terça-feira, 4 de maio de 2010

Protesto contra reintegração de posse em Diadema

Rafael Gomes

Cerca de 200 manifestantes* bloquearam a pista sentido sul do km 16 da Imigrantes, em Diadema, região metropolitana de São Paulo, nesse 1° de maio, por volta do meio-dia, em protesto contra a tentativa de reintegração de posse de um terreno vizinho a pedido da Ecovias, empresa responsável pela manutenção da rodovia. A ordem de reintegração foi prontamente acolhida pela gerência Kassab, que não perdeu tempo em ordenar intervenção policial.

No início do protesto, com faixas dizendo “Queremos moradia!”, os moradores chegaram a bloquear as duas pistas por 20 minutos.

Barricadas de pneus foram erguidas e, em seguida, incendiadas. A rodovia foi liberada somente às 15h após a intervenção truculenta da PM que agrediu e prendeu manifestantes.

* Segundo blogs de movimentos populares que apoiaram e acompanharam o protesto.

Recorte do jornal Diário do Grande ABC de 2 de maio de 2010

Tropas de Cabral matam 11 pessoas em um único dia

Patrick Granja

Apenas dois dias depois que Cabral e Beltrame anunciaram a transferência da sede do Batalhão de Operações Especiais da PM, o BOPE, do Catete — na zona Sul do Rio — para Ramos — no complexo de favelas da Maré — centenas de policiais invadiram em plena manhã de domingo, duas das 17 favelas que compõe o conjunto. Durante a ocupação das favelas Parque União e Nova Holanda, seis pessoas foram mortas e segundo a assessoria de imprensa da PM, todas eram ligadas ao tráfico. Mas, de acordo com moradores, todos foram executados a sangue frio por policiais civis. O gráfico Márcio Marinho, um dos morador da Nova Holanda assassinado durante a ação foi executado com um tiro nas costas. Segundo testemunhas, antes do assassinato, ao revistá-lo, os policiais ainda roubaram dinheiro do trabalhador.

Ele estava no bar quando os policiais chegaram. Perguntaram por que ele não correu. Ele disse que estava esperando acalmar. Quando ele saiu, atiraram covardemente e mataram um inocente — disse uma de suas vizinhas.

Perto de onde Márcio morreu estava Adriana Alves, de 25 anos, atingida por um tiro no braço. Segundo ela, quando os policiais apareceram, houve intensa correria dentro da favela, e as tropas fascistas de Cabral e Beltrame não hesitaram em disparar centenas de tiros a esmo em direção às estreitas vielas da Nova Holanda, por onde circulavam várias crianças e trabalhadores.

Quando escutei tiros, corri para me abrigar numa padaria. De repente, senti impacto e vi a mão sangrando. Estou preocupada em ficar com seqüelas — disse a enfermeira ao mesmo tempo em que caminhava para o hospital sem receber qualquer ajuda da polícia, que segundo ela, foi responsável pelo disparo que atingiu seu braço.

Já na Vila da Penha, subúrbio do Rio, outros cinco homens foram mortos por PMs nas proximidades do Complexo do Alemão.

As emissoras de TV do monopólio da comunicação, regurgitando a mais peçonhenta linha editorial, tentam atenuar o genocídio nos bairros pobres e favelas com o argumento tacanho de que os mortos seriam “bandidos”, como se isso permitisse as bestialidades praticadas pela polícia no Rio e em todo o país. Enquanto os bandidos de colarinho são agraciados com “prisões domiciliares”, “habeas corpus preventivos”, e outros recursos do gênero para operarem outros crimes contra o povo livremente, nos bairros pobres a ordem é matar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

1.º de Maio

Protesto popular em todo o mundo

Vigorosos protestos em toda a Europa

Na Grécia, milhões de massas tomam as ruas há semanas. No 1º de maio protestos radicalizados na capital Atenas e em diversas cidades deixaram clara a decisão das classes trabalhadoras de não pagar pela crise do imperialismo. O anúncio da gerência de turno “socialista” de novos cortes de direitos, congelamento dos salários, aumento de impostos entre outras medidas antipovo como parte do pacote reacionário “anticrise” só serviu para aumentar a revolta das massas.

