terça-feira, 11 de maio de 2010

PM de São Paulo assassina jovem na frente de sua mãe

A família do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, denunciou o assassinato do jovem por policiais militares na madrugada do dia 8 de maio na zona leste de São Paulo.

Maria Aparecida Cosmo Oliveira, mãe de Alexandre, conta que quando o motoboy saía do trabalho, deparou-se com uma ronda policial e tentou desviar.

Os PM’s o perseguiram e o espancaram em frente à sua casa, diante da sua mãe, que protestava contra a brutalidade.

Esse é o segundo motoboy assassinado por PM’s em São Paulo em menos de um mês. No dia 9 de abril Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, de 30 anos foi torturado por mais de 10 policiais com chutes na cabeça, pauladas e até golpes de corrente. Seu corpo foi abandonado pelos policiais na esquina da rua Voluntários da Pátria com a Avenida Brás Leme. Seu corpo foi levado a um hospital onde morreu como indigente.

Veja mais detalhes sobre o assassinato do motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos na edição nº 65 de AND.



Sem-casa se revoltam e atacam prefeitura

Recife

Dezenas de famílias sem-teto de Recife se revoltaram com o descaso do prefeito João da Costa que se atrasou para uma reunião marcada para o último dia 10 de maio. A reunião debateria problemas relativos à moradia e as famílias contestavam os critérios da prefeitura para a ocupação de um conjunto habitacional na cidade.

Revoltados os manifestantes quebraram vidraças do gabinete do prefeito, computadores e móveis das salas da Secretaria de Habitação.



Haiti: maior protesto desde o terremoto

Milhares de haitianos promoveram um grande protesto no último dia 10, em frente ao palácio do governo, exigindo a renúncia do presidente René Préval. Este foi o maior protesto popular no Haiti desde o terremoto que devastou o país em janeiro deste ano.





Greve dos funcionários da USP

A greve dos funcionários já dura mais de uma semana e ganha a adesão de cada vez mais trabalhadores.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) afirma que "a greve deve se expandir, com a entrada da Unicamp e Unesp".

Uma série de ações está prevista para as mobilizações dos trabalhadores. No último dia 6 de maio a Escola de Comunicações e Artes (ECA) foi fechada com um cadeado, gerando grande repercussão.

"Não há prédio que não possa ser trancado nem reitoria que não possamos ocupar". – pronunciou o Sintusp em comunicado.

CHACINA – Seis moradores de rua assassinados em São Paulo

Cinco moradores de rua foram barbaramente assassinados e um ficou ferido enquanto dormiam embaixo de um viaduto na Zona Norte de São Paulo na madrugada do último dia 11 de maio.

Eles dormiam reunidos neste viaduto sob a Rodovia Fernão Dias quando foram atacados a tiros. Um sobrevivente da chacina denunciou que cinco homens armados montados em três motos se aproximaram e começaram a atirar.

No mesmo horário, a menos de um quilômetro do local da chacina, outro homem foi assassinado da mesma forma. Outra testemunha relatou que dois homens passaram em uma moto e atiraram.

A população moradora de rua em São Paulo é alvo de constante perseguição e violência por parte do Estado com suas leis e forças de repressão.

Alguns dados da violência do Estado contra moradores de rua em São Paulo

- Em 2009 a gerência Kassab (PSDB) determinou o fechamento de três albergues na capital, eliminando 1.154 das já escassas 8 mil vagas que haviam até então, para atender uma multidão de mais de 10,5 mil moradores de rua, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

- Os dados do Ministério ainda apontam que dentre toda a população de moradores de rua de São Paulo, 79,6% fazem pelo menos uma refeição por dia e 19% não conseguem se alimentar diariamente.

- No dia 1º de abril, através de portaria assinada por Kassab, a Guarda Civil Metropolitana passou a “contribuir para evitar a presença de pessoas em situação de risco nas vias e áreas públicas da cidade e locais impróprios para a permanência saudável das pessoas”. O cumprimento dessa determinação fascista inclui “toque de despertar”, inclusive com utilização de bombas, para impedir que a população moradora de rua possa dormir.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Grécia: Greve Geral / Greece: General Strike

5 de maio
Grandes protestos marcam a Greve Geral na Grécia

Trabalhadores da USP deflagram greve

São Paulo

Os funcionários da Universidade de São Paulo – USP deflagraram nova greve na quarta-feira, 5 de maio. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial, e reposição das perdas salariais dos últimos anos.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP - Sintusp, a greve afeta a circulação de ônibus internos da USP, laboratórios, bibliotecas e áreas administrativas nos campus Butantã, Ribeirão Preto, São Carlos e o movimento tem ganhado corpo em outras unidades.

Uma assembleia dos grevistas ocorre ainda no dia 5 de maio para debater o fortalecimento e continuidade do movimento.

