segunda-feira, 12 de abril de 2010

"Sem dinheiro, sem Copa do Mundo"

África do Sul

Uma greve geral por melhores salários mobiliza mais de 100 mil trabalhadores da África do Sul.

No dia 12 de abril cerca de oito mil servidores públicos deflagraram a greve geral. Os trabalhadores do serviço público de saúde, coleta de lixo e dos transportes reivindicam 15% de aumento.

Ocorreram protestos em Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durbam. Em East London os protestos foram mais radicalizados e houve confrontos entre manifestantes e a polícia.

"Sem dinheiro, sem Copa do Mundo", gritavam os manifestantes, alertando para o evento esportivo previsto para junho.

Os grevistas marcaram novo protesto para o dia 15, dia em que a Fifa abrirá a última fase da venda de ingressos para a Copa.



Datas memoráveis do proletariado - ABRIL

10 de abril (1870)

140 anos de Vladimir Ilich Lenin


11 de abril (1972)
Heróica Guerrilha do Araguaia

19 de abril
Dia nacional do índio


21 de abril (1789)
Conjuração Mineira

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mais de 180 mortes no Rio de Janeiro. Mais de 100 permanecem soterrados em Niteroi.

Niterói, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro onde as conseqüências das chuvas foram mais graves: mais de 100 mortes até a manhã do dia 9 de abril

Apenas no morro do Bumba, em Niterói, após o desabamento de 8 de abril, 17 corpos foram encontrados nos escombros

Em todo o estado do Rio de Janeiro o número de mortes já ultrapassou 182

As terríveis consequências das fortes chuvas que assolam o Rio de Janeiro comovem todo o Brasil e o mundo.

Apesar das causas do desastre residirem nas fortes chuvas, a razão principal do enorme número de mortes, feridos e desabrigados é a mesma encontrada no Haiti ou no Chile, após os terremotos ocorridos recentemente: para o capitalismo burocrático, para o Estado burguês-latifundiário, para o imperialismo, as vidas dos povos das semicolônias são descartáveis.

As famílias que vivem nos bairros das periferias e favelas, não só do Rio de Janeiro, são reféns da política de exclusão, dura repressão, exploração, e completo esquecimento por parte das classes dominantes, à exceção de raros momentos. As classes reacionárias só se recordam do povo quando ele se rebela, para reprimi-lo; quando se realiza o circo eleitoral, para enganar e pedir votos; ou momentos similares.

Mas o desastre causado pelas chuvas foi maior que todas as expectativas.

As enchentes e desabamentos que dizimaram famílias inteiras foi maior que o “Rio olímpico”.

O lustro e a maquiagem gastos pelas gerências de turno federal, estadual e municipal não foram capazes de esconder o drama vivido diuturnamente pelo povo trabalhador.

E os gerentes de turno surgiram de suas seguras mansões para vociferar reacionarismos de baixo calão, culpando as massas empobrecidas por “construírem em morros e áreas de risco”. Assim como no surto da gripe H1N1, foram às câmeras do monopólio da imprensa recomendar que as pessoas “ficassem em casa”. Acionaram seus especialistas para propor a “remoção”, mesmo que à força, das famílias de suas casas para “assentamentos”.

A tragédia das famílias do Rio de Janeiro retratada por toda a imprensa tem cores muito mais amargas que a lama que soterra as casas das famílias mutiladas. Tem contornos muito mais dramáticos que o choro desesperado dos parentes que perderam pais, mães, filhos, entre outros.

O desastre que sucedeu as chuvas é fruto do total descaso dos governos e do Estado para com os problemas do povo: até bem pouco tempo, ao contrário de promover políticas preventivas contra deslizamentos e alagamentos (que diga-se de passagem ocorrem todos os anos), havia (e ainda há) forças invasoras policiais atacando as favelas com discursos de “pacificação”, matança e repressão do povo das favelas, assalto promovido pela Guarda Municipal com seus “choques de ordem”, etc.

Pouquíssimas e abnegadas equipes de salvamento, engrossadas por dezenas de moradores das próprias comunidades atingidas por desabamentos trabalham dia e noite removendo escombros empenhando-se na tentativa de salvamento de pessoas soterradas. Centenas de pessoas ainda estão soterradas sob toneladas de lama e escombros. Outras tantas perderam tudo, o pouco que construíram e uma vida de trabalho.