Também na Espanha, França, Alemanha e Rússia grandes mobilizações de massas se desdobraram em enfrentamentos com as forças de repressão. Em Macau, China, milhares de trabalhadores enfrentaram a polícia. No USA, milhares de imigrantes foram às ruas contra a exploração e perseguições aos trabalhadores imigrantes pelo Estado ianque e em celebração à data internacional de luta do proletariado. Em toda a América Latina, manifestações de massas tomaram as ruas das principais cidades. No Chile, dezenas de jovens foram presos em confrontos com a polícia. No Paraguai, camponeses engrossaram as fileiras de proletários reivindicando o direito à terra. No Brasil, apesar a hegemonia do oportunismo e das centrais governistas, operários e camponeses organizaram atos combativos em resgate ao autêntico primeiro de maio classista e combativo.

Bolívia - Tinta Vermelha contra Ministério do Trabalho. / Atenas - Protestos radicalizados

Grécia - Manifestantes enfrentam a polícia no 1º de maio. / Em Madri - Espanha, manifestantes montam barricada

Na Rússia, os protestos resgataram os líderes da revolução. / Em Manila - Filipinas, milhares nas ruas.

Brasil: peleguismo e cretinismo parlamentar

Enquanto isso, no ABC paulista, berço de históricas greves operárias em 1979, justamente os traidores das tradições de luta do proletariado e dessas históricas greves encastelados nas centrais governistas e na gerência de turno de Luiz Inácio (PT, Pecedobê, PSB, etc.) promoveram seu festival bufo de peleguismo, montando palanques eleitoreiros. Enquanto os trabalhadores brasileiros sofrem com a sistemática retirada de direitos históricos e ataques seguidos das 'reformas' antipovo, as centrais governistas promoveram seus costumeiros festins milionários com sorteios de carros e apartamentos, shows musicais, com direito às fanfarronices personalistas do preferido do imperialismo ianque na América Latina, Luiz Inácio, sua escolhida como sucessora no mandatário oportunista para a gerência de turno do velho Estado, Dilma Rousseff, restando uma beiradinha até mesmo para a ongueira Marina Silva. Transbordando cretinismo parlamentar, José Serra preferiu não concorrer com os outros oportunistas nos bacanais pelegos de São Paulo, e foi fazer uma fezinha entre os evangélicos de Santa Catarina, participando de um congresso religioso.

Farra dos oportunistas no ABC paulista: Luiz Inácio e seus candidatos se refestelaram com os pelegos das centrais

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cerco policial contra a população pobre da Tijuca

Rafael Gomes

No último dia 28 de abril, os morros do Borel, da Casa Branca, do Cruz, da Formiga e a Chácara do Céu, localizados na Tijuca, tradicional bairro da zona Norte do Rio de Janeiro, amanheceram invadidos por mais de 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 6° Batalhão da PM (Tijuca).

Esta operação da polícia é a continuidade da política fascista chamada de “pacificação” das favelas. O próximo passo a ser dado é a implantação de uma Unidade de Polícia “Pacificadora”, a UPP.

Já na madrugada do dia 29 as forças de repressão reforçaram seus efetivos com viaturas, mais policiais e mais carros blindados, os famigerados “caveirões”.

Polícia e gerentes do velho Estado comemoram a invasão dos morros “sem que um tiro fosse disparado”. Também pudera, nem os mais tolos acreditariam que, com o anúncio antecipado das invasões, o tráfico varejista ofereceria algum tipo de resistência à ocupação.

E o que é esperado para o futuro? Vejamos alguns exemplos do pós-UPPs. O que mudou para o povo?

1- Na Ladeira dos Tabajaras, zona sul do Rio, após a prisão arbitrária de 3 moradores, dezenas de pessoas foram às ruas em protesto denunciando as arbitrariedades da UPP.

(clique AQUI para ver a notícia relacionada)

2- Um policial militar da UPP do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi preso na madrugada do dia 18 de março, quando tentava roubar uma agência bancária no bairro do Ingá, na região metropolitana de Niterói.

(clique AQUI para ver a notícia relacionada)

3- Imediatamente após a ocupação, ou mesmo antes, apenas com seu anúncio, começa a especulação imobiliária. O que chamam de “valorização” das áreas invadias pela PM faz aumentar imediatamente o preço dos imóveis, consequentemente o preço dos produtos de primeira necessidade e, paulatinamente, as famílias são expulsas das favelas para dar lugar aos especuladores, sedentos pela vista deslumbrante que essas favelas têm e o lucro que seus imóveis podem gerar, às vésperas da copa e das olimpíadas.

