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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Maio de lutas na Espanha



O corte de direitos dos trabalhadores, o desemprego crescente, as desapropriações de apartamentos e casas financiadas por trabalhadores, que diante da situação de desemprego não podem seguir pagando-as, e por outro lado o contínuo enriquecimento de grandes empresários e banqueiros, levou milhares de pessoas a ocuparem as ruas e praças em mais de 60 cidades do Estado espanhol neste mês de maio.

O aparelhamento das principais centrais sindicais espanholas ao governo de Zapatero, que diante de milhares de recortes de direitos historicamente conquistados não organizou nenhuma luta, não foi suficiente para esconder o descontentamento dos trabalhadores com a política econômica desse governo que se declara de "esquerda".

Assim, como não poderia deixar de ser, a revolta de cada trabalhador se converteu em inúmeras manifestações espontâneas. A primeira mais significativa aconteceu no dia 15 de maio em Madrid e em outras cidades do Estado espanhol.

No total, ocorreram manifestações em mais de 60 cidades desde o dia 15 de maio até a data atual. No início, com esperanças de que as movimentações cessassem, os monopólios da comunicação não noticiaram nada, da mesma forma que o governo não se manifestou, mas agora já não se pode esconder a revolta popular.

Zapatero fingindo não ser um dos responsáveis pelos cortes de direitos declara que “hay que escuchar, hay que ser sensibles porque hay razones para que expresen descontento y esa crítica”. E nada fala sobre a repressão policial contra as manifestações.

Preocupados com a possibilidade de acontecer manifestações nas vésperas e na data das eleições para as prefeituras (22 de maio), a junta eleitoral proibiu manifestações neste fim de semana.

Alguns links: http://democraciarealya.es/

http://www.youtube.com/watch?v=QQLsTp3-UNs&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=6n1_0u-PkXE&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=3DXJ0qPXrCA&feature=player_embedded

http://www.youtube.com/watch?v=E5aYMyL8ayk&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=dQ1nLPA56as&feature=watch_response

Nota da Redação:

Mas nada disso adiantou. Na segunda-feira, as pesquisas e resultados das eleições apontavam a derrota do partido "socialista" de Zapatero.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Homem bomba VS Bomba sem homem

Luiz Carcerelli


Cada vez que um militante penetra em território inimigo e se detona em um ataque suicida ou que um carro é abandonado em frente a um alvo militar no Iraque ou no Afeganistão, logo se ouve o estardalhaço do monopólio dos meios de comunicação. As acusações de terrorismo, covardia e outras alcunhas pejorativas são propaladas aos quatro ventos.

Tudo é uma questão de tecnologia. Um exército de um país governado sob a égide da Estátua da Liberdade e defensor do "mundo livre" jamais usaria de métodos tão bárbaros. Ao contrário, transforma a guerra em uma operação de video-game onde são utilizados aviões-robôs para violar as fronteiras e pouco se lixando para a soberania de quem quer que seja, assassinar pretensos militantes hostis.

Desde a morte de Bin Laden, que foi um claro desrespeito a soberania paquistanesa, o USA lançou três ataques com aviões-robôs em território paquistanês contra supostos militantes islâmicos. Hoje (12/05) assassinou oito deles.

Os ataques provocam a ira dos paquistaneses, mas o governo títere se limita a protestar formalmente e embolsar o dinheiro que o USA lhes dá pela ajuda na luta contra o terror. Foram 4,4 bilões de dólares desde 2001 e são esperados mais 300 milhões.

Pese toda a geringonça tecnológica, o USA está empantanado no Iraque e no Afeganistão e não consegue progredir em sua guerra de rapina contra os povos. A crise do imperialismo não para de se avolumar e cada vez mais povos se levantam em luta.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tortura sai dos porões – sinal dos tempos

Luiz Carcerelli


Que o USA sempre usou, estimulou e ensinou a tortura não é novidade. O que não é exatamente novo, mas incomum, é assumi-la publicamente e justificá-la. É o que mostra uma matéria publicada hoje no Estado de São Paulo sob o título “Falcões voltam a defender uso de 'tortura'”. Abaixo reproduzimos alguns trechos.

"Os EUA não torturam", afirmou Obama, um dia após ser eleito, na cerimônia em que assinou a proibição do uso dos "métodos reforçados de interrogatório."

E mais abaixo,

"Claro que valiosas informações foram obtidas nesses tipos de interrogatório", disse Leon Panetta, diretor da CIA em entrevista à CBS, falando das “confissões” obtidas de prisioneiros brutalmente torturados de Guantânanamo e outras câmaras clandestinas ianques espalhadas pelo mundo. "Acho que a questão que todo mundo sempre debate é se esse procedimento deve ou não ser usado para extrair informações. Francamente, é uma questão em aberto."

