quinta-feira, 30 de setembro de 2010

'Tolerância zero' com tudo o que vem do povo

Hugo R C Souza

Nos quatro dias do feriadão do dia da “Independência”, entre 4 e 7 de setembro, os agentes de Eduardo Paes prenderam 11 guardadores de carros nas imediações dos pontos turísticos do Corcovado e do Pão de Açúcar. Além disso, apreenderam quatro isopores, um carrinho para transportar mercadorias e 41 capas de chuva em mais uma operação do choque de ordem fascista da prefeitura da capital fluminense.

Estes números exatos foram divulgados pela Secretaria Especial da Ordem Pública do Rio de Janeiro (Seop) com o orgulho de quem cumpre com primor a incumbência recebida. No caso, a de impor castigos e humilhações à gente pobre que se vira como pode para ganhar a vida.

Poucos dias antes, em outro ataque do choque de ordem, outros cinco guardadores foram detidos no bairro de Ipanema. A imprensa burguesa da cidade, fomentando o ódio de classe e sempre preparando o clima para um novo “choque” e mais criminalização, noticiou que os agentes de Paes “encontraram com eles [os flanelinhas] 20 chaves de carros e cerca de R$ 300”.

Nada mais natural para quem está guardando e manobrando carros para os bacanas nas ruas da Zona Sul, e recebendo por isso. Mas a forma e o léxico do noticiário são direcionados para caracterizá-los como bandidos, tanto que, ao informar o nome das ruas onde os flanelinhas foram presos, o monopólio da imprensa, em uníssono, não disse que era ali que eles trabalhavam, mas sim que era ali que eles “agiam”. O Secretário de Ordem Pública, Alex Costa, disse que todos os guardadores não registrados na prefeitura “praticam o crime de extorsão”.

Quem também “agiu”, segundo a imprensa burguesa carioca, desta vez no lado de fora do estádio do Maracanã no dia do clássico entre Vasco e Fluminense pelo campeonato brasileiro de futebol, no dia 22 de agosto, foram os cambistas. Uma recente alteração do Estatuto do Torcedor tornou crime a prática de comprar ingressos para jogos de futebol para revendê-los mais caros na última hora nos arredores do estádios – oportunidade de ganhar dinheiro que a vida dá a muitos desempregados castigados pelo capitalismo livre-cambista.

Todo o povo sujeito à prisão
 
Apesar da ferocidade dos reiterados ataques de Eduardo Paes contra as classes populares da cidade do Rio de Janeiro, a criminalização das estratégias de sobrevivência das massas precarizadas não é uma invenção ou exclusividade da gerência carioca de turno. Ao contrário. E o que a reação quer não é apenas reprimir os camelôs, os “flanelinhas” ou os cambistas.


A criminalização também das formas de lazer das classes populares ou das suas manifestações de transgressão e insatisfação deixa claro que o sonho jurídico, por assim dizer, das classes dominantes é que todo o povo esteja de uma forma ou de outra sujeito à prisão.

A sanha que começou no Brasil colônia com os castigos aos capoeiristas aparece perpetuada no Brasil semicolônia com a criminalização da promoção de bailes funk. Tudo em meio aos clamores dos reacionários por “tolerância zero” com tudo o que vem do povo, exigindo que tudo desague na penitenciária.

A exemplo dos cambistas, os mais novos alvos da sanha carcereira do Estado policial parecem ser os pichadores. No final do último mês de agosto, a polícia civil de Minas Gerais enquadrou seis pichadores por formação de quadrilha como parte da operação “Respeito por BH”, a versão criada pela gerência de Belo Horizonte dos choques de ordem de Eduardo Paes. O mote? “Limpar” a cidade para receber o circo da Copa do Mundo de 2014. A prática da pichação costuma ser punida com base na Lei de Crimes Ambientais e tem pena de seis meses a um ano de prisão, e a pena costuma ser convertida em prestação de serviços. Enquadrados em formação de quadrilha, a rapaziada pode pegar até três anos de prisão.

A reação exacerbada das classes dominantes aos pichadores mostra que a parede é mesmo a imprensa dos pobres, como disse certa vez o escritor uruguaio Eduardo Galeano, e como prova a série de pichações que AND publicou na capa de sua última edição, com as conclamações do povo para o boicote à farsa eleitoral pintadas nos muros das cidades.

