segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

9 mortos em manifestações no Iraque

19 de Fevereiro de 2011

Mohammed Tawfeeq

Fonte: Tribunal Iraque | Tradução do TMI



Nove pessoas morreram e 47 ficaram feridas, na quinta-feira, quando centenas de manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança em Sulaimaniya, cidade na região curda do norte do Iraque, segundo o Dr. Raykot Hamed Salih, um médico da cidade.

Dezenas de manifestantes atacaram a sede do Partido Democrático do Curdistão, na cidade e destruíram móveis e computadores no interior do edifício, disseram à CNN fontes da polícia em Sulaimaniya.

Testemunhas disseram à CNN que as forças de segurança curdas, conhecidas como peshmerga, abriram fogo para dispersar os manifestantes.

Os manifestantes estavam revoltados com a corrupção, a qualidade dos serviços básicos e o desemprego, disse Salih.

O Partido Democrático do Curdistão é chefiado pelo presidente da região do Curdistão, Massoud Barzani, um homem poderoso na região.

O Iraque, como muitos dos seus vizinhos, tem sido agitado por protestos populares desde as manifestações que derrubaram o líder da Tunísia, no mês passado.

Na cidade de Kut, na parte leste do Iraque, pelo menos uma pessoa foi morta a tiro e outras 55 ficaram feridas, incluindo quatro polícias, quando na quarta-feira os seguranças privados e as forças de segurança iraquianas abriram fogo contra centenas de manifestantes em frente ao gabinete do governador, disseram fontes hospitalares.

Polícias de Kut, cidade a cerca de 110 km a sul de Bagdad, disseram à CNN que cerca de 2.000 manifestantes exigiam a renúncia do governador da província de Wasit, Latif Hamed, acusando-o de corrupção.

Alguns dos manifestantes tentaram forçar a entrada para o gabinete do governador, enfrentando os guardas de segurança privada, disse a polícia. Depois do tiroteio, a situação degradou-se ràpidamente e os manifestantes ficaram ainda mais revoltados. Dezenas de manifestantes invadiram de novo o gabinete do governador e destruiram móveis no interior e deixaram o prédio em chamas. Outro grupo de manifestantes dirigiu-se à casa do governador, tendo-a incendiado também.

A polícia de Kut disse à CNN que Hamed não estava na cidade quando os manifestantes atacaram o seu escritório e a casa.

Os manifestantes gritavam \\\"Abaixo o (primeiro-ministro Nouri) Al-Maliki, abaixo a corrupção, fora com os ladrões.\\\" Outros transportavam uma faixa que dizia: \\\"Oito anos de sofrimento, onde estão as suas promessas?\\\" referindo-se ao governo iraquiano que assumiu o poder após a invasão de 2003.

Em Falluja, centenas de manifestantes caminharam em direção ao edifício da Câmara Municipal e do gabinete do presidente na terça-feira, exigindo a sua renúncia e do chefe do conselho da cidade, por causa da corrupção e da sua incapacidade em fornecer serviços básicos à população.

Pela primeira vez desde que começaram as manifestações em todo o país, há mais de duas semanas, a TV estatal Iraqiya mostrou imagens da manifestação de Kut e apelou para os protestos serem feitos de forma pacífica e sem violência.

www.uruknet.info?p=75083
Link: edition.cnn.com/2011/WORLD/meast/02/17/iraq.protests/

Em São Paulo, semana é marcada por protestos

Estudantes enfrentam a repressão policial contra aumento das passagens


[nggallery id=20]No dia 17 de fevereiro, quinta-feira, milhares de estudantes foram às ruas do Centro da capital paulista para protestar contra o criminoso aumento da passagen de ônibus na cidade, que desde o dia 5 de janeiro aumentou de R$ 2,70 para R$ 3,00, a mais cara do país. Essa nova manifestação realizada em São Paulo se somou as diversas que aconteceram em várias capitais na data que ficou marcada como o Dia Nacional de Luta Contra o Aumento.

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas durante o confronto entre os manifestantes e a tropa de choque da PM e a Guarda Civil Metropolitana em frente a prefeitura.

Os estudantes responderam com vigor as balas de borracha e o gás de pimenta da polícia. O jovem Vinícius Figueira, 25 anos, foi covardemente espancado por PMs. Seis manifestantes se acorrentaram nas catracas do hall da entrada da prefeitura. Durante a manifestação os estudantes registraram o enorme número de P2's (espiões da repressão) presentes no ato e a quantidade de policiais fardados fotografando os manifestantes.

Manifestação contra reintegração de posse


Na última sexta-feira, 18 de fevereiro, cerca de 200 moradores de um terreno baldio localizado à beira da rodovia Imigrantes, em Diadema, no ABC, bloquearam a pista sentido São Paulo por volta das 18h30. O motivo do protesto foi a reintegração de posse que ocorreu há algumas semanas na região. Os manifestantes enfrentaram a polícia, ergueram barricadas e atearam fogo em pneus e madeiras.

Vendedores ambulantes lutam por melhores condições de trabalho


Na fim da manhã dessa segunda-feira, 21/2, dezenas de vendedores ambulantes se reuniram em frente à prefeitura de São Paulo para protestar por melhorias nas condições de trabalho e contra a repressão da Guarda Civil Metropolitana. No fim do mês passado, os camelôs de Brás, no Centro, realizaram alguns protestos porque desde o dia 25 de janeiro eles estão proibidos de vender mercadorias na feira que acontecia diariamente na madrugada no local. Na manifestação do dia 29/1, os trabalhadores entraram em confronto com a Polícia Militar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Prisões nas polícias do Rio:

O banditismo faz parte do velho Estado

[caption id="attachment_713" align="alignleft" width="300"][/caption]

Nesta terça-feira, 15 de fevereiro, o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, deixou o cargo após reunião com o secretário estadual de segurança José Mariano Beltrame. Essa foi uma das medidas de “limpeza nas instituições” e “combate à corrupção na polícia” da denominada operação Guilhotina da Polícia Federal.

Na última sexta-feira, 45 mandatos de prisão contra membros das polícias Civil e Militar do estado do Rio foram expedidos pela Polícia Federal. Os policiais são acusados de participação nos grupos paramilitares apelidados de “milícias”, desvio de armas, corrupção, venda de proteção a bicheiros e traficantes, apropriação de armas, dinheiro e drogas obtidas em operações.

Entre os detidos está o delegado Carlos Antonio Oliveira, que até 2010 foi o principal assistente de Allan Turnowski, o “braço direito de Beltrame”. As principais ações criminosas cometidas pelos policiais, e agora levadas a público, como roubo de dinheiro e eletrodomésticos, invasões de domicílios, espancamentos, ocultação de cadáveres, propinas, etc, ocorreram (e ainda ocorrem) durante a ocupação do Complexo do Alemão pelas forças militares, como AND já denunciava em sua edição n° 73, “Velho Estado impõe regime de exceção nas favelas do Rio de Janeiro”.

As prisões e demissões nas polícias, bem como a acusação contra delegados e “homens de confiança” não passam de uma encenação de “limpeza” e “purificação” das instituições. No duro, revelam o quão descartáveis podem ser as peças mesmo no comando de uma ou outra corporação, e prisão e condenação mesmo só ocorrerão com uns poucos da arraia miúda.

Tais fatos escancaram a podridão e a prática de banditismo a que se prestam os aparatos repressivos do velho Estado e desmentem de vez a falácia de que esses tipos de abusos policiais são “fatos isolados” e “atitudes de maus policiais”. Tais crimes cometidos pela polícia contra o povo tratam-se de atitudes rotineiras, principalmente por parte da PM, e bastante conhecidas pelas populações das favelas do Rio. No caso do Alemão, ainda somam-se as denúncias de furtos por parte de soldados do exército.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Resistência contra a remoção da Favela do Metrô (RJ)

Rafael Gomes


[nggallery id=17] No sábado, dia 12 de fevereiro, a equipe de reportagem do A Nova Democracia esteve na favela do Metrô para registrar a denúncia de que o subprefeito da zona Norte do Rio de Janeiro, André Santos, estava na comunidade acompanhado da Polícia Militar, Guarda Municipal e de tratores da prefeitura, prontos para a derrubada de alguns barracos de moradores que foram sorteados com prédios nas proximidades da Mangueira. A ação foi feita contra a vontade da maioria da população da comunidade que não quer sair do local.

Como a resistência dos moradores foi forte e organizada, a prefeitura, que antes tentava amedrontar a população dizendo que todos iriam para Cosmos querendo ou não, agora se vê obrigada a sortear apartamentos para concretizar seus sinistros planos em nome da especulação imobiliária, pois a comunidade fica próxima ao Maracanã, estádio em que será realizado o jogo final da Copa do Mundo que acontecerá no Brasil. Por exigência da Fifa, existe o projeto de ser construído um estacionamento onde hoje é localizada a favela do Metrô. Seguem pendentes as situações dos que não conseguiram os apartamentos e dos comerciantes.

A reportagem de AND também registrou as pichações e “colaços” feitos pelos moradores com frases de ordem de incentivo à luta e de denúncia dos crimes cometidos pela prefeitura. As inscrições “Eduardo Paes inimigo do povo!”, “Os prédios da Mangueira não são esmolas! São conquistas da nossa luta!” e “Abaixo as remoções de Paes, Cabral e Lula!” estão pintadas nos muros da entrada da comunidade.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

(RJ) Favela do Metrô ameaçada neste momento!!!

Comunicação da Rede contra Violência



O subprefeito da Zona Norte, André Santos, encontra-se neste momento (12/02) na Favela do Metrô. Levou com ele duas viaturas da polícia militar e guardas municipais. Ele alega que precisará derrubar as casas das pessoas que aceitaram se mudar para um empreendimento próximo a Mangueira hoje ainda.

A maioria dos moradores que não quer sair estão preocupadas com a ação da prefeitura, pois, é comum na ação do poder público quebrar uma casa e prejudicar outra, já que são todas geminadas naquela comunidade. Além disso, o próprio ato de descaracterização (termo que eles utilizam) gera uma situação de risco para os moradores, num local onde antes não havia.

Os moradores gostariam que os demais companheiros fossem a comunidade, pois temem algum abuso por parte do subprefeito que, aproveitando que está quebrando casas que foram negociadas, derrubar ou inviabilizar outras que não foram.

A prefeitura do Rio mais uma vez está agindo com o terror sobre as comunidades.

A Favela do Metrô fica próximo à estação de trem da Mangueira, do metrô Maracanã e da Uerj.

Todos lá!

Comissão de Comunicação da Rede contra Violência

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Egito em festa

Após um turbilhão de manifestações que durou 18 dias, Hosni Mubarak renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 11 de fevereiro, após um governo de quase 30 anos de corrupção, entreguismo e submissão ao imperialismo. Um governo que se sustentou oprimindo o povo egípcio com uma “lei de emergência” que durou todo este tempo.

Na véspera, tentou ainda uma última manobra, transferir poder ao vice, que for indicado por ele. Tal atitude aumentou a revolta popular e hoje pela manhã o exército prometeu reformas democráticas se o povo se retirasse das ruas. Nada disso surtiu efeito, as massas egípcias mostraram sua firme determinação de por fim, de uma vez por todas a quase 30 anos de opressão.

O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. "O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman.