Ideólogo da tortura no governo Bush e professor de Direito da Universidade da Califórnia, John Yoo voltou a justificar a prática, dizendo que ela foi "fundamental" para rastrear Bin Laden. "Obama pode levar o crédito, corretamente, pelo sucesso da operação. Mas isso foi graças às duras decisões tomadas pelo governo Bush", escreveu Yoo à revista National Review. "Os democratas criticaram Bush por ter excedido seus poderes e violado a Carta de Direitos."

Setores militares dos EUA igualmente defendem a tortura, mesmo que a prática ilegal poupe as vítimas de serem processadas. Foi o que aconteceu ao saudita Maad Al-Qahtani, suspeito de ter sido o 20º sequestrador dos aviões usados no 11 de Setembro, ao mauritano Mohamed Ould Salahi e a boa parte dos 170 prisioneiros de Guantánamo” (o grifo é nosso).

Sinal dos tempos


Sabedores de que a crise se aprofunda, de que os povos se levantam e que sua posição se torna cada vez mais insustentável, os imperialistas passam a divulgar essas práticas hediondas como senha para os gerenciamentos títeres espalhados pelo mundo, afinal, o que é bom para o USA é bom para a Índia, para a Colômbia, para o Peru, para a Síria e para Brasil...

terça-feira, 29 de março de 2011

Londres: Violento protesto contra cortes no orçamento

Rafael Gomes




Em Londres, capital da Inglaterra, o sábado (26/3) foi marcado por um massivo e violento confronto entre manifestantes e os aparatos repressivos. Cerca de 250 mil pessoas ocuparam o centro da cidade na manifestação, que foi a maior dos últimos anos no país, contra o corte de US$ 130 bilhões em gastos públicos por parte da gerência do primeiro-ministro David Cameron.

Os manifestantes quebraram agências bancárias, fizeram pichações de protestos pelo centro de Londres, atiraram bombas, granadas de fumaça e lâmpadas cheias de amônia contra a tropa de choque da polícia. Alguns jovens conseguiram invadir uma agência do HSBC. Outros escalaram até o topo da loja de alimentos de luxo Fortnum & Mason e atearam fogo a materiais que estavam sendo usados no protesto na Oxford Street, a principal rua de comércio londrina.

O protesto terminou com 214 detidos e 66 pessoas feridas. Também durante o último fim de semana, a polícia britânica ficou em alerta devido às ameaças de protestos violentos durante o casamento do príncipe Willian, um dos parasitas da “família real”.

terça-feira, 22 de março de 2011

A BATALHA NÃO É PELA LÍBIA

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha não é pela Líbia
É sim por aqueles que decidem
O que temos que ver
Comer
Vestir
Adorar
A batalha é pela saúde
Da OTAN

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Greve geral e protestos na Grécia

Milhares de manifestantes entraram em confronto com a polícia nas massivas manifestações que explodiram em Atenas, capital da Grécia, nesta quarta-feira, contra o plano de austeridade econômica imposto pelo pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa manifestação, a primeira grande de 2011, ocorreu em apoio a greve geral de 24h convocada no país.

Os trabalhadores e a juventude grega em marcha até o parlamento atacaram, com coquetéis molotov, a tropa de choque que se manteve posicionada em frente ao ministério das Finanças, na praça central de Syntagma. Um policial ficou ferido após ser atingido por uma bomba incendiária. Segundo os organizadores da manifestação, 60.000 gregos foram às ruas em protesto.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

9 mortos em manifestações no Iraque

19 de Fevereiro de 2011

Mohammed Tawfeeq

Fonte: Tribunal Iraque | Tradução do TMI



Nove pessoas morreram e 47 ficaram feridas, na quinta-feira, quando centenas de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança em Sulaimaniya, cidade na região curda do norte do Iraque, segundo o Dr. Raykot Hamed Salih, um médico da cidade.

Dezenas de manifestantes atacaram a sede do Partido Democrático do Curdistão, na cidade e destruíram móveis e computadores no interior do edifício, disseram à CNN fontes da polícia em Sulaimaniya.

Testemunhas disseram à CNN que as forças de segurança curdas, conhecidas como peshmerga, abriram fogo para dispersar os manifestantes.

Os manifestantes estavam revoltados com a corrupção, a qualidade dos serviços básicos e o desemprego, disse Salih.

O Partido Democrático do Curdistão é chefiado pelo presidente da região do Curdistão, Massoud Barzani, um homem poderoso na região.

O Iraque, como muitos dos seus vizinhos, tem sido agitado por protestos populares desde as manifestações que derrubaram o líder da Tunísia, no mês passado.

Na cidade de Kut, na parte leste do Iraque, pelo menos uma pessoa foi morta a tiro e outras 55 ficaram feridas, incluindo quatro polícias, quando na quarta-feira os seguranças privados e as forças de segurança iraquianas abriram fogo contra centenas de manifestantes em frente ao gabinete do governador, disseram fontes hospitalares.

