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terça-feira, 17 de maio de 2011

15 palestinos assassinados pelo Estado facínora de Israel





Por Rafael Gomes




Pelo menos 15 palestinos foram mortos pelo exército sionista de Israel durante os protestos que lembraram o 63º aniversário da ‘Nakba’, que recorda o êxodo palestino depois da criação do Estado de Israel, em 1948.

Centenas de manifestantes que tentaram cruzar a fronteira israelense com a Síria, a Faixa de Gaza e o Líbano foram baleados por soldados israelenses. Dos 15 mortos, dez foram atingidos na fronteira libanesa e cinco na síria. Outras dezenas de pessoas foram feridas em Gaza e na Cisjordânia. No lado libanês, os protestos deixaram cerca de 200 feridos.

Em Tel Aviv, uma mulher morreu e 15 pessoas ficaram feridas depois que um caminhão bateu em vários veículos. Não se sabe se o acidente tem a ver com a repressão aos protestos.

Mais um capítulo do sanguinário histórico dos crimes cometidos pelo Estado de Israel contra o bravo povo palestino.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tortura sai dos porões – sinal dos tempos

Luiz Carcerelli


Que o USA sempre usou, estimulou e ensinou a tortura não é novidade. O que não é exatamente novo, mas incomum, é assumi-la publicamente e justificá-la. É o que mostra uma matéria publicada hoje no Estado de São Paulo sob o título “Falcões voltam a defender uso de 'tortura'”. Abaixo reproduzimos alguns trechos.

"Os EUA não torturam", afirmou Obama, um dia após ser eleito, na cerimônia em que assinou a proibição do uso dos "métodos reforçados de interrogatório."

E mais abaixo,

"Claro que valiosas informações foram obtidas nesses tipos de interrogatório", disse Leon Panetta, diretor da CIA em entrevista à CBS, falando das “confissões” obtidas de prisioneiros brutalmente torturados de Guantânanamo e outras câmaras clandestinas ianques espalhadas pelo mundo. "Acho que a questão que todo mundo sempre debate é se esse procedimento deve ou não ser usado para extrair informações. Francamente, é uma questão em aberto."

Ideólogo da tortura no governo Bush e professor de Direito da Universidade da Califórnia, John Yoo voltou a justificar a prática, dizendo que ela foi "fundamental" para rastrear Bin Laden. "Obama pode levar o crédito, corretamente, pelo sucesso da operação. Mas isso foi graças às duras decisões tomadas pelo governo Bush", escreveu Yoo à revista National Review. "Os democratas criticaram Bush por ter excedido seus poderes e violado a Carta de Direitos."

Setores militares dos EUA igualmente defendem a tortura, mesmo que a prática ilegal poupe as vítimas de serem processadas. Foi o que aconteceu ao saudita Maad Al-Qahtani, suspeito de ter sido o 20º sequestrador dos aviões usados no 11 de Setembro, ao mauritano Mohamed Ould Salahi e a boa parte dos 170 prisioneiros de Guantánamo” (o grifo é nosso).

Sinal dos tempos


Sabedores de que a crise se aprofunda, de que os povos se levantam e que sua posição se torna cada vez mais insustentável, os imperialistas passam a divulgar essas práticas hediondas como senha para os gerenciamentos títeres espalhados pelo mundo, afinal, o que é bom para o USA é bom para a Índia, para a Colômbia, para o Peru, para a Síria e para Brasil...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito em festa

Após um turbilhão de manifestações que durou 18 dias, Hosni Mubarak renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, após um governo de quase 30 anos de corrupção, entreguismo e submissão ao imperialismo. Um governo que se sustentou oprimindo o povo egípcio com uma “lei de emergência” que durou todo este tempo.

Na véspera, tentou ainda uma última manobra, transferir poder ao vice, que for indicado por ele. Tal atitude aumentou a revolta popular e hoje pela manhã o exército prometeu reformas democráticas se o povo se retirasse das ruas. Nada disso surtiu efeito, as massas egípcias mostraram sua firme determinação de por fim, de uma vez por todas a quase 30 anos de opressão.

O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. "O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman.

Os enfrentamentos dos últimos dias deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, avolumando assim a onda que lava o Magerb e o Oriente Médio. O sangue destes mártires abre o caminho para transformações que possibilitaram que o povo da região se organize para conseguir mudanças ainda mais profundas.