segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Boicote à farsa eleitoral em Fonseca - Minas Gerais - Protestos nas ruas e nos muros da cidade
Mês de revoltas populares em Belém - PA
Desde o início de agosto, inúmeros protestos foram deflagrados por moradores de bairros pobres de Belém em resposta aos crimes do Estado contra o povo.
Conjunto Satélite
Vila Branca
Operários mexicanos se levantam contra exploração patronal e oportunismo
Entenda a história de luta dos operários da Johnson ControlEm maio último, operários da fábrica de autopeças mexicana Johnson Control, na cidade de Puebla, entraram em greve insatisfeitos com as condições de trabalho e salários e com a inoperância do sindicato que supostamente representava a categoria. Segundo os operários, o sindicato permitiu centenas de demissões, para a fixação de um acordo dos patrões com a empresa terceirizada Onedigit, acordo esse que segundo os trabalhadores, não alterou em nada a longa e cansativa jornada de trabalho das 800 pessoas que operam a Johnson Control. Ainda segundo os operários, a Confederação dos Sindicatos Organizações (COS), não se pronunciou quanto aos vários casos de assédio sexual de supervisores da linha de produção contra operárias, que representam 70% do efetivo da indústria. Revoltados, os trabalhadores pediram o apoio do modesto Sindicato Nacional de Mineiros e Metal (SNTMMS), que começou a afrontar os patrões e estimular os operários a cruzar os braços, diferente da postura do sindicato patronal COS.
Moradores de distrito estimulam boicote às eleições
Revoltados com a falta de assistência do poder público, os moradores de Fonseca, distrito de Alvinópolis (MG), pregam o boicote na eleição de outubro. Muros ganham mensagens estimulando os 900 eleitores a anularem o voto.
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Revolta popular: muros de Fonseca exibem campanha contra as eleições |
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
FARSA ELEITORAL - Voto: um “direito” obrigatório
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Crimes contra o povo: Moradores de Tiquatira denunciam incêncios
Incêndios misteriosos em comunidades pobres tem se tornado algo comum em São Paulo. Porta vozes do Estado reacionário culpam as próprias vítimas pelo “crime” de viver em situação cada vez mais miserável. Moradores acreditam que incêndios podem ser novo método de “reintegração de posse” contra famílias pobres.
Mais um incêndio tornou ainda mais dura vida do povo da comunidade Tiquatira, localizada na zona leste de São Paulo. O incêndio aconteceu no ultimo dia 13 de agosto atingindo 100 barracos e destruindo cerca de três mil metros quadrados de área onde vivem aproximadamente 649 famílias. Duas pessoas ficaram feridas.
Em menos de um mês foi à segunda vez que os moradores sofreram com o fogo de origem misteriosa. Outro incêndio, ocorrido no dia 11 de julho, deixou duzendas famílias desabrigadas.
Nem bem as chamas foram extintas, os agentes do Estado fascista brasileiro já criminalizava as vítimas culpando-as pelo incêndio.
No incêndio anterior, o promotor de Habitação e Urbanismo da capital, José Carlos de Freitas, deu demonstração do seu ódio de classe declarando no monopólio da comunicação que os incêndios eram nova forma de ocupação e obter indenizações da prefeitura: “O expediente mais recente é este, de provocar incêndios criminosos e simular uma nova ocupação que não havia no local. Se a gente puder chamar assim é uma nova tecnologia” - declarou preconceituosamente o promotor ao portal G1 no dia 22 de julho de 2010.
Já neste ultimo incêndio, as frases acusadoras ficaram por conta do secretário municipal das Subprefeituras de São Paulo, Ronaldo Camargo, que acusa as famílias trabalhadoras de terem provocado os incêndios intencionalmente, pois assim seriam supostamente “beneficiadas” pelo cadastro assistencial ou entrariam na lista de famílias beneficiadas com moradia.
Os moradores da Tiquatira denunciam a tentativa de expulsá-los de suas casas. Além dos dois últimos incêndios, eles denunciam a constante presença das forças de repressão do velho estado e uma rotina de humilhações e violações de direitos e liberdade.
Protestos na Caxemira contra Estado indiano

segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Sucessão de atropelamentos revolta em Curitiba
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
PMS suspeitos de executar mais um jovem em São Paulo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010
População de Laranjeiras-SE ocupa rodoviária e incendeia três ônibus

segunda-feira, 9 de agosto de 2010
9 de agosto 1995 - 2010: 15 anos da heroica resistência de Corumbiara
Clique aqui e leia a notícia da retomada da fazenda Santa Elina em www.anovademocracia.com.br
ao acampamento após a tomada da Santa Elina


Torturas comprovadas por exame de corpo de delito
Foto: CPT de Porto Velho – Colorado do Oeste, 12/08/95

Luiz Inácio - PT, então candidato, na fazenda Santa Elina após o "massacre".
Na ocasião, ele prometeu que "se eleito" cortaria as terras da Santa Elina, as entregaria
aos camponeses e faria justiça. Nenhuma das promessas foi cumprida.

