quarta-feira, 30 de junho de 2010

Camponeses da Área Canaã, Rondônia, denunciam preparação de despejo por justiça do latifúndio

Camponeses da Área Canaã recebem seus

certificados de posse dos seus lotes em

Assembleia do Poder Popular - fevereiro de 2009

Os camponeses da Área Canaã, na região de Ariquemes, Rondônia, estão sendo ameaçados de despejo.

As famílias camponesas estão nessas terras desde 2003 quando tomaram o latifúndio “Arrobas”. Hoje, as famílias já construíram suas casas, têm suas criações e produzem naquelas terras. Até mesmo um pequeno posto de saúde foi conquistado pelos camponeses. A própria organização das massas conquistou também uma máquina de limpar e uma triadeira para grãos. Isto além de construírem mais de 10 quilômetros de estradas e outras benfeitorias.

Agora o latifúndio prepara uma nova tentativa de expulsar as famílias de suas terras. Em boletim, as famílias denunciam que o Juiz de Ariquemes, Danilo Paccini, teria dito em uma audiência pública que no acampamento “não tem sem-terra, só tem bandido”.

Clique AQUI para ler o boletim de denúncia da Comissão de camponeses da área Canaã e da Liga dos Camponeses Pobres.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Povo do Iraque não dá trégua a invasores ianques

No dia 22 de junho último, milhares de iraquianos se reuniram no centro de petróleo de Basrade, em Nasiriyah, a 375 quilômetros de Bagdá, para protestar contra as péssimas condições dos serviços públicos no país, sucateados ainda mais após a criminosa invasão do exército genocida ianque. O principal motivo de revolta dos iraquianos era a precária distribuição de energia elétrica no país, que nos últimos meses tem deixado milhares de pessoas sem luz, em uma época do ano de clima úmido e temperaturas que chegam a 45°.

As tropas assassinas ianques e da polícia iraquiana reprimiram brutalmente o protesto disparando contra a população. Duas pessoas morreram e várias ficaram feridas, causando ainda mais revolta e indignação da população da província de Dhi Qar.

No dia seguinte, os corpos foram velados em novo protesto, que mais uma vez atacou os manifestantes. Estes por sua vez responderam com paus e pedras. Milhares de pessoas tentaram invadir o prédio do Ministério da Eletricidade e entraram em confronto com a polícia. Tanques blindados disparavam jatos de água contra a multidão que resistiu bravamente deixando 14 policiais feridos e destruído vários carros do ministério e do exército ianque.



Protestos contra o G20 em Toronto - Canadá

Patrick Granja

No final de semana, dias 26 e 27 de junho, representantes do G20 — os 19 países do mundo, que juntamente com a União Europeia, compõem o mais sólido fórum do imperialismo no mundo — se reuniram em Toronto, no Canadá, para discutir novas estratégias de dominação dos povos e opressão aos trabalhadores em todos os continentes.

Milhares de pessoas tomaram as principais ruas da cidade para protestar. Os protestos terminaram com mais de 500 pessoas presas. Carros de polícia foram incendiados pela massa e dezenas de vitrines de grifes e de outros centros comerciais imperialistas foram destruídas. Mais de 1 bilhão de dólares foram gastos pelo primeiro-ministro canadense Stephen Harper para refinar o aparato opressivo da polícia de Toronto, que contava com 20 mil policiais nas ruas durante o encontro do G20. Ainda assim, este aparato repressivo não foi suficiente para conter a fúria de milhares de manifestantes de dezenas de países.



Ajudando o amigo Zé Mulato a recuperar suas violas roubadas

Olá companheiros do blog da redação de AND!

Nosso amigo, o violeiro Zé Mulato, entrevistado por AND em sua edição nº 62, foi assaltado, e os ladrões levaram além do seu carro, as duas violas que seguem nas fotos abaixo.

Vamos unir nossas forças e divulgar para que a maior quantidade de pessoas saibam, e quem sabe possam ajudar com alguma informação.

Contatos para informações: (61) 3301-5888 , (61) 9994-5889

India: Depoimento de Arundhati Roy às jornalistas Amy Goodman e Anjali Kamat

E ainda dizem que vivemos em uma “democracia...”

Trechos do testemunho da escritora, proeminente democrata e ativista popular indiana Arundhati Roy às jornalistas Amy Goodman e Anjali Kamat.

