quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Belo Horizonte - MG: manifestantes repudiam ataque sanguinário de Israel à frota Gaza Livre
No último dia 4 de junho dezenas de manifestantes defensores da causa palestina, ativistas da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo, Liga Operária, Movimento Estudantil Popular Revolucionário, Movimento Feminino Popular e Escola Popular, realizaram um protesto no centro de Belo Horizonte contra os recentes ataques praticados pelo exército sionista de Israel ao comboio humanitário Gaza Livre.
Milhares de panfletos repudiando o ataque sanguinário do Estado Israel contra os navios e tripulantes foram distribuidos para a população.
Os manifestantes atearam fogo na bandeira ianque e Israel, somando-se aos protestos realizados em todo o mundo.
Greve na USP, Unesp e Unicamp: Reitoria da USP ocupada
Trabalhadores em greve e estudantes ocuparam a reitoria da Universidade de São Paulo – USP na manhã de oito de junho último.
Os ocupantes utilizaram capuzes para cobrir os rostos para impedir sua identificação e futuras perseguições. A reitoria da USP ostenta um histórico antidemocrático de perseguições e até mesmo demissão de trabalhadores envolvidos em mobilizações e greves, como é o caso do dirigente sindical Claudionor Brandão, demitido da instituição por mobilizar os trabalhadores da USP e lutar por seus direitos.
Há 15 dias, mais uma medida autoritária do governo, contando com o consentimento da reitoria das universidades, determinou o corte do salário dos trabalhadores em greve.
A greve dos trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp já dura 35 dias e os servidores exigem a reabertura das negociações com a reitoria e o atendimento das suas reivindicações salariais. Eles denunciam que o governo "quebrou a isonomia" ao ter reajustado em 6% os salários dos professores sem estender o aumento aos servidores.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Israel assassina quatro palestinos em um barco na costa de Gaza
Uma semana após atacar a frota Gaza Livre, assassinar 10 tripulantes e ferir dezenas de ativistas do comboio humanitário que se solidarizava com o povo palestino, no último dia 7 de junho, o exército genocida de Israel atacou mais uma embarcação na costa de Gaza.
Agências de notícias estrangeiras noticiaram que lanchas e helicópteros do exército israelense atacaram um barco tripulado por palestinos assassinando quatro pessoas. Dois outros tripulantes foram lançados ao mar e, até o momento, (15:00hs do dia 7 de junho) não há notícias sobre o seu resgate.
Assim como mentiram para atacar a frota Gaza Livre, os militares Israelenses anunciaram que o barco transportava “militantes armados”. As imagens transmitidas do barco não continham nenhuma arma e não há notícias de disparos partidos do barco.
A ONU e outros órgãos burocráticos do imperialismo simulam “protestos” mas fazem ouvidos e olhos de mercador para o cerco e genocídio do povo palestino cometido pelo exército sanguinário de Israel com o patrocínio e poio dos ianques.
Imagens: Globo News
sexta-feira, 4 de junho de 2010
IAPL condena ataque de Israel à Frota da Liberdade
Reproduzimos nota da Associação Internacional dos Advogados do Povo - IAPL condenando o ataque do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre, enviada por correio eletrônico à redação de AND.
