quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rio de Janeiro: ato em solidariedade ao povo palestino

Comitê de apoio AND RJ

Foto: Rafael Gomes

O comitê de apoio de AND do Rio de Janeiro esteve presente, na tarde do dia 8 de junho, no ato em solidariedade ao povo palestino convocado pelo Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino, realizado na Cinelândia, Centro do Rio. Dezenas de pessoas manifestaram seu repúdio ao ataque sanguinário do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre.

Uma das manifestantes, que esteve na Faixa de Gaza há pouco tempo, denunciou que o ataque à frota Gaza Livre foi comemorado pela juventude sionista nas ruas de várias cidades israelenses e que o Estado de Israel trabalha noite e dia para introduzir sua mentalidade fascista na consciência da população.

O comitê de apoio de AND fez a distribuição de exemplares da edição? 64 do jornal com a manchete Resistência promove dia de fúria contra a invasão sionista na Cisjordânia.

Bandeiras, faixas e cartazes erguidos pelos manifestantes marcaram o apoio dos lutadores e democratas brasileiros à causa da libertação palestina.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Greve e ocupação na Universidade de Porto Rico

  • Há sete semanas a combativa greve estudantil mantém-se firme
  • Apesar das ameaças da reitoria, a assembléia geral do último dia 8 de junho decidiu manter a luta



Os estudantes da Universidade de Porto Rico sustentam uma combativa greve e ocupação da universidade há quase dois meses. A ocupação é um protesto estudantil contra “reformas” impostas pelo imperialismo ianque para o ensino superior, particularmente no que diz respeito à privatização de vários setores da universidade.

O quadro de mercantilização e destruição do ensino em Porto Rico é agravado por sua condição colonial. Porto Rico, ou Estado Libre Asociado de Puerto Rico, não é um país livre, é uma colônia do USA. Este arquipélago caribenho, tem gerente de turno (“governador”) Luís Fortuño, mas seu presidente de fato é o ianque Barack Obama.

E como Porto Rico não é um país autônomo, da mesma forma a Universidade de Porto Rico – UPR também não é uma universidade autônoma. Seus estudantes, professores e funcionários estão sujeitos a todo tipo de ingerência ianque. O governador de turno tem o poder de eleger e/ou destituir os reitores e Obama, por sua vez, pode fazer o mesmo com dito governador.

O deflagrar de uma greve estudantil em uma universidade nessas condições tem importância ainda maior e nota-se pelo fato de o monopólio da imprensa praticamente ignorar a importante greve na UPR, de que ela significa um grande incômodo para o imperialismo.

Milhares de estudantes participam das mobilizações no campus Rio Piedras promovendo atividades culturais e artísticas, assim como debates políticos e combativas manifestações, enfrentando a repressão policial. A polícia cercou a universidade e cortou o fornecimento de água, luz e o apoio externo da população. Populares que apoiam a ocupação realizam verdadeira peripécias para driblar o cerco policial enviando alimentos, água e apoio aos estudantes em luta. Professores e funcionários apoiam a luta. Pais de alunos participam dos piquetes e diversos setores do movimento sindical portorriquenho convocaram greves de solidariedade à ocupação.

A solidariedade nos mantém vivos. Queremos construir uma universidade do povo e isso não é uma fantasia — disse o estudante de Ciências Sociais, Arturo Ríos Escribano, em protesto promovido às portas do campus Rio Piedras da UPR.

A Associação Coalizão, que congrega sindicatos e organizações populares de Porto Rico, divulgou uma nota de apoio que diz:

“Nossos estudantes seguraram a bandeira em defesa de uma universidade cujo propósito é servir o povo, servir os filhos e filhas de trabalhadores. Eles têm sido capazes de identificar claramente a forma como a administração da universidade, entregue aos interesses e propósitos imperialistas do atual Governo, pretende aplicar à faculdade critérios estritamente econômicos”.

