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terça-feira, 19 de abril de 2011

Greve dos funcionários terceirizados da USP

Política de terceirização na USP escraviza funcionários e precariza a universidade

Carla Silva




Na sexta feira, dia 8 de abril, os funcionários da limpeza da USP entraram em greve por não receberem os salários do mês e pelo corte do vale-transporte. A "limpadora União", empresa contratada pela reitoria, alega que o valor repassado pela universidade é de somente 70% do total que deveria ser pago, fazendo com que a empresa ficasse inadimplente, devendo agora rescindir seu contrato, com os funcionários até dia 20 de abril.

Nesta terça feira de manhã, cerca de 200 funcionários organizaram piquetes e bloquearam a entrada da reitoria, a tarde decidiram em assembleia continuar a mobilização, saindo em passeata até Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - FFLCH, que tiveram as aulas paralisadas pela quantidade de sujeira acumulada.

Os funcionários terceirizados não têm o direito de usufruir do espaço da universidade, como a bandejão e o hospital, e recebem um salário bruto de R$598,00. Denunciam também as péssimas condições de trabalho, onde alguns utilizam o espaço de porões e banheiros para fazer suas refeições, não tendo direito nem a um espaço para tomarem banho e guardarem seus pertences.

terça-feira, 29 de março de 2011

Argentina: Trabalhadores bloqueiam os jornais Clarín e La Nación

Ana Lúcia Nunes


Diretamente de Buenos Aires, Argentina


27 de março de 2010


Cerca de 60 trabalhadores de artes gráficas que haviam sido demitidos dos diários argentinos de maior circulação nacional, os jornais Clarín e La Nación, bloquearam no sábado, 26 de março, por volta da meia-noite, a saída dos caminhões que distribuiriam os jornais no domingo.

O bloqueio durou cerca de 12h e impediu a circulação de Clarín, além de atrasar a circulação de La Nación. Em manifesto, os trabalhadores afirmaram que o piquete foi realizado contra a perseguição empreendida pelos patrões aos delegados sindicais. Os trabalhadores, ao levantar o bloqueio, consideraram-no uma vitória política importante, pois é a segunda vez que o diário Clarín não circula em um domingo. A primeira vez foi durante uma greve realizada pelos trabalhadores em 1989.

O governo afirma que o conflito é trabalhista, enquanto os jornais afirmam que não passa de uma manobra dos sindicatos favoráveis ao governo, no caso a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) para prejudicá-los. Os jornais também acusam ao presidente da CGT, Hugo Moyano, de promover o piquete como vingança por denúncias contra ele publicadas pelos diários. O presidente da CGT negou ser responsável pelos piquetes realizados pelos trabalhadores.

Na rede social Facebook, vários internautas se solidarizavam com os trabalhadores e comemoravam a não circulação dos jornais, que são claramente antipovo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Greve geral e protestos na Grécia

Milhares de manifestantes entraram em confronto com a polícia nas massivas manifestações que explodiram em Atenas, capital da Grécia, nesta quarta-feira, contra o plano de austeridade econômica imposto pelo pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Essa manifestação, a primeira grande de 2011, ocorreu em apoio a greve geral de 24h convocada no país.

Os trabalhadores e a juventude grega em marcha até o parlamento atacaram, com coquetéis molotov, a tropa de choque que se manteve posicionada em frente ao ministério das Finanças, na praça central de Syntagma. Um policial ficou ferido após ser atingido por uma bomba incendiária. Segundo os organizadores da manifestação, 60.000 gregos foram às ruas em protesto.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Protesto de rodoviários em Porto Alegre

Por volta das 4h às 9h desta quarta-feira, 26 de janeiro, cerca de 300 funcionários da Viação Alto Petrópolis (VAP), motoristas e cobradores, paralisaram os serviços e se reuniram em frente à sede da empresa, no bairro Santana, em Porto Alegre, bloqueando os portões da garagem.

A categoria negou o reajuste de 7,5% mais R$ 1,00 no vale alimentação oferecido pelas empresas de transporte rodoviário da capital gaúcha, e exige aumento de 10%. Os trabalhadores ainda exigem o fim do banco de horas, um reajuste decente do vale alimentação e a criação de um prêmio motivacional para os funcionários. Caso não forem atendidos, ameaçam entrar em greve no dia 1° de fevereiro.

Como em todo o país, a profissão de rodoviário é uma das mais estressantes e pesadas, e a categoria é uma das que mais sofre com a exploração patronal.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Greve de garis em Porto Alegre

Cerca de 150 funcionários da empresa terceirizada Sustentare, responsável pela coleta de lixo em Porto Alegre, entraram em greve na manhã desta sexta-feira, 21/1, contra a carga horária excessiva, os descontos no contracheque, da precariedade do plano de saúde e da péssima conservação da frota de caminhões de lixo: dos 42 veículos, 1/3 está danificado e não pode nem sair da garagem.

A categoria paralisou a saída de caminhões na sede da empresa na zona Norte de Porto Alegre por cerca de três horas, exigindo seus direitos. A profissão de gari é uma das mais pesadas e as condições oferecidas pelas empresas aos trabalhadores, não só no Rio Grande do Sul como em todo o país, não são suficientes para manterem a saúde preservada.