2007: camponeses retomaram a Santa Elina
Organizados pelo Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina - Codevise, sobreviventes e remanescentes da batalha de 1995 foram à Brasília exigir justiça e indenização para todas as vítimas


sexta-feira, 6 de agosto de 2010
II seminário sobre Capitalismo Burocrático será realizado na UFAL
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De 30/08 a 04/09/2010
LOCAL: Universidade Federal de Alagoas
Das 14h às 18h / SÁBADO: 8H às 18H
Inscrições de 15 a 23 de agosto de 2010
As relações econômicas, políticas e culturais com o imperialismo têm constituído no país um capitalismo, associado ou vinculado aos interesses da expansão do imperialismo, um capitalismo que cumpre um papel subordinado. Este capitalismo burocrático, engendrado pelo imperialismo, foi de uma forma precisa analisado pelo Presidente Mao na China, identificado como grande capital, portanto passível de ser confiscado pelas forças revolucionárias, como de fato ocorreu naquele país. A revolução peruana parte dessa análise utilizando-se os aportes de Mariátegui o que permite desenvolver tal conceituação fornecendo elementos importantes para a luta de classes em países dominados pelo imperialismo.
Fazer uma análise correta das classes, identificar os amigos e inimigos permite uma compreensão adequada das alianças de classes. Compreender neste sentido o papel fundamental do proletariado e do campesinato no Brasil, a necessidade de uma aliança para romper com a dominação imperialista é uma questão decisiva para a revolução brasileira.
Convidamos para o evento estudantes, professores e pesquisadores que tenham interesse de desenvolver estudos e pesquisas no campo do marxismo, como o já iniciado por autores que debateram e desenvolveram o tema da semifeudalidade no país como Alberto Passos Guimarães, Josué de Castro e Nelson Werneck Sodré. "
Conferencistas
Prof. Dr. Víctor O. Martín Martín - Universidad de La Laguna, Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha.
Profª. Drª. Nazira Correia Camely - Universidade Federal do Acre.
Entidades apoiadoras
Coordenação do Curso de Filosofia/UFAL
Coordenação do Curso de História/UFAL
Prof. Dr. José Nascimento de França/UFAL
Prof. Dr. Walter Matias/UFAL
Prof. Dr. Alberto Vivar Flores/UFAL
Prof. Ms Wilson Correia Sampaio (doutorando) /UFAL
Prof. Dr. José Nascimento
(82) 3241-7525 / jnfranca_@hotmail.com
Leyne Nicácio
(82) 8813-5290 / leyne.benario@gmail.com
Mônica Silva
(82) 8847-9532 / moniklima_al@hotmail.com
Carlos Alberto Batista
(82) 8817-2341 / carlosalbertobn@hotmail.com
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Atividade de propaganda do comitê de apoio de AND na 62ª reunião anual da SBPC em Natal - RN
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Corrupção policial: praxe de um Estado podre dos pés à cabeça
Patrick Granja
Nos últimos dias o monopólio dos meios de comunicação não poupou atenções ao desfecho do atropelamento de Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz da Rede Globo Cissa Guimarães. Na madrugada do dia 20 de julho, o rapaz e seus amigos aproveitavam a interdição do túnel Acústico, na zona sul do Rio de Janeiro, para andar de skate no local, momento em que Rafael foi atingido. O veículo que o atropelou era dirigido por Rafael de Souza Bussamra, de 25 anos, que supostamente, disputava um “pega” — como são conhecidas as corridas de carros clandestinas — com Gabriel Henrique de Souza Ribeiro, de 19 anos. Os dois são filhos de famílias ricas e moram na região mais nobre do Rio de Janeiro.
Câmeras de segurança na saída do túnel flagraram uma demorada conversa entre o atropelador, o cabo Marcelo Bigon e o sargento Marcelo Leal Martins, ambos lotados no 23º BPM (Leblon). Depois de receberem propina de mil reais do engenheiro Roberto Bussamra, pai de Rafael, os PMs liberaram o acusado.
Nos dias seguintes, atiçados por mais um de muitos casos de corrupção policial no Rio, os reacionários de plantão incrementavam suas reivindicações por “melhores salários para a polícia” como solução para o problema de “desvio de conduta”. Mas a corrupção da polícia no Rio de Janeiro, que não é novidade para ninguém, não se limita a casos de infração de trânsito. Quem não se lembra do assassinato de Evandro João da Silva, coordenador do AfroReggae que reagiu a um assalto no Centro do Rio e foi morto pelos bandidos? Parados pela polícia, os criminosos foram estorquidos pelo capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles — que lhes tomaram os objetos roubados de Evandro — para serem liberados em seguida.
Mesmo quando processados, policiais civis ou militares raramente são condenados e presos, comprovando também o corporativismo entre as polícias, as corregedorias e os magistrados. Até mesmo em casos de chacinas, como as de Vigário Geral, Candelária, do Complexo do Alemão, da Baixada e de Acari, os policiais envolvidos não sofreram punição alguma. Nesse último caso, três meninas e oito garotos da favela de Acari foram seqüestrados por policiais e até hoje, 20 anos depois, seus corpos não foram encontrados e os assassinos continuam soltos.
O sociólogo Ignacio Cano, em seu livro Quem Vigia os Vigias, comparou dados das ouvidorias do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Pará. Segundo a pesquisa, no Rio, uma em cada três denúncias anônimas anotadas pela ouvidoria é referente a casos de corrupção policial, sendo essa a maior média do Brasil.
Com a publicidade de mais este caso de suborno suborno policial, pulularam manchetes no monopólio da imprensa com críticas aos policiais seguindo o tom ditado pelo gerente de turno Sérgio Cabral e seu secretário de segurança pública, José Mariano Beltrame, que os taxou de “frutas podres na corporação”. Com o arrefecimento do caso, passaram a publicar casos “heróicos” em que policiais recusavam propinas e prendiam aqueles que tentavam comprar sua cumplicidade em pequenos delitos.
Esses fatos são reveladores de que a corrupção é a praxe do velho Estado. Nada diferente poderia se esperar de suas hordas que reprimem e assassinam o povo pobre diuturnamente.