O povo dos morros e bairros atingidos só pode contar de fato com ele mesmo, com seu trabalho e apoio mútuo, e com o apoio e solidariedade do povo trabalhador do Brasil, que se mobiliza por todo o país recolhendo roupas, água, remédios, alimentos, entre outros recursos de primeira necessidade.

O sofrimento, a dor atroz sofrida pelas famílias soma-se à dor de milhares e milhões de brasileiros que sofrem dia a dia sob o tacão do velho Estado, que não serve em nada ao povo brasileiro.

AND envia sua solidariedade às famílias e se compadece da dor das mães, pais, órfãos, de todos aqueles que sofrem esse momento difícil. As famílias vítimas de mais esse desastre encontrarão em AND uma tribuna para manifestarem sua revolta, sua dor e sua inabalável decisão de continuar vivendo e lutando, reconstruir sua vida e prosseguir.

Encontrarão também em AND um incansável defensor, não só de seus interesses mas também, e principalmente, de um novo Brasil, onde apesar das chuvas ou quaisquer fenômenos naturais, será, com a luta do povo, um país onde o povo transformará com suas próprias mãos a sua realidade e não será obrigado a viver em condições “de risco”, terá escola para seus filhos, saúde, e todos os seus direitos. Terá o poder em suas mãos.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Mais de 100 mortes após temporal no Rio de Janeiro

Rafael Gomes

Mais de 100 mortes (105 até as 13:41 do dia 7 de abril), dezenas de desaparecidos, centenas de desabrigados, engarrafamentos, deslizamentos, suspensão dos serviços públicos, 89 pessoas resgatadas pelo Corpo de Bombeiros e várias regiões sem energia elétrica foram os resultados (até o momento) do temporal que desabou na região metropolitana do Rio de Janeiro na tarde da segunda-feira, 5 de abril e perdurou por mais de 24 horas. As graves consequências recaem pesadamente e principalmente sobre as populações mais empobrecidas. As cidades mais atingidas foram Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e a capital. As rádios e canais de TV anunciam a cada momento um número maior de mortos, tornando inexato o número de pessoas atingidas fatalmente pelas chuvas.

Na cidade do Rio vários bairros ficaram completamente submersos. Os deslizamentos de maiores proporções aconteceram no Recreio dos Bandeirantes, zona Oeste; nos morros do Borel, do Turano, da Formiga e dos Macacos, zona norte. Em São Conrado, zona Sul, uma encosta desabou e interditou os dois sentidos da Avenida Niemeyer. Na zona Norte os bairros mais atingidos foram Ramos, Penha, Manguinhos, Bonsucesso, Parada de Lucas, Praça da Bandeira e Caju, na zona Portuária.

Outros pontos mais críticos de alagamento foram na Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, zona Norte, e no Túnel Noel Rosa no sentido Vila Isabel. Na Av. Maracanã o rio que atravessa a via transbordou alagando a região. Em toda a cidade o trânsito ficou completamente caótico. Em vários pontos de ônibus, trabalhadores tiveram de esperar o dia amanhecer para voltarem para suas casas.

Em Niterói, São Gonçalo, Nilópolis e Paracambi também foram registrados dezenas de mortos, desabrigados, desaparecidos e deslizamentos de terra.

Os gerentes municipal e estadual, Eduardo Paes e Sérgio Cabral, foram aos maiores canais de TV pronunciar sobre a tragédia que infernizou uma vez mais a população trabalhadora do Rio de Janeiro. Eles foram obrigados a admitir a total falta de planejamento para lidar com tais situações que, apesar de antiquíssimas, perduram até hoje e nada de eficaz é feito para impedi-las. De forma arrogante, o prefeito Eduardo Paes tentou ainda atacar seus opositores tachando-os de oportunistas, como se ele próprio não fosse um de seus maiores exemplares, quando criticaram a lentidão na solução do caos que se instalou em toda a cidade. Paes colocou a culpa nos moradores de favelas que construíram casas irregulares em mais uma de suas justificativas para aumentar o seu “choque de ordem” e tentar isentar a prefeitura de culpa nos acontecimentos. E diante de toda catástrofe, a única coisa que o “poder público” é capaz de fazer é aconselhar a população a “não sair de casa”.

