharam em direção ao edifício da Câmara Municipal e do gabinete do presidente na terça-feira, exigindo a sua renúncia e do chefe do conselho da cidade, por causa da corrupção e da sua incapacidade em fornecer serviços básicos à população.

Pela primeira vez desde que começaram as manifestações em todo o país, há mais de duas semanas, a TV estatal Iraqiya mostrou imagens da manifestação de Kut e apelou para os protestos serem feitos de forma pacífica e sem violência.

www.uruknet.info?p=75083
Link: edition.cnn.com/2011/WORLD/meast/02/17/iraq.protests/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito em festa

Após um turbilhão de manifestações que durou 18 dias, Hosni Mubarak renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, após um governo de quase 30 anos de corrupção, entreguismo e submissão ao imperialismo. Um governo que se sustentou oprimindo o povo egípcio com uma “lei de emergência” que durou todo este tempo.

Na véspera, tentou ainda uma última manobra, transferir poder ao vice, que for indicado por ele. Tal atitude aumentou a revolta popular e hoje pela manhã o exército prometeu reformas democráticas se o povo se retirasse das ruas. Nada disso surtiu efeito, as massas egípcias mostraram sua firme determinação de por fim, de uma vez por todas a quase 30 anos de opressão.

O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. "O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman.

Os enfrentamentos dos últimos dias deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, avolumando assim a onda que lava o Magerb e o Oriente Médio. O sangue destes mártires abre o caminho para transformações que possibilitaram que o povo da região se organize para conseguir mudanças ainda mais profundas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Levante popular no Sudão

Seguindo o exemplo dos outros países do Norte da África, a população do Sudão também se levanta em massivos e combativos protestos. Nesse país, o regime fascista de Omar Hassan al Bashir está usando de todos os métodos de terror para tentar conter a fúria popular.

Durante vários dias, as manifestações aconteceram em diversas partes do país, com grande participação do movimento estudantil. Universidades foram cercadas pelas forças policiais na tentativa de impedir as manifestações. No fim de janeiro, um estudante foi morto durante os confrontos.

Na quinta-feira, dia 3 de fevereiro, o exército reacionário sudanês prendeu um grupo de jornalistas do Partido Comunista do Sudão que contestam o regime. Dez jornalistas do jornal Al Midan (órgão do Partido Comunista) e um membro do comitê central, Hassan Gattan, foram detidos. O grupo é acusado de ser um dos principais agitadores das manifestações contra Hassan.

O presidente Omar Hassan al Bashir tem um mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional que pede a sua imediata prisão. Ele é acusado pelo genocídio de mais de 400 mil sudaneses e de expulsar mais de 2 milhões de pessoas de suas casas em Darfur.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Onda de protestos chega a Jordânia

Com os massivos levantes populares que vêm sacudindo a Tunísia, o Egito e a Argélia, a onda de protestos chegou a Jordânia, país localizado no Oriente Médio.
Após vários dias de manifestações, nesta terça-feira, 1º de fevereiro, o rei Abdullah 2º se viu obrigado a destituir todo o seu governo, inclusive seu primeiro-ministro Samir Rifai.
A pobreza e a corrupção desenfreada foram os principais motivos dos protestos, que tiveram seu estopim com o anúncio do aumento dos preços dos produtos alimentícios e combustíveis. Nas ruas de todo o país, milhares de jordanianos carregavam faixas com os dizeres “O nosso governo é uma cambada de ladrões!” e “Não à pobreza e à fome!”. A população também exige a renúncia do rei Abdullah.
As manifestações na Jordânia estão sendo influenciadas pelos protestos que vêm estremecendo o Norte da África onde, diariamente, e apesar da repressão, milhões de pessoas vão às ruas desafiar o velho regime, contra a fome, a miséria, a corrupção e a exploração.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Palestinos protestam contra conciliação

Rafael Gomes




Milhares de palestinos realizaram um protesto nesta quarta-feira, 26, na Faixa de Gaza e no campo de refugiados de Khan Yunis, contra o presidente da conciliadora Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

O motivo do protesto foi uma reportagem exibida pela emissora de televisão Al-Jazeera, do Catar, mostrando documentos diplomáticos do USA vazados na internet, divulgados pelo site WikiLeaks, sobre as negociações entre os árabes e os israelenses. Nos documentos, Mahmoud Abbas demonstra estar disposto a fazer generosas concessões ao Estado sionista Israel e dar informações sobre o destino de milhões de palestinos refugiados.

O Hamas, organização que lidera a resistência palestina, acusou Abbas de vender os direitos dos palestinos. Durante as manifestações, foram exibidas fotografias de Abbas e de negociadores palestinos da “Autoridade”, ao lado de bandeiras de Israel. Enfurecida, a população gritava "vão para casa, traidores!".

Dois dias antes, 24/1, um grupo de manifestantes palestinos invadiram um escritório da emissora Al-Jazeera, na cidade de Ramala, na Cisjordânia. O “negociador-chefe” palestino, Saeb Erekat, disse que teme ser executado pelo vazamento de documentos secretos que dizem respeito às conciliações com Israel.

Mais um crime sionista

Sionistas residentes da colônia israelense de Yitzhar, Norte da Cisjordânia ocupada, dispararam e mataram nesta quinta-feira, 27 de janeiro, um palestino de 19 anos. O jovem foi transferido para um hospital de Nablus, onde os médicos certificaram sua morte.