Extraído da página na internet revolucionnaxalita.blogspot.com, traduzido e adaptado por A Nova Democracia

Pergunta: Seu último artigo publicado na Índia se denomina “Caminhando com os camaradas”. Comece por nos dizer o que está acontecendo nas selvas da Índia. O que é esta guerra que o Estado indiano deflagrou contra alguns dos mais pobres, povos conhecidos como tribais, os adivasis. Quem são os maoístas? O que está se sucedendo ali?

Arundhati Roy: Vejam bem, isto vem ocorrendo há bastante tempo, mas basicamente há uma conexão. Se observarmos o Afeganistão, Waziristão, os estados do nordeste da índia e todo o cordão de minérios que vai de Bengala Ocidental através de Jharkhand, o de Orissa a Chhattisgarh, este lugar que chamam de Corredor Vermelho, nos daremos conta de que estamos diante de uma insurreição tribal.

Estamos falando de uma insurreição radical de esquerda. Mas o ataque que estes pobres sofrem é o mesmo que no Afeganistão. É um ataque corporativo o que se passa contra esta gente. A resistência tem tomado diferentes formas.

Nos últimos cinco anos os governos dos diversos estados por onde passa o Corredor Vermelho, (onde concentram-se as jazidas de minerais, os povos tribais e os maoístas), têm firmado memorandos de acordo, tratados pela sigla MOU, com corporações mineradoras no valor de milhões de dólares. Ironicamente poderíamos dizer que esse é um corredor “MOUista”, tal como por outro lado a resistência forma um “corredor maoísta”.

O intrigante é que muitos desses memorandos foram firmados em 2005. Foi justamente quando este governo havia chegado ao poder e o primeiro ministro Manmohan Singh anunciou que os maoístas constituem na Índia “a maior ameaça para a segurança nacional”. Foi muito estranho que dissesse isso, porque na realidade os maoístas haviam sido dizimados no Estado de Andhra Pradesh. Penso que haviam matado uns 1.600. Mas quando isso ocorreu, as ações das companhias mineradoras subiram de preço. Este foi um sinal óbvio de que o governo estava disposto a fazer algo a respeito. Então começou o ataque contra os maoístas batizado Operação “Caçada Verde”, que agora mobiliza dezenas de milhares de tropas paramilitares contra estas áreas tribais.

Antes da Operação “Caçada Verde”, as forças repressivas formaram uma espécie de milícia tribal, respaldada pela polícia, em um Estado como Chhattisgarh, lugar para onde viajei recentemente. Estas milícias queimaram uma aldeia atrás da outra, umas 640 aldeias foram esvaziadas (e seus moradores expulsos ou massacrados).

O plano era criar o que o Estado indiano chama de “aldeias estratégicas”. O mesmo que os ianques fizeram no Vietnã e os britânicos fizeram na Malásia. Se trata de obrigar a população a ingressar em campos de concentração para poder controlá-los. Dessa forma, as aldeias circundantes se esvaziavam e as selvas ficavam livres para a entada das corporações estrangeiras.

O que aconteceu realmente em Chhattisgarh foi que perto de 350 mil pessoas, ou seja, umas 50 mil famílias, foram deslocadas para esses campos. Algumas foram obrigadas, outras voluntariamente. O certo é que os maoístas estão em toda essa área ao longo de trinta anos trabalhando com o povo.

A Operação “Caçada Verde” foi lançada porque essa milícia paramilitar chamada Salwa Judum fracassou. Agora o Estado indiano está aumentando as apostas pois os famosos “memorandos” estão à espera e as corporações estrangeira não estão acostumadas a esperar. Há muito dinheiro em jogo.

Por isso dizemos que não estamos denominando esta operação de “guerra genocida” livrescamente ou retoricamente. Eu estive nessa área e o que se vê lá é a gente mais pobre deste país, um povo que está fora do alcance do Estado. Não há hospitais, não há educação, não há nada. E agora há uma espécie de cerco no qual o povo não pode sair para ir ao mercado comprar algo porque eles estão cheios de policiais e agentes da inteligência que informam que tal ou qual pessoa está com a resistência.

O povo sofre de fome extrema e desnutrição. De modo que isso não é apenas matar. Não se trata apenas de queimarem e matarem. Eles estão cercando uma população muito vulnerável, isolando-a de seus recursos e expondo-a a uma penosa ameaça.

E ainda dizem que vivemos em uma “democracia...”