Centenas de famílias sofrem com o desastre da perda de suas moradias e entes queridos, contando somente com a solidariedade de seus vizinhos e do empenho de equipes de salvamento diminutas.

Notícias da Guerra Popular

Índia

Nem mesmo a imprensa da burguesia pode deixar de reconhecer as retumbantes ações da Guerra Popular.

O Partido Comunista da Índia (maoísta), que dirige a revolução naquele país conclamou a união de todos os setores que se opõem à agressão do Estado reacionário contra o povo indiano, particularmente as comunidades tribais: a sanguinária Operação "Caçada Verde".

Recentemente, uma greve geral de 48 horas convocada pelo PCI (maoísta) foi deflagrada em sete estados indianos contra a dita operação. A greve contou com grande adesão popular e paralisou as atividades na maior mineradora do país, interrompeu a circulação das principais linhas férreas e diversos setores produtivos.

No último dia 7 de abril, o arquirreacionário Estado de São Paulo se viu obrigado, diante do grande impacto da ação, a noticiar a série emboscadas realizadas pelo Exército Guerrilheiro Popular de Libertação, dirigido pelo PCI (maoísta) no estado de Chhattisgarh que resultaram na morte de 76 policiais.

Apesar das insuficientes e deturpadas informações, está lá para todos verem, no quatrocentão 'Estadão', a arrebatadora ação coordenada pelos maoístas que contou com mais de 700 combatentes do EGPL, que impôs mais uma amarga derrota ao genocida Estado Indiano.

Clique na imagem abaixo para ampliá-la e ver a notícia publicada no Estado de São Paulo.

Para mais informações sobre a Operação "Caçada Verde" e a Guerra Popular na Índia, clique nos links abaixo:



Entrevista: Ganapathy (Secretário Geral do PCI (maoísta) - Fortalecer a Frente Única para derrotar o inimigo comum


A revolução no país de um bilhão de habitantes


Solidariedade internacional para deter a "Caçada Verde"

terça-feira, 30 de março de 2010

Dia do jovem combatente toma as ruas de Santiago

Na noite de ontem, milhares de estudantes tomaram as ruas de Santiago, no Chile para celebrar o Dia do Jovem Combatente. A data é uma referência à morte dos estudantes Eduardo e Rafael Vergara Toledo, irmãos que lutaram juntos nas fileiras do movimento popular contra o regime militar-fascista do general Augusto Pinochet (1973 – 1990) e foram mortos pela polícia no dia 29 de março de 1985. Todos os anos, no bairro Villa Francia, na zona oeste de Santiago, onde moravam os irmãos Vergara Toledo, os jovens saem às ruas durante a noite, encapuzados, fechando as avenidas principais com barricadas e entoando palavras de ordem.

Como acontece todos os anos, um poderoso aparato repressivo foi montado pelo recém-empossado gerenciamento de Sebastián Piñera, mostrando para que veio. Mas os estudantes não se intimidaram e se reuniram às centenas no início da noite, atacando bancos, ônibus e resistindo bravamente a intervenção policial que acabou com quase cem jovens presos. Encapuzados, os manifestantes mantiveram-se firmes respondendo com paus, pedras e coquetéis molotov às bombas de gás lacrimogêneo atiradas pela tropa de choque da polícia chilena.

A manifestação aconteceu esse ano, mesmo com as medidas da polícia para evitá-la. Nas horas que antecederam o protesto, mais de 3 mil abordagens foram feitas a motoristas e pedestres não só nas ruas, mas também em bares, universidades e sindicatos nas imediações de Villa Francia. As ações repressivas também fazem parte do processo de militarização dos centros urbanos chilenos após os terremotos de fevereiro que deixaram centenas de mortos e milhares de feridos.

