quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mais um massacre no Rio, de novo na Favela da Coréia

Após nove meses da ação policial que caçou e matou 12 pessoas (inclusive uma criança de 4 anos) na favela da Coréia, no Rio de Janeiro, novamente a polícia carioca empreendeu um massacre na mesma região. Desta vez foram 10 os assassinados, que o monopólio dos meios de comunicação insiste em tachar de bandidos. Aliás, a julgar pelo tratamento dispensado pela polícia a todos os moradores dos bairros populares, bandidos são todos os pobres, submetidos à humilhação diária para completar suas já difíceis condições de vida.

Chama atenção a cobertura “ao vivo” das emissoras de televisão, que está sempre bem posicionada para a transmissão das agressões policiais, uma vez que são avisadas e convocadas com antecedência. A torpe campanha para mostrar os pobres como criminosos se completa no dia seguinte, quando as crônicas se entregam a narrativas épicas de como os “heróicos” e “abnegados” policiais enfrentaram “selvagens” e “cruéis” bandidos. Não dizem que, por exemplo, no caso de Paraisópolis, há três meses a polícia realiza uma tal Operação Saturação, que consiste no cerco e ocupação da favela por centenas de policiais que se dedicavam a humilhar e agredir a população pobre encravada ao lado de um bairro “nobre” de São Paulo. Depoimentos de moradores de Paraisópolis dão conta de roubos praticados por policiais, agressões constantes e desaparecimentos. Daí que a justa ira da população no dia 2 não pode ser atribuída à morte de um bandido pela polícia, como querem passar por verdade o monopólio dos meios de comunicação.

O jornalista Jaime Amparo Alves, em seu blog, inicia um post assim:

Há um ditado africano direto e certo: enquanto os leões não tiverem os seus próprios contadores de história, os caçadores serão sempre os vencedores.

A cobertura do Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo - os dois jornalões da paulicéia elite desvairada – na repressão policial da manifestação dos moradores da favela de Paraisópolis na zona sul de Sampa, faz o ditado africano cair como uma luva aqui. Quem perder tempo lendo Folha e Estado verá que as notícias são contadas do ponto de vista oficial. As fotos, tomadas da posição geográfica da polícia dão a dimensão de que ponto de vista falam os jornalistas de ambos jornais. Nem uma linha, nem que seja para disfarçar, questionando a polícia sobre a morte de um morador dias antes, preso com um carro roubado em uma operação policial.

O que dizer então da Rede Globo e outras TVs. Em outro texto encontrado neste link, a autora Paula Góes publica o comentário de um leitor do blog de Paulo Henrique Amorim:

Um fato curioso: antes do choque chegar, um grupo de uns 10 policiais com alguns escudos se posicionaram em linha para avançar numa rua com os vândalos a uma boa distância bem a frente, e ali ficaram parados, e até o comentarista Percival estranhou aquela atitude da polícia, e como era horário do SPTV da Globo, coloquei a imagem da Globo ao lado da Record que transmitia o chamado “conflito” em tempo integral. Quando o SPTV entrou ao vivo, os policiais avançaram, e quando a imagem do SPTV foi cortada, os policiais recuaram correndo.

É essa a cobertura dada pelo monopólio da imprensa que tenta encobrir todos os crimes cometidos pelo Estado, o verdadeiro responsável pelas mazelas de nosso povo e que vem aprofundando a política fascista de segregação e extermínio das populações pobres. E é contra isso que se insurgem as massas, que cada vez mais se convencem de que a rebelião se justifica, uma vez que esse Estado se configura como seu verdadeiro inimigo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Revolta na favela Paraisópolis incendeia São Paulo

As cenas vistas no noticiário de todos os canais de televisão ontem mostraram mais uma revolta de uma população marginalizada (favela de Paraisópolis, São Paulo) contra a Polícia, principal instrumento de repressão utilizado pelo Estado na sua sanha de criminalizar a pobreza e manter cada vez mais as populações empobrecidas em guetos miseráveis.

É inevitável a comparação com a faixa de Gaza, senão vejamos:

Gaza: Israel bombardeia e invade a Faixa de Gaza brutalmente usando como pretexto o lançamento de foguetes por “terroristas”.

Paraisópolis: A Polícia paulista – uma das mais truculentas do mundo – invade a favela e a ocupa após “vândalos” montarem barricadas protestando contra a morte de um “bandido”.

