terça-feira, 21 de junho de 2011
Entrevista com a viúva do trabalhador assassinado por PMs da UPP no Pavão-Pavãozinho
UPP: Inúmeros abusos no rastro da militarização no Rio de Janeiro
![]() | |
Jovem assassinado trabalhava desde os 16 anos |
O monopólio dos meios de comunicação, como de praxe, fez coro com os porta-vozes do gerenciamento de Sérgio Cabral defendendo os policiais que assassinaram o rapaz. Segundo o comando da UPP, o rapaz estaria armado e teria disparado contra os PMs. Contudo, dias depois, a assessoria de imprensa do supermercado Carrefour se pronunciou dizendo que André era seu funcionário. Quando esteve no local, nossa equipe checou a carteira de trabalho do rapaz e constatou que, desde os 16 anos, André trabalhava de carteira assinada.
Segundo moradores que não quiseram se identificar, André teria sido abordado por PMs que, fazendo jus ao toque de recolher, gritaram com o rapaz e o xingaram por estar na rua durante a madrugada. O rapaz bateu boca com os policiais. Depois de liberado, André teria recebido um tiro nas costas dos PMs que, além de tudo, o deixaram agonizando no local.
sábado, 18 de junho de 2011
UPP no Tuiuti: polícia chega trazendo o terror

RJ: Divulgação da imprensa popular nas greves dos professores e bombeiros

sexta-feira, 17 de junho de 2011
Novos choques entre o povo grego e a polícia
Mineirão: Copa do Mundo ameaçada

Bombeiros prometem retomar protestos após impasse com gerenciamento estadual
Greves no Ceará e em Pernambuco
Mais um trabalhador é assassinado no Pará
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Operários da Volkswagen encerram greve de 37 dias no Paraná

A greve contemplou o pagamento de R$ 11,5 mil de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) até 2012, com uma primeira parcela de R$ 5.200 a ser paga na próxima semana. A segunda parcela, de R$ 6.300, fica para o início do ano que vem e depende de serem atingidas metas de produção.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, no período de greve deixaram de ser fabricados 22,9 mil carros e o prejuízo para a empresa chegou a R$ 1 bilhão. Na fábrica paranaense são feitos os modelos Fox, CrossFox e Golf.
Também foi acertada a antecipação da data-base de setembro para agosto, com a garantia de aumento real de 2,5% mais o INPC acumulado e o pagamento de um abono salarial de R$ 4.200.
Ainda serão concedidos reajustes salariais, conforme a faixa de ganho. Os aumentos variam de 2,5% a 5%. Quem ganha mais recebe aumento menor. Quem ganha menos tem reajuste maior. O prazo de pagamento desses reajustes também vai variar conforme a faixa salarial.
A empresa irá descontar os dias de paralisação dos operários nos salários. Mas esse desconto será parcelado: dois dias de desconto por mês. O desconto total dos 37 dias demorará 19 meses.
A guerrilha de Porecatu em livro
Neste mês de junho o jornalista Marcelo Oikawa está lançando, em Londrina, o livro para o qual realizou uma extensa pesquisa durante mais de dez anos.
A obra chama-se Porecatu, a guerrilha que os comunistas esqueceram e será um dos eventos que marcará a realização do Congresso Internacional de Agroecologia.
O livro, entre outros aspectos, dá destaque para a figura de Manoel Jacinto Correia, um cearense que, chegado ao Paraná, entrou em contato com o Partido Comunista e a partir daí vai se tornar uma das principais figuras desta luta camponesa que Marcelo Oikawa apresentará em detalhes em seu livro.
Manoel Jacinto, por sinal, é a denominação do Arquivo dos movimentos sociais do Paraná cuja criação foi uma iniciativa do advogado e escritor Laércio Souto Maior que, além de instalá-lo nas dependências da Secretaria Estadual do Trabalho com espaço para exposições e auditório franqueado para eventos do movimento social, também criou a Associação dos Amigos do Arquivo Manoel Jacinto Correia como um instrumento a mais para dar suporte às ações do Arquivo.
O trabalho do AMJC está centrado na busca da documentação e iconografia referente aos movimentos operário, camponês, estudantil e das correntes políticas do movimento revolucionário.
domingo, 12 de junho de 2011
Professores são recebidos à pauladas na Câmara Municipal de Fortaleza
Na terça-feira, dia 7, professores de Fortaleza, Ceará, bloquearam a entrada da Câmara dos vereadores, tentando inviabilizar a sessão plenária em que seria votado o piso da categoria. Os professores foram impedidos de entrar no plenário para acompanhar a sessão que redefiniria o reajuste salarial. A polícia cercou o local.