(clique AQUI para ver notícia relacionada)

4- Com os morros invadidos, entram os agentes do “choque de ordem” derrubando barracas de camelôs, roubando produtos de vendedores ambulantes, derrubando prédios considerados “irregulares”, etc. Tornando impossível a sobrevivência de centenas de trabalhadores que vivem nessas favelas.

(clique AQUI para ver notícia relacionada)

Já foram anunciadas novas invasões do Bope para implantação de UPPs nos morros do Salgueiro, Andaraí e dos Macacos. Essas são apenas algumas evidências de que as políticas do velho Estado visam, em primeira mão, expulsar os pobres das aquilatadas áreas da orla de Copacabana, que possuem vistas privilegiadas da natureza do Rio. A região da Tijuca, onde está localizado o estádio do Maracanã. A região de Santa Tereza, um dos acessos ao Corcovado (onde se encontra o Cristo Redentor) e bairro tradicional do Rio. Dessa forma começam desde já a limpar o caminho para o Rio da copa do mundo, das olimpíadas e dos sonhos da burguesia.

Clique AQUI para ver em reportagem da revista Veja Rio de 31 de março de 2010 um infográfico de como se dá a invasão das favelas no Rio. Como seria de se esperar, a revista procura fazer uma animação e termina comemorando a “pacificação” da favela. Não poderia ser diferente, por se tratar de um legítimo porta-voz das classes dominantes. Mas retrata bem a forma como a reação pensa a dita “pacificação”.




sábado, 24 de abril de 2010

Camponeses do Brasil exigem o fim da Operação "Caçada Verde" e agressão aos camponeses da Índia

English Version

Brazilian peasants require the end of “Green Hunt” operation and aggressions to the peasants of India



Com informações da Abrapo - Associação Brasileira dos Advogados do Povo


No dia 19 de abril, dezenas de camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres do Brasil – LCP realizaram um protesto em Brasília (Distrito Federal) em frente à embaixada da Índia exigindo o fim imediato da Operação “Caçada Verde”.

A Operação “Caçada Verde” é a aplicação da política genocida do velho Estado indiano contra os povo adivasi (povos tribais daquele pais) e todos os camponeses da Índia, e visa atacar os povos em luta, principalmente nas áreas onde atuam os naxalitas (como são conhecidos os membros do Partido Comunista da Índia (maoísta)).

A combativa manifestação dos camponeses do Brasil em solidariedade aos camponeses e povos tribais indianos, que contou com a presença de representantes da ILPS-seção Brasil (Liga Internacional de Luta dos Povos); MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário); MFP (Movimento Feminino Popular); FRDDP (Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo), levantou as palavras de ordem: “Viva a heróica resistência do povo advasi e de todos os camponeses indianos!” “Abaixo a “operação caçada verde”! “Abaixo o Estado fascista e expansionista indiano!”.

Uma delegação de integrantes do Cebraspo (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e da ABRAPO (Associação Brasileira dos Advogados do Povo) entregou um documento ao embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, que de forma arrogante recusava-se em receber os manifestantes e cinicamente negou o genocídio perpetrado pelo Estado indiano contra os adivasi e camponeses daquele país. Ele recebeu a comissão unicamente devido à persistência e combatividade dos manifestantes.

Durante o protesto o Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – distribuiu manifesto de repúdio à “Operação Caçada Verde” e à perseguição ao povo indiano e exigindo:

1- O fim imediato da operação “caçada verde” e a perseguição ao povo adivasi, demais nacionalidades, e ao PCI (M);

2- O imediato cessar de todas as operações armadas contra o povo indiano;

3- A suspensão imediata do roubo de terras e expulsão das populações locais, pelas empresas transnacionais e pelo Estado indiano.

Assista o vídeo da manifestação:



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Datas memoráveis do proletariado

A Conjuração Mineira

Em 21 de abril último completaram-se 221 anos da heróica Conjuração Mineira de 1789.

A Conjuração Mineira foi um movimento de caráter popular-revolucionário com o propósito de libertar o Brasil do jugo colonial.

O movimento teve como inspiração as idéias revolucionárias e progressistas trazidas da França e do USA por filhos de famílias tradicionais que saíam de Minas Gerais para estudar no exterior.

Tiradentes, líder inconteste do movimento revolucionário, nasceu em uma fazenda localizada entre as vilas de São José (hoje cidade de Tiradentes) e São João del Rei, no ano de 1746.

O ainda jovem o revolucionário conheceu o Brasil trabalhando e viajando e assim aprendeu com a própria experiência o quanto era rico o solo mineiro e o tamanho da espoliação das nossas riquezas pela coroa portuguesa. Assim Tiradentes compreendeu que não haveria saída para o nosso país que não fosse uma revolução que depusesse a coroa e libertasse o Brasil.

Junto aos seus companheiros conjurados, iniciou um amplo trabalho de pregação revolucionária e arregimentação de forças e recursos materiais para a luta de libertação.

A Conjuração Mineira foi uma das primeiras elaborações autênticas do pensamento e da ação do povo brasileiro que fica expresso no Programa de Governo elaborado pelos conjurados de 1789 que propunha a independência nacional; liberdade para o povo se instruir e divulgar suas idéias, produzir e comercializar segundo suas necessidades; o estabelecimento de uma República Federativa; o fim da opressão e a passagem às mãos do Estado dos postos de mando da economia nacional; o desenvolvimento do Progresso e da cultura, a industrialização do país e a educação do povo; o direito da população se armar e defender seu país, além de garantias econômicas e sociais, como o direito a toda mulher que tivesse um filho receber um prêmio do Estado, por causa da baixa densidade populacional. Os escravos seriam libertados para que engrossassem a revolução.

O padre Toledo, um dos proeminentes líderes Conjurados, destacou em seus depoimentos que para seguir o novo regime todos os cartórios seriam queimados. Todas as terras e dinheiro da coroa portuguesa seriam confiscadas e colocadas a serviço do desenvolvimento nacional. Era fatal o cancelamento da enorme dívida que Portugal insistia em cobrar através da derrama.

Mas o ainda nascente movimento foi traído, delatado por Silvério dos Reis, que conhecia os planos de sublevações. Em 10 de maio de 1789, Tiradentes e outros dirigentes conjurados foram detidos.

A raivosa e sanguinária sentença condenou o líder revolucionário Tiradentes à morte na forca e esquartejamento de seu corpo. Heróica e honradamente, Tiradentes assumiu a responsabilidade principal por todo o plano de Rebelião comportando-se com notável bravura até a execução de sua sentença, em 21 de abril de 1792. Desafiando seus carrascos, ciente do inevitável triunfo do povo sobre a opressão, antes de morrer Tiradentes declarou: "Dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria".

A Conjuração Mineira serviu como inspiração para uma série de Rebeliões pela libertação do domínio português.

Veja clip da música 'Exaltação a Tiradentes', enredo da escola Império Serrano no carnaval de 1949, interpretada por Elis Regina, em homenagem ao alferes Joaquim José da Silva Xavier (o Tiradentes).


terça-feira, 20 de abril de 2010

Mais um crime contra os trabalhadores

Rio de janeiro

Rafael Gomes


61 trabalhadores ficaram feridos após o descarrilamento de uma composição da SuperVia na proximidade da estação de Deodoro, ramal Santa Cruz, zona Oeste da cidade, por volta das 6h10 do dia 16/4.

Os passageiros afirmaram que a composição apresentou problemas desde a saída e que as portas estavam abrindo do lado errado nas estações.

A SuperVia, concessionária responsável pelos trens do Rio, como sempre, lavou suas mãos já manchadas com o sangue de muitos trabalhadores, em inúmeros "acidentes", também responsável por chicotadas desferidas pelos seus funcionários em passageiros de trens superlotados no ano passado, prometeu (pela enésima vez) melhorias e soluções.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

RIO ARAGUAIA - Canção em homenagem aos guerrilheiros do Araguaia

Composição de Cadinho Faria e Toninho Camargos

Brotará o teu sorriso
Teu olhar futuro
Teu amor sincero
Essa terra que te guarda
Conservou teu sangue
Levantou teu nome
Nunca há de te esquecer