E qual é a verdade? A verdade, que as classes dominantes e reacionárias não querem ver contada, é que tanto a Faixa de Gaza como Paraisópolis padecem ha décadas com intermináveis agressões, achaques, humilhações, perseguições, assassinatos, encarceramento, torturas e outras atrocidades. O monopólio dos meios de comunicação e os agressores precisam a todo momento desqualificar tanto os palestinos como os moradores de favelas, taxando-os de terroristas ou, como no caso de ontem, bandidos e vândalos.

Esse Estado, Polícia e imprensa podres tentam a todo custo esconder que o que aconteceu ontem em Paraisópolis foi o transbordar do copo que vem sendo cheio gota por gota há muitos anos, e que essas revoltas populares são a resposta da população à ação de um Estado que vem se dedicando com quase exclusividade à repressão, entreguismo e corrupção.

É preciso ainda atentar para a localização da favela de Paraisópolis, ao lado do “elegante” bairro do Morumbi. Evidentemente os decadentes moradores do Morumbi devem ser protegidos dos vândalos que habitam o terreno vizinho, desvalorizando suas mansões.

O que vemos é a repetição da mesma tática aplicada pelo Estado em todo o Brasil: A constante e reforçada criminalização da pobreza, o incremento do Estado policial, visando a segregação cada vez maior das classes empobrecidas e perigosas para eles. Essa é uma demanda tanto do imperialismo como das classes dominantes nativas, que para manter e aprofundar sua dominação recorre a métodos cada vez mais fascistas, como o extermínio dos indesejáveis, a retirada dos direitos do povo, o encarceramento, tortura, etc.

O maior crime é ser pobre, camponês pobre é “invasor vândalo”, vendedor ambulante é “sonegador de impostos”, e os que vendem cds não autorizados são acusados de financiar o tráfico, e o povo das favelas é todo tratado como bandido, traficante. Falam das armas usadas pelos traficantes, mas em nenhum momento questionam que são os maiores negociantes de armas e drogas no mundo, negócios que figuram entre os mais importantes e lucrativos do capitalismo.

Mas a tendência, e isso vem sendo observado há algum tempo, é que essas explosões de massas ganhem em tamanho e consciência. Que cada vez mais as classes populares se unam e forjem uma direção conseqüente para a luta pelos seus direitos usurpados, contra a repressão e contra o próprio Estado que não as representa, construindo uma verdadeira e nova democracia em nosso país.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Imperialismo quer impor paz humilhante aos palestinos

Após três semanas de covardes bombardeios contra o povo palestino concentrado na Faixa de Gaza, o Estado fascista de Israel já assassinou mais de 1.150 pessoas, ferindo vários milhares e destruindo grande parte da infra-estrutura ali construída.

Esses números são oficiais, mas relatos de testemunhas oculares dão conta de que o número de mortos e feridos é muito maior. É o que diz, por exemplo, a carta de Miguel, um médico Palestino, a sua irmã no Brasil, que pode ser lida na página da Liga Operária.

Enquanto o plano de Israel segue sendo executado, a “comunidade internacional” discute arranjos e acordos para impor uma paz humilhante aos palestinos confinados na Faixa de Gaza. Declarações de representantes da União Européia, USA, Israel e a títere Autoridade Palestina prevêem um “cessar-fogo unilateral” por parte de Israel possivelmente a partir de hoje. O que alguns podem saudar como um passo para a paz, entretanto, representa duríssimas condições de existência para os moradores que ainda resistem em Gaza.

Essa “paz” daria direito a que as tropas sionistas permanecessem no território palestino e continuassem bloqueando as fronteiras, ou seja, Além de prosseguir o embargo assassino, o Estado sionista acabou arrebatando mais uma grande parte do território palestino, ampliando seu controle, porque a Faixa de Gaza está praticamente dividida, conforme publicado no post abaixo. Além disso, “acordo” assinado ontem (16/01), entre as ministras Condoleeza Rice e Tzipi Livni estabelece a “ajuda” do USA no controle da fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, para “evitar que o Hamas contrabandeie armas por túneis”.

O imperialismo pretende ainda que com o cessar-fogo a atenção do mundo seja desviada para que os crimes de guerra do fascista Estado de Israel sejam esquecidos, ou seja, que perante o mundo Israel ainda pose de benemérito.

