terça-feira, 5 de agosto de 2008

Vítimas de Corumbiara retomam suas terras em Santa Elina

Cerejeiras, 05 de agosto de 2008
No dia 22 de julho, nós, vítimas de Corumbiara, fomos despejados do acampamento na fazenda Santa Elina por 70 policiais militares que queimaram nossos barracos e nossos pertences. Depois disto, ainda sofremos seguidos ataques de pistoleiros que atiraram contra nós com armas de grosso calibre.
O Sr. Gercino, Ouvidor Agrário Nacional, prometeu tentar suspender a liminar de despejo. O Incra prometeu cortar as terras depois que constatou crimes ambientais e notas falsas de produção de toneladas de arroz na fazenda Santa Elina. Mas, como sempre, foram só promessas.
Enquanto tenta enrolar os camponeses, o Incra acoita e protege o bandido Sandro Barbosa, o mesmo traíra que extorquia dinheiro dos camponeses em Santa Elina e que chamou a polícia para prender um companheiro que tratava de saúde na cidade de Cerejeiras. Em uma reunião em Porto Velho no dia 28 de julho, o superintendente do Incra, Sr. Carlino Lima disse que só reconhece o Sandro como legítimo representante das vítimas. Parece ter esquecido que as lideranças são constituídas pelo legítimo movimento. Nesta mesma reunião, soubemos ainda que o Sandro e seu grupelho já pegaram 400 cestas básicas e 50 mil reais com o Incra. O governo Lula além de dar apoio moral a bandidos também dá financiamento estatal contra os combatentes de Santa Elina.
O latifúndio, o governo Lula e seus representantes querem nos impor um sofrimento sem fim, tentam continuar o massacre de 1995.
Mas nas vésperas do dia 09 de agosto, quando completarão 13 anos da heróica resistência camponesa, nós, combatentes de Santa Elina, juntamente de outros camponeses pobres, decidimos mais uma vez não esperar pelo governo, decidimos tomarmos com nossas próprias mãos aquela terra que é nossa, que foi regada com o sangue dos nossos mártires tombados pelas balas assassinas do latifúndio. Não nos esquecemos deste fato, não nos esquecemos do nosso juramento de vingá-los.
Nós, homens e mulheres, inclusive crianças e idosos, não nos intimidamos e no início desta semana retomamos a fazenda Santa Elina!
Assim que montamos acampamento fomos atacados mais uma vez por pistoleiros que dispararam muitos tiros.
Estamos enfrentando toda sorte de dificuldades, como falta de lona, além dos ataques de pistoleiros e a enrolação do governo Lula e seus paus-mandados oportunistas. Mas também temos recebido apoio de movimentos e entidades classistas, democratas honestos de todo o país para seguirmos na luta pelo direito sagrado às terras de Santa Elina, pelas indenizações e pelo tratamento de saúde adequado às vítimas. Agradecemos desde já e aproveitamos para pedirmos mais solidariedade ao nosso acampamento, como doações de alimentos, lona, roupas, divulgação de nossa luta e denúncias dos ataques que temos sofrido.
Queremos também convidar a todos para um ato de celebração do dia 09 de agosto que realizaremos junto com outros movimentos sociais e a igreja no acampamento em Santa Elina, Corumbiara.
Responsabilizamos o governo Lula e seu representante direto Incra por qualquer fato que venha a acontecer com nós acampados da fazenda Santa Elina.
A Santa Elina é do povo!
Corte da fazenda, indenização e tratamento de saúde adequado para as vítimas já!
O povo quer terra, não repressão!
CODEVISE – Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina

Resposta ao ponto final de Echazú.

Wilson Enríquez

“Quem não investiga não tem direito a palavra”
Extraído de A situação e nossa política depois da vitória na guerra de resistência contra o Japão.

Presidente Mao Tsetung


Sob o título Para por um ponto final a uma polêmica, Echazú faz uma grande ginástica alusiva a uma série de pontos que mereceriam ser tratados em profundidade. Por isso, nos perguntamos a que polêmica se refere Echazú, se suas últimas palavras se centraram em uma série de veleidades imprecisas, orientadas somente a proteger à própria pele e não a debater idéias, fugiu com o rabo entre as pernas da possibilidade de debate.

Já que as coisas são assim, queremos somente deixar marcadas duas questões que foram objetos de imprecisões de Echazú, a primeira referida à “autodeterminação das nações” e a segunda ao “Problema das classes nas zonas rurais na Bolívia”.

Autodeterminação das nações

Em nosso artigo anterior dizíamos:

(...) queremos ser enfáticos em reiterar a necessidade de considerar o campesinato e os povos indígenas da Bolívia como sujeitos protagônicos da emancipação, como legítima forma de autodeterminação.(...)

Então, é falso que negamos a validade dos acertos do grande Lenin. Echazú pretensiosamente se arvora ao papel de interlocutor válido de Lenin, da maneira mais medíocre, fazendo uma colcha de retalhos de citações de Lenin, típica atitude de um tresloucado revisionismo, que através da velha cantilena de repetir como papagaio fragmentos dos clássicos do marxismo tiram todo o sentido revolucionário de suas palavras. Lenin demonstrou isso da maneira mais contundente ao desmascarar Bernstein e Kautsky no seu sujo tráfico, por meio do emprego hábil de frases de Marx absolutamente descontextualizadas. Evidentemente, esta é a especialidade de Echazú, que gosta de balbuciar e traficar com fragmentos da obra de Lenin, numa verdadeira colagem incompreensível, onde não acrescenta nem uma gota de análise, ou esforço de contextualização e tem o descaramento de inquirir: Responda Enríquez!

Logo Echazú, falando de Lenin, todo solene assinala:

“superando amplamente o eurocentrismo racista e cosmopolita, incorporou à máxima marxista de: ‘Proletários do mundo uni-vos’, a nova: ‘Proletários e nações oprimidas do mundo, uni-vos’”.

Nesse ponto queremos ser enfáticos em assinalar que de nenhuma maneira este aporte de Lenin menosprezava a luta de classes como elemento fundamental para a compreensão e transformação da sociedade.

Recordemos que as contradições de classe e a contradição imperialismo/nações oprimidas são amalgamadas magistralmente na teoria do capitalismo burocrático do Presidente Mao Tsetung. Precisamente, saindo dos marcos do eurocentrismo, Mao Tsetung não só deixou em evidência estes dois tipos de contradições como, através de um profundo estudo, evidenciou os vínculos entre o imperialismo e as classes exploradoras dos países do Terceiro Mundo (frações da grande burguesia e latifundiários). Para nós a contradição principal é imperialismo/nações oprimidas, mas é uma baixeza revisionista, que através de subterfúgios se pretenda menosprezar a análise de classes.

Daí que na tarefa de destruir o capitalismo burocrático, expressado na semicolonialidade e na semifeudalidade, é necessária a compreensão dos aliados e dos inimigos do povo, assim como a compreensão das contradições no próprio seio do povo. Por isso, na Bolívia, não basta só saber quem é indígena, mas quem se encarrega de aprofundar o capitalismo burocrático.

Por outro lado, para chamar-se de leninista não basta transportar as bandeiras de Lenin na Rússia de inícios do século XX para a Bolívia do século XXI, sem a menor investigação, sem a menor análise concreta da situação concreta; esse tipo de extrapolação é próprio de leninistas, mas daqueles que renunciaram ao materialismo dialético, para desbarrancar-se em uma retrógada e medíocre escolástica.

Quando Echazú disse:

“Essas terras foram o habitat milenar de culturas e nações nos Andes, na Amazônia e no Chaco boliviano e não será um senhor ou senhores latifundiários que ‘obsequiarão’ essas terras aos povos originários.”

Demonstra o pouco que investigou sobre as culturas e nações na Bolívia. Para começar, de maneira profundamente racista, considera aos povos originários indígenas meros ocupantes de um habitat, colocando-os em um nível de estado de natureza próximo ao de animais. É preciso dizer a Echazú que as culturas, os povos indígenas, não só habitavam um espaço, um habitat, como ele diz, mas que através de tramas sociais, políticas, econômicas e culturais transformaram o espaço em território.