Resistência afegã derruba helicóptero em Daychopan


Nove militares ianques morreram em mais uma ousada ação da resistência afegã que derrubou um helicóptero no distrito de Daychopan província de Zabul, na terça feira dia 21 de setembro. A derrubada da aeronave também feriu levemente três pessoas entre as quais mais um militar ianque.
Apesar da resistência tenha assumido a ação o comando da OTAN mais uma vez requenta a história de acidentes aéreos e afirma que não houve registro de “fogo inimigo” na região.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Milhões de trabalhadores em luta na Europa


A classe operária europeia se levanta contra os plano de arrocho, nomeado pelos governos reacionários de “medidas de austeridade”, que preveem entre outros pontos o aumento da idade mínima para a aposentadoria de 65 para 67 anos a facilitação para contratações e demissões (em período de de recessão (leia-se poder demitir à vontade) e corte de subsídios para medicamentos.
No dia 29 de setembro a Espanha amanheceu sem transportes e, segundo os sindicatos, mais de 10 milhões de pessoas aderiram à greve geral convocada para hoje pela União Geral dos Trabalhadores e pelas Comissões Operárias.
Uma manifestação no centro marcou a primeira greve geral em oito anos no país. No centro de Madri, centenas de trabalhadores agitaram bandeiras, interditaram ruas e obrigaram algumas lojas a baixar as portas.
Já na Bélgica, em Bruxelas, mais de 100 mil pessoas são esperadas em manifestação contra o projeto da Comissão Europeia de multar países que não reduzam seus gastos.
A onda de greves e manifestações deve se espalhar pela Europa. Segundo os sindicatos, novas manifestações estão sendo programadas nas próximas semanas na Itália, Polônia, França, República Checa, Irlanda e Romênia.


Ouça na rádio AND - Ricardo Boechat ensina a protestar votando nulo

Ouça na rádio AND comentário do Jornalista Ricardo Boechat, na rádio Bandnews, sobre a farsa eleitoral. 
Boechat ensina a população a protestar através do voto nulo.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Em São Paulo, moradores da favela Real Parque protestam por moradia


No dia 24 último, um incêndio na favela Real Parque, na zona Sul de São Paulo, destruiu 320 moradias e deixou cerca de 800 pessoas desabrigadas. Na tarde de ontem, moradores da favela Real Parque reuniram-se com representantes da Secretaria Municipal de Habitação e exigiram a realocação das famílias desabrigadas em unidades habitacionais que estão sendo construídas na região.
Diante da indiferença da Sehab ao longo de horas de discussão, moradores se revoltaram e bloquearam a Avenida Marginal Pinheiros nos dois sentidos. Os manifestantes ergueram barricadas com pneus e entulho e enfrentaram a tropa de choque da PM de Alberto Goldman —que era vice de José Serra, atual candidato à gerência do velho Estado. Durante mais de uma hora de confronto, a polícia atirou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha contra os moradores, que responderam com pedras e coquetéis molotov.
Não é a primeira vez que os arbítrios dos gerenciamentos de turno em São Paulo revoltam as cerca de 1,2 mil pessoas que vivem na favela Real Parque. Em dezembro de 2007, policiais da Força Tática da PM foram à favela para cumprir um mandado de reintegração de posse. Na ocasião, centenas de famílias foram expulsas de suas casas, mas muitas pessoas resistiram à ação. A polícia, então, atirou bombas e balas de borracha contra os moradores ferindo mulheres, crianças e idosos. À época, o caso foi denunciado pelo advogado Danilo Chammas, da Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos.

Palavras-chave: Confronto, polícia, moradores, favela, Real, Parque, São, Paulo, incêndio, Marginal, Pinheiros, tropa, choque, protesto, manifestação, riots, Brazil, clash, Police, enfrentamientos,

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cidade do Interior de minas Gerais amanhece dizendo nos muros da cidade: NÃO VOTAR, REBELAR-SE É JUSTO!

Durante as últimas semanas, vários muros e construções da cidade de Paracatu (MG) estão sendo alvo de pichações. Diferente das habituais palavras de baixo calão e desenhos ofensivos, desta vez as pichações tomaram proporção de protesto político, atraindo a atenção de quem quer que passe pelos locais.
Os protestos de “Não Votar! Viva a revolução agrária!” e de “Abaixo a farsa eleitoral! Rebelar-se é justo!” estão dando o que falar e já são assunto comum na cidade.

