A visita do sionista e representante do Estado fascista de Israel Shimon Peres pode ser motivo de alegria para as classes dominantes e os lacaios do imperialismo, mas com certeza desagrada o povo brasileiro. Shimon Peres, que diz ter vindo ao Brasil com uma agenda econômica, trouxe consigo quatro dezenas de grandes especuladores sionistas que aproveitaram a empreitada para “tratar de negócios”.
Assim, o representante do Estado fascista de Israel foi recebido pelo gerente de turno Luiz Inácio já com outras reuniões previstas em São Paulo e Rio de Janeiro.
Cumprindo seu papel de galgo do imperialismo ianque, de passagem por São Paulo após reunião com os grandes burgueses da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP no último dia 12 de novembro, além de atacar Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, aventurou-se a cacarejar sobre assuntos de outros países, criticando Hugo Chávez dizendo que deve mudar sua conduta, "pois o mundo não vai seguir o seu exemplo". E sobre a possibilidade de adesão da Venezuela ao Mercosul, com quem os sionistas pretendem estabelecer relações bilaterais, diz que a Venezuela deveria ter uma postura “de cooperação, e não de ódio”. Isso porque a Venezuela e seu gerente oportunista Hugo Chávez apenas vez ou outra praticam alguma manobra publicitária com discurso anti-ianque.
Quem é Shimon Peres
Não foi somente Obama o agraciado com o nobel da paz pelos seus préstimos em assassinar milhares de pessoas no Oriente Médio e em todo o Mundo. Em 1994, Shimon Peres recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo empenho em “tentar encerrar os conflitos entre Israel e Palestina”!
O partido de Shimon Peres é o Kadima, um partido sionista fundado por Ariel Sharon, que comandou os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982 assassinando milhares de pessoas e organizou a sangrenta repressão à segunda Intifada do povo palestino em 2000, quando ele mesmo a havia provocado.
Ele foi primeiro-ministro de Israel nos períodos de 1984 a 1986 e 1995 a 1996. Além disso foi Ministro do Exterior, Ministro das Comunicações, Ministro do Interior, Ministro do Desenvolvimento da Negev e da Galil até galgar o posto de presidente.
Ou seja, Shimon Peres desde sempre em sua nefasta atuação política esteve nos círculos de poder do Estado fascista israelense, no comando e com responsabilidade direta sobre o genocídio do povo Palestino e de toda a região, cooperando abertamente com a política rapace e sangrenta do imperialismo ianque no Oriente Médio.
Por toda sua atuação dentro do Estado fascista de Israel, Shimon Peres pode ser considerado também um dos responsáveis pelo genocídio do povo da Faixa de Gaza em dezembro-janeiro últimos, quando as hordas fascistas de Israel assassinaram mais de 1.150 pessoas e mutilou mais de 5 mil, deixando milhões de desabrigados em mais de 20 dias de bombardeios.
É com esse tipo de gente que o Estado brasileiro e seus agentes entabulam a mais estreita relação.