Entretanto, engana-se que o bravo palestino se entregará passivamente a mais esse engendro imperialista. O Hamas já declarou que não deporá as armas e que seguirá combatendo para expulsar os sionistas da Faixa de Gaza e de toda Palestina. Desde o início dos ataques de Israel, essa brava atitude do Hamas tem atraído para seu lado vários setores, inclusive de parte do Fatah, que discorda da pusilânime conduta de seus membros que chefiam a Autoridade Palestina.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

No Centro do Rio, mais de mil pessoas em defesa do povo palestino





Patrick Granja

Depois de duas semanas de incessantes ataques — aéreos e por terra — mais de novecentos palestinos já foram assassinados pelo exército israelense. O número de feridos já ultrapassa os três mil. A maior parte das vítimas são mulheres e crianças. Hospitais, comboios da Cruz Vermelha, campos de refugiados e até escolas estão sendo alvo dos mísseis israelenses. No Centro do Rio de Janeiro, mais de mil pessoas se reuniram para se solidarizar à causa palestina e repudiar uma das maiores chacinas já promovidas por Israel no Oriente Médio.



Na quinta-feira, dia 8 de janeiro, cerca de mil pessoas de diversos movimentos e entidades se reuniram na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro para protestar contra os recentes ataques de Israel contra a Faixa de Gaza. Dezenas de bandeiras palestinas tremulavam no meio da multidão ao som de palavras de ordem e calorosos discursos, todos no mesmo sentido: desmascarar a política de extermínio praticada pelo exército israelense contra o povo palestino.

Cartazes reunindo imagens chocantes, desse ataque e de outras ocasiões da histórica resistência palestina, foram expostos para todos que passavam pelo local. Um outro cartaz com a foto de George W. Bush foi colocada em frente ao carro de som e usada como alvo para que as pessoas pudessem atirar sapatos, em referência ao jornalista iraquiano Muntazer al Zaidi, que em dezembro passado atirou seus sapatos em Bush durante uma coletiva de imprensa no Iraque.

A princípio, a manifestação não se deslocaria, mas depois de ser centralizado pelas massas, o comando do ato iniciou um deslocamento da porta da câmara de vereadores, para a frente do consulado americano. Lá, bandeiras de Israel e do USA foram queimadas e manifestantes atiraram sapatos contra a fachada do prédio, completamente cercado por policiais. Um frasco de vidro contendo tinta vermelha também foi jogado contra o consulado, simbolizando o sangue derramado por todos os povos que sofrem agressões por parte do imperialismo.

Em seguida a passeata retornou para a Cinelândia, onde foram feitas novas intervenções e o ato foi encerrado. Mais uma vez os povos e movimentos sociais demonstram sua solidariedade ao povo palestino, apesar de toda campanha mentirosa e difamatória desencadeada pelo monopólio dos meios de comunicação, que a todo momento tenta transformar as vítimas em criminosos. Está mais do que claro que está sendo promovido um genocídio contra o povo palestino, sobre o qual estão sendo despejadas armas químicas, como o fósforo branco, como vem denunciando alguns meios de comunicação.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Foguetes disparados do Líbano atingem Israel



Foguetes disparados do sul do Líbano atingiram hoje o norte de Israel, deixando cinco israelenses feridos, segundo fontes sionistas. Oficialmente ninguém assumiu os disparos. Segundo o monopólio internacional dos meios de comunicação Israel “revidou” ao ataque com operações de bombardeios aéreos nas regiões de onde teriam se originado os lançamentos



Plano genocida é antigo

Artigo de Michel Chossudovsky no site resistir.info dá conta de que a "Operação chumbo fundido", faz parte de um plano genocida bem maior e vem sendo gestado pelo exército e servições secretos sionistas ao menos desde 2001, quando Ariel Sharon gerenciava o Estado Fascista de Israel.

Todo o processo veio sendo implementado com vistas a retirar os assentamentos judeus de Gaza para evitar vítimas judias durante as operações. Na ocasião, a retirada dos assentamentos foi comemorada como vitória pelos palestinos.

O plano original visava ainda a divisão da Faixa de Gaza em dois pedaços com “governos” diferentes, que negociariam individualmente com o Estado sionista. Um outro objetivo é ainda impedir que os palestinos prossigam com sua vida econômica, fiquem aprisionados em suas cidades e aldeias e causar tal pânico que estimule a emigração palestina, enfraquecendo a resistência a futuras expulsões.

