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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Abusos marcam o início das remoções no Largo do Campinho

Por Patrick Granja



Na última sexta-feira, agentes da prefeitura voltaram ao Largo do Campinho, zona Norte do Rio, com um aparato de guerra para remover uma parte dos moradores. Apesar de terem aceitado a ínfima indenização oferecida pela prefeitura, moradores sofreram inúmeros abusos durante a ação. Muitos deles tiveram seus estabelecimentos comerciais invadidos e outros foram incluidos no trajeto das remoções em cima da hora. Revoltados, moradores se queixaram com os agentes responsáveis pela remoção, mas não foram ouvidos.
Depois de muita resistência, com protestos radicalizados, moradores do Largo do Campinho conseguiram forçar a prefeitura a negociar. Contudo, mesmo após um acordo unilateral, uma imposição às famílias removidas, a prefeitura não abriu mão de sua prática comum nas favelas do Rio. Quando nossa equipe deixou o local, famílias que ainda não haviam sido pagas estavam desesperadas, na chuva, sem outra opção que não dormir na rua.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Despejo em prédios do projeto 'Minha Casa, Minha Vida' deixa dezenas de famílias na rua

Por Patrick Granja



Na semana passada, policiais federais, civis e militares participaram de uma ação de despejo em três condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida, em Campo Grande, zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a secretaria de habitação, os moradores invadiram os apartamentos. Entretanto, de acordo com outras pessoas que moram no local, os imóveis estavam abandonados, já que poucas famílias aceitam as moradias pequenas e isoladas do Centro da cidade. Contudo, os imóveis serviam de abrigo a dezenas de famílias que viviam nas ruas por diferentes motivos. Mesmo assim, não houve diálogo com os gerenciamentos de turno que mobilizaram um aparato de guerra para expulsar as famílias. Já o monopólio da imprensa, criminalizou o movimento insinuando que grupos paramilitares teriam comandado as invasões.

No segundo dia de despejos, nossa equipe também esteve no local e flagrou dezenas de famílias abandonadas na rua com seus móveis sem ter para onde ir. Segundo os moradores com situação regularizada, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal proibem a venda ou o aluguel das moradias obrigando dezenas de famílias a viverem confinadas em uma região 60 quilômetros afastada do Centro da cidade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Choque de ordem ataca ambulantes no Rio

Por Rafael Gomes



O choque de ordem de Eduardo Paes organizou, nos dias 23 e 24 de maio, mais uma mega operação para reprimir e roubar os vendedores ambulantes que trabalham pelas ruas da capital fluminense. De acordo com a prefeitura, no dia 23 dezenas de guardas municipais realizaram a apreensão de mais de 1.550 produtos.
A ação foi realizada em Brás de Pina, zona Norte, e contou com a participação de PMs da 22ª DP (Penha).
No dia 24, terça-feira, foi a vez dos ambulantes que trabalham na zona Sul serem atacados pelo choque de ordem fascista da prefeitura.
Agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública (Seop) apreenderam duas toneladas de mercadorias e utensílios de trabalho, como bancas de frutas, ferragens, hastes e lonas para barracas. Também foram apreendidos 200 kg de frutas, uma máquina de moer cana, uma serpentina de água de coco, quatro maços de cigarros e 20 placas de publicidade.
A operação foi realizada nos bairros do Catete, Glória e Largo do Machado. Um vendedor foi detido pelos cães de guarda da prefeitura.
Sem a menor discrepância, o subsecretário de Controle Urbano da Secretaria Especial da Ordem Pública, Marcelo Maywald, afirmou aos monopólios da comunicação que: “Vamos intensificar as operações na região e não vamos permitir que ambulantes ocupem irregularmente as calçadas, impedindo o pedestre de ir e vir".

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Repúdio ao despejo violento das famílias de Barra do Riacho, no Espírito Santo!