Polícias de Kut, cidade a cerca de 110 km a sul de Bagdad, disseram à CNN que cerca de 2.000 manifestantes exigiam a renúncia do governador da província de Wasit, Latif Hamed, acusando-o de corrupção.

Alguns dos manifestantes tentaram forçar a entrada para o gabinete do governador, enfrentando os guardas de segurança privada, disse a polícia. Depois do tiroteio, a situação degradou-se ràpidamente e os manifestantes ficaram ainda mais revoltados. Dezenas de manifestantes invadiram de novo o gabinete do governador e destruiram móveis no interior e deixaram o prédio em chamas. Outro grupo de manifestantes dirigiu-se à casa do governador, tendo-a incendiado também.

A polícia de Kut disse à CNN que Hamed não estava na cidade quando os manifestantes atacaram o seu escritório e a casa.

Os manifestantes gritavam \\\"Abaixo o (primeiro-ministro Nouri) Al-Maliki, abaixo a corrupção, fora com os ladrões.\\\" Outros transportavam uma faixa que dizia: \\\"Oito anos de sofrimento, onde estão as suas promessas?\\\" referindo-se ao governo iraquiano que assumiu o poder após a invasão de 2003.

Em Falluja, centenas de manifestantes caminharam em direção ao edifício da Câmara Municipal e do gabinete do presidente na terça-feira, exigindo a sua renúncia e do chefe do conselho da cidade, por causa da corrupção e da sua incapacidade em fornecer serviços básicos à população.

Pela primeira vez desde que começaram as manifestações em todo o país, há mais de duas semanas, a TV estatal Iraqiya mostrou imagens da manifestação de Kut e apelou para os protestos serem feitos de forma pacífica e sem violência.

www.uruknet.info?p=75083
Link: edition.cnn.com/2011/WORLD/meast/02/17/iraq.protests/

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito em festa

Após um turbilhão de manifestações que durou 18 dias, Hosni Mubarak renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, após um governo de quase 30 anos de corrupção, entreguismo e submissão ao imperialismo. Um governo que se sustentou oprimindo o povo egípcio com uma “lei de emergência” que durou todo este tempo.

Na véspera, tentou ainda uma última manobra, transferir poder ao vice, que for indicado por ele. Tal atitude aumentou a revolta popular e hoje pela manhã o exército prometeu reformas democráticas se o povo se retirasse das ruas. Nada disso surtiu efeito, as massas egípcias mostraram sua firme determinação de por fim, de uma vez por todas a quase 30 anos de opressão.

O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. "O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman.

Os enfrentamentos dos últimos dias deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, avolumando assim a onda que lava o Magerb e o Oriente Médio. O sangue destes mártires abre o caminho para transformações que possibilitaram que o povo da região se organize para conseguir mudanças ainda mais profundas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Onda de protestos chega a Jordânia

Com os massivos levantes populares que vêm sacudindo a Tunísia, o Egito e a Argélia, a onda de protestos chegou a Jordânia, país localizado no Oriente Médio.
Após vários dias de manifestações, nesta terça-feira, 1º de fevereiro, o rei Abdullah 2º se viu obrigado a destituir todo o seu governo, inclusive seu primeiro-ministro Samir Rifai.
A pobreza e a corrupção desenfreada foram os principais motivos dos protestos, que tiveram seu estopim com o anúncio do aumento dos preços dos produtos alimentícios e combustíveis. Nas ruas de todo o país, milhares de jordanianos carregavam faixas com os dizeres “O nosso governo é uma cambada de ladrões!” e “Não à pobreza e à fome!”. A população também exige a renúncia do rei Abdullah.
As manifestações na Jordânia estão sendo influenciadas pelos protestos que vêm estremecendo o Norte da África onde, diariamente, e apesar da repressão, milhões de pessoas vão às ruas desafiar o velho regime, contra a fome, a miséria, a corrupção e a exploração.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Greve geral, manifestações e novos confrontos na Grécia

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Atenas ontem, 14 de dezembro, atendendo ao chamado de greve geral de 24 horas, convocada pelos sindicatos, contra o “plano de austeridade” imposto pelo governo “socialista”.

Tais medidas foram impostas pela zona do euro, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que emprestaram à Grécia US$ 110 bilhões de euros há nove meses em troca de severas mudanças na economia, para tentar refrear as manifestações da crise geral do capitalismo naquele país. Obviamente trata-se de austeridade para o povo e lucro para os bancos.

Os enfrentamentos ocorreram nas proximidades do Parlamento grego e a população, armada de pedras e coquetéis Molotov, enfrentou a repressão policial entoando palavras de ordem como: “Ladrões! Ladrões! Devolvam o dinheiro do povo!” “Papandreou (nome do primeiro ministro), o povo não te quer! Saia do país!”.

Segundo afirmou Stathis Anestis, porta-voz do sindicato GSEE, a greve paralisou quase totalmente as refinarias, estaleiros, portos, o setor energético e várias indústrias. Em empresas e Bancos semi-estatais a participação na greve foi de 90%.