Na previsão do número de vítimas, os cínicos estrategistas previam “centenas” de mortos judeus e “milhares” de palestinos, o que evidencia como os sionistas tratam as vítimas civis.



O sinistro papel de Abbas

Informações do Palestinian Information Center, também publicadas pelo site resistir.info revelam que Mahmoud Abbas tinha conhecimento prévio da data do ataque à Faixa de Gaza e dias antes deixou as terras palestinas através da Arábia Saudita. Além disso, Abbas teria deixado ordens para que fosse organizado um novo governo palestino para a Faixa de Gaza para quando o Hamas fosse derrubado. Há ainda informações de que Nimir Hammad, um assessor direto de Abbas, teria falado com Amos Gillad, coordenador israelense das operações nos territórios ocupados e conselheiro político do ministro da Guerra Ehud Barak, expressando a opinião de Abbas de que “que a Autoridade Palestina acredita que Israel em o direito de atacar e liquidar o Hamas mas pedia para centrar os seus ataques sobre as sedes e escritórios do Hamas e tanto quanto possível evitar alvo civis”.



Ajuda humanitária bloqueada no Egito

Fontes da Faixa de Gaza declararam que toneladas de alimentos e medicamentos destinados por países árabes e de outros continentes estão armazenados na cidade egípcia de Al Areesh, sem chegar ao destino porque as autoridades egípcias estão deliberadamente atrasando o transporte.

O gerente semicolonial do Egito, Hosni Mubarak declarou que não permitiria a passagem dos caminhões pela passagem de Rafah, o que deixa como opção a entrada pelo território de Israel, o que evidentemente impossibilita a chegada da ajuda internacional.

Essa atitude do Estado egípcio visa estrangular ainda mais a Faixa de Gaza e enfraquecer o Hamas, não importando que toda a população de Gaza pereça nessa situação.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sionistas promovem holocausto na Faixa de Gaza

Os ataques do fascista Estado de Israel ao povo palestino da Faixa de Gaza completou 12 dias com saldo de mais de 610 mortos, grande parte crianças.

As “autoridades do mundo” reunidas no Conselho de Segurança da ONU, junto com o títere Mohammed Abbas, insistem em atribuir a culpa dos ataques ao grupo da resistência palestina Hamas, que junto com outras organizações tem resistido às agressões sionistas por vários anos. A chamada “comunidade internacional”, sem atentar para as verdadeiras causas da violência na região, continua a tratar as organizações da resistência como terroristas, obedecendo às ordens que emanam do verdadeiro patrão, o USA, e insistem em condenar “toda a violência” praticada na região.

Desde que a artificial criação do Estado de Israel em 1948 a população palestina vem sendo empurrada e espremida em terrenos cada vez maiores, enquanto se protelam as “propostas” e “planos de paz” para a região, que nunca contemplaram a criação de um Estado Palestino que atenda os interesses desta nação.

Há cerca de 15 meses Israel vinha promovendo um bloqueio à faixa de Gaza, impedindo a chegada de alimentos, remédios, combustíveis, etc., o que tornou a sofrida vida dos palestinos ainda mais insuportável.

Os Estados Árabes vizinhos, também comprometidos e gerentes dos interesses do imperialismo na região, também cumprem seu sinistro papel de abandonar seus irmãos à morte, se submetendo às pressões e ameaças das grandes potências. Em julho de 2008, quando palestinos desesperados pela falta de alimentos e remédios atravessaram a passagem de Raffah, fronteira com o Egito, em busca de víveres, a polícia egípcia não tardou em reprimir duramente os “invasores”.

Hoje, quase todos os que “se atrevem” a condenar os covardes ataques sionistas se negam a reconhecer a importância do Hamas para a resistência palestina, na prática culpando a organização pelos ataques.