02 de junho 2010
CONSIDERANDO que, na madrugada do dia 31 de maio, no Mar Mediterrâneo, em águas internacionais, o Exército de Israel atacou a frota Gaza Livre, composta por três navios que levavam 750 pessoas de 50 países e três outros com 10 mil toneladas de carga, contendo materiais de construção, alimentos, remédios, brinquedos e livros;
CONSIDERANDO que a frota possuía claro caráter humanitário, que não possuía objetivos militares, que seus tripulantes estavam desarmados, que mostraram bandeiras brancas sinalizando que aquela era uma missão de paz, e ainda assim o Exército de Israel assassinou pelo menos nove pessoas e feriu muito mais;
CONSIDERANDO que Israel tenta confundir a opinião internacional dizendo que a Frota era composta por terroristas e que as pessoas presas denunciam que foram forçadas a assinar falsa declaração dizendo que teriam entrado ilegalmente em território israelense, para que fossem libertadas;
CONSIDERANDO que Israel, em dezembro de 2008, promoveu durante várias semanas bombardeios sobre a população civil da Faixa de Gaza, causando mais de 1400 mortes e a destruição de mais de 60 mil habitações;
CONSIDERANDO que, desde 2007, Israel mantém bloqueio terrestre e marítimo sobre a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de materiais para a reconstrução das casas e sobrevivência da sua população;
CONSIDERANDO que a Convenção de Genebra IV, de 1949, dispõe, em seu art. 23, que “Cada Parte contratante concederá a livre passagem de todas as remessas de medicamentos, material sanitário e dos objetos necessários ao culto, destinados unicamente à população civil de um outra Parte contratante, mesmo inimiga. Autorizará igualmente a livre passagem de todas as remessas de víveres indispensáveis, vestuários e fortificantes destinados às crianças, com menos de 15 anos, mulheres grávidas e parturientes”;
CONSIDERANDO que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, em seus art. 140 e 141, define que as águas internacionais devem ser usadas exclusivamente para fins pacíficos, “em benefício da humanidade em geral, independentemente da situação geográfica dos Estados, costeiros ou sem litoral, e tendo particularmente em conta os interesses e as necessidades dos Estados em desenvolvimento e dos povos que não tenham alcançado a plena independência ou outro regime de autonomia reconhecido pelas Nações Unidas”;
CONSIDERANDO que a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de Genocídio, de 1948, define como genocídio os “atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como: assassinato de membros do grupo; atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo; submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial; medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo”;
CONSIDERANDO que em todos os continentes massivos protestos exigem a suspensão dos bloqueios à Faixa de Gaza, a libertação dos presos políticos e a ruptura das relações comerciais e diplomáticas com Israel;
CONSIDERANDO que o 4º Congresso da IAPL, entre os dias 28 e 30 de maio, aprovou resoluções em apoio à Frota Gaza Livre e pela libertação de todos os presos políticos das prisões de Israel;
A IAPL CONDENA o ataque do Exército Israelense à frota Gaza Livre (Frota da Liberdade), se solidarizando com os ativistas presos, e ainda:
requer a imediata libertação dos presos políticos da frota Gaza Livre, incluindo os apoiadores palestinos, e o fim de quaisquer acusações e processos contra os mesmos;
requer que os navios com mantimentos humanitários sejam liberados e encaminhados à Faixa de Gaza;
exige a imediato fim do bloqueio marítimo e terrestre à Faixa de Gaza;
requer ao Estado do Egito que permita a passagem de mantimentos humanitários na fronteira terrestre com a Faixa de Gaza;
demanda a responsabilização de Israel e seus chefes militares e políticos na Justiça Internacional, pelo ataque à missão de paz, pelas mortes, agressões e prisões ilegais, pela guerra de agressão e pelo genocídio que promovem contra o povo palestino;
insta os Estados a romperem relações comerciais e diplomáticas com Israel em atenção à prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais;
oferece seus serviços jurídicos para as vítimas das violações;
clama às organizações e indivíduos que repudiam o terrorismo de Estado, que se levantem diante das gravíssimas violações aos direitos dos povos praticadas por Israel.
Assinado:
Edre Olalia,
Presidente da IAPL (Associação Internacional dos Advogados do Povo)
Chile: combativo ato contra o desmanche da educação
Dia 1 de junho, milhares de estudantes foram às ruas de Santiago, no Chile, para repudiar a reforma universitária que está sendo empurrada goela abaixo do povo chileno pelo recém-empossado gerente Sebastián Piñera. Segundo os estudantes, um crescente processo de privatização da educação está sendo levado a cabo no país por intermédio das fundações de apoio privadas, que alugam os laboratórios das universidades. Além disso, grande parte da estrutura do ensino público chileno está em ruínas desde o terremoto de 27 de fevereiro. As seguidas manifestações estudantis no Chile são uma reação ao agravamento desse processo de desmanche da educação no país.
