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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Abusos marcam o início das remoções no Largo do Campinho

Por Patrick Granja



Na última sexta-feira, agentes da prefeitura voltaram ao Largo do Campinho, zona Norte do Rio, com um aparato de guerra para remover uma parte dos moradores. Apesar de terem aceitado a ínfima indenização oferecida pela prefeitura, moradores sofreram inúmeros abusos durante a ação. Muitos deles tiveram seus estabelecimentos comerciais invadidos e outros foram incluidos no trajeto das remoções em cima da hora. Revoltados, moradores se queixaram com os agentes responsáveis pela remoção, mas não foram ouvidos.
Depois de muita resistência, com protestos radicalizados, moradores do Largo do Campinho conseguiram forçar a prefeitura a negociar. Contudo, mesmo após um acordo unilateral, uma imposição às famílias removidas, a prefeitura não abriu mão de sua prática comum nas favelas do Rio. Quando nossa equipe deixou o local, famílias que ainda não haviam sido pagas estavam desesperadas, na chuva, sem outra opção que não dormir na rua.

Despejo em prédios do projeto Minha Casa, Minha Vida deixa dezenas de famílias na rua

Por Patrick Granja



Na semana passada, policiais federais, civis e militares participaram de uma ação de despejo em três condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida, em Campo Grande. Segundo a secretaria de habitação, os moradores invadiram os apartamentos. Entretanto, de acordo com outras pessoas que moram no local, os imóveis estavam abandonados, já que poucas famílias aceitam as moradias pequenas e isoladas do Centro da cidade. Contudo, os imóveis serviam de abrigo a dezenas de famílias que viviam nas ruas por diferentes motivos. Mesmo assim, não houve diálogo com os gerenciamentos de turno que mobilizaram um aparato de guerra para expulsar as famílias. Já o monopólio da imprensa, criminalizou o movimento insinuando que grupos paramilitares teriam comandado as invasões.
No segundo dia de despejos, nossa equipe também esteve no local e flagrou dezenas de famílias abandonadas na rua com seus móveis sem ter para onde ir. Segundo os moradores com situação regularizada, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal proibem a venda ou o aluguel das moradias obrigando dezenas de famílias a viverem confinadas em uma região 60 quilômetros afastada do Centro da cidade.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Transcarioca: Moradores da rua Domingos Lopes resistem à remoção

Por Patrick Granja



A Transcarioca será um corredor expresso de ônibus que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional. Contudo, no seu caminho, várias famílias estão sendo removidas arbitrariamente pela prefeitura e suas construtoras e empreiteiras contratadas. Próximo ao Largo do Campinho, moradores da rua Domingos Lopes estão sendo ameaçados de remoção sem nenhum tipo de indenização. Segundo eles, nem ao menos o aluguel social foi oferecido às famílias, muitas delas nascidas e criadas no local. Muitos dos moradores já sofrem com problemas físicos e psicológicos. Entretanto, todos se mostraram inconformados com o tom da prefeitura e preparados para resistir. Um deles sofre de estrofia muscular nos membros inferiores e omeopatia e, além disso, tem uma enteada com sidrome de down. Ele protestou contra o autoritarismo da prefeitura.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Moradores do Largo do Campinho fazem combativo protesto contra a remoção

Por Patrick Granja




Na quinta-feira, dia 12 de maio, agentes da prefeitura foram ao Largo do Campinho, na zona norte do Rio de Janeiro, para demolir a casa de um morador. Nascido e criado na favela, o músico Edmilson e sua família foram forçados a sair de casa para que os operário demolissem o imóvel. Apesar das promessas, nenhuma alternativa habitacional foi oferecida pela prefeitura às 16 famílias que vivem no local. A operação faz parte das obras para a construção do corredor expresso de ônibus Transcarioca que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ao aeroporto internacional.

Revoltados, moradores passaram a madrugada acordados erguendo barricadas, apagando as inscrições da prefeitura e preenchendo as paredes com combativas palavras de ordem. No dia seguinte, operários e engenheiros, juntamente com um oficial de justiça, chegaram à favela e se depararam com faixas, cartazes, moradores protestando na rua e as entradas da favela bloqueadas por barricadas. Diante da revolta da massa, os agentes da prefeitura, com medo, recolheram suas coisas e foram embora.  Segundo os moradores, o tom do movimento vai ser radicalizado de agora em diante, visto que durante um ano de negociações, nenhum proposta justa foi apresentada pela prefeitura.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Moradores do Morro da Providência ameaçados de remoção pela Prefeitura

Por Patrick Granja.



O morro da providência, no Centro do Rio de Janeiro, é um dos mais antigos da cidade e depois do início da militarização moradores não estão tendo sossego. Além das denúncias de abusos por parte dos militares, a população do lendário morro da favella está sendo atacada pela prefeitura, que ameaça remover centenas de famílias do local. O motivo das remoções são inúmeros, entre eles, obras de maquiagem do projeto Morar Carioca e a existência de supostas áreas de risco.
O projeto Morar Carioca pode ser considerado uma das maiores obras de maquiagem já anunciadas pelos gerenciamentos municipais. Mesmo sem escolas, hospitais, moradias dignas e saneamento, moradores do morro da Providência estão sendo removidos para dar lugar a parques, praças, árvores e um teleférico.
Dona Sônia e sua família vivem a 42 anos na favela. Segundo a prefeitura, a construção de uma praça na localidade conhecida como 60, onde dona Sônia mora, prevê a remoção de sua casa, mas a aposentada e sua família não gostaram nada da idéia. Filho de dona Sônia, o cavaquinista Sidney Ferreira é deficiente visual e também está com a sua casa marcada para ser removida. A proposta da prefeitura para os moradores que estão ameaçados de remoção é uma casa em Cosmos, a 60 quilômetros do local, ou o famigerado aluguel social.

Vídeo do 1º de Maio Classista e Internacionalista em São Paulo (2011)

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Palmares - PE: cansada do descaso, população fecha rodovia

Na terça-feira, dia 19 de abril, um protesto da população de Palmares, em Pernambuco, fechou a BR-101.

Os manifestantes são cerca de 300 famílias desabrigadas pela enchente de junho de 2010, que devido ao total descaso do Estado, continua morando em barracas em um acampamento, no centro social urbano de Palmares, que mais parece um campo de refugiados. Cansada de esperar por providências a população resolveu se manifestar. “Já fez mais de nove meses e as casas prometidas só ficaram na promessa”, declarou um dos manifestantes que não quis se identificar.

Ano que vem certamente não faltarão candidatos, a prefeito e vereador, “revoltados com a situação” e prometendo que, “se eleitos forem”, este problema será a prioridade número um de seu mandato. Será renovada assim a promessa como depois do resultado do pleito será renovado o descaso.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vila Quaxime: Moradores de Madureira são expulsos de suas casas pela prefeitura do Rio


Patrick Granja




Na manhã do dia 13 de abril, moradores da Vila Quaxime, em Madureira, foram atacados pela prefeitura do Rio em mais uma ação de despejo na zona norte da cidade. Os moradores, alguns no local há 30 anos, resistiram à operação e se negaram a sair do local. Segundo eles, nada além do famigerado aluguel social foi oferecido pelos gerenciamentos de turno como indenização. A covarde ação da prefeitura é parte do projeto para a construção do corredor expresso de ônibus transcarioca, que ligará a Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, a Penha, na zona norte.

Depois de muita resistência e muitas intimidações dos agentes de repressão do Estado, os moradores aceitaram sair em troca dos cheques do aluguel social. A prefeitura garantiu aos moradores que só iria intervir nas casas depois que os cheques fossem entregues. Contudo, a mobília dos moradores foi retirada e até o fim da noite nada havia sido pago pelo prefeito Eduardo Paes. A maioria dos moradores disse que só saiu temendo as ameaças da Polícia Militar.

sábado, 9 de abril de 2011

Desabrigados de Niterói fazem protesto depois de um ano da tragédia e do descaso

Há um ano atrás, quase duzentas pessoas morreram depois que uma forte chuva provocou deslizamentos em mais de 40 favelas de Niterói e São Gonçalo. Para lembrar a data, centenas de desabrigados se reuniram no Centro de Niterói, onde realizaram uma manifestação cobrando do prefeito Jorge Roberto da Silveira as promessas feitas às famílias que perderam suas casas.

Um ano depois, a maioria dessas pessoas não recebeu nenhuma retaguarda do Estado e muitos continuam morando em abrigos ou na casa de parentes. As famílias mais desamparadas, sem opções, voltaram para as áreas de risco para não dormirem nas ruas. Até mesmo as famílias indenizadas com o aluguel social, estão há meses sem receber os cheques e muitas já foram despejadas.

Semanas antes, os desabrigados fizeram um protesto na porta da quadra da escola de samba viradouro, onde os cheque do aluguel social seriam destribuidos. A polícia atacou a massa violentamente, usando spray de pimenta e deixando mulheres, crianças e idosos feridos.

O protesto, no aniversário da tragédia, começou por volta das 15 horas e os manifestantes percorreram a Rua da Conceição, uma das vias mais movimentadas do Centro de Niterói, até a câmara de veradores. Vários carros do Batalhão de Choque da PM, além de um ônibus e outros cinco carros do 12º BPM trataram de intimidar a massa do início ao fim da maniestação. Um homem, idoso, foi preso e arrastado por PMs até a viatura como um animal, sob os gritos de protesto da combativa multidão.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

(RJ) Favela do Metrô ameaçada neste momento!!!