Os enfrentamentos dos últimos dias deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, avolumando assim a onda que lava o Magerb e o Oriente Médio. O sangue destes mártires abre o caminho para transformações que possibilitaram que o povo da região se organize para conseguir mudanças ainda mais profundas.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Levante popular no Sudão

Seguindo o exemplo dos outros países do Norte da África, a população do Sudão também se levanta em massivos e combativos protestos. Nesse país, o regime fascista de Omar Hassan al Bashir está usando de todos os métodos de terror para tentar conter a fúria popular.

Durante vários dias, as manifestações aconteceram em diversas partes do país, com grande participação do movimento estudantil. Universidades foram cercadas pelas forças policiais na tentativa de impedir as manifestações. No fim de janeiro, um estudante foi morto durante os confrontos.

Na quinta-feira, dia 3 de fevereiro, o exército reacionário sudanês prendeu um grupo de jornalistas do Partido Comunista do Sudão que contestam o regime. Dez jornalistas do jornal Al Midan (órgão do Partido Comunista) e um membro do comitê central, Hassan Gattan, foram detidos. O grupo é acusado de ser um dos principais agitadores das manifestações contra Hassan.

O presidente Omar Hassan al Bashir tem um mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional que pede a sua imediata prisão. Ele é acusado pelo genocídio de mais de 400 mil sudaneses e de expulsar mais de 2 milhões de pessoas de suas casas em Darfur.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Onda de protestos chega a Jordânia

Com os massivos levantes populares que vêm sacudindo a Tunísia, o Egito e a Argélia, a onda de protestos chegou a Jordânia, país localizado no Oriente Médio.
Após vários dias de manifestações, nesta terça-feira, 1º de fevereiro, o rei Abdullah 2º se viu obrigado a destituir todo o seu governo, inclusive seu primeiro-ministro Samir Rifai.
A pobreza e a corrupção desenfreada foram os principais motivos dos protestos, que tiveram seu estopim com o anúncio do aumento dos preços dos produtos alimentícios e combustíveis. Nas ruas de todo o país, milhares de jordanianos carregavam faixas com os dizeres “O nosso governo é uma cambada de ladrões!” e “Não à pobreza e à fome!”. A população também exige a renúncia do rei Abdullah.
As manifestações na Jordânia estão sendo influenciadas pelos protestos que vêm estremecendo o Norte da África onde, diariamente, e apesar da repressão, milhões de pessoas vão às ruas desafiar o velho regime, contra a fome, a miséria, a corrupção e a exploração.

Região Serrana: catástrofe natural ou crime premeditado?

Nos dias 24 e 25 de janeiro, a equipe de reportagem de A Nova Democracia foi à cidade de Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. O município foi o mais atingido pelas chuvas que devastaram a serra nos dias 10 e 11 do mesmo mês. O número total de mortos divulgado até o dia da publicação deste vídeo, já atingia a trágica marca de 871 óbitos, nos municípios de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto.

Em Nova Friburgo, nossa equipe de reportagem registrou o retrato do barbárie: milhares de famílias abandonadas em abrigos, sem nenhuma perspectiva de recomeçarem a vida, depois de perderem tudo que tinham. Enquanto os gerenciamentos de turno e o monopólio dos meios de comunicação se empenham em culpar o povo pobre pela tragédia, as vítimas desenterram os corpos de seus parentes e tentam resgatar dos escombros o pouco que sobrou do que tinham, fruto de anos, décadas de árduo trabalho.

Como se o abandono e a indiferença não fossem o bastante, o velho Estado agora aproveita o desastre para remover várias favelas da região serrana, muitas delas em áreas de baixada, que não correm riscos. Além disso, com o pretexto de evitar saques, a cidade foi citiada pelas tropas do exército, enquanto milhares de desabrigados buscam respostas dos gerenciamentos de turno, temendo terem o mesmo fim dos moradores do morro do Bumba. Por lá, quase um ano após as chuvas que deixaram 241 mortos na favela de Niterói, muitos moradores vivem até hoje em abrigos sem ter recebido nada dos políticos que, na época, tanto prometeram reparação.

Confira o vídeo produzido por A Nova Democracia: