sexta-feira, 26 de março de 2010
Cacique tupinambá está preso por tomar latifúndios
A receita é a mesma: o monopólio da imprensa difama, provoca, açula as classes reacionárias e dá a senha para o massacre, perseguição e prisão de lideranças e lutadores populares.
Em 21 de novembro de 2009 a revista Época, propriedade do monopólio The Globe, publicou matéria provocadora sobre a luta dos tupinambás liderados pelo cacique Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau, taxando-o de “Lampião tupinambá”.
Com essa denominação preconceituosa, Mariana Sanches, jornalista que assina o texto erra grosseiramente na denominação, mas acerta em cheio nas intensões do latifúndio e demais classes reacionárias: criminalizar a luta dos tupinambás pela terra.
No último dia 10 de março o cacique Babau foi preso em cerco da Política Federal à aldeia Serra do Padeiro, em Ilhéus. Antes de ser preso o cacique resistiu combativamente durante 3 horas.
Após sua prisão, Babau foi transferido para Superintendência da Polícia Federal em Salvador.
O cacique é acusado de dirigir diversas tomadas de terras no estado da Bahia e “agir com violência” contra o latifúndio. Sob sua direção, os tupinambá da Serra do Padeiro retomaram no ano passado a Fazenda Santa Rosa, localizada na BR 101, Zona do Rio das Calheiras, e outros 5 latifúndios.
No dia 12 de março Babau foi visitado pelo subsecretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, e o diretor de Defesa dos Direitos Humanos, Fernando Matos. Parentes de Babau e outros índios, além de algumas entidades dos chamados “direitos humanos” denunciam tortura do cacique. O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) cobrou que a Polícia Federal submeta o líder tupinambá a um exame pericial para constatação de possível tortura.
Organizações populares e de defesa dos direitos do povo vêm denunciando as arbitrariedades contra os tupinambá e seu cacique em uma campanha por sua libertação imediata.
quinta-feira, 25 de março de 2010
População se rebela, ataca delegacia e toma cidade por um dia
Tracuateua - Pará
Patrick Granja
Na noite do dia 8 de março, o (aparentemente) pacato município de Tracuateua, nordeste do Pará, viveu uma revolta popular como nunca antes.
Tudo começou quando Maria Ivonete da Silva, de 41 anos, foi encontrada morta dentro de uma lixeira. Réu confesso, o autor do crime, Martinho Ferreira Corrêa, mais conhecido como “Galo Cego”, foi preso na delegacia da cidade.
Após o enterro da mulher, grande parte dos 25 mil habitantes da jovem cidade (emancipada em 1997), aglomerou-se na porta da delegacia exigir segurança para a população. Os policiais se negaram a conversar com a massa, que rapidamente iniciou um corajoso ataque à delegacia. Pedras e paus foram usados pelos manifestantes para destruir dois carros de polícia e derrubar os portões da delegacia.
Imediatamente os PMs começaram a atirar contra a população revoltada, ferindo várias pessoas, duas delas fatalmente. Gebeoni Furtado Procópio, de 18 anos, conhecido como “Gê” foi atingido por um tiro na cabeça e morreu no local. Isaias Neves, de 19 anos, que recebeu dois tiros, chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.
Os assassinatos enfureceram ainda mais o povo de Tracuateua, que invadiu a delegacia, tomou as armas e incendiou o prédio, forçando os policiais a fugirem da cidade em direção ao município vizinho de Bragança. Até a chegada de dezenas de PMs de Belém, a cidade ficou sob controle das massas, que assim como em várias partes do país, dá vigorosas demonstrações de como responderá a violência do Estado reacionário contra o povo pobre.
terça-feira, 23 de março de 2010
Morticínio de operários nos canteiros de obras em MG
Vídeo produzido por A Nova Democracia
Após a exibição dessas reportagens, outros quatro operários morreram nos canteiros de obras de Minas Gerais, totalizando 12 mortes e não 8 como é dito no vídeo.
Veja na próxima edição de AND (nº 64) matéria sobre o tema.
Resistência Palestina convoca “semana de fúria” em Gaza
quinta-feira, 18 de março de 2010
Alípio de Freitas: Música de Zeca Afonso
Para ver na íntegra a entrevista com Alípio de Freitas em AND clique AQUI
Descaso gera revoltas em Niterói e São Gonçalo
Rafael Gomes
Na noite do dia 15 de fevereiro os moradores de São Gonçalo e Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, bloquearam as pistas das rodovias Niterói-Manilha e Amaral Peixoto em protesto contra a falta de luz que já perdurava por dois na dias na região. A falta de luz ocorreu após o temporal que atingiu o Rio e cidades vizinhas no último domingo.
Às 22h, na Niterói-Manilha (BR-101), km 312, em São Gonçalo, os moradores do bairro Boa Vista ocuparam a pista sentido Itaboraí da rodovia e atearam fogo em pneus, galhos e móveis velhos.
Os moradores da região denunciam que várias localidades próximas estão sem energia há dias e que a Ampla (companhia que faz a distribuição da energia na região) não deu nenhum prazo para a solução do problema.
segunda-feira, 15 de março de 2010
80% dos trabalhadores em educação do estado de SP em greve
Os professores e funcionários da rede
estadual de ensino de São Paulo deflagraram greve no dia 8 de março.
Os trabalhadores em educação do estado de São Paulo reivindicam 34,3% de reajuste e protestam contra os 5 anos de congelamento salarial amargados desde 2005 pelas categorias em greve.
No último dia 12 de março, um grande protesto bloqueou os dois sentidos da Avenida Paulista. O sindicato dos trabalhadores em educação estima que a paralisação contou com uma adesão de 80% na primeira semana.
Novas assembléias e manifestações estão previstas e uma nova assembléia geral foi marcada para o dia 19 de março próximo, também na Avenida Paulista.
Ativistas da LCP são libertados após mais de 50 dias de prisão arbitrária
Após mais de 50 dias de prisão arbitrária os
ativistas da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia, Flávia Avelina e Wanderson Antônio foram soltos.
Flávia foi libertada no dia 6 de março último. No dia 9 de março, após audiência de instrução e julgamento, realizada na manhã do dia no fórum do município de Manga, no Norte de Minas, foi decretada a liberdade provisória de Wanderson.
Os dois foram recebidos na sede da Liga dos Camponeses pobres em Manga com muita festa e foguetório. Camponeses, trabalhadores da cidade e advogados comemoraram mais uma vitória contra a criminalização do movimento camponês.
Clique nos links para acompanhar as notícias desde a prisão arbitrária dos ativistas da LCP em 16 de janeiro último
Liberdade imediata para os nossos companheiros!
Perseguição e prisão política contra apoiadores da Liga dos Camponeses Pobres continua


Resistência Palestina - Semana de Fúria