Além das reivindicações salariais, as demais pautas das assembleias e negociações com a reitoria incluem a readmissão de Claudionor Brandão, ex-funcionário e ex-diretor do Sintusp perseguido e exonerado arbitrariamente devido à sua luta junto aos trabalhadores da USP; o fim dos inquéritos policiais e processos decorrentes das ocupações de 2007 e o fim da crescente terceirização de funcionários.

Esta é a sétima greve deflagrada pelos trabalhadores da USP desde o ano 2000. Os trabalhadores lutam sem cessar contra a intransigência da reitoria, resistindo à constante perseguição e repressão policial.

Datas memoráveis do proletariado: Karl Marx

5 de maio de 1818 – 2010

192 anos do nascimento de Karl Marx

“Os comunistas não se rebaixam a dissimular suas opiniões e seus fins. Proclamam abertamente que seus objetivos só podem ser alcançados pela derrubada violenta de toda a ordem social existente. Que as classes dominantes tremam à idéia de uma revolução comunista! Os proletários nada têm a perder nela a não ser seus grilhões. Têm um mundo a ganhar.

PROLETÁRIOS DE TODOS OS PAÍSES, UNI-VOS!”

Manifesto do Partido Comunista – K. Marx e F. Engels - 1848

terça-feira, 4 de maio de 2010

Protesto contra reintegração de posse em Diadema

Rafael Gomes

Cerca de 200 manifestantes* bloquearam a pista sentido sul do km 16 da Imigrantes, em Diadema, região metropolitana de São Paulo, nesse 1° de maio, por volta do meio-dia, em protesto contra a tentativa de reintegração de posse de um terreno vizinho a pedido da Ecovias, empresa responsável pela manutenção da rodovia. A ordem de reintegração foi prontamente acolhida pela gerência Kassab, que não perdeu tempo em ordenar intervenção policial.

No início do protesto, com faixas dizendo “Queremos moradia!”, os moradores chegaram a bloquear as duas pistas por 20 minutos.

Barricadas de pneus foram erguidas e, em seguida, incendiadas. A rodovia foi liberada somente às 15h após a intervenção truculenta da PM que agrediu e prendeu manifestantes.

* Segundo blogs de movimentos populares que apoiaram e acompanharam o protesto.

Recorte do jornal Diário do Grande ABC de 2 de maio de 2010

Tropas de Cabral matam 11 pessoas em um único dia

Patrick Granja

Apenas dois dias depois que Cabral e Beltrame anunciaram a transferência da sede do Batalhão de Operações Especiais da PM, o BOPE, do Catete — na zona Sul do Rio — para Ramos — no complexo de favelas da Maré — centenas de policiais invadiram em plena manhã de domingo, duas das 17 favelas que compõe o conjunto. Durante a ocupação das favelas Parque União e Nova Holanda, seis pessoas foram mortas e segundo a assessoria de imprensa da PM, todas eram ligadas ao tráfico. Mas, de acordo com moradores, todos foram executados a sangue frio por policiais civis. O gráfico Márcio Marinho, um dos morador da Nova Holanda assassinado durante a ação foi executado com um tiro nas costas. Segundo testemunhas, antes do assassinato, ao revistá-lo, os policiais ainda roubaram dinheiro do trabalhador.

— Ele estava no bar quando os policiais chegaram. Perguntaram por que ele não correu. Ele disse que estava esperando acalmar. Quando ele saiu, atiraram covardemente e mataram um inocente — disse uma de suas vizinhas.

Perto de onde Márcio morreu estava Adriana Alves, de 25 anos, atingida por um tiro no braço. Segundo ela, quando os policiais apareceram, houve intensa correria dentro da favela, e as tropas fascistas de Cabral e Beltrame não hesitaram em disparar centenas de tiros a esmo em direção às estreitas vielas da Nova Holanda, por onde circulavam várias crianças e trabalhadores.

— Quando escutei tiros, corri para me abrigar numa padaria. De repente, senti impacto e vi a mão sangrando. Estou preocupada em ficar com seqüelas — disse a enfermeira ao mesmo tempo em que caminhava para o hospital sem receber qualquer ajuda da polícia, que segundo ela, foi responsável pelo disparo que atingiu seu braço.

Já na Vila da Penha, subúrbio do Rio, outros cinco homens foram mortos por PMs nas proximidades do Complexo do Alemão.

As emissoras de TV do monopólio da comunicação, regurgitando a mais peçonhenta linha editorial, tentam atenuar o genocídio nos bairros pobres e favelas com o argumento tacanho de que os mortos seriam “bandidos”, como se isso permitisse as bestialidades praticadas pela polícia no Rio e em todo o país. Enquanto os bandidos de colarinho são agraciados com “prisões domiciliares”, “habeas corpus preventivos”, e outros recursos do gênero para operarem outros crimes contra o povo livremente, nos bairros pobres a ordem é matar.