Ficará tua certeza
Teu caminho oculto
Tua fantasia
Esse sonho vai ligeiro
Rio de águas turvas
Livre pelo tempo
Até o mar se enfurecer

E esse dia, quando o dia?
Eu não vejo a hora de
Gritar a festa
E essa festa
Vai acontecer

O teu sonho, lindo sonho
Veja, ainda é hora de
Levar à frente
E pela frente
Muito que aprender

No Araguaia passa um rio
Rio onde plantaste tua liberdade
Camponês, homem da terra
Vingará teu sangue
Sonhará contigo
Nunca há de te esquecer

Vozes: Cadinho Faria e Titane
Violão: Cadinho Faria
Bandolim: Hudson Brasil

Ouça a Música 

terça-feira, 13 de abril de 2010

PERU - Mineiros em greve enfrentam a polícia

Patrick Granja

Milhares de mineiros em greve desde o início de abril bloquearam ao menos duas rodovias arteriais no Sul do Peru extravasando toda a sua revolta contra um decreto e duas leis anunciadas pelo gerente Alan García impondo a criação de uma zona de exclusão em Madre de Diós, fronteira com o Brasil, uma das regiões mais contaminadas do país.

Os protestos se concentraram nas cidades de Chala e Arequipa, bloqueando todas as ligações entre o Peru e o Chile. Para reprimir os milhares de mineiros que participavam da manifestação — incluindo mulheres e idosos — a polícia assassina de Alan García foi para o local e chegou atirando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Ao fim do ataque, seis mineiros foram mortos e mais de 20 ficaram feridos. Pelo menos doze policiais ficaram feridos no confronto e, apesar das baixas de trabalhadores, as rodovias não foram liberadas pela massa, que promete não recuar.

Garcia é um presidente selvagem que quer resolver os problemas do país, com balas, matando peruanos indefesos, perseguindo com "leis" os líderes dos povos e das organizações que lutam por seus direitos e encarcerando todos aqueles que defendem a vida e o trabalho — disse um dos líderes do movimento, Teodulo Medina.

Nós extraímos três a quatro quilos de ouro por semana, ficamos doentes e, com todo esse esforço, não conseguimos mais que nossa sobrevivência, sem dignidade alguma — reforçou um trabalhador.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cortadores de cana fecham BR-104

Alagoas

Nota enviada por e-mail pelo blogueiro alagoano, assíduo leitor e seguidor do blog da redação de AND, Boca de Caêra.

http://revoltaal.blogspot.com/

As 15h do dia 05 de abril, trabalhadores da usina sucroalcoleira Laginha S/A, localizada na cidade de União dos palmares, 80Km de Maceió, fecharam a via da BR-104/AL (União dos Palmares/Branquinha). Durante aproximadamente duas horas, os trabalhadores cobraram do usineiro, latifundiário e ex-deputado federal João Lyra, a soma de três meses de ordenado, a questão é que a colheita da cana de açúcar acabou a 2 meses, significa que já havia um mês em atraso e após o fim da colheita, pra variar não pagaram também as garantias trabalhistas. Aqui no Boca de Caêra nos mostramos os números do início dessa colheita.

A manifestação foi pacífica, pois os trabalhadores apenas queriam conversar com o gerente da usina; "eles só nos escutam quando fechamos a pista!" - exclamou um dos trabalhadores revoltado. Mesmo assim, as condições não foram propícia a paz, uma vez que os guarda-costas do latifúndio foram convocados a oprimirem o povo, no local havia um aparato de 1 viatura da PM-AL, 1 viatura da Polícia Rodoviária Federal e 1 CAMBURÃO do BOPE. que nada fizeram quando um grupo de motoristas pequenos burgueses tentaram usar da força bruta contra os ativistas para obstruir a passagem. Três cidadãos se empenharam em ajudam os interesses do Dr. João Lyra, tentando abrir a BR na marra! e atentando contra os trabalhadores, e enquanto os policiais ficaram de longe esperando que algum trabalhador fosse seriamente machucado, mostrando a sua verdadeira natureza fascista.

Um dos ditos motoristas ameaçou o fotografo e redator do Blog Boca de Caêra, logo após ateou fogo nas canas na tentaiva de incriminar os trabalhadores. As 14h30min, o gerente da usina chamou os bombeiros para apagar o fogo que se alastrava e prometeu pagar os salários atrasados.