Nota Pública da ABRAPO em relação à violência estatal em Barra do Riacho, Município de Aracruz, Espírito Santo

A Assoiação Brasileira dos Advogados do Povo – ABRAPO -, filiada à Associação Internacional dos Advogados do Povo – IAPL -, diante dos fatos estarrecedores ocorridos no Município de Aracruz, Espírito Santo, localidade de Barra do Riacho, no dia 18 de maio de 2011, no qual 500 famílias, 1600 pessoas, moradoras do Bairro Nova Esperança, foram violentamente deslocadas de suas residências, também destruídas, vem fazer o mais veemente protesto, exigindo providências imediatas das autoridades estatais brasileiras, no sentido de punir os responsáveis e garantir o direito à liberdade, à integridade física, e à moradias desses cidadãos.
No presente caso, a área, prometida nas eleições para a construção de moradias, como parte do enganoso projeto Minha Casa Minha (Dí)Vida, é do interesse de um conjunto de empresas da região, portuária, onde imperam os interesses da Aracruz Celulose, Petrobrás, Estaleiro Jurong, Nutripetro, Nutrigás e outras empresas tratadas a pão e mel pelas gerências federal, estadual e municipal.
A população de Barra do Riacho, formada por indígenas e pescadores, cercados pelas grandes empresas que tomaram suas terras, e não vendo as promessas sendo cumpridas, resolveram, no curso do ano de 2010, ocupar a pequena área, construindo casas de alvenaria, e enfrentando feroz oposição dos políticos, um consórcio dos partidos ditos dos trabalhadores e socialista, comprometidos com os interesses das grandes empresas.
Montada uma operação de guerra, a comunidade foi cercada por mais de 1000 policiais militares, entre os quais 400 soldados da tropa de choque, fortemente armados, e apoiados por cães, cavalos, helicópteros e tratores. Lideranças foram perseguidas, apoiadores dos movimentos sociais e jornalistas foram agredidos e impedidos de acompanhar a operação.

A resistência heróica não conseguiu fazer frente às bombas de gás, tiros de borracha e todo tipo de violência por parte das famigeradas forças policiais, que feriram dezenas de pessoas, inclusive idosos e crianças, que foram mortos ou se encontram em estado grave, sob vigilância policial, que montou barreiras no Município e impede o levantamento de informações.

As casas, construídas com todo o esforço pelas famílias, foram destruídas pelos tratores das empresas interessadas na área. Os móveis e utensílios domésticos, roupas e documentos foram destruídos ou apropriados indevidamente pelos invasores do Estado. As famílias expulsas se encontram ao relento, sem roupas ou alimentos, inclusive para as crianças.

Esse ato de violência do Estado brasileiro vem demonstrar a que ponto chegou a gerência colonial, a política de exploração criminalização da pobreza, da repressão ao povo pobre, a mesma que impera no campo em prol do latifúndio, nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, e nas regiões de interesse dos grandes projetos de espoliação, como as obras do PAC em Rondônia, Mato Grosso, Pernambuco, Espírito Santo e Rio de Janeiro, uma forma da gerência colonial continuar a despejar rios de dinheiro para o grande capital burocrático.

A ABRAPO levará essa denúncia aos foros de direitos humanos, nacionais e internacionais, e exige do Estado brasileiro, por intermédio da Secretaria Especial de Direitos Humanos da presidência da República, do Ministério Público e do Poder Judiciário, inclusive nas esferas do Estado do Espírito Santo, a rápida investigação sobre todos os fatos, desde a grilagem de terras públicas, passando pelos atos de violência contra trabalhadores indefesos, com a punição das autoridades envolvidas e a garantia da liberdade, da integridade física e do direito à moradia de todos os prejudicados, inclusive com a indenização pelos danos causados pelo Estado, inclusive de ordem moral.

Diretoria da Associação Brasileira dos Advogados do Povo

http://abrapo.org.br/ __________________________________________

Assista ao vídeo:

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Moradores do Largo do Campinho fazem combativo protesto contra a remoção

Por Patrick Granja




Na quinta-feira, dia 12 de maio, agentes da prefeitura foram ao Largo do Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro, para demolir a casa de um morador. Nascido e criado na favela, o músico Edmilson e sua família foram forçados a sair de casa para que os operário demolissem o imóvel. Apesar das promessas, nenhuma alternativa habitacional foi oferecida pela prefeitura às 16 famílias que vivem no local. A operação faz parte das obras para a construção do corredor expresso de ônibus Transcarioca que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional.