Capa da revista Outlook com o relato de Arundhati Roy

"Caminhando com os camaradas"



quinta-feira, 24 de junho de 2010

Polícia assassina é desmascarada por levante popular em Bariloche

Patrick Granja

No dia 16 de junho, policiais do estado de Bariloche, a 1.100 quilômetros de Buenos Aires, Argentina, assassinaram o menino Bonefoi Diego, de 15 anos, na província de Rio Negro, causando revolta entre os habitantes da região andina que entraram em greve e se levantaram em combativas manifestações em repúdio às ações da polícia fascista sob o comando da família Kirchner e seus aliados locais.

Nos dias seguintes, milhares de pessoas foram às ruas da cidade para protestar. Dezenas de lojas e carros foram atacadas com pedras e coquetéis molotov pela massa enfurecida, que também se voltou contra a Unidade Regional III, um dos maiores quartéis da polícia na região. Os soldados responderam ao ataque com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, porém, no calor do confronto, alguns oficiais dispararam tiros de fuzil contra os manifestantes, matando dois deles e deixando 12 feridos. As mortes de Nicolas Carrasco, de 17 anos, e Sergio Cardenas, de 29 anos, causaram ainda mais revolta. No dia 18 de junho todos os acessos a cidade foram bloqueados pela população que marchou por 30 quarteirões em direção ao Centro Cívico de Rio Negro, onde mais uma vez, houve confronto com a polícia.

Nem o governador da província, Miguel Saiz, escapou da ira da população e foi atingido por uma pedra ao tentar acalmar a massa. Nos dias seguintes, o monopólio dos meios de comunicação ocupou quase todo o espaço dos jornais noticiando uma manifestação de comerciantes em apoio à polícia. Mas segundo sites de movimentos e sindicatos, Bariloche é dividida em áreas paupérrimas, e outras muito ricas voltadas ao turismo. Obviamente, que os crimes cometidos pela polícia, aconteceram em Rio Negro, que é uma das partes mais pobres de Bariloche, e os protestos se espalharam por todo o estado, o que desagradou os comerciantes locais.

Os manifestantes exigem a exoneração dos chefes de polícia, assim como de um dos ministros de Cristina Kirchner, que teria dado ordem aos militares para que atirassem contra a multidão do lado de fora da Unidade Regional III.

La Oroya, Peru: Mineiros e metalúrgicos cercam cidade e enfrentam a polícia

Uma greve de metalúrgicos e mineiros peruanos do estado de La Oroya, a 185 quilômetros de Lima, fez com que o velho Estado peruano mobilizasse um imenso aparato policial para o povoado, que teve todos os seus acessos bloqueados. As manifestações e o bloqueio foram massificados pela população local, simpática aos operários e mineiros, já que as minas, que pertencem a empresa Doe Run, e as indústrias metalúrgicas abastecem grande parte do estado de La Oroya.

Os trabalhadores exigem um Plano de Adaptação Ambiental das Minas e aumentos salariais para todos os operários, que estão de braços cruzados a mais de 20 dias. Após os primeiros dias de paralisação, a empresa Doe Run fechou as portas e interrompeu definitivamente a produção, o que revoltou ainda mais os mineiros e metalúrgicos. Outro motivo para a empresa cessar a produção foi o descumprimento de leis ambientais peruanas. Os conflitos cresceram desde então e os confrontos entre os trabalhadores e a polícia tornaram-se diários.

Nos dias seguintes aos protestos, dez pessoas, entre elas o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos da Doe Run, Royberto Guzman.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Trabalhadores se levantam em luta na África do Sul

Operários paralisam fábricas em Bangladesh

Mais de 700 fábricas de roupas fecharam as portas por conta de uma gigantesca greve operária no Bangladesh. A greve, que já dura um mês, reúne cerca de 800 mil trabalhadores, sendo a zona industrial de Ashulia o maior foco das manifestações. A burguesia foi obrigada a fechar os portões das indústrias e reforçar o policiamento, quando mais de 100 mil operários ameaçaram invadir os galpões e destruir as máquinas e ferramentas.

As fábricas de roupas do Bangladesh abastecem o comércio mundial de marcas-símbolos do imperialismo, como o Wal-Mart, a H&M, a Tesco, o Carrefour e o Metro, bem como as etiquetas de moda Tommy Hilfiger, GAP e Levi Strauss. O faturamento médio anual de cada uma dessas marcas chega a 35 bilhões de dólares, enquanto que o salário médio dos operários não ultrapassa 200 dólares por mês. Isso quer dizer que os salário de todos os operários, por um ano, custam aos cofres de cada empresa 7% do faturamento anual. E pensar que os protestos em Ashulia, ao norte de Dhaka, fazem parte de uma cansativa jornada de greves operárias por melhores condições de trabalho e aumentos de salários, reivindicações que a burguesia, irredutivelmente, se nega a atender.

Nos protestos de 21 de junho, mesmo com o reforço policial nas fábricas, mais de 50 delas foram invadidas e destruídas pela justa rebelião operária. E mesmo faturando bilhões de dólares por ano, representantes da Associação de Fabricantes e Exportadores do Bangladesh (BGMEA) ainda se queixaram dos prejuízos causados pelos manifestantes.

Os protestos vão continuar. Vamos fechar todas as fábricas de vestuário, vamos organizar greves por todo o país, em todos os centros industriais do país. Vamos continuar até que as autoridades aumentem os salários dos trabalhadores — disse o líder sindical Mosherefa Mishu.

A greve operária no Bangladesh está prestes a se transformar em uma greve geral, já que a produção das indústrias de vestuários no país representam 80% das exportações e empregam 40% da força de trabalho industrial.


terça-feira, 15 de junho de 2010

Protesto e catraca livre em Brasília contra o péssimo transporte público

Imagem Globo News

No último dia 14 de junho um protesto contra o péssimo transporte público paralisou a Esplanada dos Ministérios em Brasília. Passageiros revoltados com a falta de ônibus no centro da cidade bloquearam a pista com uma barricada em chamas.

Os trabalhadores rodoviários promoveram a “catraca livre” embarcando os passageiros sem que tivessem de pagar pela passagem.

Copa começa com calote aos trabalhadores sul-africanos

Rafael Gomes

No último dia 13 de junho, logo após o jogo Alemanha e Austrália, no estádio Moses Mabhida, em Durban, as ruas da cidade foram palco de um enfrentamento entre centenas de trabalhadores do estádio e a polícia sul-africana.

Os trabalhadores haviam sido enganados pela organização da copa que pagou um valor abaixo do combinado, provocando grande revolta.

A polícia atacou os manifestantes com disparos de balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e cassetetes e prendeu dez pessoas. Os trabalhadores por sua vez responderam com pedras e garrafas contra a tropa de choque.

Esta é a verdadeira face da copa para os trabalhadores e as massas populares sul-africanas: a mesma violência, exploração, miséria e desrespeito de sempre, tudo acobertado pela maquiagem do monopólio da imprensa que tenta apagar a realidade com vuvuzelas e o conto de uma África do Sul exótica e “reconciliada”.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rio de Janeiro: ato em solidariedade ao povo palestino

Comitê de apoio AND RJ

Foto: Rafael Gomes

O comitê de apoio de AND do Rio de Janeiro esteve presente, na tarde do dia 8 de junho, no ato em solidariedade ao povo palestino convocado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino, realizado na Cinelândia, Centro do Rio. Dezenas de pessoas manifestaram seu repúdio ao ataque sanguinário do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre.

Uma das manifestantes, que esteve na Faixa de Gaza há pouco tempo, denunciou que o ataque à frota Gaza Livre foi comemorado pela juventude sionista nas ruas de várias cidades israelenses e que o Estado de Israel trabalha noite e dia para introduzir sua mentalidade fascista na consciência da população.

O comitê de apoio de AND fez a distribuição de exemplares da edição? 64 do jornal com a manchete Resistência promove dia de fúria contra a invasão sionista na Cisjordânia.

Bandeiras, faixas e cartazes erguidos pelos manifestantes marcaram o apoio dos lutadores e democratas brasileiros à causa da libertação palestina.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Greve e ocupação na Universidade de Porto Rico

  • Há sete semanas a combativa greve estudantil mantém-se firme
  • Apesar das ameaças da reitoria, a assembléia geral do último dia 8 de junho decidiu manter a luta



Os estudantes da Universidade de Porto Rico sustentam uma combativa greve e ocupação da universidade há quase dois meses. A ocupação é um protesto estudantil contra “reformas” impostas pelo imperialismo ianque para o ensino superior, particularmente no que diz respeito à privatização de vários setores da universidade.

O quadro de mercantilização e destruição do ensino em Porto Rico é agravado por sua condição colonial. Porto Rico, ou Estado Libre Asociado de Puerto Rico, não é um país livre, é uma colônia do USA. Este arquipélago caribenho, tem gerente de turno (“governador”) Luís Fortuño, mas seu presidente de fato é o ianque Barack Obama.

E como Porto Rico não é um país autônomo, da mesma forma a Universidade de Porto Rico – UPR também não é uma universidade autônoma. Seus estudantes, professores e funcionários estão sujeitos a todo tipo de ingerência ianque. O governador de turno tem o poder de eleger e/ou destituir os reitores e Obama, por sua vez, pode fazer o mesmo com dito governador.

O deflagrar de uma greve estudantil em uma universidade nessas condições tem importância ainda maior e nota-se pelo fato de o monopólio da imprensa praticamente ignorar a importante greve na UPR, de que ela significa um grande incômodo para o imperialismo.

Milhares de estudantes participam das mobilizações no campus Rio Piedras promovendo atividades culturais e artísticas, assim como debates políticos e combativas manifestações, enfrentando a repressão policial. A polícia cercou a universidade e cortou o fornecimento de água, luz e o apoio externo da população. Populares que apoiam a ocupação realizam verdadeira peripécias para driblar o cerco policial enviando alimentos, água e apoio aos estudantes em luta. Professores e funcionários apoiam a luta. Pais de alunos participam dos piquetes e diversos setores do movimento sindical portorriquenho convocaram greves de solidariedade à ocupação.

A solidariedade nos mantém vivos. Queremos construir uma universidade do povo e isso não é uma fantasia — disse o estudante de Ciências Sociais, Arturo Ríos Escribano, em protesto promovido às portas do campus Rio Piedras da UPR.

A Associação Coalizão, que congrega sindicatos e organizações populares de Porto Rico, divulgou uma nota de apoio que diz:

“Nossos estudantes seguraram a bandeira em defesa de uma universidade cujo propósito é servir o povo, servir os filhos e filhas de trabalhadores. Eles têm sido capazes de identificar claramente a forma como a administração da universidade, entregue aos interesses e propósitos imperialistas do atual Governo, pretende aplicar à faculdade critérios estritamente econômicos”.

Free Gaza

Cartaz de apoio à luta palestina encontrado na internet

terça-feira, 8 de junho de 2010

Belo Horizonte - MG: manifestantes repudiam ataque sanguinário de Israel à frota Gaza Livre

No último dia 4 de junho dezenas de manifestantes defensores da causa palestina, ativistas da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo, Liga Operária, Movimento Estudantil Popular Revolucionário, Movimento Feminino Popular e Escola Popular, realizaram um protesto no centro de Belo Horizonte contra os recentes ataques praticados pelo exército sionista de Israel ao comboio humanitário Gaza Livre.

Milhares de panfletos repudiando o ataque sanguinário do Estado Israel contra os navios e tripulantes foram distribuidos para a população.


Os manifestantes atearam fogo na bandeira ianque e Israel, somando-se aos protestos realizados em todo o mundo.

Greve na USP, Unesp e Unicamp: Reitoria da USP ocupada

Trabalhadores em greve e estudantes ocuparam a reitoria da Universidade de São Paulo – USP na manhã de oito de junho último.

Os ocupantes utilizaram capuzes para cobrir os rostos para impedir sua identificação e futuras perseguições. A reitoria da USP ostenta um histórico antidemocrático de perseguições e até mesmo demissão de trabalhadores envolvidos em mobilizações e greves, como é o caso do dirigente sindical Claudionor Brandão, demitido da instituição por mobilizar os trabalhadores da USP e lutar por seus direitos.

Há 15 dias, mais uma medida autoritária do governo, contando com o consentimento da reitoria das universidades, determinou o corte do salário dos trabalhadores em greve.

A greve dos trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp já dura 35 dias e os servidores exigem a reabertura das negociações com a reitoria e o atendimento das suas reivindicações salariais. Eles denunciam que o governo "quebrou a isonomia" ao ter reajustado em 6% os salários dos professores sem estender o aumento aos servidores.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Israel assassina quatro palestinos em um barco na costa de Gaza

Uma semana após atacar a frota Gaza Livre, assassinar 10 tripulantes e ferir dezenas de ativistas do comboio humanitário que se solidarizava com o povo palestino, no último dia 7 de junho, o exército genocida de Israel atacou mais uma embarcação na costa de Gaza.

Agências de notícias estrangeiras noticiaram que lanchas e helicópteros do exército israelense atacaram um barco tripulado por palestinos assassinando quatro pessoas. Dois outros tripulantes foram lançados ao mar e, até o momento, (15:00hs do dia 7 de junho) não há notícias sobre o seu resgate.

Assim como mentiram para atacar a frota Gaza Livre, os militares Israelenses anunciaram que o barco transportava “militantes armados”. As imagens transmitidas do barco não continham nenhuma arma e não há notícias de disparos partidos do barco.