Echazú menciona de passagem os aportes de Stalin sobre o problema nacional, como uma continuidade e desenvolvimento das proposições de Lenin, mas nos perguntamos se ele está preocupado em estudar estes problemas na Bolívia em profundidade? A resposta é não, em seu calhamaço El desafio de las Naciones, não consegue ingressar de maneira séria nessa compreensão. O que faz é um mero estudo de gabinete, a partir de fontes secundárias, onde em uma grande quantidade de páginas realiza grandes citações escolásticas de textos de Lenin e Stalin, descontextualizados de uma análise concreta aplicada à Bolívia. Também emprega longas citações de outros autores como Álvaro Garcia Linera (seu atual aliado) e Benedict Anderson, com quem faz questão de sustentar uma polêmica. No entanto, o texto não faz um seguimento sério, histórico, político, econômico e cultural das nações, das que tanto proclama sua autodeterminação, sem ter idéia do que fala; salvo pequena menção da localização geográfica de uma e outra etnia.

Por isso se escandalizou quando dissemos:

“O outro é ir pelo mundo reconhecendo nações de pouco mais de dez pessoas (ex. Toromonas), etnias cujas estratégias de manter vivas suas culturas foi a fusão com outros grupos étnicos, como ocorreu na Amazônia boliviana (ex. Pacahuaras com Chacobos), ou ir obsequiando títulos de Terras Comunitárias de Origem (TCO) a etnias nômades que consideram como invadidos seus territórios sobre os quais não renunciam a seguir transitando (ex. Ayoeros), ainda que a invasão pela modernidade seja inexorável e irreversível.”

Não como “histeria racista”, mas pelo que nossas investigações sobre o tema apontam, deve-se assinalar que o problema das “nações” foi manipulado por Organizações Não Governamentais, tanto bolivianas quanto estrangeiras, com a intenção de satisfazer aos interesses de alguns espertalhões. Perguntamos se não lhe parece suspeita a entrega de muitas TCO em territórios privilegiados em recursos naturais estratégicos a pequenos grupos facilmente cooptados e manipulados por latifundiários, transnacionais e empresários privados. Se preocupou em saber o que fazem as transacionais dos hidrocarbonetos com os “guaranis, tapietes e weenhayek” no Chaco boliviano, a Cervejaria Boliviana Nacional com os aymaras de Huari, os empresários madeireiros com os Lecos de Apolo, no Norte de La Paz, a Mina San Cristóbal com os aymaras de Oruro. Quem sabe não tenha a mais remota idéia. Excetuando-se o caso da Mina San Cristóbal, já que o PC-MLM maneja o Ministério de Minas e debaixo de seus narizes observam como as transnacionais, os sindicateiros e pseudo-representantes indígenas traficam com o discurso da multiculturalidade.

Como se pode perceber, por trás do discurso da multiculturalidade pós-moderna, que Echazú enverniza com o pseudo-discurso leninista, se escondem interesses capitalistas na Bolívia. É que não basta fazer citações de maneira escolástica, a teoria de Lenin é magistral quando empregada para fazer a análise concreta da situação concreta e não quando ela é utilizada para repetir citações aleatoriamente fragmentadas, como bem o sabem fazer os testemunhas de Jeová quando pregam suas curiosas teorias sobre o Armagedom bíblico de porta em porta.

Por outro lado, nos referimos a esta situação quando falamos da “invasão da modernidade como inexoravelmente irreversível”, onde efetivamente estávamos falando do capitalismo como fator que independentemente de nossa vontade e luta gera mudanças na reterritorialização das nações. As move ou as faz desaparecer, isto não é nosso desejo, é o que sempre fez o capital, recordemos como pulverizou nações na França e na Itália.

Problemas das classes nas zonas rurais na Bolívia

É totalmente estranho que um partido que se autodenomina maoista desconheça de maneira tão dramática a problemática camponesa. Nos perguntamos: se não utilizam o maoismo para compreender a realidade rural camponesa na Bolívia, por que diabos se auto-reputam maoístas?

Em parte, esta situação explica duas questões:

Primeira, o motivo da proliferação do indianismo na Bolívia, assim como o enorme trabalho antimarxista dentro do campesinato da Bolívia, que permitiu que gente como Fausto Reynaga e seus seguidores esparramem sua podridão indianista e anticomunista por vastos setores do campesinato, principalmente aymara.

Segunda, que a falta de ligação do PC-MLM com o campesinato boliviano, sua jactância de ter participado neste engendro revisionista chamado Assembléia Popular da década de 1970 e certas posturas obreristas convertem este partido em mera carreta à reboque do trotskismo boliviano, inspirado nas formulações de Lora. Que para justificar sua filiação maoista criou uma exótica proposta de autodeterminação das nações na Bolívia, aplicando de maneira escolástica fragmentos aleatórios da obra de Lenin, sem o menor intento de estudar o processo histórico, político, econômico e cultural de cada uma destas nações que segundo sua proposta devem autodeterminar-se.

Echazú faz a seguinte citação de Mariategui (os destaques são dele)

“O termo ‘gamonalismo’ não designa uma categoria social e econômica: aos latifundiários ou grandes proprietários agrários. Designa todo um fenômeno (totalidade social N.n). O Gamonalismo não está representado somente pelos gamonais própriamente ditos. Compreende uma ampla hierarquia de funcionários intermediários, agentes parasitários, etc.” (José Carlos Mariategui. Obras. Tomo 2. Sete ensaios de interpretação da realidade peruana. Biblioteca Amauta. Pg 37)

Nessa mesma citação Mariátegui assinala que “o gamonalismo não está representado somente pelos gamonais”, hoje em dia já não existem os grandes latifundiários no Altiplano e Vales andinos da Bolívia, mas, como dissemos:

“Echazú desconhece a perenização, na realidade rural do Ocidente boliviano, de alguns medifúndios, como parte de terras consolidadas aos ex-patrões, que hoje se reciclaram como uma casta neo-patronal de ‘gamonaizinhos’, vinculados aos camponeses pobres ou ao semi-proletariado rural, através de relações de produção semifeudais, como a parceria (meia) ou a mink'a (jornada paga com alimentos, bebida ou dinheiro). Em outros casos, onde os patrões foram expulsos da área rural, camponeses que exerciam cargos de secretaria geral nos sindicatos se reciclaram como neo-patrões..

A isto é preciso agregar que as relações entre dirigentes sindicais e camponeses pobres e médios como produto do forte corporativismo sindical existentes no altiplano e vales, permitiu a subida ao poder de certos dirigentes sindicais aos níveis supracomunais (Centrais Agrárias, Federações e Confederações Camponesas de um lado ou o Conselho Nacional de Markas e Aillus do Qollasuyo). Estes dirigentes estão aferrados a seus cargos, utilizam as massas camponesas como carne de canhão para conquistar cotas de poder com o governo de Evo Morales ou com a oposição. Ou ainda cooptam as bases em um claro manejo clientelista que revela um forte enraizamento semi-feudal.

Finalmente, deve-se recordar que a reforma agrária de 1953 não varreu as diferenças econômicas e sociais camponesas. O campesinato boliviano não é uma massa classista uniforme. Existe uma forte diferenciação camponesa, nos termos que Lenin apresentou em seu Desenvolvimento do Capitalismo na Rússia, como também é analisada de maneira contundente pelo presidente Mao Tsetung em sua obra Como analisar as classes nas zonas rurais, onde há camponeses ricos, médios, pobres e semi-proletários. Na Bolívia existe suficiente informação e investigação a respeito, que detalha a existência desta diferenciação camponesa, e entretanto ela está ausente nas análises de Echazú sobre a realidade boliviana. Acaso Echazú crê que a revolução de 1952 barrou a semi-feudalidade da Bolívia e agora não existe Capitalismo Burocrático? Demos provas suficientes de sua existência e assim como já se dissemos em outros momentos, o governo de Evo Morales e seus aliados (entre eles Echazú) estão contribuindo para o aprofundamento do Capitalismo burocrático na Bolívia.

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PARA PONER PUNTO FINAL A UNA POLEMICA INUTIL


Como el infeliz Enríquez no ha entendido a Lenin, tiene que recurrir al filósofo de Koenigsberg.

