Mortes, “apagão”, enchentes, desabrigados
O monopólio das comunicações esfrega as mãos satisfeito ao noticiar falhas no sistema de transmissão de energia. As classes reacionárias regozijam atacando a atual gerência oportunista do velho Estado. Pregando como monges, fingem que o passado não existe e agem como se não fizessem todos, da “situação” à “oposição”, parte do mesmo velho e apodrecido Estado.
O quadro de putrefação é tamanho que presenciamos situações tragicômicas como o coro afinado do DEM, PSDB e PSOL, a direita e o palavrório trotskista unidos na “oposição” vociferando investigações e exigindo soluções.
E enquanto as classes dominantes trocam farpas e especulações, o povo pobre paga caro pelo descaso. As massas, sem luz, com suas moradias e poucos pertences arruinados pelas chuvas, são esquecidas durante as rusgas pelo butim das migalhas do velho Estado.
Baixada Fluminense - RJ
Mortes e descaso
Primeiramente
foram as inundações da região da Baixada Fluminense (Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçú, etc.) que, na primeira quinzena de novembro, desalojaram centenas de famílias, destruiu todos os seus pertences. Em Duque de Caxias, pelo menos três pessoas morreram em consequência das fortes chuvas. A enchente ilhou áreas inteiras da cidade, provocando uma situação desesperadora para milhares de pessoas que passaram dias tentando recuperar seus poucos bens em um quadro de total abandono e descaso por parte governos.
Em Nova Iguaçu três pessoas da mesma família morreram após um deslizamento de terra que soterrou a casa onde moravam no Morro da Biquinha: o guardador de piscina José Severino de Frias, de 48 anos, e seus dois filhos, Marilson José de Frias, de 22, e Jenifer Maria da Silva Frias, de 15.
Região dos Lagos – RJProtesto incendeia carro de prestadora de energia elétrica

No último dia 20, após mais uma queda de energia, um carro da Ampla, concessionária de energia elétrica prestadora de serviços na Região dos Lagos - RJ, foi incendiado durante um protesto contra falta de luz na Praia Rasa, em Búzios.
Durante o protesto, a população revoltada denunciou que o corte de fornecimento de energia é coisa frequente na região. Moradores do local denunciam que sempre em períodos de alta temporada, com grande presença de turistas, principalmente estrangeiros, o fornecimento de luz dos bairros pobres e das periferias é cortado e redirecionado para as regiões dos hotéis e regiões onde se concentram bares e restaurantes da burguesia.
Região Sul – RS e SC
Mortes, destruição e mais de 1.500 desabrigados
No último fi
nal de semana (dias 21 e 22 de novembro), em decorrência das fortes chuvas, a população do Rio Grande do Sul e Santa Catarina ficou às escuras.
Ventos fortes e temporais assolaram o litoral sul de Santa Catarina, bem como o meio-oeste e a região da Grande Florianópolis.
Nesse mesmo período, sete pessoas morreram após as tempestades que atingiram o Rio Grande do Sul. Ocorreram duas mortes em Canoas, duas em Porto Alegre, uma em Capivari do Sul, uma em Cidreira e uma em Candelária. O número de desabrigados passou dos 1.500 em todo o estado. Segundo estimativas da Defesa Civil. Cerca de 15 mil pessoas ficaram desalojadas.