A ONU e outros órgãos burocráticos do imperialismo simulam “protestos” mas fazem ouvidos e olhos de mercador para o cerco e genocídio do povo palestino cometido pelo exército sanguinário de Israel com o patrocínio e poio dos ianques.

Imagens: Globo News

sexta-feira, 4 de junho de 2010

IAPL condena ataque de Israel à Frota da Liberdade

Reproduzimos nota da Associação Internacional dos Advogados do Povo - IAPL condenando o ataque do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre, enviada por correio eletrônico à redação de AND.

02 de junho 2010

CONSIDERANDO que, na madrugada do dia 31 de maio, no Mar Mediterrâneo, em águas internacionais, o Exército de Israel atacou a frota Gaza Livre, composta por três navios que levavam 750 pessoas de 50 países e três outros com 10 mil toneladas de carga, contendo materiais de construção, alimentos, remédios, brinquedos e livros;

CONSIDERANDO que a frota possuía claro caráter humanitário, que não possuía objetivos militares, que seus tripulantes estavam desarmados, que mostraram bandeiras brancas sinalizando que aquela era uma missão de paz, e ainda assim o Exército de Israel assassinou pelo menos nove pessoas e feriu muito mais;

CONSIDERANDO que Israel tenta confundir a opinião internacional dizendo que a Frota era composta por terroristas e que as pessoas presas denunciam que foram forçadas a assinar falsa declaração dizendo que teriam entrado ilegalmente em território israelense, para que fossem libertadas;

CONSIDERANDO que Israel, em dezembro de 2008, promoveu durante várias semanas bombardeios sobre a população civil da Faixa de Gaza, causando mais de 1400 mortes e a destruição de mais de 60 mil habitações;

CONSIDERANDO que, desde 2007, Israel mantém bloqueio terrestre e marítimo sobre a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de materiais para a reconstrução das casas e sobrevivência da sua população;

CONSIDERANDO que a Convenção de Genebra IV, de 1949, dispõe, em seu art. 23, que “Cada Parte contratante concederá a livre passagem de todas as remessas de medicamentos, material sanitário e dos objetos necessários ao culto, destinados unicamente à população civil de um outra Parte contratante, mesmo inimiga. Autorizará igualmente a livre passagem de todas as remessas de víveres indispensáveis, vestuários e fortificantes destinados às crianças, com menos de 15 anos, mulheres grávidas e parturientes”;

CONSIDERANDO que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, em seus art. 140 e 141, define que as águas internacionais devem ser usadas exclusivamente para fins pacíficos, “em benefício da humanidade em geral, independentemente da situação geográfica dos Estados, costeiros ou sem litoral, e tendo particularmente em conta os interesses e as necessidades dos Estados em desenvolvimento e dos povos que não tenham alcançado a plena independência ou outro regime de autonomia reconhecido pelas Nações Unidas”;

CONSIDERANDO que a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de Genocídio, de 1948, define como genocídio os “atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como: assassinato de membros do grupo; atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo; submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial; medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo”;

CONSIDERANDO que em todos os continentes massivos protestos exigem a suspensão dos bloqueios à Faixa de Gaza, a libertação dos presos políticos e a ruptura das relações comerciais e diplomáticas com Israel;

CONSIDERANDO que o 4º Congresso da IAPL, entre os dias 28 e 30 de maio, aprovou resoluções em apoio à Frota Gaza Livre e pela libertação de todos os presos políticos das prisões de Israel;

A IAPL CONDENA o ataque do Exército Israelense à frota Gaza Livre (Frota da Liberdade), se solidarizando com os ativistas presos, e ainda:

  • requer a imediata libertação dos presos políticos da frota Gaza Livre, incluindo os apoiadores palestinos, e o fim de quaisquer acusações e processos contra os mesmos;

  • requer que os navios com mantimentos humanitários sejam liberados e encaminhados à Faixa de Gaza;

  • exige a imediato fim do bloqueio marítimo e terrestre à Faixa de Gaza;

  • requer ao Estado do Egito que permita a passagem de mantimentos humanitários na fronteira terrestre com a Faixa de Gaza;

  • demanda a responsabilização de Israel e seus chefes militares e políticos na Justiça Internacional, pelo ataque à missão de paz, pelas mortes, agressões e prisões ilegais, pela guerra de agressão e pelo genocídio que promovem contra o povo palestino;

  • insta os Estados a romperem relações comerciais e diplomáticas com Israel em atenção à prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais;

  • oferece seus serviços jurídicos para as vítimas das violações;

  • clama às organizações e indivíduos que repudiam o terrorismo de Estado, que se levantem diante das gravíssimas violações aos direitos dos povos praticadas por Israel.



Assinado:

Edre Olalia,

Presidente da IAPL (Associação Internacional dos Advogados do Povo)

Chile: combativo ato contra o desmanche da educação

Dia 1 de junho, milhares de estudantes foram às ruas de Santiago, no Chile, para repudiar a reforma universitária que está sendo empurrada goela abaixo do povo chileno pelo recém-empossado gerente Sebastián Piñera. Segundo os estudantes, um crescente processo de privatização da educação está sendo levado a cabo no país por intermédio das fundações de apoio privadas, que alugam os laboratórios das universidades. Além disso, grande parte da estrutura do ensino público chileno está em ruínas desde o terremoto de 27 de fevereiro. As seguidas manifestações estudantis no Chile são uma reação ao agravamento desse processo de desmanche da educação no país.

Nós vamos continuar nos mobilizando enquanto a educação for tratada pelos governos desse país como mais um produto a ser comercializado. Achamos que essa reforma tem o único objetivo de privatizar a educação no Chile — disse o líder da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Júlio Sarmiento.

Na manifestação da ultima terça-feira, os estudantes foram atacados pela repressão policial e resistiram com paus e pedras. A marcha foi apoiada por mais de 500 professores e funcionários de universidades públicas, demitidos logo após a posse de Piñera por motivos políticos.

Operários enfrentam a polícia no norte do Bangladesh

Mais de 10 mil operários foram às ruas na cidade de Chittagong, no Bangladesh — centro industrial de Kanchpur próximo à baía de Bengala — para exigir a readmissão de oito trabalhadores demitidos da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited, sob a acusação de desrespeito às regras disciplinares da empresa. Rapidamente, milhares de operários se levantaram em combativos protestos, durante dias seguidos, exigindo que os gerentes da fábrica readmitam os trabalhadores.

Na tarde da última quarta-feira, os manifestantes bloquearam a rodovia Chittagong Dhakaa — via arterial da cidade — e a tropa de choque da polícia foi enviada pelos gerenciamentos de turno locais para dispersar os operários, que já estavam mobilizados há três dias. Depois de então, o que se viu foram cenas da brava resistência dos trabalhadores à repressão da polícia. Ao fim da manifestação, 50 pessoas ficaram feridas, sendo 12 policiais, grande parte da estrutura da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited foi destruída, além de vários carros e um ônibus, incendiados pelos operários e usados como barricada para impedir a passagem da polícia.

Imigrante é assassinado no USA

Rafael Gomes

Nesta última terça-feira, 1º de junho, o mexicano Anastásio Hernández Rojas, que há 26 anos vivia em San Diego, no USA, faleceu em decorrência dos espancamentos e torturas que recebeu após ser detido, junto com seu irmão Pedro Pablo, pela patrulha da fronteira ianque.

Ao pedirem sua documentação e notarem que os irmãos viviam ilegalmente no país, os guardas não hesitaram em prendê-los e humilhá-los de diversas formas. Anastásio foi levado ao hospital no domingo, quando apresentou morte cerebral, após ter sido covardemente agredido por cerca de 60 guardas, além de, junto com Pedro, sofrer seções de tortura com choques elétricos. Dois dias depois, na terça, acabou falecendo.

A patrulha assassina ianque cinicamente alegou em uma declaração que os agentes agiram em legítima defesa, pois o imigrante em questão teria reagido à ordem de prisão e agredido um dos agentes. Indo além, ainda afirmaram que após ter agredido o agente “o imigrante foi apenas imobilizado por choque” e que “infelizmente acabou tendo um ataque cardíaco”.

Uma mulher deportada que estava no local quando do fato, alertou os agentes do Instituto Nacional de Imigração afirmando que os guardas ianques “estavam matando uma pessoa”. Apesar da tentativa, os agentes mexicanos afirmaram que não podiam intervir, pois o lamentável episódio não estava ocorrendo em solo mexicano.

Não parando por aí tamanha brutalidade contra os imigrantes latino-americanos, no hospital a polícia proibiu os familiares de Anastásio de se aproximarem do paciente. Somente a filha Daisy Hernández, 18 anos, pôde vê-lo. Já a esposa, que também não possui documentação legal, não tendo como comprovar o matrimônio, foi impedida de ver seu marido.