Os servidores querem a retirada da matéria da pauta de votação, alegando que não conhecem o conteúdo a ser votado. E ainda afirmam que a matéria tira o direito adquirido da categoria em relação ao piso nacional.
Na confusão, a polícia e a guarda municipal usaram spray de pimenta e agrediram os professores. Os trabalhadores impediram alguns vereadores de entrarem na Câmara.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Mapuches chilenos completam 84 dias de greve de fome
Por Ana Lúcia Nunes
Na última sexta-feira, 03 de junho, eles tiveram suas penas revistas pela justiça chilena. As penas foram rebaixadas para três anos, exceto a de Héctor Llaitul Carillanca, ex-dirigente da Coordenadora Arauco Malleco (movimento que organiza a luta mapuche no Chile), que foi sentenciado a quatro anos, mas antes deve cumprir outra condenação de cinco anos. O rebaixamento das penas é, sem dúvida, uma resposta às intensas manifestações que vem sendo realizadas no Chile e no exterior. Diversas organizações condenam a perseguição do Estado chileno aos mapuches. No Chile ainda vigoram leis antiterroristas da época do regime militar. No caso dos mapuches, foi usado o recurso de testemunhas sem rosto. Atualmente, há mais de cinquenta presos políticos mapuches no Chile e muitos mapuches passaram à clandestinidade para seguir com sua luta por autoderteminação.
Segundo o último informe médico, divulgado em 29 de maio, Héctor Llaitul Carrillanca, de 43 anos, perdeu 23 kg, e Jonathan Sady Huillical Méndez, de 23 anos, perdeu 21 kg. Os dois estão seriamente desnutridos. Jose Huenuche Reimán e Ramón LLanquileo Pilquimánoram estão hospitalizados e não há maiores informações sobre o estado de saúde deles. Veja a cobertura completa na próxima edição de AND.
Se isso não for fascismo...
Por Patrick Granja
Cerca de 3 mil bombeiros ocuparam o quartel central da corporação no Rio de Janeiro exigindo que o gerenciamento Cabral negociasse suas reivindicações, entre elas o reajuste salarial dos atuais 950 para R$ 2 mil reais. A ocupação do quartel foi fruto do desenrolar de um movimento que já dura vários dias, porém sem nenhum avanço nas negociações devido à recusa do governo em negociar com os grevistas.
Os bombeiros e seus familiares, como forma de protesto, passavam a noite no quartel quando, por volta das 6h da manhã, cerca de 150 policiais do Bope e a tropa de choque da PM invadiram o quartel disparando bombas, balas de borracha e até tiros de fuzil.
Cléa Borges, a esposa do bombeiro Túlio Anselmo Borges Meneghelli, sofreu um aborto durante a invasão policial.
Horas depois, o gerente estadual Sérgio Cabral foi à TV e chamou os bombeiros de “vândalos e criminosos”. Declarou as ações da greve como “inaceitáveis do ponto de vista do Estado de direito democrático”. Atribuiu ao movimento motivação política e fingiu indignação ao declarar que era um absurdo os bombeiros se insurgirem contra seu governo, como se tudo estivesse sendo feito para levar as negociações a bom termo.
Sérgio Cabral, em seu discurso, acusou o movimento grevista de “prejudicar uma instituição respeitada”, mas omite o que desencadeou o movimento: o baixíssimo salário pago aos integrantes da corporação.
A atitude do gerenciamento Cabral é apenas mais uma confirmação de sua essência fascista. Ao ordenar a repressão brutal aos bombeiros e seus familiares que ocupavam o quartel, Cabral disse que “mesmo que recebessem o pior salário do Brasil”, a ocupação do quartel “não teria justificativa”. Diz isso, buscando justificar disparos de fuzil contra grevistas e seus familiares. Ataca os grevistas, acusando-os de invadir e depredar um prédio público, quando foi ele quem ordenou que a polícia abrisse fogo e lançasse bombas no interior do quartel.
Na tarde de domingo, quando a reportagem de AND cobria a manifestação dos bombeiros no centro da cidade, panos vermelhos podiam ser vistos nas janelas dos prédios saudando a luta e prestando solidariedade. Pesquisas de opinião revelam o unânime apoio da população do Rio à justa luta dos bombeiros, que seguem mobilizados e afirmam que permanecerão mobilizados até a conquista de suas reivindicações.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, o também fascista César Maia, postou o seguinte comentário na internet: “Depois de chamar médicos de vagabundos, Cabral chama os bombeiros de vândalos. Às mães da Rocinha propôs aborto para não gestarem traficantes. Himmler perde.” Na falta de uma melhor fonte para descrever todo o fascismo das atitudes e declarações do atual gerente de turno estadual, registramos esta pela veracidade das palavras.
Túlio Anselmo, o bombeiro cuja esposa sofreu um aborto durante a invasão policial protestou: "Não somos bichos. Não somos bandidos. Nós não apresentávamos perigo nenhum. Nosso objetivo é apenas pedir mais alimentação. Eu salvo a vida dos outros e ganho menos de R$ 1 mil para sustentar minha família. Isso não é justo. Mataram meu filho!"
Após repressão, estudantes de Vitória seguem firmes na luta pelo passe livre
Por Rafael Gomes
Logo pela manhã, os estudantes bloquearam o trânsito em frente ao Palácio Anchieta, sede do gerenciamento estadual. Uma barricada de pneus foi erguida e, em seguida, incendiada.
O BME – Batalhão de Missões Especiais da PM foi acionado para reprimir o protesto. Como de praxe, a polícia abusou da covardia lançando bombas de gás e balas de borracha.
Na parte da tarde, dando sequência às manifestações pelo passe livre e contra a máfia dos transportes, a concentração principal foi em frente a Universidade Federal do Espírito Santo. Os estudantes denunciaram que a tropa de choque chegou a lançar bombas de efeito moral dentro da Universidade.
De nada adiantou a truculência da PM e, na manhã de hoje, segunda-feira, 6/2, os estudantes não se intimidaram e fizeram nova manifestação em frente ao palácio Anchieta. A juventude capixaba promete se manter firme na luta enquanto não forem atendidas suas reivindicações.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Abusos marcam o início das remoções no Largo do Campinho
Por Patrick Granja
Na última sexta-feira, agentes da prefeitura voltaram ao Largo do Campinho, zona Norte do Rio, com um aparato de guerra para remover uma parte dos moradores. Apesar de terem aceitado a ínfima indenização oferecida pela prefeitura, moradores sofreram inúmeros abusos durante a ação. Muitos deles tiveram seus estabelecimentos comerciais invadidos e outros foram incluidos no trajeto das remoções em cima da hora. Revoltados, moradores se queixaram com os agentes responsáveis pela remoção, mas não foram ouvidos.
Depois de muita resistência, com protestos radicalizados, moradores do Largo do Campinho conseguiram forçar a prefeitura a negociar. Contudo, mesmo após um acordo unilateral, uma imposição às famílias removidas, a prefeitura não abriu mão de sua prática comum nas favelas do Rio. Quando nossa equipe deixou o local, famílias que ainda não haviam sido pagas estavam desesperadas, na chuva, sem outra opção que não dormir na rua.
Despejo em prédios do projeto Minha Casa, Minha Vida deixa dezenas de famílias na rua
Por Patrick Granja
Na semana passada, policiais federais, civis e militares participaram de uma ação de despejo em três condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida, em Campo Grande. Segundo a secretaria de habitação, os moradores invadiram os apartamentos. Entretanto, de acordo com outras pessoas que moram no local, os imóveis estavam abandonados, já que poucas famílias aceitam as moradias pequenas e isoladas do Centro da cidade. Contudo, os imóveis serviam de abrigo a dezenas de famílias que viviam nas ruas por diferentes motivos. Mesmo assim, não houve diálogo com os gerenciamentos de turno que mobilizaram um aparato de guerra para expulsar as famílias. Já o monopólio da imprensa, criminalizou o movimento insinuando que grupos paramilitares teriam comandado as invasões.
No segundo dia de despejos, nossa equipe também esteve no local e flagrou dezenas de famílias abandonadas na rua com seus móveis sem ter para onde ir. Segundo os moradores com situação regularizada, a prefeitura e a Caixa Econômica Federal proibem a venda ou o aluguel das moradias obrigando dezenas de famílias a viverem confinadas em uma região 60 quilômetros afastada do Centro da cidade.
Passageiros se revoltam e enfrentam a PM em terminal de ônibus de Goiânia
Na sexta-feira, dia 20 de maio, por volta das 19h, passageiros que aguardavam ônibus no Terminal Padre Pelágio, no Bairro Ipiranga, se revoltaram depois que os serviços foram interrompidos por conta de uma queda de luz. Entretanto, os trabalhadores já estavam indignados visto que, uma semana antes, as passagens sofreram um aumento de 11 % e passaram de 2,25 para 2,50. A manifestação começou depois que passageiros se reuniram na plataforma principal do terminal e deram inicio a um combativo ataque à estrtura do local. Ônibus, catracas e bilheterias foram atacadas.
Chamada para reprimir a multidão, a PM fechou os acessos ao terminal e massacrou as pessoas que estavam no local com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Imagens da TV Record publicadas na internet mostram um grupo de PMs agredindo indiscriminadamente os passageiros com tapas, socos, chutes e golpes de cassetete. Entre eles estava um idoso. Mesmo assim, os manifestantes não se intimidaram e revidaram as agressões da polícia com pedras e pedaços de vidro.