Revoltados, moradores passaram a madrugada acordados erguendo barricadas, apagando as inscrições da prefeitura e preenchendo as paredes com combativas palavras de ordem. No dia seguinte, operários e engenheiros, juntamente com um oficial de justiça, chegaram à favela e se depararam com faixas, cartazes, moradores protestando na rua e as entradas da favela bloqueadas por barricadas. Diante da revolta da massa, os agentes da prefeitura, com medo, recolheram suas coisas e foram embora.  Segundo os moradores, o tom do movimento vai ser radicalizado de agora em diante, visto que durante um ano de negociações, nenhum proposta justa foi apresentada pela prefeitura.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Família de floristas é atacada pelo choque de ordem na Praça Saens Pena

Por Patrick Granja.


Há duas semanas, o prefeito Eduardo Paes implementou o choque de ordem permanente na Tijuca. A medida inclui a presença ostensiva de guardas municipais no entorno da tradicional Praça Saen Pena, na zona norte da cidade. No dia 2 de maio, o quiosque da mais antiga floricultura de rua da Saens Pena foi atacado por agentes de repressão do velho Estado. Os filhos de dona Elzi, proprietaria do quiosque foram agredidos pelos guardas que tentavam roubar sua mercadoria. Segundo a GM, dona Elzi não teria apresentado a documentação necessária para expor suas flores do lado de fora do quiosque.

Como forma de protesto, os filhos de dona Elzi iniciaram um abaixo assinado para repudiar a violenta ação dos guardas municipais. Quando nossa equipe de reportagem esteve no local, o documento já possuia mais de mil assinaturas. As pessoas que quiserem assinar devem comparecer ao quiosque de dona Elzi, na ru Soares da Costa, esquina com a praça Saens Pena, ou entrar em contato com Débora, filha de dona Elzi (93578744 / deboramsoares@hotmail.com)



To buy the raw footage from the video above, please contact us by phone: (0xx21) 2256-6303, or by email: agenciadenoticiasand@gmail.com. Our videos are filmed by qualified professionals, well known in popular movements, from the slums to the universities. Help the democratic and popular press, help AND.
Para comprar as imagens não editadas do vídeo acima, entre em contato conosco pelo telefone (0xx21) 2256-6303 ou pelo email agenciadenoticiasand@gmail.com. Nossos vídeos são filmados por profissionais qualificados e notórios nos movimentos populares, das favelas às universidades. Apóie a imprensa democrática e popular. Apóie AND.

terça-feira, 26 de abril de 2011

(RJ) Moradores do Sambódromo ameaçados de remoção para obras de maquiagem na Sapucaí

Patrick Granja


Na manhã do dia 25 de abril, funcionários da prefeitura foram até a favela do Sambódromo, ao lado da Marquês de Sapucaí, para remover os moradores para um condomínio em Campo Grande. Descontentes, muitas famílias se negaram a sair. A maioria dos moradores reclama das péssimas condições de habitação dos apartamentos do projeto Minha Casa, Minha Vida, oferecidos pelos gerenciamentos de turno como forma de indenização. A remoção da favela do Sambódromo faz parte do projeto da prefeitura de revitalização e ampliação da Marquês de Sapucaí até o carnaval de 2012.

Dias antes, nossa equipe esteve na favela do Sambódromo para ouvir os moradores. Revoltados, muitos se mostraram dispostos a resistir. O objetivo das famílias seria permanecer no local, ou lutar por uma alternativa habitacional que não altere as suas rotinas.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Blogueiro que denunciava crimes do Estado sofre atentado no Rio

Patrick Granja




Na manhã do dia 23 de março, o blogueiro e advogado Ricardo Gama, de 40 anos, foi baleado com três tiros em uma travessa do bairro de Copacabana. Dois tiros acertaram o rosto de Ricardo e um, o peito. Ricardo foi socorrido por moradores do bairro e lavado para o Hospital Copa D’or.