A abundância de imagens de cadáveres destroçados, crianças feridas e mortas, mulheres em desespero chorando seus entes queridos assassinados mostra algo que os reacionários do mundo inteiro odeia ver, mostra um povo indomável que nunca se curvará à dominação e à perda de seu território, que luta e lutará sempre, até a vitória, pela expulsão dos invasores e verdadeiros terroristas: os imperialistas, principalmente ianques e os fascistas de Israel.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mais uma vez judiciário mostra a quem serve

Na semana passada a Justiça Federal novamente demonstrou como trata dos crimes cometidos pelo Estado e seus agentes. Dos onze militares do Exército que seqüestraram, torturaram e entregaram três jovens do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, apenas três continuam presos. Três foram libertados na semana passada, sob a alegação de que não participaram “ativamente” do caso e, livres, não representam ameaça.

É bom lembrar que a prisão dos militares apenas ocorreu porque houve grande mobilização e um levante dos moradores da Providência que enfrentaram a tropa de choque do Exército e atacaram o Comando Militar do Leste, no centro do Rio de Janeiro. Detalhes sobre o assassinato dos três jovens podem ser vistos em Exército fascista sequestra, tortura e vende três jovens a traficantes , em AND 44.

Já ontem, 10 de dezembro, o 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro absolveu um dos policiais que mataram o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em julho deste ano (ver AND 45, Estado policial mata primeiro e se justifica depois .

– Quer dizer que a polícia mata e fica por isso mesmo? – dizia o pai de João, Paulo Roberto, ao final do Julgamento.

A mãe, indignada, dizia:

– Eu estou chocada, meu filho morreu à toa, ele [o PM] cumpriu o dever dele: matar o meu filho.

Se o judiciário em todas as suas esferas, parte integrante do mesmo Estado criminoso, não se digna a fazer justiça quando se trata do povo, é bom que se diga que as massas já condenaram o Estado e seus numerosos crimes. Cresce o repúdio a essa hedionda política que arroja populações inteiras à miséria e as submete à tortura e terrorismo cotidianamente. Vejam o que ocorre neste momento na Grécia, onde o país todo foi para as ruas depois que um policial assassinou um jovem de 15 anos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Atentados na Índia têm cheiro de provocação

Os recentes atentados ocorridos em Mumbai (antiga Bombaim), na Índia, que deixaram quase 200 mortos, despertam uma série de graves suspeitas sobre as circunstâncias em que ocorreram. Tais acontecimentos cheiram a provocação imperialista, ao estilo do 11 de setembro, no USA, que serviu como uma luva para o imperialismo ianque desencadear nova onda de agressões pelo mundo.

Por exemplo: os templos judeus pelo mundo são identificados pelos sionistas como alvo em potencial em qualquer país com população muçulmana. É de se imaginar que sejam ultra-protegidos em tempo integral por agentes do serviço de inteligência israelense, o Mossad. Tal ação ousada da parte das pessoas que invadiram o templo de Chabad e mataram 6 judeus, não pode ter passado despercebida por tão perspicazes espiões.

Igualmente se tratando do serviço de inteligência indiano que, assim como os de outros países, trabalha em estreita colaboração com a CIA e demais serviços ianques. Num clima de permanente tensão e ameaças de ataques e guerra por parte do Paquistão, que reivindica a região da Cachemira desde a independência dessa região do domínio britânico em 1947, é também estranho que dois dos hotéis mais luxuosos da Índia fossem atacados despercebidamente.

Porém, o grande efetivo policial mobilizado para esmagar os atacantes foi espetacular e por pouco não sobram um único sobrevivente, que convenientemente confessou tudo que era necessário para manter a região em extrema mobilização militar.

Manter acesa a chama da disputa pela Cachemira entre Índia e Paquistão é muito conveniente, tanto para os países envolvidos como para as potências imperialistas, principalmente o USA, que domina a região. Mas por que interessaria aos gerentes semicoloniais da região manter a tensão na península indiana?

O que o monopólio dos meios de comunicação não fez uma menção sequer é ao fato de que grande parte da Índia se acha levantada contra o Estado semicolonial indiano, participando de uma revolução que há décadas vem conduzindo o povo indiano na luta contra a semifeudalidade e o imperialismo.

O próprio governo de Nova Delhi havia declarado recentemente que o maior inimigo do Estado indiano é a guerrilha maoísta (naxalita), um tradicional movimento revolucionário dirigido pelo Partido Comunista da Índia (maoísta) que retomou a trajetória de um levantamento ocorrido na década de 1960, na aldeia bengali de Naxalbari. Há outros movimentos maoístas na índia e ainda grupos de minorias nacionais oprimidas pelo Estado indiano que lutam pela sua libertação.