— Nós vamos continuar nos mobilizando enquanto a educação for tratada pelos governos desse país como mais um produto a ser comercializado. Achamos que essa reforma tem o único objetivo de privatizar a educação no Chile — disse o líder da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Júlio Sarmiento.
Na manifestação da ultima terça-feira, os estudantes foram atacados pela repressão policial e resistiram com paus e pedras. A marcha foi apoiada por mais de 500 professores e funcionários de universidades públicas, demitidos logo após a posse de Piñera por motivos políticos.
Operários enfrentam a polícia no norte do Bangladesh
Mais de 10 mil operários foram às ruas na cidade de Chittagong, no Bangladesh — centro industrial de Kanchpur próximo à baía de Bengala — para exigir a readmissão de oito trabalhadores demitidos da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited, sob a acusação de desrespeito às regras disciplinares da empresa. Rapidamente, milhares de operários se levantaram em combativos protestos, durante dias seguidos, exigindo que os gerentes da fábrica readmitam os trabalhadores.
Na tarde da última quarta-feira, os manifestantes bloquearam a rodovia Chittagong Dhakaa — via arterial da cidade — e a tropa de choque da polícia foi enviada pelos gerenciamentos de turno locais para dispersar os operários, que já estavam mobilizados há três dias. Depois de então, o que se viu foram cenas da brava resistência dos trabalhadores à repressão da polícia. Ao fim da manifestação, 50 pessoas ficaram feridas, sendo 12 policiais, grande parte da estrutura da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited foi destruída, além de vários carros e um ônibus, incendiados pelos operários e usados como barricada para impedir a passagem da polícia.
Imigrante é assassinado no USA
Rafael Gomes
Nesta última terça-feira, 1º de junho, o mexicano Anastásio Hernández Rojas, que há 26 anos vivia em San Diego, no USA, faleceu em decorrência dos espancamentos e torturas que recebeu após ser detido, junto com seu irmão Pedro Pablo, pela patrulha da fronteira ianque.
Ao pedirem sua documentação e notarem que os irmãos viviam ilegalmente no país, os guardas não hesitaram em prendê-los e humilhá-los de diversas formas. Anastásio foi levado ao hospital no domingo, quando apresentou morte cerebral, após ter sido covardemente agredido por cerca de 60 guardas, além de, junto com Pedro, sofrer seções de tortura com choques elétricos. Dois dias depois, na terça, acabou falecendo.
A patrulha assassina ianque cinicamente alegou em uma declaração que os agentes agiram em legítima defesa, pois o imigrante em questão teria reagido à ordem de prisão e agredido um dos agentes. Indo além, ainda afirmaram que após ter agredido o agente “o imigrante foi apenas imobilizado por choque” e que “infelizmente acabou tendo um ataque cardíaco”.
Uma mulher deportada que estava no local quando do fato, alertou os agentes do Instituto Nacional de Imigração afirmando que os guardas ianques “estavam matando uma pessoa”. Apesar da tentativa, os agentes mexicanos afirmaram que não podiam intervir, pois o lamentável episódio não estava ocorrendo em solo mexicano.
Não parando por aí tamanha brutalidade contra os imigrantes latino-americanos, no hospital a polícia proibiu os familiares de Anastásio de se aproximarem do paciente. Somente a filha Daisy Hernández, 18 anos, pôde vê-lo. Já a esposa, que também não possui documentação legal, não tendo como comprovar o matrimônio, foi impedida de ver seu marido.
Christian Ramírez, Comissário Nacional de Imigração do Comitê de Amigos Americanos, afirmou que esse é “só mais um caso contra os imigrantes que ficará impune, pois infelizmente os culpados são os responsáveis pela investigação”.
