A receita é a mesma: o monopólio da imprensa difama, provoca, açula as classes reacionárias e dá a senha para o massacre, perseguição e prisão de lideranças e lutadores populares.
Em 21 de novembro de 2009 a revista Época, propriedade do monopólio The Globe, publicou matéria provocadora sobre a luta dos tupinambás liderados pelo cacique Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau, taxando-o de “Lampião tupinambá”.
Com essa denominação preconceituosa, Mariana Sanches, jornalista que assina o texto erra grosseiramente na denominação, mas acerta em cheio nas intensões do latifúndio e demais classes reacionárias: criminalizar a luta dos tupinambás pela terra.
No último dia 10 de março o cacique Babau foi preso em cerco da Política Federal à aldeia Serra do Padeiro, em Ilhéus. Antes de ser preso o cacique resistiu combativamente durante 3 horas.
Após sua prisão, Babau foi transferido para Superintendência da Polícia Federal em Salvador.
O cacique é acusado de dirigir diversas tomadas de terras no estado da Bahia e “agir com violência” contra o latifúndio. Sob sua direção, os tupinambá da Serra do Padeiro retomaram no ano passado a Fazenda Santa Rosa, localizada na BR 101, Zona do Rio das Calheiras, e outros 5 latifúndios.
No dia 12 de março Babau foi visitado pelo subsecretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, e o diretor de Defesa dos Direitos Humanos, Fernando Matos. Parentes de Babau e outros índios, além de algumas entidades dos chamados “direitos humanos” denunciam tortura do cacique. O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) cobrou que a Polícia Federal submeta o líder tupinambá a um exame pericial para constatação de possível tortura.
Organizações populares e de defesa dos direitos do povo vêm denunciando as arbitrariedades contra os tupinambá e seu cacique em uma campanha por sua libertação imediata.


Resistência Palestina - Semana de Fúria