Christian Ramírez, Comissário Nacional de Imigração do Comitê de Amigos Americanos, afirmou que esse é “só mais um caso contra os imigrantes que ficará impune, pois infelizmente os culpados são os responsáveis pela investigação”.

É grande a preocupação dos imigrantes no USA, já que se levanta uma onda de leis estaduais que criminalizam a imigração ilegal. O primeiro estado a aprovar tal lei foi o Arizona e tramitam outras semelhantes em vários outros estados ianques.

Protestos contra sionismo assassino pelo mundo

quarta-feira, 2 de junho de 2010

O mundo protesta contra Estado sionista de Israel e seu ataque sanguinário à frota Gaza Livre

Patrick Granja

Depois do ataque das tropas sionistas à frota Gaza Livre, milhões de pessoas se levantaram em combativos protestos pelo mundo para repudiar mais um dentre inúmeros crimes do fascista Estado de Israel.

O ataque aos seis barcos que compunham à frota deixou ao menos 10 mortos e 30 feridos. Os outros cerca de centenas tripulantes — entre deputados europeus e ativistas de vários países — permanecem presos e o Estado sionista de Israel anunciou a deportação de mais de 100 ativistas no último dia 2 de junho.

Na Turquia, mais de 50 mil pessoas foram à Praça de Taksim em Istambul para repudiar o massacre sionista. Os manifestantes carregavam enormes bandeiras da Palestina e atacaram a sede da ONU no país e a embaixada de Israel, que teve de ser evacuada às pressas antes que a multidão tomasse o prédio. Revoltada, a massa enfrentou a tropa de choque da polícia com paus e pedras, deixando vários policiais feridos. Em Ancara, mais de mil pessoas atacaram a casa do embaixador de Israel no país.

Em Nazaré, cidade de Israel, centenas de pessoas foram às ruas para protestar. O mesmo aconteceu em Amã, na Jordânia, e no Líbano, onde milhares de refugiados do campo de al-Helweh, em Beirute, protestaram queimando bandeiras de Israel e do USA.

No Cairo — capital do Egito — mais de 10 mil pessoas foram às ruas exigindo a expulsão do embaixador israelense no Cairo e exigindo do gerenciamento egípcio a abertura das fronteiras de Rafah com Gaza para o envio de ajuda humanitária à região. Os manifestantes foram reprimidos pela polícia ao tentar atacar a embaixada de Israel. O mesmo aconteceu no Chipre, onde a polícia teve que bloquear algumas ruas no entorno da embaixada com barricadas de arame farpado, o que não foi o suficiente para conter a massa enfurecida com mais um crime do sionismo contra os povos árabes.

Na Faixa de Gaza, os protestos também foram intensos e reuniram mais de 20 mil pessoas. Bandeiras de Israel, pintadas com a suástica nazista foram queimadas e pisoteadas e durante todas as manifestações, representantes do Hamas e de outras organizações à frente da heróica resistência na Faixa de Gaza prometeram responder a altura o ataque contra a frota de ajuda humanitária que salvaria milhares de vidas na região. Uma greve geral já foi convocada para amanhã, segundo informações da imprensa palestina.

Na Grécia, mais de 30 mil pessoas foram às ruas repudiar o massacre sionista com um combativo ataque à embaixada de Israel, que ficou por duas horas sob uma chuva de pedras e coquetéis molotov. O povo grego — já mobilizado contra as medidas de austeridade impostas pelo gerenciamento Papandreu — deu mais uma demonstração de combatividade, que promete se repetir nas próximas semanas.

Na França, manifestantes se reuniram na avenida Champs-Elysées às portas da embaixada israelense e foram reprimidos com bombas de gás e balas de borracha pela polícia ao tentar atacar o prédio. A massa respondeu com paus, pedras e coquetéis molotov. Protestos também foram deflagrados pelo povo francês em Estrasburgo, Lille, Marselha, Lyon e Toulouse. Segundo informações de sindicatos e organizações progressistas francesas, novas manifestações vão tomar as ruas de Paris nos próximos dias para repudiar os crimes do sionismo contra o povo na Faixa de Gaza.

Em Madri, na Espanha, em Estocolmo, na Suécia, e em Roma, na Itália, massivos protestos também tomaram as ruas para repudiar o massacre do exército de Israel contra a chamada “frota da liberdade”. No USA, os protestos aconteceram em Nova York, São Francisco e Washington. No Canadá e na Austrália também aconteceram manifestações às portas da embaixada de Israel.