É grande a preocupação dos imigrantes no USA, já que se levanta uma onda de leis estaduais que criminalizam a imigração ilegal. O primeiro estado a aprovar tal lei foi o Arizona e tramitam outras semelhantes em vários outros estados ianques.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
O mundo protesta contra Estado sionista de Israel e seu ataque sanguinário à frota Gaza Livre
Depois do ataque das tropas sionistas à frota Gaza Livre, milhões de pessoas se levantaram em combativos protestos pelo mundo para repudiar mais um dentre inúmeros crimes do fascista Estado de Israel.
O ataque aos seis barcos que compunham à frota deixou ao menos 10 mortos e 30 feridos. Os outros cerca de centenas tripulantes — entre deputados europeus e ativistas de vários países — permanecem presos e o Estado sionista de Israel anunciou a deportação de mais de 100 ativistas no último dia 2 de junho.
Na Turquia, mais de 50 mil pessoas foram à Praça de Taksim em Istambul para repudiar o massacre sionista. Os manifestantes carregavam enormes bandeiras da Palestina e atacaram a sede da ONU no país e a embaixada de Israel, que teve de ser evacuada às pressas antes que a multidão tomasse o prédio. Revoltada, a massa enfrentou a tropa de choque da polícia com paus e pedras, deixando vários policiais feridos. Em Ancara, mais de mil pessoas atacaram a casa do embaixador de Israel no país.
Em Nazaré, cidade de Israel, centenas de pessoas foram às ruas para protestar. O mesmo aconteceu em Amã, na Jordânia, e no Líbano, onde milhares de refugiados do campo de al-Helweh, em Beirute, protestaram queimando bandeiras de Israel e do USA.
No Cairo — capital do Egito — mais de 10 mil pessoas foram às ruas exigindo a expulsão do embaixador israelense no Cairo e exigindo do gerenciamento egípcio a abertura das fronteiras de Rafah com Gaza para o envio de ajuda humanitária à região. Os manifestantes foram reprimidos pela polícia ao tentar atacar a embaixada de Israel. O mesmo aconteceu no Chipre, onde a polícia teve que bloquear algumas ruas no entorno da embaixada com barricadas de arame farpado, o que não foi o suficiente para conter a massa enfurecida com mais um crime do sionismo contra os povos árabes.
Na Faixa de Gaza, os protestos também foram intensos e reuniram mais de 20 mil pessoas. Bandeiras de Israel, pintadas com a suástica nazista foram queimadas e pisoteadas e durante todas as manifestações, representantes do Hamas e de outras organizações à frente da heróica resistência na Faixa de Gaza prometeram responder a altura o ataque contra a frota de ajuda humanitária que salvaria milhares de vidas na região. Uma greve geral já foi convocada para amanhã, segundo informações da imprensa palestina.
Na Grécia, mais de 30 mil pessoas foram às ruas repudiar o massacre sionista com um combativo ataque à embaixada de Israel, que ficou por duas horas sob uma chuva de pedras e coquetéis molotov. O povo grego — já mobilizado contra as medidas de austeridade impostas pelo gerenciamento Papandreu — deu mais uma demonstração de combatividade, que promete se repetir nas próximas semanas.
Na França, manifestantes se reuniram na avenida Champs-Elysées às portas da embaixada israelense e foram reprimidos com bombas de gás e balas de borracha pela polícia ao tentar atacar o prédio. A massa respondeu com paus, pedras e coquetéis molotov. Protestos também foram deflagrados pelo povo francês em Estrasburgo, Lille, Marselha, Lyon e Toulouse. Segundo informações de sindicatos e organizações progressistas francesas, novas manifestações vão tomar as ruas de Paris nos próximos dias para repudiar os crimes do sionismo contra o povo na Faixa de Gaza.
Em Madri, na Espanha, em Estocolmo, na Suécia, e em Roma, na Itália, massivos protestos também tomaram as ruas para repudiar o massacre do exército de Israel contra a chamada “frota da liberdade”. No USA, os protestos aconteceram em Nova York, São Francisco e Washington. No Canadá e na Austrália também aconteceram manifestações às portas da embaixada de Israel.















