terça-feira, 11 de maio de 2010

Greve dos funcionários da USP

A greve dos funcionários já dura mais de uma semana e ganha a adesão de cada vez mais trabalhadores.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) afirma que "a greve deve se expandir, com a entrada da Unicamp e Unesp".

Uma série de ações está prevista para as mobilizações dos trabalhadores. No último dia 6 de maio a Escola de Comunicações e Artes (ECA) foi fechada com um cadeado, gerando grande repercussão.

"Não há prédio que não possa ser trancado nem reitoria que não possamos ocupar". – pronunciou o Sintusp em comunicado.

CHACINA – Seis moradores de rua assassinados em São Paulo

Cinco moradores de rua foram barbaramente assassinados e um ficou ferido enquanto dormiam embaixo de um viaduto na Zona Norte de São Paulo na madrugada do último dia 11 de maio.

Eles dormiam reunidos neste viaduto sob a Rodovia Fernão Dias quando foram atacados a tiros. Um sobrevivente da chacina denunciou que cinco homens armados montados em três motos se aproximaram e começaram a atirar.

No mesmo horário, a menos de um quilômetro do local da chacina, outro homem foi assassinado da mesma forma. Outra testemunha relatou que dois homens passaram em uma moto e atiraram.

A população moradora de rua em São Paulo é alvo de constante perseguição e violência por parte do Estado com suas leis e forças de repressão.

Alguns dados da violência do Estado contra moradores de rua em São Paulo

- Em 2009 a gerência Kassab (PSDB) determinou o fechamento de três albergues na capital, eliminando 1.154 das já escassas 8 mil vagas que haviam até então, para atender uma multidão de mais de 10,5 mil moradores de rua, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

- Os dados do Ministério ainda apontam que dentre toda a população de moradores de rua de São Paulo, 79,6% fazem pelo menos uma refeição por dia e 19% não conseguem se alimentar diariamente.

- No dia 1º de abril, através de portaria assinada por Kassab, a Guarda Civil Metropolitana passou a “contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas”. O cumprimento dessa determinação fascista inclui “toque de despertar”, inclusive com utilização de bombas, para impedir que a população moradora de rua possa dormir.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Grécia: Greve Geral / Greece: General Strike

5 de maio
Grandes protestos marcam a Greve Geral na Grécia

Trabalhadores da USP deflagram greve

São Paulo

Os funcionários da Universidade de São Paulo – USP deflagraram nova greve na quarta-feira, 5 de maio. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, e reposição das perdas salariais dos últimos anos.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP - Sintusp, a greve afeta a circulação de ônibus internos da USP, laboratórios, bibliotecas e áreas administrativas nos campus Butantã, Ribeirão Preto, São Carlos e o movimento tem ganhado corpo em outras unidades.

Uma assembleia dos grevistas ocorre ainda no dia 5 de maio para debater o fortalecimento e continuidade do movimento.

Além das reivindicações salariais, as demais pautas das assembleias e negociações com a reitoria incluem a readmissão de Claudionor Brandão, ex-funcionário e ex-diretor do Sintusp perseguido e exonerado arbitrariamente devido à sua luta junto aos trabalhadores da USP; o fim dos inquéritos policiais e processos decorrentes das ocupações de 2007 e o fim da crescente terceirização de funcionários.

Esta é a sétima greve deflagrada pelos trabalhadores da USP desde o ano 2000. Os trabalhadores lutam sem cessar contra a intransigência da reitoria, resistindo à constante perseguição e repressão policial.

Datas memoráveis do proletariado: Karl Marx

5 de maio de 1818 – 2010

192 anos do nascimento de Karl Marx

“Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder nela a não ser seus grilhões. Têm um mundo a ganhar.

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!”

Manifesto do Partido Comunista – K. Marx e F. Engels - 1848

terça-feira, 4 de maio de 2010

Protesto contra reintegração de posse em Diadema

Rafael Gomes

Cerca de 200 manifestantes* bloquearam a pista sentido sul do km 16 da Imigrantes, em Diadema, região metropolitana de São Paulo, nesse 1° de maio, por volta do meio-dia, em protesto contra a tentativa de reintegração de posse de um terreno vizinho a pedido da Ecovias, empresa responsável pela manutenção da rodovia. A ordem de reintegração foi prontamente acolhida pela gerência Kassab, que não perdeu tempo em ordenar intervenção policial.