I. Las ignorancias de Enriquez.

Comenzamos por lo más importante. El problema de la “Autodeterminación de las naciones”. Unicamente un ignorante supino puede negar que V. I. Lenin fue el creador de una nueva concepción marxista del problema nacional y colonial, siendo seguido por el camarada Stalin, autor éste de los mejores trabajos sobre esa problemática. Superando aquella concepción de origen hegeliano que dividía a las naciones en “históricas” y “sin historia”, Lenin propuso la división de las mismas en naciones opresoras por un lado y naciones oprimidas por el otro. Superando ampliamente el eurocentrismo racista y cosmopolita, incorporó a la máxima marxista de: “Proletarios del mundo, uníos”, la nueva de: “Proletarios y naciones oprimidas del mundo, uníos”.

Como un corolario a estas proposiciones de Lenin, surge su tesis fundamental del derecho inalienable de las naciones a su “Autodeterminación”. El filósofo kantiano tiene la ocurrencia de negar la contradicción nacionalitaria como si ésta no fuera una de las formas de la lucha de clases no solamente en el campo, sino en toda la formación social.

Empero lo que es realmente un colmo de la estupidez es aquello de “ir por el mundo reconociendo naciones de poco más de diez personas… e ir obsequiando títulos de tierras comunitarias…considerando que la invasión de la modernidad (capitalista) es inexorablemente irreversible. (¿?) Qué significa este exabrupto? ¿Significa pues que esas etnias que se oponen a la modernidad capitalista simplemente deben ser eliminadas? He ahí el contenido miserable de los “argumentos” de estos racistas que tienen la desvergüenza de proclamarse revolucionarios. ¿Quién es el que “obsequia” tierras a las “etnias”? ¿Qué idiotez es esta? Esas tierras han sido el habitat milenario de culturas y naciones en los Andes, la Amazonía y el Chaco boliviano y no va a ser un señor o señores latifundistas los que “obsequien” esas tierras a los pueblos originarios.

Veamos que dice, realmente Lenin.

  1. En el proyecto de programa del Partido reivindicamos la república gobernada conforme a una constitución democrática que asegure, entre otras cosas, el “reconocimiento del derecho de autodeterminación para todas las naciones que integran el Estado”… (Lenin. Obras completas. Tomo 7. pág. 248)

  1. El parágrafo de nuestro programa (sobre la autodeterminación de las naciones) sólo puede ser interpretado en el sentido de la autodeterminación política, es decir, del derecho a la separación y a la formación de un Estado independiente…” (Lenin. Obras completas. Tomo 23. Pág. 332.)

  2. El parágrafo 9 del Programa de los marxistas de Rusia, que trata del derecho de las naciones a la autodeterminación, ha provocado estos últimos tiempos (como ya hemos indicado en Prosveschenie), toda una campaña de los oportunistas…”. (Lenin. Obras completas. Pág. 273).

  3. El manifiesto de Zimmerwald, como la mayoría de los programas o de las resoluciones tácticas de los partidos socialdemócratas, proclama el “derecho de las naciones a la autodeterminación”. Parabellum, en los números 252-253 de Berner Tagwacht, considera ilusoria, “la lucha por un inexistente derecho a la autodeterminación y contrapone a esta lucha “la lucha revolucionaria de masas del proletariado contra el capitalismo”, asegurando además que “estamos contra las anexiones” (esta afirmación es repetida cinco veces en el artículo de Parabellum) y contra toda violencia respecto de las naciones”. (Lenin. Obras completas. Tomo 27. Pág. 62)

  4. Hemos afirmado que constituiría una traición al socialismo renunciar a llevar a la práctica la autodeterminación de las naciones (incluso. n-n.) en el socialismo”. (Lenin. Obras completas. Tomo. 30. Pág. 18.

En fin, podríamos seguir citando a Lenin, no hace falta. ¡Responde Enriquez!

Siguen las ignorancias de Enriquez.

Las disquisiciones de café sobre Mariátegui, las reformas agrarias en Bolivia, los problemas del pre-capitalismo en el campo y las ciudades de Bolivia, son problemas que se pueden discutir con aliados en nuestras luchas actuales.

Empero, Mariátegui concretamente, dice:

El término “gamonalismo” no designa sólo una categoría social y económica: la de los latifundistas o grandes propietarios agrarios. Designa todo un fenómeno (totalidad social. N.n.). El gamonalismo no está representado sólo por los gamonales propiamente dichos. Comprende una larga jerarquía de funcionarios, intermediarios, agentes parásitos, etc……Esa (aquella) liquidación del gamonalismo, o de la feudalidad, podía hacer sido realizada…etc”. (José Carlos Mariátegui. Obras. Tomo 2. “Siete ensayos de interpretación de la realidad peruana”. Biblioteca Amauta. Pág. 37)

Como vemos, Enriquez no entiende lo que lee. Punto.


  1. Las contradicciones lógicas y “kantianas” de Enriquez.

Cuando referimos los acontecimientos infames de la asonada fascista del 24 de mayo en Sucre contra campesinos que se retiraban pacíficamente de una concentración, resulta que el filósofo en decadencia interpreta esas agresiones como consecuencia de una incapacidad organizativa del Gobierno, lo cual puede ser cierto, empero lo principal es que ahora para mister Enriquez ya no se trata de la “población sucrense derrotando al Gobierno”, sino de “bandoleros y mercenarios, verdaderos ejércitos paramilitares de las oligarquías de los departamentos que conforman la Media Luna….etc”,

¡Albricias!, por fin nuestro filósofo destartalado ha reconocido la existencia de fascistas y bandidos reaccionarios que agreden a los campesinos que en una exigua minoría se había retrasado en su retirada de la ciudad, cuando el grueso de campesinos que se calculaba en unos 4 000 ya se había desmovilizado hacia sus provincias y cantones. Otra hubiera sido la situación si los campesinos hubieran tenido la oportunidad de enfrentar la agresión con todas las fuerzas que se movilizaron. Sepa el infeliz crítico que nuestra juventud maoísta fue parte importante de la resistencia que finalmente fue efectivamente “derrotada” por su número exiguo en esos acontecimientos. No existe ningún lamento por las agresiones brutales, son parte de la lucha y también debe saber que aquellos sujetos infiltrados en nuestro partido y que formaron parte de los “ejércitos paramilitares de las oligarquías” estaban comandando a los forajidos agresores de campesinos.


    1. Siguen las contradicciones de Enriquez.

También ha descubierto, al fin, y última hora que su “héroe” el paramilitar Solares no había sido el representante del “proletariado revolucionario enfrentado “valientemente” el gobierno burgués y gamonal”, sino un vulgar represor y torturador de las dictaduras.


    1. Las falsificaciones de Enriquez.

Sin embargo, algo que no hemos podido entender es aquello de que: “pese a lo que dicen las NN UU, que santificaron tantas intervenciones imperialistas, más aún así merecen la veneración de Echazú” ¡Qué dislate mayúsculo! ¿A cuáles intervenciones imperialistas avaladas por las NN UU hemos venerado nosotros? Pero qué es lo que le pasa a este sujeto descompuesto. Una infamia del tamaño del mundo no la podemos aceptar y por eso cerramos definitivamente este diálogo sucio.

¡Con los enemigos no hace falta discutir nada! Por instrucciones concretas del C.C., damos pues por terminada definitivamente esta polémica inútil con adversarios fundamentales tomando debida nota de todos sus mayúsculas aberraciones para cuando lleguen en Bolivia las definiciones.

Jorge Echazu Alvarado.

Primer Secretario del C.C.

Del PC (mlm)

Bolivia.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Novo Despejo de Camponeses Pobres em Rondônia

Camponeses de União Bandeirantes são novamente despejados, em verdadeira operação e guerra

Cerca de 15 viaturas estiveram envolvidas na operação e atualmente a Polícia protege mais olLatifúndio de Luíz da DIPAR do que o próprio distrito de União Bandeirantes

No início de julho, novamente a polícia despejou os camponeses acampados no acampamento Nova Conquista, na região do município de União Bandeirantes.

Desta vez a operação de despejo mais pareceu uma operação de guerra, com a mobilização de cerca de 15 viaturas para a região, além de uma ambulância e um ônibus lotado de policiais.

A truculência, como sempre, foi a marca da operação. Quando os camponeses souberam do despejo, trataram logo de se esconder no mato para não sofrerem a violência dos policiais. Mas nem isso foi suficiente para deter a sanha destes indivíduos de destruir o acampamento dos camponeses. Os barracos foram todos queimados e, para que não houvesse vestígios da operação, os restos foram recolhidos no outro dia. O que sobrou foi recolhido para Porto Velho, a 160 km da região, o que torna praticamente impossível aos camponeses a recuperação de seus pertences.

Até mesmo os próprios alimentos dos camponeses foram recolhidos durante a invasão do acampamento. Durante a operação da polícia, os camponeses tiveram de assistir, de longe, a cena de um policial, com toda a pompa do mundo, atirar no pescoço de um galo que os camponeses tiveram todo um trabalho para criar, como se estivesse participando uma partida de tiro ao alvo. Depois de matarem o galo, o jogaram no fogo que atearam nos barracos dos camponeses, de onde voltou totalmente carbonizado.

Os camponeses calculam um prejuízo que gira em torno dos 1500 reais só em mercadorias. Dentre os utensílios que os policiais levaram, encontram-se panelas, alimentos, bicicletas, roupas, colchões e até mesmo os cães que os camponeses criavam. Enfim, tudo o que sobrou da operação de guerra movida pela polícia foi recolhido.

Atualmente, cerca de três semanas após a operação, os policiais fazem rondas constantes na fazendo DIPAR, demonstrando que estão mais preocupados com o latifundiário da região do que com o próprio distrito de União Bandeirantes.

Isso demonstra bem a essência das instituições deste velho Estado que serve apenas para dar proteção aos latifundiários e seus capangas e reprimir o povo pobre que se coloca em luta pela terra.

Abaixoa repressão aos camponeses de União Bandeirantes!

Terra a quem nela trabalha!

Viva a Revolução Agrária!

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Famílias de Santa Elina são brutalmente despejadas pela PM

Corumbiara, 22 de julho
Na manhã de hoje (22), 70 policiais militares dos municípios de Vilhena, Colorado, Cerejeiras, Pimenteiras, Corumbiara, Chupinguaia e Cabixi, em uma verdadeira operação de guerra, despejaram-nos, as 100 famílias que desde o dia 11 de maio haviam tomado a fazenda Santa Elina, local este, palco do chamado ‘MASSACRE DE CORUMBIARA”, ocorrido no dia 09 de agosto de 1995. Os policiais após o despejo queimaram todos nossos barracos com os pertences dentro.
No dia 20 deste mês 10 agentes do IBAMA e da policia federal desceram de helicóptero perto do acampamento e disseram-nos que podíamos ficar sossegados, que não haveria despejo algum. Não acreditamos, pois desconfiamos que podia apenas ser um levantamento para a futura expulsão, conforme aconteceu.
A maior parte de nós acampados é sobrevivente do massacre e desde que ocupamos a Santa Elina inúmeras tentativas de nos enrolar e desmobilizar nosso acampamento têm sido feitas, principalmente pelo INCRA e o senhor Gercino, da Ouvidoria Agrária Nacional. Primeiro nos disseram que iam vistoriar a Santa Elina, depois disseram que iam suspender a liminar de reintegração de posse, depois que teríamos que sair da área para poder cortá-la. Ora, já dissemos várias vezes que cansamos de esperar!
São 13 anos de promessas não cumpridas, em especial a de Lula de que se fosse eleito, cortaria a Santa Elina e indenizaria as vítimas do massacre. Não vamos esperar pelo INCRA, vamos retomar a Santa Elina novamente, e não será com ameaças de um novo massacre que vamos desistir dela.
A SANTA ELINA É NOSSA!
O POVO QUER TERRA, NÃO REPRESSÃO!
COMITÊ DE DEFESA DAS VÍTIMAS DE SANTA ELINA

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Petroleiros mantidos em cárcere privado

Líderes petroleiros do Amazonas denunciaram ao Ministério Público do Trabalho que a Petrobras está “mantendo em cárcere privado” diversos trabalhadores da Remam (Refinaria de Manaus) devido ao alastramento da greve da Refinaria Duque de Caxias, do Rio de Janeiro, para todo o país.

Os trabalhadores, que assumiram o turno da Reman às 15h ddo dia 16 de julho foram retidos pela Petrobras em uma sala da unidade, com colchonetes, para permanecerem no local até o final da paralisação.

Os petroleiros sustentam que a equipe de contingência que a Petrobras colocou para operar a refinaria e minimizar os efeitos da paralisação nacional – em apoio ao Sindipetro do Norte Fluminense e pela melhora na proposta da Petrobras em relação ao pagamento da segunda parcela da participação nos lucros e resultados da companhia – é composta por gerentes, coordenadores e supervisores, “que não têm condições de manter a segurança operacional da unidade - colocando em risco a comunidade, o meio ambiente e os próprios trabalhadores.Além disso, a equipe tem um efetivo reduzidíssimo, o que aumenta ainda mais o risco de acidentes.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Títulos de nobreza não se perdem jamais!

Um “suspeito” é preso julgado e condenado por roubo. Como devemos chama-lo? Ladão? Bandido? Isso depende muito. Se tiver nascido em berço de ouro podemos chamá-lo de ex-banqueiro, como o que acaba de aportar por aqui. Pelo menos é assim que os jornalões do monopólio tem tratado Salvatore Cacciola, que possivelmente tratarão Daniel Dantas, se este for condenado já que títulos de nobreza, mesmo que comprados são eternos. O mesmo acontece com Lalau, tratado como ex-juiz Nicolau dos Santos Neves. Aos pobres que são assassinados pela polícia restam as alcunhas de bandidos, traficantes, ladrões, etc. Ou mesmo quando é preso, julgado e condenado, como é o caso de Fernandinho Beira Mar, fica conhecido como megatraficante. Quem mandou nascer pobre?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

E agora? Despreparo de quem?

Uma quadrilha é pega com a boca na botija, roubou milhões de dólares. Cadeia pra eles!

Calma, calma é gente importante, tem até advogado. Aliás, diga-se de passagem que belo advogado, se levantou aos brados contra a deduragem premiada. Quanta ética, afinal dedurar rico merece é punição. Se ao menos fossem bandidos pobres, ou algum bando de camponeses pobres tomando terra de latifundiários, vá lá, afinal cadeia é lugar de pobre mesmo. Mas não, são gente importante, um foi até prefeito!

Enquanto isso a comédia continua, a polícia “prende” a justiça solta. Só falta algum ministro reclamar do despreparo, devem estar reunidos para decidir, despreparo de quem.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Da. verborragia fascista à lamentação hipócrita.

Com o sangue ainda quente no Morro da Mineira nova atrocidade, agora cometida pela Polícia Militar. Da mesma forma, os jornais que defendiam a atuação do Exército na segurança pública e faziam contagem regressiva para o BOPE invadir favelas, depois que os crimes ocorrem, posam de chocados com a barbárie.

Assim foi no Morro da Mineira, e assim é agora no caso do assassinato do menino João Roberto. De nada adiantam a aparente indignação de Tarso Genro e Sérgio Cabral, e o alarde da imprensa, clamando mais uma vez o despreparo.

Tanto a Polícia quanto o Exército estão preparados para a função de reprimir o povo e o tem feito de forma sistemática. Para o hipócrita, o problema não é cometer o crime, mas ser pego com a boca na botija.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Camponês arbritáriamente preso em Pernambuco


Liberdade imediata para o Companheiro Fábio Paraíso da Luz



Companheiros e companheiras, democratas de todo o Brasil,

No dia 3 de julho, quinta-feira, o camponês Fábio Paraíso da Luz foi preso no município de Lagoa dos Gatos (Pernambuco). O companheiro foi vítima de uma armação policial, cujo objetivo era prender o dirigente da LCP (Nordeste) José Ricardo de Oliveira Rodrigues.

Fábio e Ricardo estavam almoçando num estabelecimento comercial em Riachão de Dentro, zona rural de Lagoa dos Gatos, quando 3 políciais militares desceram da viatura, que vinha em alta velocidade, com arma em punho gritando para Ricardo levantar as mãos. Os PMs revistaram Ricardo e deram busca em toda a casa. Fábio estava no interior da casa foi revistado pelos policiais, que também nada encontraram. Então, os policiais apareceram com um revólver dizendo que este pertencia a Ricardo. Para que o companheiro Ricardo não fosse preso Fábio afirmou que aquela arma era sua.
Claramente, o intuito dos policiais era prender Ricardo. Depois que a farsa da arma não deu certo os policiais ameaçaram prender o companheiro porque ele não tinha habilitação. É verdade que a moto da esposa de Ricardo estava estacionada em frente ao restaurante, mas estava desligada e, obviamente, ninguém a dirigia. Como prender alguém por não ter habilitação se este não estava conduzindo nenhum veículo no momento?
Como é de conhecimento de todos, José Ricardo é uma importante liderança camponesa do nordeste. Por sua conduta combativa e honesta foi perseguido inúmeras vezes pelo latifúndio, pelos órgãos do governo e pelo oportunismo. Há três meses Ricardo foi solto após ficar 3 anos preso injustamente. Sua libertação foi resultado de intensa campanha feita em todo o Brasil por sua liberdade e representou um duro golpe para o latifúndio semi-feudal do estado. Pouco depois de sua liberdade uma nova armação é feita contra o companheiro para retirá-lo de perto dos camponeses pobres. Mas o bote do latifúndio falhou contra Ricardo, porém como forma de pressão e de ataque ao povo levaram o companheiro Fábio detido.
Toda esta perseguição em Lago dos Gatos tem uma causa. Como era de conhecimento de todos no município os camponeses do Acampamento Riachão, área coordenada pela LCP, decidiram cortar por conta o latifúndio. Um dia antes da prisão de Fábio o teodolito e outros equipamentos necessários para corte haviam chegado, causando grande entusiasmo nos camponeses e despertando o ódio da "senhora" Célia, concubina de Cordeirinho, o cruel latifundiário ex-proprietário do Riachão.
Mas todas as ameaças e chantagens não impedirão o povo de avançar no caminho da revolução agrária. O corte vai acontecer custe o que custar. E conquistaremos também a liberdade do companheiro Fábio. No próximo dia 9 de julho, quarta-feira, uma grande passeata será realizada no centro de Lagoa dos Gatos exigindo a liberdade do companheiro. O objetivo é que a juíza municipal receba uma comissão de camponeses. Um dia antes, na terça, entraremos com o pedido de liberdade provisória. Solicitamos a todos companheiros que liguem e mandem faxes exigindo a liberdade do companheiro. Que estas mensagens sejam enviadas, de preferência, antes de quarta-feira para aumentar a pressão em cima das autoridades.
O tel/fax do fórum de Lagoa dos Gatos é: (81) 3692-1105. O nome da juíza é Dra. Jacira Jardim de Souza Menezes.
O companheiro Fábio é um jovem camponês, casado e com filhos. Desde muito participa da luta pela terra no estado tendo atuado nos município de Jaqueira, Lagoa dos Gatos e Quipapá. Fábio participou ativamente da organização e realização do 1ºEncontro Regional da Liga dos Camponeses Pobres (Nordeste), realizado nos 13 e 14 de junho, no Acampamento Riachão. Obs: a foto em anexo é do companheiro Fábio.

Saudações democráticas e combativas a todos!

Reprodução da nota da Liga dos Camponeses Pobres

terça-feira, 1 de julho de 2008

O neokantismo dos aliados do “proceso de cambio” na Bolívia

Wilson Enríquez

Nota da Redação: Na edição 43 de AND, publicamos o artigo Do "processo de mudança" ao impulsionamento da semifeudalidade, de autoria do mesmo Wilson Enriquez. Ocorre que no último período recebemos um texto do Sr. Jorge Echazu Alvarado – O debate. O proceso boliviano e seus críticos – no qual ele pretende criticar o artigo anterior, o que é rechaçado no presente texto. Para que se compreenda melhor o conteúdo da crítica do Sr. Echazu, seu texto pode ser encontrado abaixo.


O polemista Echazú inicia suas elucubrações de gabinete – do qual jamais saiu – esgrimindo uma espécie de neokantismo ao clamar e queixar-se por uma inexistente neutralidade valorativa em um meio de comunicação, quando o certo é que a imprensa revolucionária pode assumir políticamente a decisão de publicar os disparates revisionistas sempre e quando perseguir o claro objetivo e aplastá-los e contribuir para varrê-los da face da terra cabalmente, assim como também não fazer eco a vociferações reacionárias ou simplesmente não dar tribuna a cadáveres políticos e carros de reboque do reformismo e do revisionismo.

Se dá ênfase a esta aparentemente anódina situação, mas não é a única alusão kantiana do mencionado polemista que, pelo visto, elabora seus argumentos à luz da “Crítica da razão prática”, de autoria do famoso Königsberg, como ilustra o seguinte parágrafo:

“As hordas enlouquecidas de valentões fascistas atacaram brutalmente os camponeses que já se retiravam ante a notícia da suspensão do ato programado. As esquadras fascistas capturaram um grupo grande de camponeses, anciãos, mulheres e crianças e os conduziram em meio a uma chuva de golpes, murros, pauladas e insultos até a Praça 25 de Mato (sic) e a porta da Casa da Liberdade. Paradoxalmente, a frente dessa casa histórica seria o cenário do ato fascista, racista e inumano mais infame da história nacional, cometido contra ese humildes camponeses, obrigados a andar de joelhos, desnudos e permanentemente golpeados (1).”

Donde o autor reclama “humanidade”, ao invés de reconhecer uma clara derrota política dos aliados do MAS. Verdade seja dita, os adeptos ou simpatizantes do partido do governo se reuniram no lugar onde foram espancados não por mera casualidade ou curiosidade, mas para manifestar abertamente sua posição de apoio a Evo Morales, no contexto de um crescente clima de beligerância.

Então, ali onde se asume uma posição política numa situação complexa, deve-se igualmente estar preparado para asumir os custos políticos. As massas camponesas e indígenas da Bolívia, em múltiplas oportunidades, têm dado valiosos exemplos de luta, audácia e sobretudo de perspicácia política. Mas, este segmento do campesinato afim ao MAS só demonstrou a debilidade ideológica deste partido, assim como dos outros partidos que o acompanham no demagogicamente denominado “proceso de mudança”, pois mostraram incapacidade organizativa para planejar uma retirada, conjurar ou neutralizar o ataque dos mercenários da oligarquia sucrense.

Utilizar como carne de canhão a um grupo de camponeses para logo depois apelar para um tom lastimoso de talante humanista, que permita reverter a derrota política em um “triunfo moral”, através de espalhafatos midiáticos e o apoio das ONGs ligadas ao ativismo pelos direitos humanos só demonstra a instrumentalização da masa camponesa e indígena, a qual é anulada em seu papel fundamental de protagonistas, de sujeitos da emancipação, e miseravelmente lhe relega ao papel de tontos úteis do gamonal-sindicalismo.

Algo que deve ficar claro, é que aquí não se nega o caráter fascista dessa corja de bandoleiros e mercenários, verdadeiros exércitos paramilitares das oligarquias dos departamentos que conforman a chamada “Meia Lua” (Santa Cruz, Beni, Pando, Cochabamba, Sucre, Tarija); tão pouco a utilizacão de discursos racistas com os quais se enverniza a luta de classes na Bolivia, retroagindo ao discurso do “sangue puro” espanhol que serviu de pretexto ideológico à invasão da Hispanoamérica. Considerando os séculos de invasão árabe que os espanhóis experimentaram previamente, é uma prova palpável do nível discursivo do tal “sangue puro”, que não suportaria uma explicação científica desde o campo da biología, onde o conceito de raça é uma abstracção sem fundamento prático.

E quanto ao gamonal-sindicalismo, toscamente pretende-se confundir esta categoria com a de sindicalismo gamonal. Porém, quando nos referimos ao gamonal-sindicalismo, estamos falando do gamonalismo ## que é sustentado pelo sindicalismo corrupto exercido pela cúpula sindical que manipula e maneja os cordões do campesinato na Bolivia.

Segundo Mariátegui, o gamonalismo não alude específicamente a uma categoría socio-económica representada pelos gamonais, os mesmos que efectivamente deixaram de existir no ocidente boliviano com a reforma agraria de 1953; acrescentamos que o gamonalismo é uma categoría política fecha a trama hierárquica mediante a qual se mantém sobrevientes as relações sociais de produção exploradoras no ocidente boliviano nos marcos de uma evolução da semifeudalidade. Confundir gamonalismo com latifundismo é obra de Echazú, não nossa.

Echazú desconhece a perenização, na realidade rural do Ocidente boliviano, de alguns medifúndios, como parte de terras consolidadas aos ex-patrões, que hoje se reciclaram como uma casta neo-patronal de “gamonaizinhos”, vinculados aos camponeses pobres ou ao o semi-proletariado rural, através de relações de produção semifeudais, como a parceria (meia) ou a mink’a (jornada paga com alimentos, bebida ou dinheiro). Em outros casos, onde os patrões foram expulsos da área rural, camponeses que exerciam cargos de secretaria geral nos sindicatos se neciclaram como neo-patrões.

Deve-se reconhecer que as comunidades camponesas do Ocidente boliviano desenvolveram dinâmicas históricas, sociais, econômicas e políticas variadas e heterogêneas, considerando o fato de atualmete não exixtir uma só dessas comunidades camponesas onde não seja possível estabelecer uma diferenciação ente os camponeses – se existe, que o polemista dê o nome e as coordenadas.

Pois bem, esta diferenciação entre os camponeses está balizada por situações como as exemplificadas nos parágrafos anteriores, pela forma como as comunidades se vinculam com o mercado e através da agricultura, mineração, processos de venda de força de trabalho sazonal em cidades, processos de migração do campo à cidade, ou ao exterior do país, entre as múltiplas variantes.

Esta situação tampouco é alheia a muitas comunidades de ayllus onde a dotação de terras aos comunários nem sempre é igualitária. As relações entre comunários locais e os residentes em cidades ou no exterior não são necessariamente de reciprocidade ou harmônicas, como pretendem apresentar alguns ideólogos do MAS, repetindo a ladainha da antropologia do Norte e dos membros da renovada religião andina.

Em outras circunstâncias, algumas comunidades de ayllus do Ocidente boliviano vivem sob o jugo dos “vizinhos do povo”, estes últimos só se dedicam a dirigir o processo de produção agrícola em suas terras, mantendo relações de exploração com comunários de aylllus.

De tal modo que a veleidade multiculturalista do pós-modernismo – aparentemente consumido com avidez por Echazu e disfarçada quando ele se esconde em uma leitura revisionista de Lenin ao plantear uma “autodeterminação das nações” – não deve fazer perder de vista a existência de luta da classes nas zonas rurais do ocidente boliviano como subrepticiamente desliza o mencionado polemista.

Desta tribuna queremos ser enfáticos em reiterar a necessidade de considerar o campesinato e os povos indígenas da Bolívia como sujeitos protagônicos da emancipação do capitalismo burocrático, sistema que o MAS e seus aliados se encarregan de aprofundar.

O outro é ir pelo mundo reconhecendo nações de pouco mais de dez pessoas (ex. Toromonas), etnias cujas estratégias de manter viva suas culturas tem sido a fusão com outros grupos étnicos, como já ocorreu na Amazônia boliviana (ex. Pachauaras com Chacobos); ou ir obsequiando títulos de Terras Comunitárias de Origem (TCO) a etnias itinerantes que consideram como invadidos seus territórios sobre os quais não renunciam a seguir transitando (ex. Ayerosos), considerando que a invasão pela modernidade é inexoravelmente irreverssível. Ou por outro lado, inscrever uma TCO que posteriormente será manipulada pela oligarquia fascista crucenha, como é o caso da TCO Guarayos, completamente manipulada pelo atual Presidente do Comitê Cívico Pro Santa Cruz: Banco Marinkovic. Pese o que diz a ONU, que santificou tantas intervenções imperialistas, mas ainda assim merece a veneração de Echazú.

De volta ao sindicalismo corrupto na Bolívia, não só nos referíamos ao de Jaime Solares, sobre quem coincidimos com Echazú em sua tipificação. Só que em sua miopia intelectual, o polemista não é capaz de atinar que em nosso juízo, os heróis e heroínas de outubro de 2003 são gente anônima do povo e não figurões como está acustumada a identificar a historiografia positivista.

Também nos referíamos às “maletinhas” com dinheiro dos governos de turno que circularam e circulam nos Congressos da COB e dos que o mencionado senhor deve ter conhecimento. Mas à margem desses fatos, fundamentalmente a necessidade de independência sindical atavés da auto-sustentação, como assinalava Mariátegui em Ideologia e Política, mas ao que parece, para o polemista isso é um assunto irrelevante.

Finalmente, se para Echazú a Assembéia Popular de 1971 é um paradigma revolucionário, em clara repetição do receituário do trotskismo boliviano sobre o chamado “Poder Dual”, com o qual o “PC-MLM” compartilhou assentos na referida Assembléia, o problema é dele. Nós reafirmamos que tal Assembléia se tratou de um conciliábulo de charlatães com pompas revolucionárias entre quatro paredes, que não aportou uma linha aos revolucionários bolivianos e do mundo no caminho democrático da transformação de nossas sociedades.

Então que o senhor Echazú avalie e tome posição sobre a experiência da Assembéia Popular de 1971 e deixe de fazer ginástica elusiva e demagógica falando de outro fato como a resistência antifascista de Laikakota, da qual nem fizemos menção, pois a Assembléia Popular não se organizou precisamente para resistir ao golpe de Estado ou para realizar “os outros atos revolucionários” que efetivamente desconhecemos.


EL DEBATE. EL PROCESO BOLIVIANO Y SUS CRÍTICOS


Como previmos en una anterior respuesta a los artículos de “A Nova Democracia”, consideramos muy conveniente la continuación de un debate que nos permite poner nuestros puntos de vista sobre el proceso de cambio boliviano, frente a las críticas que surgen de todos los costados, incluyendo aquellos que se dicen revolucionarios pero que en realidad lo único que hacen es repetir como papagayos toda la propaganda de la derecha reaccionaria y el trotskismo provocador.

La siguiente es nuestra respuesta al artículo aparecido en “A Nova Democracia” en junio de 2008. Año 6 No. 43, que nos ha sido enviado directamente a nuestra dirección, con el título de “Do +processo de mudanza+ ao impulsionamento da semifeudalidade”. Hacemos conocer, por otra parte, que “A Nova Democracia” se nos envía directamente para nuestro conocimiento y por lo tanto no se trata de una respuesta comedida de nuestra parte.

Como estamos seguros que “A Nova Democracia” no publicará nunca nuestras respuestas, en imitación de la política de la gran prensa reaccionaria que silencia las respuestas a sus ofensivas mediáticas contrarrevolucionarias, no nos queda otro recurso que mandar esta respuesta por vía Internet.

PUNTO 1. LAS AUTONOMÍAS.

Efectivamente, el señor Wilson Enríquez toca uno de los problemas más álgidos y controvertidos de la coyuntura política boliviana. Empero su análisis está tan alejado del materialismo histórico que demuestra la inermidad ideológica de los críticos del proceso boliviano, precisamente por su total desconocimiento de la realidad nacional.

El Estado nacional boliviano no pudo en el transcurso de casi dos centurias, constituirse plenamente como tal. Ya en el siglo XXI, surgen las oligarquías que provienen de la inmigración fascista europea que hacen su nido en Santa Cruz, reciben de parte de los gobiernos del MNR, de las dictaduras militares y del neoliberalismo, extensas tierras gratuitamente y enormes créditos para la implantación de la actual agroindustria cruceña. Echadas en 2003-2005 de una buena parte del aparato del Estado, estas oligarquías encuentran en el regionalismo provinciano su arma eficaz para oponerse al proceso de cambio gestado en El Alto por parte de las masas populares más explotadas y por las naciones oprimidas de la Formación Social Boliviana.

Enterrados como estaban los viejos partidos tradicionales, la oligarquía asentada en Santa Cruz se atrinchera en el oriente y levanta la bandera “autonomista departamental” en clara oposición al gobierno central. El regionalismo, el racismo, el anti-comunismo y otras expresiones reaccionarias, constituyen las armas preferidas de la oligarquía cruceña que finalmente logra articular, además, la capitalidad de la ciudad de Sucre como otro argumento contra el proceso y el gobierno.

La Agenda de octubre que había sido concebida por la mayor insurgencia popular y revolucionaria de la historia de Bolivia, no podía menos que provocar la reacción furiosa de la derecha que inmediatamente comenzó a rearticularse ya no en base a partidos políticos sino a regionalismos departamentales donde tenía y tiene apoyo masivo. La lucha de clases en Bolivia, no es como quisiera nuestro buen amigo Wilson, la misma es muy complicada y no merece ser tratada de la forma ridícula como lo hace este sabiondo señor.

Como el mismo lo explicita, en Bolivia NO SE HA PRODUCIDO NINGUNA REVOLUCION, EL GOBIERNO NO TIENE EL PODER POLITICO SUFICIENTE PARA NACIONALIZARLO TODO, PARA EXPROPIAR Y EXPULSAR A LAS TRANSNACIONALES Y MUCHO MENOS PARA DECLARAR LA GUERRA AL IMPERIALISMO YANQUI, como parece desear nuestro crítico. ESTO DEBE SER COMPRENDIDO MINIMAMENTE POR LOS GRATUITOS CRÍTICOS.

El proceso de cambio, popular, democrático, progresista que tiene una base revolucionaria porque es el resultado de una lucha abnegada de medio siglo contra la impostura movimientista, las dictaduras militares fascistas y el neoliberalismo genocida y vende patria, es también nuestro como patrimonio de los pueblos, las clases, las naciones y los patriotas bolivianos por que fueron todos ellos los que lo conquistaron y en consecuencia, no pueden menos que sostenerlo, apoyarlo, profundizarlo y radicalizarlo, hasta alcanzar las metas estratégicas de la construcción socialista. Meta ésta que no aparece, efectivamente, en el programa del MAS, pero que está profundamente enraizada en el corazón de todos los bolivianos revolucionarios. Debemos pues luchar en las condiciones concretas que se dan en la realidad objetiva y no en los deseos de unos cuantos iluminados.

La derecha fascista logró amplio apoyo en sus departamentos para la idea autonomista que, en realidad, tiene como objetivo la separación de Bolivia de la llamada Media Luna. Se debe concluir que la idea de una descentralización administrativa es una necesidad de algunas regiones muy apartadas del territorio cuyos habitantes deben ir hasta la ciudad de La Paz para lograr determinaciones menudas de carácter local. Efectivamente, desde el punto de vista revolucionario, lo que corresponde es el fortalecimiento del estado nacional para el desarrollo socio-económico del país. Sin embargo, la unidad de Bolivia no puede hacerse realidad sino con el reconocimiento de la existencia de comunidades indígenas que son mayoría poblacional.

Es cierto que la derecha logró imponer con fuerza social el criterio de las autonomías departamentales y que una fracción del propio ejecutivo llegó a una conciliación. Sin embargo el carácter mismo de esas autonomías jamás fue aceptado por las competencias y atribuciones desmesuradas y separatistas que contenían sus documentos.

PUNTO 2. EL GOBIERNO GAMONAL-SINDICALISTA.

No podemos comprender cómo se puede levantar un cargo tan insólito como el de gobierno “gamonal-sindicalista” para el actual gobierno del MAS. El gamonalismo es equivalente al de terratenientismo o latifundismo y finalmente semi-feudalidad o feudalidad plena. No conocemos en absoluto alguna autoridad del gobierno, de los movimientos sociales que posean grandes extensiones de tierras en el occidente, donde no existen grandes latifundios pues la Reforma Agraria de 1953 extinguió la casi totalidad de los viejos latifundios derivados de la Colonia y la república temprana del siglo XIX.

Por lo mismo resulta sumamente ridículo sostener la idea de una oligarquía gamonal-sindical porque hasta conceptualmente resulta anacrónica.

PUNTO 3. LAS AUTONOMÍAS INDÍGENAS.

El marxismo-leninismo reconoce desde comienzos del siglo XIX, el derecho que tienen las naciones oprimidas a su autodeterminación que puede incluso llevarlas a la independencia nacional. Es importante estudiar el gran aporte leniniano-staliniano sobre el problema nacional y colonial en los casos austro-húngaro y ruso.

El Estado nacional no tiene futuro y enfrenta una disyuntiva: o se transforma en un Estado Multinacional democrático o se diluye en una balcanización a la que propenden las oligarquías de la llamada “Nación Camba”. Empero, ¿quién o quiénes son los que están trabajando todos los días para desmembrar Bolivia? Para “Enríquez” es el gobierno con sus propuestas de treinta y tantas naciones y nacionalidades indígenas con autonomía e incluso con autodeterminación.

Para dilucidar este problema, es bueno que “Enríquez” estudie a Lenin y a Stalín, en sus trabajos sobre el Estado multinacional soviético y el derecho inalienable de las naciones a su autodeterminación. En el caso boliviano, el viejo Estado nacional no se percataba de la existencia de esas naciones y nacionalidades oprimidas que estaban fuera de toda consideración. Los indígenas y pongos bolivianos eran bestias de carga, podían ser vendidos junto con la tierra a nuevos amos que compraban latifundios, eran sometidos a vejámenes idénticos a los del 24 de mayo de 2008 en Sucre (ver fotografías), se los podía matar sin que nadie reclame por ellos.

En la nueva Constitución Política, las naciones originarias sean mayoritarias como la quechua o la aymará o menores como la guaraní, la guaraya o la moxeña, tienen derecho a la autonomía plena y ese derecho no es “robinsoniana”, sino una atribución legítima reconocida hasta por las NN UU, la misma que reivindicamos los marxistas y maoístas, mientras los trotskistas, como Enríquez, abominan al campesinado y mucho más a los indígenas.

PUNTO 4. LA SEMI-FEUDALIDAD.

Este punto tiene que ver con el Gobierno gamonal-sindicalista. Según el articulista, el gobierno boliviano está compuesto por una oligarquía terrateniente occidental cuyos integrantes serían sindicalistas corruptos (¿Solares?)

Quisiéramos encontrar a esos gamonales masistas con grandes extensiones de tierras en el occidente de La Paz, Oruro y Potosí. Si comprobamos que por ahí se encuentra alguna autoridad del gobierno con tierras en estos departamentos o en el oriente, se nos haga conocer porque de semejante fenómeno no tenemos la menor noticia. Comparemos las propiedades de los croatas, alemanes, y norteamericanos que detentan propiedades de cien mil hectáreas y más en Santa Cruz, El Chaco, Beni y Pando. Sin embargo la crítica de “Enríquez” no va por ese camino. No importa que el gamonalismo cruceño y oriental sea escandaloso, de lo que se trata es de encontrar “gamonales” masistas en el occidente.

PUNTO 5. LA COSTRA SINDICAL. LA ASAMBLEA POPULAR DE 1971.

Sorpresivamente, aparece una rememoración histórica sobre el gobierno de Juan José Torres, la Asamblea Popular y la resistencia de agosto-21 en la Paz. Resulta que para nuestro crítico, ese hecho constituye la “vergüenza mayúscula” de la historia universal.

Por primera vez en la historia boliviana, un intento tímido de constituir un órgano legislativo popular que reemplace al Congreso tradicional, es interpretado como una “vergüenza” y la causa del ascenso al poder de Bánzer Suárez. El pobre Enríquez no conoce en absoluto los acontecimientos de agosto de 1971, cuando, efectivamente, una Asamblea Popular discutía los problemas del nuevo Estado mientras el fascismo militar amenazaba en el horizonte; son efectivamente errores, pero no por ello se va a descalificar una experiencia que, con deficiencias, constituye un ensayo de estructurar un poder popular. Además la Asamblea y sus integrantes en su mayoría participaron activamente en la resistencia armada del pueblo paceño contra el golpe fascista y en sus victorias de Laikakota, la toma de la Intendencia de Guerra y otros actos revolucionarios que “Enríquez “ no conoce y califica de vergüenza internacional. Seguramente para su esmirriada inteligencia, la resistencia anti-fascista de agosto de 71, fue algo vergonzoso.

