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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resistência contra a remoção da Favela do Metrô (RJ)

Rafael Gomes


[nggallery id=17] No sábado, dia 12 de fevereiro, a equipe de reportagem do A Nova Democracia esteve na favela do Metrô para registrar a denúncia de que o subprefeito da zona Norte do Rio de Janeiro, André Santos, estava na comunidade acompanhado da Polícia Militar, Guarda Municipal e de tratores da prefeitura, prontos para a derrubada de alguns barracos de moradores que foram sorteados com prédios nas proximidades da Mangueira. A ação foi feita contra a vontade da maioria da população da comunidade que não quer sair do local.

Como a resistência dos moradores foi forte e organizada, a prefeitura, que antes tentava amedrontar a população dizendo que todos iriam para Cosmos querendo ou não, agora se vê obrigada a sortear apartamentos para concretizar seus sinistros planos em nome da especulação imobiliária, pois a comunidade fica próxima ao Maracanã, estádio em que será realizado o jogo final da Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Por exigência da Fifa, existe o projeto de ser construído um estacionamento onde hoje é localizada a favela do Metrô. Seguem pendentes as situações dos que não conseguiram os apartamentos e dos comerciantes.

A reportagem de AND também registrou as pichações e “colaços” feitos pelos moradores com frases de ordem de incentivo à luta e de denúncia dos crimes cometidos pela prefeitura. As inscrições “Eduardo Paes inimigo do povo!”, “Os prédios da Mangueira não são esmolas! São conquistas da nossa luta!” e “Abaixo as remoções de Paes, Cabral e Lula!” estão pintadas nos muros da entrada da comunidade.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Depois da invasão a diversão

Depois da cobertura espalhafatosa e bombástica que o monopólio dos meios de comunicação, particularmente sua facção dominante, deu à invasão do complexo do Alemão chegou a hora de mostrar que o rio está em paz e que tudo vai as mil maravilhas. Afinal é natal. Para tal montou-se um mega show de Roberto Carlos nas areias de Copacabana.

Desta vez coube a gerência municipal dar sua mostra de truculência, como tem feito com os camelôs e moradores de favelas, promoveu um “choque de ordem” no trânsito de Copacabana impedindo os carros de moradores de voltarem para casa. Foram pessoas doentes, mulheres grávidas, gente que chegava de viagem enfim não haviam exceções. Quer dizer isso não é bem verdade uma exceção foi aberta para um carro da tal facção dominante do monopólio dos meios de comunicação.

Veja o vídeo postado em http://ricardo-gama.blogspot.com/.