Rafael Gomes
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Depois de vários dias de violentos confrontos entre manifestantes e as forças de repressão na Argélia, também na Tunísia, país localizado no Norte da África, a população vai às ruas contra a corrupção, o aumento abusivo de produtos básicos e o desemprego.
Na madrugada de quarta para quinta-feira, 13/1, ao menos oito manifestantes morreram em violentos confrontos com a polícia na capital Tunís. Três dias antes, no dia 10/1, no mais violento protesto dos que se arrastam há quase um mês, 14 manifestantes morreram. Nesse dia, os protestos começaram no funeral das vítimas da violência em manifestações ocorridas na véspera.
Também nas cidades suburbanas de Ettadhamen e Intikaka, a 15 quilômetros de Tunís, foram registados confrontos violentos. Apesar do toque de recolher decretado pelo governo de Zine Al Abidine, a população da Tunísia continua firme em sua luta e, em cada vez mais massivos levantes, enfrenta as forças policiais do Estado fascista tunisino.
Ao todo, durante o mês de protestos, 66 mortes já foram registradas. Os levantes contra o desemprego e a corrupção na Tunísia tiveram início depois que se espalhou a notícia de que o jovem Mohammed Bouazidi Samir teria se suicidado. Samir, que tinha diploma universitário, não encontrava trabalho e vendia legumes e frutas pelas ruas de Sidi Bouzaine, sem licença para tal. A polícia confiscou a mercadoria e, no dia 17/12, Samir ateou fogo a si próprio. No país, em um curtoperíodo de tempo, suicídios semelhantes já foram feitos por cinco jovens.