Free Gaza

Cartaz de apoio à luta palestina encontrado na internet

terça-feira, 8 de junho de 2010

Belo Horizonte - MG: manifestantes repudiam ataque sanguinário de Israel à frota Gaza Livre

No último dia 4 de junho dezenas de manifestantes defensores da causa palestina, ativistas da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo, Liga Operária, Movimento Estudantil Popular Revolucionário, Movimento Feminino Popular e Escola Popular, realizaram um protesto no centro de Belo Horizonte contra os recentes ataques praticados pelo exército sionista de Israel ao comboio humanitário Gaza Livre.

Milhares de panfletos repudiando o ataque sanguinário do Estado Israel contra os navios e tripulantes foram distribuidos para a população.


Os manifestantes atearam fogo na bandeira ianque e Israel, somando-se aos protestos realizados em todo o mundo.

Greve na USP, Unesp e Unicamp: Reitoria da USP ocupada

Trabalhadores em greve e estudantes ocuparam a reitoria da Universidade de São Paulo – USP na manhã de oito de junho último.

Os ocupantes utilizaram capuzes para cobrir os rostos para impedir sua identificação e futuras perseguições. A reitoria da USP ostenta um histórico antidemocrático de perseguições e até mesmo demissão de trabalhadores envolvidos em mobilizações e greves, como é o caso do dirigente sindical Claudionor Brandão, demitido da instituição por mobilizar os trabalhadores da USP e lutar por seus direitos.

Há 15 dias, mais uma medida autoritária do governo, contando com o consentimento da reitoria das universidades, determinou o corte do salário dos trabalhadores em greve.

A greve dos trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp já dura 35 dias e os servidores exigem a reabertura das negociações com a reitoria e o atendimento das suas reivindicações salariais. Eles denunciam que o governo "quebrou a isonomia" ao ter reajustado em 6% os salários dos professores sem estender o aumento aos servidores.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Israel assassina quatro palestinos em um barco na costa de Gaza

Uma semana após atacar a frota Gaza Livre, assassinar 10 tripulantes e ferir dezenas de ativistas do comboio humanitário que se solidarizava com o povo palestino, no último dia 7 de junho, o exército genocida de Israel atacou mais uma embarcação na costa de Gaza.

Agências de notícias estrangeiras noticiaram que lanchas e helicópteros do exército israelense atacaram um barco tripulado por palestinos assassinando quatro pessoas. Dois outros tripulantes foram lançados ao mar e, até o momento, (15:00hs do dia 7 de junho) não há notícias sobre o seu resgate.

Assim como mentiram para atacar a frota Gaza Livre, os militares Israelenses anunciaram que o barco transportava “militantes armados”. As imagens transmitidas do barco não continham nenhuma arma e não há notícias de disparos partidos do barco.

A ONU e outros órgãos burocráticos do imperialismo simulam “protestos” mas fazem ouvidos e olhos de mercador para o cerco e genocídio do povo palestino cometido pelo exército sanguinário de Israel com o patrocínio e poio dos ianques.

Imagens: Globo News

sexta-feira, 4 de junho de 2010

IAPL condena ataque de Israel à Frota da Liberdade

Reproduzimos nota da Associação Internacional dos Advogados do Povo - IAPL condenando o ataque do Estado sionista de Israel à frota Gaza Livre, enviada por correio eletrônico à redação de AND.

02 de junho 2010

CONSIDERANDO que, na madrugada do dia 31 de maio, no Mar Mediterrâneo, em águas internacionais, o Exército de Israel atacou a frota Gaza Livre, composta por três navios que levavam 750 pessoas de 50 países e três outros com 10 mil toneladas de carga, contendo materiais de construção, alimentos, remédios, brinquedos e livros;

CONSIDERANDO que a frota possuía claro caráter humanitário, que não possuía objetivos militares, que seus tripulantes estavam desarmados, que mostraram bandeiras brancas sinalizando que aquela era uma missão de paz, e ainda assim o Exército de Israel assassinou pelo menos nove pessoas e feriu muito mais;

CONSIDERANDO que Israel tenta confundir a opinião internacional dizendo que a Frota era composta por terroristas e que as pessoas presas denunciam que foram forçadas a assinar falsa declaração dizendo que teriam entrado ilegalmente em território israelense, para que fossem libertadas;