Comunicação da Rede contra Violência



O subprefeito da Zona Norte, André Santos, encontra-se neste momento (12/02) na Favela do Metrô. Levou com ele duas viaturas da polícia militar e guardas municipais. Ele alega que precisará derrubar as casas das pessoas que aceitaram se mudar para um empreendimento próximo a Mangueira hoje ainda.

A maioria dos moradores que não quer sair estão preocupadas com a ação da prefeitura, pois, é comum na ação do poder público quebrar uma casa e prejudicar outra, já que são todas geminadas naquela comunidade. Além disso, o próprio ato de descaracterização (termo que eles utilizam) gera uma situação de risco para os moradores, num local onde antes não havia.

Os moradores gostariam que os demais companheiros fossem a comunidade, pois temem algum abuso por parte do subprefeito que, aproveitando que está quebrando casas que foram negociadas, derrubar ou inviabilizar outras que não foram.

A prefeitura do Rio mais uma vez está agindo com o terror sobre as comunidades.

A Favela do Metrô fica próximo à estação de trem da Mangueira, do metrô Maracanã e da Uerj.

Todos lá!

Comissão de Comunicação da Rede contra Violência

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Prefeituta prepara novo ataque às famílias que ocupam terrenos em Nova Sepetiba, RJ

Patrick Granja




Nesse momento, a tropa de choque da PM, juntamente com policiais do 27° BPM está indo em direção ao bairro Nova Sepetiba, onde alguns terrenos estão ocupados por milhares de famílias. O objetivo da PM é usar a força para retirá-las do local, já que as ameaças feitas pelo velho Estado não foram suficientes para intimidar os moradores da ocupação. É necessária a presença de todos os movimentos que lutam pelos direitos do povo, advogados, veículos de comunicação comprometidos com a defesa dos direitos do povo e intelectuais progressistas para evitar mais esse ataque das tropas do Estado fascista contra esses trabalhadores, principais vítimas da inexistência de uma política de habitação que garanta ao povo o direito de morar.





Mais informações com Marcelo (Pres. da Associação de Moradores da Serra do Sol) 93891243 (ID# 112*4230), ou Santos (Pres. da Associação de Moradores da Nova Sepetiba) 78816168.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Moradores de Campinas resistem a reintegração e enfrentam a repressão policial

Com informações do blog Protesto Popular


http://protestopopularsp.blogspot.com/


[nggallery id=11] Cerca de 500 famílias moradoras do bairro Parque Shangai em Campinas (SP) receberam a notícia de reintegração de posse de suas casas, compradas por uma empresa de habitação que faliu (Haspa Habitação) há 7 anos, e os moradores estão sendo obrigados a pagar novamente um preço abusivo ou teriam que entregar o imóvel. Mas esse golpe não passou batido, houve muita resistência e fortes protestos que desde 15 dezembro do ano passado os moradores vem se organizando em brigadas, peitando a Polícia Militar e impedindo a entrada dos oficiais de justiça, sendo também reprimidos pelos PMs de forma truculenta jogando sobre as famílias bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha.
O histórico de luta desses moradores começa ainda nos anos 80 em que houveram muitas tentativas de retirada dos moradores inadimplentes.
A prefeitura se coloca a favor da retirada dos moradores alegando que podem aderir a um programa de casa popular do governo federal, o que é uma farsa que já conhecemos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pentecoste, CE: Remoção de acampamento em luta por moradia.

Com informações do Blog Danúsio Almeida


http://professordanusioalmeida.blogspot.com/





Ontem, dia 19 de janeiro, um acampamento localizado entre o campo de aviação e a comunidade de Santa Inês, no município de Pentecoste, no Ceará, foi atacado pela prefeitura e a Polícia Militar de forma truculenta e ilegal.

Os acampados lutavam para construir suas casas e dar uma vida mais digna a suas famílias quando foram surpreendidos pela PM do Ceará e pelo trator da Prefeitura que derrubou as seis casa que estavam sendo construídas, sem nem ao menos apresentar um documento oficial que ordenasse a reintegração de posse. Agrava ainda a situação o fato de o prefeito, segundo depoimento da líder da tomada de terra Márcia, ter dado uma parte do terreno para os ocupantes e depois ter enviado a polícia e o trator.

Tais fatos só ilustram o profundo descaso com que nosso povo é tratado e a política do Estado Brasileiro de tratar pobre como criminoso.

Veja também uma postagem sobre a acçaõ policial em Pentecoste no "Blog do Júnior"