Pero, por otra parte, “Enríquez”, se introduce en una miserable disquisición sobre las sedes sindicales que tenía y tiene el movimiento sindical boliviano. Increíblemente sostiene el susodicho autor del artículo que la posesión de unos viejos y destartalados inmuebles que efectivamente tiene la Central Obrera Boliviana y el edificio bombardeado de la Federación de Mineros, convierte al movimiento obrero en una costra corrupta y en una burguesía gamonal-sindicalista. Es tan ridículo el cargo que no sabemos cómo refutarlo, pero demuestra hasta qué punto existe en el señor Enríquez la mala intención de criticarlo todo, incluso levantando ridiculeces como su denuncia insulsa contra Abel Mamani y Román Loayza por ocupar el primero un ministerio y el segundo su situación en la Asamblea Constituyente.

PUNTO 6. LOS ENFRENTAMIENTOS ACTUALES.

SUCRE-COCHABAMBA-ALTO PARAPETI-HUANUNI. Etc.

Se insiste en cargar sobre el gobierno la responsabilidad plena de los enfrentamientos sociales y políticos que se dieron en los últimos tiempos.

Primero está Huanuni.

Los falsos “cooperativistas”, en realidad pequeños empresarios que se dedican a dar ocupación a humildes mineros que trabajan con sus manos, con todos los riesgos, para beneficio de sus patrones; pretendían apoderarse del cerro Posokoni para explotarlo en las mismas condiciones pre-capitalistas más miserables. Los asalariados de Huanuni, plantearon la resistencia y se produjo el enfrentamiento. El gobierno, a la cabeza del compañero Dalence hizo todo lo inimaginable para evitar el encuentro fratricida sin resultados positivos y más bien con muchas bajas de ambos lados. Inculpar al Gobierno por esos hechos es la falacia más grande que repiten todos los días los reaccionarios y manifiestamente también “A Nova Democracia” a través de su corresponsal en Bolivia Saba Calero.

Segundo. Sucre. 24 de mayo, el día de la ignominia.

Cuando el gobierno preparaba en Sucre una asamblea con los diversos municipios del departamento para hacer entrega de un lote de ambulancias, la dirigencia reaccionaria de Sucre, aliada del Comité Cívico cruceño y la Unión Juvenil Cruceñista, conocida estructura paramilitar fascista (que no aparece en ningún análisis del Enríquez), organizó una asonada “prohibiendo” al presidente llegar a la ciudad. Las hordas enloquecidas de matones fascistas atacaron brutalmente a los campesinos que ya se retiraban ante la noticia de la suspensión del acto programado. Las escuadras fascistas capturaron a un grupo grande de campesinos, ancianos, mujeres y niños y los condujeron en medio de una lluvia de golpes, patadas, apaleamientos e insultos hasta la Plaza 25 de Mato y la puerta de la Casa de la Libertad. Paradójicamente, el frontis de esa Casa histórica sería el escenario del acto fascista, racista e inhumano más infame de la historia nacional, cometido contra esos humildes campesinos, obligados a caminar de rodillas, desnudos y permanentemente golpeados. Se quemó sus banderas y sus ponchos, se les obligó a vociferar contra el Evo, se les obligó a besar el suelo en “sumisión” a Sucre bajo el alarido de “Sucre se respeta, carajo”.

Las imágenes transmitidas por todos los canales de televisión nacionales y extranjeros mostraron, mal que les pese, la infamia del accionar de bandas de jóvenes drogados y enloquecidos por la demagogia. No pudieron los medios eludir la obligación de hacer conocer a todo el país y el mundo las atrocidades que se cometían en nombre de la “libertad” y la “democracia” y en realidad como comprobación del nazi-fascismo reinante en la “capital”.

Como se ve, en Bolivia existen ya organismos paramilitares de carácter fascista que tienen como objetivo final o el derrocamiento violento del Gobierno o la división del país para crear un nuevo Estado vasallo del Imperialismo. No podemos perder de vista esta realidad. Por su parte el Gobierno que, a pesar de toda la propaganda, hace todos los esfuerzos para evitar los enfrentamientos, no comprende plenamente que con el fascismo no se dialoga, se lo aplasta o nos aplasta, eso nos enseñó nuestro inolvidable camarada Stalin.

Tercero. El caso del Chaco-Alto Parapetí.

Cuando una Comisión del Instituto Nacional de Reforma Agraria, acompañada por dirigentes de la Asamblea del Pueblo Guaraní, se hacía presente en el Alto Parapetí, un municipio de la región chaqueña, los verdaderos gamonales extranjeros, concretamente la familia Larsen de origen norteamericano, cuyas “propiedades” de miles de hectáreas, son resguardadas por mercenarios colombianos y brasileños armados hasta los dientes, atacaron brutalmente a la Comisión y a los periodistas que la acompañaban. La Comisión fue agredida, los periodistas golpeados y los indígenas conducidos a la plaza de Camiri donde fueron humillados y torturados. La Comisión ante la imposibilidad de cumplir su misión legal de saneamiento de la tierra tuvo que retirarse. Se puede efectivamente criticar al Gobierno por no haber dado protección policial a la comisión, pero la crítica reaccionaria y de nuestro crítico, se dirige contra la Comisión que habría “agredido” a la población civil.

Vemos cómo coincide exactamente la versión de la derecha reaccionaria y la versión que sostiene nuestro “amigo” Enríquez.

Cuarto. Cochabamba.

El departamento de Cochabamba, lamentablemente ha elegido por voto citadino al señor Manfred Reyes Villa, un paramilitar, edecán del Gobierno de García Meza. Este señor tuvo la desvergüenza de proclamar a voz en cuello: “Adelante Santa Cruz con su independencia”. Dicha proclama sublevó y enardeció a la población trabajadora y campesina de Cochabamba que, efectivamente, tomó las instalaciones de la prefectura y les prendió fuego. Unos días después Reyes Villa organizó a las escuadras fascistas de la ciudad y su complemento las bandas de la Unión Juvenil Cruceñista (que ya actúa a nivel nacional y no solamente en Santa Cruz), agrediendo brutalmente a una concentración de regantes campesinos. El resultado fue un muerto a bala de los campesinos y un muerto de los fascistas que cayó víctima de la furia campesina que sufría brutales agresiones en el centro de la ciudad.

Ahora bien acusar al gobierno de una masacre contra el pueblo en Cochabamba es otra de las falacias de la reacción que repite maliciosamente nuestro “crítico”.


PUNTO 7. EL ASUNTO JAIME SOLARES.

Para el señor Wilson Enríquez, el héroe de las luchas “revolucionarias” de Bolivia que se oponen al gobierno “gamonal-sindicalista”, “reaccionario”, “pro-imperialista”, “indigenista a la robinsson”, y “cocalero”, es el minero “sindicalista” Jaime Solares. Empero, ¿quién es Jaime Solares? Naturalmente Wilson no sabe o se hace el que no sabe. Bueno, he aquí un breve prontuario de Jaime Solares.

Apodado “El Baldarachi”, de origen trotskista (POR de pie), fue un agente represor del ministerio de gobierno del narcotraficante, fascista y masacrador Luís García Mezza, torturador de comunistas y resistentes a ese régimen nefasto. Se cuentan y son públicas fotografías de la actuación represiva sobre todo contra los mineros de parte de ese infame impostor que, justamente por la decadencia lamentable del movimiento proletario minero, llegó a ser Secretario Ejecutivo de la COB y de la Central Obrera de Oruro en la actualidad.

Resulta risible la catalogación de “sindicalistas” corruptos, cuando Solares es el prototipo más connotado de ese espécimen humano.

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En resumen, la actual respuesta que podría ser mucho más extensa en vista de la cantidad de pruebas que existen sobre el carácter de nuestro proceso y las grandes dificultades que debe enfrentar en una enconada lucha de clases, sirve para continuar una polémica que no solamente se refiere al Sr. “Enríquez” y “A Nova Democracia”, sino también a todos aquellos que, confundidos por la propaganda reaccionaria, se colocan consciente o inconscientemente de lado de las fuerzas reaccionarias enemigas de Bolivia y de su UNIDAD.

Jorge Echazú Alvarado.

PCmlm.