No início do protesto, com faixas dizendo “Queremos moradia!”, os moradores chegaram a bloquear as duas pistas por 20 minutos.

Barricadas de pneus foram erguidas e, em seguida, incendiadas. A rodovia foi liberada somente às 15h após a intervenção truculenta da PM que agrediu e prendeu manifestantes.

* Segundo blogs de movimentos populares que apoiaram e acompanharam o protesto.

Recorte do jornal Diário do Grande ABC de 2 de maio de 2010

Tropas de Cabral matam 11 pessoas em um único dia

Patrick Granja

Apenas dois dias depois que Cabral e Beltrame anunciaram a transferência da sede do Batalhão de Operações Especiais da PM, o BOPE, do Catete — na zona Sul do Rio — para Ramos — no complexo de favelas da Maré — centenas de policiais invadiram em plena manhã de domingo, duas das 17 favelas que compõe o conjunto. Durante a ocupação das favelas Parque União e Nova Holanda, seis pessoas foram mortas e segundo a assessoria de imprensa da PM, todas eram ligadas ao tráfico. Mas, de acordo com moradores, todos foram executados a sangue frio por policiais civis. O gráfico Márcio Marinho, um dos morador da Nova Holanda assassinado durante a ação foi executado com um tiro nas costas. Segundo testemunhas, antes do assassinato, ao revistá-lo, os policiais ainda roubaram dinheiro do trabalhador.

— Ele estava no bar quando os policiais chegaram. Perguntaram por que ele não correu. Ele disse que estava esperando acalmar. Quando ele saiu, atiraram covardemente e mataram um inocente — disse uma de suas vizinhas.

Perto de onde Márcio morreu estava Adriana Alves, de 25 anos, atingida por um tiro no braço. Segundo ela, quando os policiais apareceram, houve intensa correria dentro da favela, e as tropas fascistas de Cabral e Beltrame não hesitaram em disparar centenas de tiros a esmo em direção às estreitas vielas da Nova Holanda, por onde circulavam várias crianças e trabalhadores.

— Quando escutei tiros, corri para me abrigar numa padaria. De repente, senti impacto e vi a mão sangrando. Estou preocupada em ficar com seqüelas — disse a enfermeira ao mesmo tempo em que caminhava para o hospital sem receber qualquer ajuda da polícia, que segundo ela, foi responsável pelo disparo que atingiu seu braço.

Já na Vila da Penha, subúrbio do Rio, outros cinco homens foram mortos por PMs nas proximidades do Complexo do Alemão.

As emissoras de TV do monopólio da comunicação, regurgitando a mais peçonhenta linha editorial, tentam atenuar o genocídio nos bairros pobres e favelas com o argumento tacanho de que os mortos seriam “bandidos”, como se isso permitisse as bestialidades praticadas pela polícia no Rio e em todo o país. Enquanto os bandidos de colarinho são agraciados com “prisões domiciliares”, “habeas corpus preventivos”, e outros recursos do gênero para operarem outros crimes contra o povo livremente, nos bairros pobres a ordem é matar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

1.º de Maio

Protesto popular em todo o mundo

Vigorosos protestos em toda a Europa

Na Grécia, milhões de massas tomam as ruas há semanas. No 1º de maio protestos radicalizados na capital Atenas e em diversas cidades deixaram clara a decisão das classes trabalhadoras de não pagar pela crise do imperialismo. O anúncio da gerência de turno “socialista” de novos cortes de direitos, congelamento dos salários, aumento de impostos entre outras medidas antipovo como parte do pacote reacionário “anticrise” só serviu para aumentar a revolta das massas.

