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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Moradores do Largo do Campinho fazem combativo protesto contra a remoção

Por Patrick Granja




Na quinta-feira, dia 12 de maio, agentes da prefeitura foram ao Largo do Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro, para demolir a casa de um morador. Nascido e criado na favela, o músico Edmilson e sua família foram forçados a sair de casa para que os operário demolissem o imóvel. Apesar das promessas, nenhuma alternativa habitacional foi oferecida pela prefeitura às 16 famílias que vivem no local. A operação faz parte das obras para a construção do corredor expresso de ônibus Transcarioca que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional.

Revoltados, moradores passaram a madrugada acordados erguendo barricadas, apagando as inscrições da prefeitura e preenchendo as paredes com combativas palavras de ordem. No dia seguinte, operários e engenheiros, juntamente com um oficial de justiça, chegaram à favela e se depararam com faixas, cartazes, moradores protestando na rua e as entradas da favela bloqueadas por barricadas. Diante da revolta da massa, os agentes da prefeitura, com medo, recolheram suas coisas e foram embora.  Segundo os moradores, o tom do movimento vai ser radicalizado de agora em diante, visto que durante um ano de negociações, nenhum proposta justa foi apresentada pela prefeitura.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vila Quaxime: Moradores de Madureira são expulsos de suas casas pela prefeitura do Rio


Patrick Granja




Na manhã do dia 13 de abril, moradores da Vila Quaxime, em Madureira, foram atacados pela prefeitura do Rio em mais uma ação de despejo na zona norte da cidade. Os moradores, alguns no local há 30 anos, resistiram à operação e se negaram a sair do local. Segundo eles, nada além do famigerado aluguel social foi oferecido pelos gerenciamentos de turno como indenização. A covarde ação da prefeitura é parte do projeto para a construção do corredor expresso de ônibus transcarioca, que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, a Penha, na zona norte.

Depois de muita resistência e muitas intimidações dos agentes de repressão do Estado, os moradores aceitaram sair em troca dos cheques do aluguel social. A prefeitura garantiu aos moradores que só iria intervir nas casas depois que os cheques fossem entregues. Contudo, a mobília dos moradores foi retirada e até o fim da noite nada havia sido pago pelo prefeito Eduardo Paes. A maioria dos moradores disse que só saiu temendo as ameaças da Polícia Militar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Rio de Janeiro: Polícia agride professores e estudantes do colégio Pedro II

[nggallery id=21]    Estudantes do ensino médio do Colégio Pedro II, em São Cristóvão, Rio de Janeiro, fizeram um protesto na tarde da última segunda-feira, 21, contra o calor insuportável nas salas de aula. A manifestação, que contou com forte apoio e participação dos professores, foi reprimida pela Polícia Militar que, sem a menor cerimônia, agrediu os estudantes e os trabalhadores do colégio. O protesto foi apelidado de “Sauna de aula, não!”.




Os estudantes afirmam que a alta temperatura em pleno verão no início das aulas no Rio de Janeiro e a falta de equipamentos atrapalham o aprendizado e prejudicam, principalmente, os que estão cursando o terceiro ano e se preparam para o vestibular.




Durante a passeata, por volta das 14h, sob a alegação de que a manifestação estava atrapalhando o trânsito, a PM usou spray de pimenta e agrediu os manifestantes com cassetetes. Um estudante de 17 anos foi detido.




"A escola disse que não receberia um grupo de alunos. O aluno do grêmio tentou entrar na direção e o polícia deu uma ‘gravata’ e o colocou para fora. A agressão aconteceu quando a manifestação já tinha terminado", contou o coordenador do Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II, Selmo Nascimento [Fonte: sidneyrezende.com].




As situações dos colégios públicos no Rio de Janeiro, mesmo de um colégio federal tradicional como o Pedro II, são extremamente precárias. Nos colégios estaduais a falta de ares-condicionados, equipamentos básicos, refeições e professores já fazem parte da rotina das instituições. E, os profissionais e estudantes quando se organizam para protestar contra tais absurdos, são respondidos com bombas, sprays de pimenta e pauladas da polícia.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

SP: Milhares de pessoas nas ruas contra aumento criminoso das passagens de ônibus

Rafael Gomes




Cerca de 4 mil manifestantes foram às ruas da capital paulista, nesta quinta-feira, 20 de janeiro, em protesto ao aumento da tarifa dos ônibus municipais, que a partir do dia 5 passou a custar R$ 3,00, a tarifa mais cara do país.

Após a truculência da PM na manifestação do dia 13/1 (confira o vídeo do cartunista Latuff postado neste blog), o Movimento Passe Livre - MPL de São Paulo organizou essa nova manifestação na Av. Paulista, que contou com a participação massiva de estudantes e trabalhadores.

A passeata teve concentração próxima a rua da Consolação, na Praça do Ciclista, às 18h, e percorreu toda a Av. Paulista tendo término na Praça Oswaldo Cruz. Esse foi um dos maiores protestos contra o aumento das tarifas realizados nos últimos anos. Uma nova manifestação foi convocada para o dia 27, quinta-feira.