Ricardo Gama tornou-se conhecido no Rio de Janeiro por seu blog na internet, onde denuncia os crimes do Estado contra o povo, em especial o choque de ordem do prefeito Eduardo Paes, encarregado de roubar camelôs, prender moradores de rua e demolir casas e estabelecimentos comerciais em favelas e bairros pobres. Através de seu portal, Ricardo Gama denunciava também os crimes do gerenciamento estadual, como a corrupção na secretaria estadual de cultura e nas polícias militar e civil e, até mesmo, um vídeo exclusivo onde o jovem Leandro dos Santos de Paula, de 18 anos, morador da favela de Manguinhos, zona norte do Rio, aparece sendo chamado de otário pelo gerente estadual Sérgio Cabral, na companhia de Luiz Inácio. Antes de ser insultado por Cabral, o rapaz reivindicava melhorias na favela, como a construção de centros esportivos e a abertura para a população de um centro de lazer, construído meses antes pelos gerenciamentos de turno.

Depois de passar por duas cirurgias, o quadro de saúde de Ricardo, segundo a direção do hospital, é estável e no final de março, o advogado já caminhava pelos corredores da UTI neurológica.

Segundo testemunhas, os tiros foram disparados por um homem em um carro, que chegou a chamar Ricardo pelo nome antes de atirar contra o blogueiro. Além disso, segundo as pessoas que o socorreram, Ricardo chegou ao hospital ainda consciente e dizia, repetidas vezes, que o crime era “queima de arquivo”.

Resta saber qual das inúmeras denúncias de Ricardo incomodou os gerenciamentos de turno, profundamente preocupados com a repercussão mundial que suas atrocidades têm tido graças ao árduo trabalho da imprensa democrática e popular, que inclui portais na internet, jornais como AND e vários outros veículos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PM de Manaus tortura e atira em garoto

Imagens divulgadas recentemente mostram policiais militares de Manaus – AM torturando e atirando em um garoto.

As imagens revoltantes são de agosto de 2010.

O vídeo mostra o garoto indefeso, cercado por policiais, sendo brutalmente agredido. Cinco tiros disparados à queima-roupa pelos policiais atingiram o peito e abdome do menino.

Peritos comentaram que se o vídeo tivesse som, seria possível ouvir os gritos desesperados da mãe do garoto pedindo que não o matassem.

Sete policiais estavam envolvidos no crime. Todos foram identificados, seis estão presos e um foragido.

terça-feira, 22 de março de 2011

A BATALHA NÃO É PELA LÍBIA

A batalha não é pela Líbia
Como diz a grande mídia

A batalha não é pela Líbia
É sim por aqueles que decidem
O que temos que ver
Comer
Vestir
Adorar
A batalha é pela saúde
Da OTAN

terça-feira, 15 de março de 2011

Monarquias reacionárias se unem contra revolta popular: tudo que seu mestre mandar...

Preocupado com a onda de rebeliões que agita o norte da África e o Oriente Médio, o USA toma providências para manter tudo como está, quer tentando influenciar os novos governos, quer tentando impedir que os aliados restantes caiam.

Na sexta-feira, dia 11, o secretário de defesa ianque esteve no Bahrein reunido com altos funcionários barenitas. Hoje a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos invadem o Bahrein para sufocar a rebelião. Coincidência como esse é só o encontro do coelhinho da Páscoa com o Papai Noel em abril em um país muçulmano. O fato é que 1000 militares sauditas e 500 dos Emirados entraram em território barenita sob o alerta de Hilary Clinton para que tenham moderação, entenda-se não percam o Bahrein de forma alguma.

sexta-feira, 11 de março de 2011

UPP acaba com carnaval a tiros na Cidade de Deus, RJ

Moradores da Cidade de Deus, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, denunciam que foram agredidos por policiais da UPP instalada no local durante uma festa de carnaval na madrugada de 9 de março.

Após uma briga entre duas pessoas, os policiais tentaram acabar com a festa. Diante da recusa dos moradores em encerrar a festa de carnaval, os policiais iniciaram as agressões com cassetetes, spray de pimenta e fizeram vários disparos.

A ação policial foi registrada pelo fotógrafo Toni Barros e, quando os policiais perceberam que estavam sendo filmados, tentaram tomar a câmera. Nas imagens é possível ouvir a resposta do fotógrafo: “Não vou dar não. Sou fotógrafo, jornalista, eu sou jornalista”. A câmera foi destruída, mas o cartão de memória que armazenava as imagens ficou intacto e, mais uma vez, todos puderam ver o que significa a política de “pacificação” nas favelas do Rio.

Enquanto os plantões do monopólio dos meios de comunicação falavam apenas de “folia” e adereços, nas favelas do Rio a rotina de repressão e criminalização da pobreza se manteve inalterada.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vídeo: Vila Harmonia é atacada pelas tropas da prefeitura do Rio de Janeiro

Patrick Granja


No dia 25 de fevereiro, a Vila Harmonia amanheceu cercada de caminhões de mudanças, retroescavadeiras e funcionários da Prefeitura do Rio, sob o comando do prefeito Eduardo Paes. Após algumas semanas de reassentamentos negociados nas comunidades do Campinho e do Metrô/Mangueira, a Prefeitura acionou todo seu lobby junto ao Tribunal de Justiça do Rio para atacar a Vila Harmonia.

Os funcionários da Subprefeitura da Barra da Tijuca chegaram, como sempre, com seu aparato de arrogância e seus capangas da Guarda Municipal, e deram logo início às diversas ameaças de que não deixariam pedra sobre pedra e de que derrubariam as casas com gente dentro, caso necessário.

Os Desembargadores do tribunal de Justiça do Rio, inebriados por algum canto maldito do Prefeito após suas reuniões com o Presidente do TJ, nada fizeram para proteger as famílias. Nenhum dos argumentos dos defesnsores públicos foi ouvido e nenhuma outra possibilidade de negociação é oferecida. A comunidade Vila Harmonia abriga famílias que residem há mais de cem anos na região do Recreio dos Bandeirantes. Chegaram lá, provavelmente como sobreviventes de famílias escravas, ainda no início do século XX e possuiam documentação que comprova isso.

Depois de meses de resistência e frente aos problemas de saúde de alguns trabalhadores e trabalhadoras por conta dos ataques da prefeitura, a Vila Harmonia aceitou sair. Contudo, os moradores prometem continuar engordando as fileiras daqueles que resistem aos desmandos desse gerenciamento fascista que já expulsou mais de 15 mil famílias de suas casas.





terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Belo Horizonte - MG: Corrupção, truculência e assassinato de pobres

Aglomerado da Serra sitiado


No sábado, dia 19, no Aglomerado da Serra, Belo Horizonte, um jovem estudante e seu tio, técnico em enfermagem, foram covardemente assassinados pela Polícia Militar de Minas Gerais.

Segundo denunciaram moradores do local a diversos veículos de comunicação, os PMs foram até o Aglomerado para pegar sua costumeira propina e se desentenderam com traficantes. Na sequência, os policiais teriam executado os dois trabalhadores.

Revoltados, os moradores expulsaram os policiais e queimaram ônibus em protesto.

O Batalhão de choque da PM foi enviado para reprimir os protestos e ocupar o Aglomerado da Serra. Todo o país assistiu as imagens da truculência dos policiais que abriram fogo e lançaram bombas contra a população que protestava com faixas e palavras de ordem. Como única e legítima forma de defesa, os manifestantes responderam às bombas e balas de borracha com pedras.

No dia seguinte, centenas de pessoas foram ao enterro dos dois vizinhos, muito queridos na comunidade.

A corregedoria da PM afirma que irá “apurar o fato” e apenas “afastou os policiais diretamente envolvidos”. Mas aqueles que cometeram um crime contra o povo continuam armados, reprimindo as vítimas.

Como colocar raposas para tomar conta de galinheiro, já há muito deixou de ser ingenuidade tudo apontar para mais uma rodada de pizza. As “provas” contra os trabalhadores já apareceram: armas com número de série raspadas e fardas da PM que os dois “estariam usando”, o que inúmeras testemunhas afirmam categoricamente ser uma manipulação para acobertar a execução.

Durante o confronto a rede elétrica de uma escola ficou danificada, impossibilitando as aulas no dia 20 de fevereiro. O monopólio dos meios de comunicação, como de costume, destila seu veneno contra o povo, insinuando que tal fato ocorreu por conta da resistência das massas e não do assassinato de duas pessoas, cujo único crime eram ser pobres.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resistência contra a remoção da Favela do Metrô (RJ)

Rafael Gomes


[nggallery id=17] No sábado, dia 12 de fevereiro, a equipe de reportagem do A Nova Democracia esteve na favela do Metrô para registrar a denúncia de que o subprefeito da zona Norte do Rio de Janeiro, André Santos, estava na comunidade acompanhado da Polícia Militar, Guarda Municipal e de tratores da prefeitura, prontos para a derrubada de alguns barracos de moradores que foram sorteados com prédios nas proximidades da Mangueira. A ação foi feita contra a vontade da maioria da população da comunidade que não quer sair do local.

Como a resistência dos moradores foi forte e organizada, a prefeitura, que antes tentava amedrontar a população dizendo que todos iriam para Cosmos querendo ou não, agora se vê obrigada a sortear apartamentos para concretizar seus sinistros planos em nome da especulação imobiliária, pois a comunidade fica próxima ao Maracanã, estádio em que será realizado o jogo final da Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Por exigência da Fifa, existe o projeto de ser construído um estacionamento onde hoje é localizada a favela do Metrô. Seguem pendentes as situações dos que não conseguiram os apartamentos e dos comerciantes.

A reportagem de AND também registrou as pichações e “colaços” feitos pelos moradores com frases de ordem de incentivo à luta e de denúncia dos crimes cometidos pela prefeitura. As inscrições “Eduardo Paes inimigo do povo!”, “Os prédios da Mangueira não são esmolas! São conquistas da nossa luta!” e “Abaixo as remoções de Paes, Cabral e Lula!” estão pintadas nos muros da entrada da comunidade.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Região Serrana: catástrofe natural ou crime premeditado?

Nos dias 24 e 25 de janeiro, a equipe de reportagem de A Nova Democracia foi à cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O município foi o mais atingido pelas chuvas que devastaram a serra nos dias 10 e 11 do mesmo mês. O número total de mortos divulgado até o dia da publicação deste vídeo, já atingia a trágica marca de 871 óbitos, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

Em Nova Friburgo, nossa equipe de reportagem registrou o retrato do barbárie: milhares de famílias abandonadas em abrigos, sem nenhuma perspectiva de recomeçarem a vida, depois de perderem tudo que tinham. Enquanto os gerenciamentos de turno e o monopólio dos meios de comunicação se empenham em culpar o povo pobre pela tragédia, as vítimas desenterram os corpos de seus parentes e tentam resgatar dos escombros o pouco que sobrou do que tinham, fruto de anos, décadas de árduo trabalho.

Como se o abandono e a indiferença não fossem o bastante, o velho Estado agora aproveita o desastre para remover várias favelas da região serrana, muitas delas em áreas de baixada, que não correm riscos. Além disso, com o pretexto de evitar saques, a cidade foi citiada pelas tropas do exército, enquanto milhares de desabrigados buscam respostas dos gerenciamentos de turno, temendo terem o mesmo fim dos moradores do morro do Bumba. Por lá, quase um ano após as chuvas que deixaram 241 mortos na favela de Niterói, muitos moradores vivem até hoje em abrigos sem ter recebido nada dos políticos que, na época, tanto prometeram reparação.

Confira o vídeo produzido por A Nova Democracia:


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Prefeituta prepara novo ataque às famílias que ocupam terrenos em Nova Sepetiba, RJ

Patrick Granja




Nesse momento, a tropa de choque da PM, juntamente com policiais do 27° BPM está indo em direção ao bairro Nova Sepetiba, onde alguns terrenos estão ocupados por milhares de famílias. O objetivo da PM é usar a força para retirá-las do local, já que as ameaças feitas pelo velho Estado não foram suficientes para intimidar os moradores da ocupação. É necessária a presença de todos os movimentos que lutam pelos direitos do povo, advogados, veículos de comunicação comprometidos com a defesa dos direitos do povo e intelectuais progressistas para evitar mais esse ataque das tropas do Estado fascista contra esses trabalhadores, principais vítimas da inexistência de uma política de habitação que garanta ao povo o direito de morar.





Mais informações com Marcelo (Pres. da Associação de Moradores da Serra do Sol) 93891243 (ID# 112*4230), ou Santos (Pres. da Associação de Moradores da Nova Sepetiba) 78816168.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Famílias são violentamente expulsas de terreno em Nova Sepetiba


No último domingo, cerca de 700 famílias ocuparam um terreno baldio no Conjunto Habitacional Nova Sepetiba, no bairro de mesmo nome. Depois que vários barracos já haviam sido levantados, segundo moradores, policiais militares chegaram ao local e, sem qualquer respaldo legal, agrediram moradores, atiraram balas de borracha a esmo em mulheres e crianças e atearam fogo nos barracos com pessoas dentro. Uma moradora teria ficado ferida pelas chamas.



Ainda segundo moradores, o subprefeito de Santa Cruz, Edimar Teixeira, teria ido ao local e chamado os trabalhadores de “vagabundos” e “maconheiros” e que todos seriam tirados na marra do local. Durante a noite, PMs teriam passado de carro em frente a um forró que acontecia na favela e disparado tiros de munição real para o alto, assustando os clientes. Por sorte, ninguém se feriu. Moradores da Cohab denunciam que, após a ocupação do terreno pelas famílias de sem-tetos, a polícia está levando a cabo um regime de terror no local.



As famílias estão organizadas por um novo movimento popular que está surgindo na zona oeste da cidade, o Movimento Unidos Venceremos, que amanhã fará um protesto a partir das 14h, partindo da Cohab Nova Sepetiba em direção à antiga sede da subprefeitura de Santa Cruz, no Centro do bairro, onde o protesto irá continuar a partir das 15h. As famílias exigem uma alternativa habitacional e, na primeira noite após o violento despejo, vária pessoas, entre elas, mulheres, crianças e idosos, sem outra opção, dormiram ao relento às margens do terreno de onde foram expulsas.



Mais informações com Marcelo (Pres. da Associação de Moradores da Serra do Sol) 93891243 (ID# 112*4230), ou Santos (Pres. da Associação de Moradores da Nova Sepetiba) 78816168. Patrick (Jornal A Nova Democracia) - 96324723

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O jornalismo veste a camisa

Por Sylvia Moretzsohn
Publicado no Observatório da Imprensa


Quando recebeu, no início de novembro, um prêmio de telejornalismo pelas entrevistas com os generais Leônidas Pires Gonçalves e Newton Cruz sobre os bastidores da ditadura no Brasil, Geneton Moraes Neto escreveu uma "pequena carta aos que gastam sola de sapato fazendo jornalismo" em que afirmava: "Fazer jornalismo é produzir memória". E concluía com a seguinte definição:


"Fazer jornalismo é desconfiar, sempre, sempre e sempre. A lição de um editor inglês vale para todos: toda vez que estiver ouvindo um personagem – seja ele um delegado de polícia, um praticante de ioga ou um astro da música – pergunte sempre a si mesmo, intimamente: por que será que estes bastardos estão mentindo para mim?"

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Violência no Rio e tráfico como justificativa para execuções em massa

Os Estado brasileiro tenta legitimar as últimas ofensivas de guerra nos morros cariocas através da justificativa de combate ao tráfico de drogas. As autoridades dizem que o grande mal que assola o Rio de Janeiro é o alto índice de violência, roubos, assaltos e que tudo isso ocorre por causa do tráfico.

Os monopólios de imprensa, em uma demonstração de incondicional apoio a ação, tentam a todo custo levar a opinião pública a acreditar que jovens de 15, 16 anos ou recém-saídos da adolescência têm capacidade e logística suficiente para levarem as drogas sozinhos até as favelas, se abastecerem sozinhos com armas de uso exclusivo das forças armadas, enfim organizarem todo o tráfico.