Também na Espanha, França, Alemanha e Rússia grandes mobilizações de massas se desdobraram em enfrentamentos com as forças de repressão. Em Macau, China, milhares de trabalhadores enfrentaram a polícia. No USA, milhares de imigrantes foram às ruas contra a exploração e perseguições aos trabalhadores imigrantes pelo Estado ianque e em celebração à data internacional de luta do proletariado. Em toda a América Latina, manifestações de massas tomaram as ruas das principais cidades. No Chile, dezenas de jovens foram presos em confrontos com a polícia. No Paraguai, camponeses engrossaram as fileiras de proletários reivindicando o direito à terra. No Brasil, apesar a hegemonia do oportunismo e das centrais governistas, operários e camponeses organizaram atos combativos em resgate ao autêntico primeiro de maio classista e combativo.

Bolívia - Tinta Vermelha contra Ministério do Trabalho. / Atenas - Protestos radicalizados

Grécia - Manifestantes enfrentam a polícia no 1º de maio. / Em Madri - Espanha, manifestantes montam barricada

Na Rússia, os protestos resgataram os líderes da revolução. / Em Manila - Filipinas, milhares nas ruas.

Brasil: peleguismo e cretinismo parlamentar

Enquanto isso, no ABC paulista, berço de históricas greves operárias em 1979, justamente os traidores das tradições de luta do proletariado e dessas históricas greves encastelados nas centrais governistas e na gerência de turno de Luiz Inácio (PT, Pecedobê, PSB, etc.) promoveram seu festival bufo de peleguismo, montando palanques eleitoreiros. Enquanto os trabalhadores brasileiros sofrem com a sistemática retirada de direitos históricos e ataques seguidos das 'reformas' antipovo, as centrais governistas promoveram seus costumeiros festins milionários com sorteios de carros e apartamentos, shows musicais, com direito às fanfarronices personalistas do preferido do imperialismo ianque na América Latina, Luiz Inácio, sua escolhida como sucessora no mandatário oportunista para a gerência de turno do velho Estado, Dilma Rousseff, restando uma beiradinha até mesmo para a ongueira Marina Silva. Transbordando cretinismo parlamentar, José Serra preferiu não concorrer com os outros oportunistas nos bacanais pelegos de São Paulo, e foi fazer uma fezinha entre os evangélicos de Santa Catarina, participando de um congresso religioso.

Farra dos oportunistas no ABC paulista: Luiz Inácio e seus candidatos se refestelaram com os pelegos das centrais

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Cerco policial contra a população pobre da Tijuca

Rafael Gomes

No último dia 28 de abril, os morros do Borel, da Casa Branca, do Cruz, da Formiga e a Chácara do Céu, localizados na Tijuca, tradicional bairro da zona Norte do Rio de Janeiro, amanheceram invadidos por mais de 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 6° Batalhão da PM (Tijuca).

Esta operação da polícia é a continuidade da política fascista chamada de “pacificação” das favelas. O próximo passo a ser dado é a implantação de uma Unidade de Polícia “Pacificadora”, a UPP.

Já na madrugada do dia 29 as forças de repressão reforçaram seus efetivos com viaturas, mais policiais e mais carros blindados, os famigerados “caveirões”.

Polícia e gerentes do velho Estado comemoram a invasão dos morros “sem que um tiro fosse disparado”. Também pudera, nem os mais tolos acreditariam que, com o anúncio antecipado das invasões, o tráfico varejista ofereceria algum tipo de resistência à ocupação.

E o que é esperado para o futuro? Vejamos alguns exemplos do pós-UPPs. O que mudou para o povo?

1- Na Ladeira dos Tabajaras, zona sul do Rio, após a prisão arbitrária de 3 moradores, dezenas de pessoas foram às ruas em protesto denunciando as arbitrariedades da UPP.

(clique AQUI para ver a notícia relacionada)

2- Um policial militar da UPP do Cantagalo/Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, foi preso na madrugada do dia 18 de março, quando tentava roubar uma agência bancária no bairro do Ingá, na região metropolitana de Niterói.

(clique AQUI para ver a notícia relacionada)

3- Imediatamente após a ocupação, ou mesmo antes, apenas com seu anúncio, começa a especulação imobiliária. O que chamam de “valorização” das áreas invadias pela PM faz aumentar imediatamente o preço dos imóveis, consequentemente o preço dos produtos de primeira necessidade e, paulatinamente, as famílias são expulsas das favelas para dar lugar aos especuladores, sedentos pela vista deslumbrante que essas favelas têm e o lucro que seus imóveis podem gerar, às vésperas da copa e das olimpíadas.