Luiz Inácio foi a Israel prestar serviços ao sionismo

Luiz Inácio acaba de voltar de Israel, onde foi tentar se habilitar como mais um desses "mediadores" internacionais que não fazem outra coisa senão trabalhar contra os anseios dos povos oprimidos do mundo. Após a decisão bravateira de não comparecer a uma cerimônia no túmulo de Theodor Herzl (como se alguma vez tivesse de fato tomado partido contra o projeto de limpeza étnica na Palestina fomentado pelo sionismo), ele foi ao Parlamento israelense defender um Estado de Israel “soberano, seguro e pacífico”, reforçando assim o pacifismo mais reacionário, aquele que nem passa perto de colocar em xeque aquele Estado criminoso fundado na base do colinialismo e do genocídio, em postura denunciadora dos inimigos do povo palestino espalhados -- e camuflados -- pelo mundo. Luiz Inácio, que nutre pretensões de gerenciar a ONU para o imperialismo, depois de ter feito o mesmo com a semi-colônia Brasil, tenta assim se qualificar para o posto que almeja, recitando a ladainha conciliatória que só presta para legitimar os crimes dos senhores da guerra da Israel. Como se não bastasse tudo isso, ele ainda mandou o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim para a Síria a fim de negociar em nome do sionismo, a fim de promover o "diálogo" com o governo de Damasco. As classes populares do Brasil não reconhecem Luiz Inácio como líder local, e só os inimigos das classes populares de todo o mundo o têm como "o cara", ou seja, aquele que pode lhes ser útil para maquiar com muita, muita demagogia os projetos de dominação.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Atropelamento de moradora gera protesto na Vila Ipiranga em Niterói

Rafael Gomes

Às 21h30 da noite do domingo (28/3), os moradores da Vila Ipiranga, no Fonseca, em Niterói – RJ, bloquearam a Alameda São Boaventura e incendiaram um ônibus em protesto ao atropelamento da empregada doméstica Sílvia Regina Paulino Monteiro, 43 anos, moradora da região.

Policiais do 12º BPM chegaram no local do protesto efetivando disparos para o alto na tentativa de conter o justo protesto dos moradores indignados com a morte de Sílvia, vítima da falta de planejamento urbano e segurança.

O motorista chegou a parar o coletivo para socorrer a vítima mas, com medo de ser agredido pelos manifestantes, acabou fugindo do local. Logo depois ele se apresentou na 78ª DP (Fonseca).

O monopólio dos meios de comunicação carioca (como sempre faz questão de fazer em casos como esse em que um trabalhador fere fatalmente outro por acidente) não tardou em jogar a culpa da tragédia no motorista. Já sobre as péssimas condições de trabalho e esforço físico desumano a que os rodoviários são submetidos, nenhuma palavra.

Nova rebelião nos trens do Rio de Janeiro



Rafael Gomes

Inconformados com os atrasos, panes e sucateamento dos trens da Supervia, no dia 25/3 (quinta-feira), novamente os trabalhadores da Baixada Fluminense incendiaram composições em protesto contra o descaso da concessionária que administra o serviço de trens no Rio. Dessa vez o protesto aconteceu na estação de Saracuruna, Duque de Caxias.

A manifestação aconteceu na parte manhã, por volta das 7 horas, logo após enguiçarem dois trens deixando a estação superlotada. Os trabalhadores incendiaram vagões, arremessaram cadeiras nos trilhos, rasgaram documentos da Supervia e destruíram a bilheteria e praticamente toda a plataforma da estação.

Em entrevista para o RJTV da Globo, que como não poderia deixar de ser tentou criminalizar o protesto chamando os trabalhadores de “vândalos”, um trabalhador respondia à repórter alegando que “a gente tem horário e o patrão não quer nem saber, manda todo mundo embora”. Enquanto outra trabalhadora dizia: “perdi um dia do trabalho”.

Esse já é o terceiro protesto de tal envergadura feito pelos usuários dos trens desde o início do ano, e até agora a Supervia não tomou nenhuma providência para solucionar os absurdos problemas do sistema ferroviário carioca: lotações, descarrilamentos, sucateamento, isso sem contar o absurdo preço das passagens.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Professores enfrentam PM durante greve em São Paulo




Mais uma vez os professores da rede estadual de São Paulo em greve foram às ruas. No último dia 26 de março ocorreu um grande protesto que terminou com 16 feridos - sendo nove policiais.

Os docentes promoveram assembléia na Zona Sul da cidade e decidiram manter a greve, deflagrada no dia 8 de março.

Mais de seis mil pessoas integraram o protesto.

Nova assembléia foi marcada para as 15 horas do dia 31 de março, na Avenida Paulista.

Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3 e se opõem à incorporação da gratificação em três parcelas anuais.