Por um lado o exemplo deste protesto na cidade de Paracatu, interior de Minas Gerais, serve pra mostrar o crescente descontentamento e descredito do povo com o processo eleitoral e por outro o crescimento do Movimento Revolucionário no nosso país, que tomando proporções cada vez maiores, alegra os corações do bravo povo brasileiro acende novamente a chama da revolução!



terça-feira, 21 de setembro de 2010

Manifestação popular em Buenos Aires


Na sexta-feira, 16 de setembro, se relembrou o 34º aniversário da “Noche de los lápices” (a noite dos lápis), emblemática ação do terrorismo de Estado acontecida na última gerência militar na Argentina, quando dez estudantes secundaristas da cidade de La Plata foram sequestrados e torturados ,sendo seis deles assassinados. Os autores do crime foram os serviços de inteligência do exército e a polícia da província de Buenos Aires, seguindo ordens da cúpula militar. Estes jovens, poucos meses antes, ainda antes do golpe de Estado de março de 1976, tinham participado de um simples protesto para reivindicar meia tarifa nos ônibus para os estudantes.
Este fato só foi elucidado em 1985 quando um dos sobreviventes testemunhou no julgamento das juntas militares.
O povo argentino, mais uma vez, dá o exemplo de não esquecer os seus mártires nem conceder impunidade aos assassinos. Os militares terroristas ,responsáveis por mais de 30 mil desaparecimentos-assasinatos, em sua maioria cumprem severas penas, até prisão perpétua, e os julgamentos continuam.
Mas, a já tradicional marcha que todo dia 16 de setembro percorre as ruas do centro de Buenos Aires, desde a Praça do Congresso até a Praça de Maio junto a Casa Rosada, não se limita a homenagear as vítimas da Noche de los lapices, é um dia de luta. Estudantes e diversos movimentos sociais legítimos juntam as suas bandeiras.
A grande manifestação, com mais de 20 mil participantes, transcorreu absolutamente sem incidentes, principalmente por que nenhuma força policial acompanhava o evento. Uma quase imperceptível força de choque permaneceu escondida junto a Casa Rosada. Palavras de ordem, cartazes e faixas demostravam a diversividade e riqueza das causas: “Nem casa sem gente, nem gente sem casa”, “Liberdade à Palestina” “Viva os Mapuches!”
Ha mais de um mês secundaristas mantém ocupadas cerca de trinta escolas, exigindo manutenção dos prédios sucateados. Os professores iniciaram greve por melhorias salariais. Nas universidades públicas, onde mais de 500 professores foram demitidos,  também se reclama por aumento do orçamento.
Todos tiveram voz nas ruas e no palco montado. Uma inesquecível festa popular de homenagem, concientização e luta carregada de emoção.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O fiasco das eleições no Afeganistão


Nem bem empurrou-se goela abaixo o processo eleitoral no Afeganistão, realizado no último 20 de agosto, o governo títere pró-ianque se apressou em afirmar que as eleições haviam sido uma vitória. A desfaçatez, no entanto, foi tão grande que até o porta-voz da ONU afirmou que é cedo para julgar se as eleições foram um sucesso, isso sob os retumbar de dezenas de ataques realizados pela resistência ao longo do dia.
Mesmo com toda a pressão para obrigar o povo a comparecer às urnas (houve pelo menos 300 casos registrados de paramilitares intimidando a população) apenas 40%, números oficiais, compareceram às urnas.
O número de denúncia de fraudes é estrondoso, só perdendo para o número de ações da resistência ocorridos no dia das eleições.
As forças invasoras da Otan registraram 445 ações da resistência espalhadas pelo país, praticamente o mesmo número (479) ocorridos nas eleições presidenciais de 2009. O resultado foi de 42 mortos e 172 feridos, entre eles, dez membros das forças de repressão afegãs, grande parte delas compostas por mercenários, foram mortos e 31 feridos. Somam-se a estes números outros 39 soldados da Otan, também feridos. Entre os ataques pelo menso 50 foram feitos com bombas caseiras.
O total de votantes divulgado pelo gerenciamento títere foi de 3,6 milhões dos 9,2 milhões registrados e o número de queixas de fraudes se aproxima dos três mil.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Cruzada antiislâmica: instrumento da rapina imperialista


Protesto em Srinagar, Caxemira, 13/9/10 - FotoAP
Na Caxemira, região ocupada militarmente pelo Estado fascista indiano desde 1949, três pessoas foram assassinadas e outras trinta ficaram feridas, durante protestos em repúdio à cruzada antiislâmica comandada pelo imperialismo ianque em todo o mundo, particularmente contra o fato de um pastor ianque ameaça queimar exemplares do Corão (livro sagrado islâmico). A polícia decretou toque de recolher na Srinagar, onde há menos de um mês dezenas de pessoas foram assassinadas pelas forças de repressão indianas durante os protestos pela independência e autodeterminação da Caxemira.
Concomitantemente França impõe a proibição do uso da cobertura islâmica para mulheres. A lei francesa foi aprovada por larga maioria no parlamento mas o pastor ianque teve sua coleira puxada sendo obrigado a recuar e desistir do projeto após fajuta retratação pública.
O imperialismo pretende se impor aos povos do mundo através das bombas e de leis antipovo, mas é incapaz de frear e impedir as explosões de revoltas no Oriente Médio, Ásia, África, América Latina e até mesmo nos próprios países imperialistas.