CONSIDERANDO que Israel, em dezembro de 2008, promoveu durante várias semanas bombardeios sobre a população civil da Faixa de Gaza, causando mais de 1400 mortes e a destruição de mais de 60 mil habitações;

CONSIDERANDO que, desde 2007, Israel mantém bloqueio terrestre e marítimo sobre a Faixa de Gaza, impedindo a entrada de materiais para a reconstrução das casas e sobrevivência da sua população;

CONSIDERANDO que a Convenção de Genebra IV, de 1949, dispõe, em seu art. 23, que “Cada Parte contratante concederá a livre passagem de todas as remessas de medicamentos, material sanitário e dos objetos necessários ao culto, destinados unicamente à população civil de um outra Parte contratante, mesmo inimiga. Autorizará igualmente a livre passagem de todas as remessas de víveres indispensáveis, vestuários e fortificantes destinados às crianças, com menos de 15 anos, mulheres grávidas e parturientes”;

CONSIDERANDO que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982, em seus art. 140 e 141, define que as águas internacionais devem ser usadas exclusivamente para fins pacíficos, “em benefício da humanidade em geral, independentemente da situação geográfica dos Estados, costeiros ou sem litoral, e tendo particularmente em conta os interesses e as necessidades dos Estados em desenvolvimento e dos povos que não tenham alcançado a plena independência ou outro regime de autonomia reconhecido pelas Nações Unidas”;

CONSIDERANDO que a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de Genocídio, de 1948, define como genocídio os “atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, tais como: assassinato de membros do grupo; atentado grave à integridade física e mental de membros do grupo; submissão deliberada do grupo a condições de existência que acarretarão a sua destruição física, total ou parcial; medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; transferência forçada das crianças do grupo para outro grupo”;

CONSIDERANDO que em todos os continentes massivos protestos exigem a suspensão dos bloqueios à Faixa de Gaza, a libertação dos presos políticos e a ruptura das relações comerciais e diplomáticas com Israel;

CONSIDERANDO que o 4º Congresso da IAPL, entre os dias 28 e 30 de maio, aprovou resoluções em apoio à Frota Gaza Livre e pela libertação de todos os presos políticos das prisões de Israel;

A IAPL CONDENA o ataque do Exército Israelense à frota Gaza Livre (Frota da Liberdade), se solidarizando com os ativistas presos, e ainda:

  • requer a imediata libertação dos presos políticos da frota Gaza Livre, incluindo os apoiadores palestinos, e o fim de quaisquer acusações e processos contra os mesmos;

  • requer que os navios com mantimentos humanitários sejam liberados e encaminhados à Faixa de Gaza;

  • exige a imediato fim do bloqueio marítimo e terrestre à Faixa de Gaza;

  • requer ao Estado do Egito que permita a passagem de mantimentos humanitários na fronteira terrestre com a Faixa de Gaza;

  • demanda a responsabilização de Israel e seus chefes militares e políticos na Justiça Internacional, pelo ataque à missão de paz, pelas mortes, agressões e prisões ilegais, pela guerra de agressão e pelo genocídio que promovem contra o povo palestino;

  • insta os Estados a romperem relações comerciais e diplomáticas com Israel em atenção à prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais;

  • oferece seus serviços jurídicos para as vítimas das violações;

  • clama às organizações e indivíduos que repudiam o terrorismo de Estado, que se levantem diante das gravíssimas violações aos direitos dos povos praticadas por Israel.



Assinado:

Edre Olalia,

Presidente da IAPL (Associação Internacional dos Advogados do Povo)

Chile: combativo ato contra o desmanche da educação

Dia 1 de junho, milhares de estudantes foram às ruas de Santiago, no Chile, para repudiar a reforma universitária que está sendo empurrada goela abaixo do povo chileno pelo recém-empossado gerente Sebastián Piñera. Segundo os estudantes, um crescente processo de privatização da educação está sendo levado a cabo no país por intermédio das fundações de apoio privadas, que alugam os laboratórios das universidades. Além disso, grande parte da estrutura do ensino público chileno está em ruínas desde o terremoto de 27 de fevereiro. As seguidas manifestações estudantis no Chile são uma reação ao agravamento desse processo de desmanche da educação no país.

Nós vamos continuar nos mobilizando enquanto a educação for tratada pelos governos desse país como mais um produto a ser comercializado. Achamos que essa reforma tem o único objetivo de privatizar a educação no Chile — disse o líder da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Júlio Sarmiento.

Na manifestação da ultima terça-feira, os estudantes foram atacados pela repressão policial e resistiram com paus e pedras. A marcha foi apoiada por mais de 500 professores e funcionários de universidades públicas, demitidos logo após a posse de Piñera por motivos políticos.

Operários enfrentam a polícia no norte do Bangladesh

Mais de 10 mil operários foram às ruas na cidade de Chittagong, no Bangladesh — centro industrial de Kanchpur próximo à baía de Bengala — para exigir a readmissão de oito trabalhadores demitidos da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited, sob a acusação de desrespeito às regras disciplinares da empresa. Rapidamente, milhares de operários se levantaram em combativos protestos, durante dias seguidos, exigindo que os gerentes da fábrica readmitam os trabalhadores.

Na tarde da última quarta-feira, os manifestantes bloquearam a rodovia Chittagong Dhakaa — via arterial da cidade — e a tropa de choque da polícia foi enviada pelos gerenciamentos de turno locais para dispersar os operários, que já estavam mobilizados há três dias. Depois de então, o que se viu foram cenas da brava resistência dos trabalhadores à repressão da polícia. Ao fim da manifestação, 50 pessoas ficaram feridas, sendo 12 policiais, grande parte da estrutura da fábrica de roupas SA Fashion & Apparels Limited foi destruída, além de vários carros e um ônibus, incendiados pelos operários e usados como barricada para impedir a passagem da polícia.

Imigrante é assassinado no USA

Rafael Gomes

Nesta última terça-feira, 1º de junho, o mexicano Anastásio Hernández Rojas, que há 26 anos vivia em San Diego, no USA, faleceu em decorrência dos espancamentos e torturas que recebeu após ser detido, junto com seu irmão Pedro Pablo, pela patrulha da fronteira ianque.

Ao pedirem sua documentação e notarem que os irmãos viviam ilegalmente no país, os guardas não hesitaram em prendê-los e humilhá-los de diversas formas. Anastásio foi levado ao hospital no domingo, quando apresentou morte cerebral, após ter sido covardemente agredido por cerca de 60 guardas, além de, junto com Pedro, sofrer seções de tortura com choques elétricos. Dois dias depois, na terça, acabou falecendo.

A patrulha assassina ianque cinicamente alegou em uma declaração que os agentes agiram em legítima defesa, pois o imigrante em questão teria reagido à ordem de prisão e agredido um dos agentes. Indo além, ainda afirmaram que após ter agredido o agente “o imigrante foi apenas imobilizado por choque” e que “infelizmente acabou tendo um ataque cardíaco”.

Uma mulher deportada que estava no local quando do fato, alertou os agentes do Instituto Nacional de Imigração afirmando que os guardas ianques “estavam matando uma pessoa”. Apesar da tentativa, os agentes mexicanos afirmaram que não podiam intervir, pois o lamentável episódio não estava ocorrendo em solo mexicano.

Não parando por aí tamanha brutalidade contra os imigrantes latino-americanos, no hospital a polícia proibiu os familiares de Anastásio de se aproximarem do paciente. Somente a filha Daisy Hernández, 18 anos, pôde vê-lo. Já a esposa, que também não possui documentação legal, não tendo como comprovar o matrimônio, foi impedida de ver seu marido.

Christian Ramírez, Comissário Nacional de Imigração do Comitê de Amigos Americanos, afirmou que esse é “só mais um caso contra os imigrantes que ficará impune, pois infelizmente os culpados são os responsáveis pela investigação”.

É grande a preocupação dos imigrantes no USA, já que se levanta uma onda de leis estaduais que criminalizam a imigração ilegal. O primeiro estado a aprovar tal lei foi o Arizona e tramitam outras semelhantes em vários outros estados ianques.