(clique AQUI para ver notícia relacionada)

4- Com os morros invadidos, entram os agentes do “choque de ordem” derrubando barracas de camelôs, roubando produtos de vendedores ambulantes, derrubando prédios considerados “irregulares”, etc. Tornando impossível a sobrevivência de centenas de trabalhadores que vivem nessas favelas.

(clique AQUI para ver notícia relacionada)

Já foram anunciadas novas invasões do Bope para implantação de UPPs nos morros do Salgueiro, Andaraí e dos Macacos. Essas são apenas algumas evidências de que as políticas do velho Estado visam, em primeira mão, expulsar os pobres das aquilatadas áreas da orla de Copacabana, que possuem vistas privilegiadas da natureza do Rio. A região da Tijuca, onde está localizado o estádio do Maracanã. A região de Santa Tereza, um dos acessos ao Corcovado (onde se encontra o Cristo Redentor) e bairro tradicional do Rio. Dessa forma começam desde já a limpar o caminho para o Rio da copa do mundo, das olimpíadas e dos sonhos da burguesia.

Clique AQUI para ver em reportagem da revista Veja Rio de 31 de março de 2010 um infográfico de como se dá a invasão das favelas no Rio. Como seria de se esperar, a revista procura fazer uma animação e termina comemorando a “pacificação” da favela. Não poderia ser diferente, por se tratar de um legítimo porta-voz das classes dominantes. Mas retrata bem a forma como a reação pensa a dita “pacificação”.




sábado, 24 de abril de 2010

Camponeses do Brasil exigem o fim da Operação "Caçada Verde" e agressão aos camponeses da Índia

English Version

Brazilian peasants require the end of “Green Hunt” operation and aggressions to the peasants of India



Com informações da Abrapo - Associação Brasileira dos Advogados do Povo


No dia 19 de abril, dezenas de camponeses organizados pela Liga dos Camponeses Pobres do Brasil – LCP realizaram um protesto em Brasília (Distrito Federal) em frente à embaixada da Índia exigindo o fim imediato da Operação “Caçada Verde”.

A Operação “Caçada Verde” é a aplicação da política genocida do velho Estado indiano contra os povo adivasi (povos tribais daquele pais) e todos os camponeses da Índia, e visa atacar os povos em luta, principalmente nas áreas onde atuam os naxalitas (como são conhecidos os membros do Partido Comunista da Índia (maoísta)).

A combativa manifestação dos camponeses do Brasil em solidariedade aos camponeses e povos tribais indianos, que contou com a presença de representantes da ILPS-seção Brasil (Liga Internacional de Luta dos Povos); MEPR (Movimento Estudantil Popular Revolucionário); MFP (Movimento Feminino Popular); FRDDP (Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo), levantou as palavras de ordem: “Viva a heróica resistência do povo advasi e de todos os camponeses indianos!” “Abaixo a “operação caçada verde”! “Abaixo o Estado fascista e expansionista indiano!”.

Uma delegação de integrantes do Cebraspo (Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos) e da ABRAPO (Associação Brasileira dos Advogados do Povo) entregou um documento ao embaixador da Índia no Brasil, B. S. Prakash, que de forma arrogante recusava-se em receber os manifestantes e cinicamente negou o genocídio perpetrado pelo Estado indiano contra os adivasi e camponeses daquele país. Ele recebeu a comissão unicamente devido à persistência e combatividade dos manifestantes.

Durante o protesto o Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – distribuiu manifesto de repúdio à “Operação Caçada Verde” e à perseguição ao povo indiano e exigindo:

1- O fim imediato da operação “caçada verde” e a perseguição ao povo adivasi, demais nacionalidades, e ao PCI (M);

2- O imediato cessar de todas as operações armadas contra o povo indiano;

3- A suspensão imediata do roubo de terras e expulsão das populações locais, pelas empresas transnacionais e pelo Estado indiano.

Assista o vídeo da manifestação: